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dc.creatorPrimo, Gustavo
dc.date.accessioned2019-08-09T12:52:26Z
dc.date.available2019-08-09T12:52:26Z
dc.date.issued2019-05-27
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/11673
dc.description.abstractConsidering that editorial mediation plays a constitutive role in the functioning of the discursive regimes of literature, we state a hypothesis: whenever a literary work is (re)published as a new editorial object, the imaginaries about the literary text and how it should circulate are updated, displaced, and transformed. In order to discuss that, the theoretical framework is based on some principles of French Discourse Analysis (Maingueneau, 2006), and related areas, such as Mediology, History of the Printed Book, Design and Semiology. The main objective is to investigate how the Antología de la Literatura Fantastica (ALF), organized by Adolfo Bioy Casares, Jorge Luis Borges, and Silvina Ocampo, and published in 1940 by the Argentinian Editorial Sudamericana, materializes new imaginaries when published by the Brazilian Cosac Naify in 2013. Methodologically, it is possible to identify these imaginaries from the ethé projected by the discursive scenography of the book. This scenography shows itself by the conjunction of textual, paratextual, graphic, and material elements formalized in the book. A descriptive study reveals how imaginaries related to the ALF have been transforming since the first edition, throughout the decades. Nevertheless, a constant factor works in the material formalization of these editions. There is a constitutive vanishing of information about the editorial processes every time a new edition of the ALF comes out, as if the book was a black hole that “swallows” its own history. Second, there is a dynamics between the force created by the use of images, symbols, and themes of the fantastic, which tend to suspend rational references to a certain time or space, and the editorial vestiges (Debray, 1995) that bond the object to its context of production.eng
dc.description.sponsorshipFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)por
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlospor
dc.rights.uriAcesso abertopor
dc.subjectMaterialidades do literáriopor
dc.subjectFormalização materialpor
dc.subjectCenografia discursivapor
dc.subjectMaterialities of literatureeng
dc.subjectMaterial formalizationeng
dc.subjectDiscursive scenographyeng
dc.titleVer o livro como buraco negro: a formalização material da Antologia da Literatura Fantástica, de Bioy Casares, Borges e Ocampopor
dc.title.alternativeSeeing the book as a black hole: the material formalization of the Antologia da Literatura Fantástica, by Bioy Casares, Borges, and Ocampoeng
dc.typeDissertaçãopor
dc.contributor.advisor1Salgado, Luciana Salazar
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5206927424265495por
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3715303790562755por
dc.description.resumoPartindo de uma perspectiva que investiga a mediação editorial como constitutiva nos regimes de funcionamento do literário, levantamos a hipótese: sempre que uma obra literária é (re)publicada num novo objeto editorial, os imaginários sobre o texto literário e como ele deve circular são atualizados, deslocados, transformados. Tendo como base teórica princípios da Análise do Discurso de linha francesa, com foco no discurso literário, conforme propõe Maingueneau (2006), e com apoio em áreas de estudos afins, como a Midiologia, a História do Livro, o Design e a Semiologia dos Objetos, o objetivo principal do trabalho é investigar como a Antologia da Literatura Fantástica (ALF), organizada por Adolfo Bioy Casares, Jorge Luis Borges e Silvina Ocampo e publicada em 1940, pela portenha Editorial Sudamericana, materializa novos imaginários ao ser publicada pela brasileira Cosac Naify, 73 anos depois, em 2013. Metodologicamente, é possível identificar esses imaginários nos ethé projetados por uma cenografia discursiva que o livro, enquanto objeto do mundo, engendra. Essa cenografia se mostra pela conjunção entre os elementos textuais (textos que integram a antologia), paratextuais (textos de apoio, quarta-capa, colofão etc.), gráficos (capa, diagramação, tipografia etc.) e materiais (tamanho do livro, qualidade do papel, acabamento etc.) formalizados no livro. Um estudo descritivo revela como imaginários ligados à ALF se transformam e se deslocam, desde a primeira edição argentina, de 1940, passando por várias reedições, até a primeira edição brasileira, publicada pela editora Cosac Naify, em 2013. Ao longo dessa trajetória, a cenografia da ALF é feita num jogo paratópico entre lugar e não-lugar, pelo emprego de imagens, símbolos e temas relacionados ao fantástico ali concentrado, alimentando a força da obra. Ao mesmo tempo, a ALF passa por várias transformações que propiciam um apagamento dos processos editoriais que a constituíram, tornando-se um verdadeiro buraco negro: sua força implode num vórtice, cujo centro escuro, motor gravitacional, se percebe somente ao observarmos os vestígios (Debray, 1995) que há em seu entorno.por
dc.publisher.initialsUFSCarpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Estudos de Literaturapor
dc.subject.cnpqLINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA::TEORIA E ANALISE LINGUISTICApor
dc.description.sponsorshipIdFAPESP: 2017/02030-5por
dc.ufscar.embargoOnlinepor
dc.publisher.addressCâmpus São Carlospor


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