UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA URBANA
AVALIAÇÃO DO GERENCIAMENTO DE PERDAS DE ÁGUA POR
VAZAMENTOS EM MUNICÍPIOS DE MÉDIO PORTE
Dissertação apresentada ao
Programa de Pós-Graduação em
Engenharia Urbana do Centro de
Ciências Exatas e de Tecnologia da
Universidade Federal de São Carlos,
como parte dos requisitos para
obtenção do título de Mestre em
Engenharia Urbana.
ERIVELTON BORTOLI DOS SANTOS
Orientador
Prof. Dr. Ademir Paceli Barbassa
SÃO CARLOS
2007
2
3
4
Dedico este trabalho a toda minha
família, minha igreja, meus amigos e
sobretudo ao meu Deus.
5
Agradecimentos
Primeiramente a Deus pela proteção, ânimo, esperança e vida.
Ao Prof. Dr. Ademir Paceli Barbassa, orientador e amigo, pela
oportunidade oferecida e muito mais pela sua dedicação.
A todos os professores do Programa de Pós-Graduação em Engenharia
Urbana (PPGEU) que promoveram a minha formação.
À secretária do Programa de Pós-Graduação Sonia pela colaboração e
orientação em cada etapa do curso.
Aos amigos do Programa: Festi, Pagnossi, Luiz Fernando, Montanha,
Douglas e Rodrigo pelo companheirismo.
Ao amigo Edson, que caminhamos sempre juntos, ainda mais nesta
empreitada.
Aos amigos da SABESP: Izaias, Herrera, Ivo, Milson César, Chakur,
João Luiz, Hélio, Carlos, Lucas, Bernardino, Milton, Café, Ferreira, Valdenir, Lourival,
Lúcio Marcelo, Bárias, Takio, Wilson, Takao, Ricardo, Sidmar, Renato, Fernando,
Flávio, Luiz Paulo, Gilmar, Nilton, Lúcio Hugo, Ramiro, Carlos Gomes, Scapin e
Orlando, pelo incentivo.
Aos ex-Diretores da SABESP José Everaldo Vanzo e Enéas Siqueira de
Oliveira pela abertura da possibilidade de estudo dentro da empresa.
Ao meu Pai Raimundo, minha mãe Dirce, meu irmão Edgar, minha irmã
Márcia, minha avó Maria, meu sogro Rafael e minha sogra Aparecida pelo incentivo.
À minha esposa Adriana, meu filho Erivelton, minha filha Rafaela e meu
filho Tiago de Jesus pelo amor e alegria do meu lar.
À minha igreja pelas orações e amor fraternal.
6
RESUMO
A QUANTIDADE DE ÁGUA QUE É PERDIDA POR VAZAMENTOS NO
BRASIL REVELA UM CENÁRIO COM EXTREMOS DIAMETRALMENTE
OPOSTOS. POR UM LADO, EXISTE UMA PARCELA SIGNIFICATIVA DA
POPULAÇÃO SEM ABASTECIMENTO E DO OUTRO UMA PARTE MAIS
“PRIVILEGIADA” QUE DESFRUTA ATÉ A POSSIBILIDADE DO DESPERDÍCIO,
SEJA PELO USO INADEQUADO DESTE RECURSO NATURAL QUE TENDE À
ESCASSEZ OU TAMBÉM PELA NEGLIGÊNCIA E FALTA DE INTERESSE DOS
OPERADORES QUE FORNECEM O SERVIÇO SEM A APARENTE
PREOCUPAÇÃO EM REDUZIR OU MINIMIZAR O ÍNDICE DE PERDAS, QUE TEM
UMA MÉDIA NACIONAL QUE SE APROXIMA DOS 40%. A INFORMAÇÃO QUE O
VALOR DO ÍNDICE DE PERDAS É IGUAL A 40% É EQUIVALENTE A DIZER QUE
PARA CADA LITRO DE ÁGUA PRODUZIDA E FORNECIDA AOS
CONSUMIDORES, QUASE OUTRO LITRO NÃO É FATURADO, TALVEZ POR
FALHAS DE MEDIÇÃO (SUBMEDIÇÃO) E FRAUDES NO HIDRÔMETRO OU POR
VAZAMENTOS NA REDE. COM RELAÇÃO ÀS COMPONENTES DO ÍNDICE DE
PERDA, PESQUISAS FEITAS EM DIVERSOS EQUIPAMENTOS INDICAM O
VALOR MÉDIO DE 8% AO HIDRÔMETRO, SENDO DIFÍCIL PARA ESTIMAR UM
VALOR DAS FRAUDES. PORÉM, NORMALMENTE, EXCETUANDO OS CASOS
DAS LIGAÇÕES CLANDESTINAS EM FAVELAS, NÃO SE ENCONTRAM
VALORES SUPERIORES A 1% PARA AS FRAUDES, O QUE LEVA A ADMITIR
UMA PERDA MÉDIA DEVIDA SIMPLESMENTE AOS VAZAMENTOS ATINGINDO
31%. NESSE TRABALHO PROCUROU-SE LEVANTAR E RELACIONAR AS
AÇÕES GERENCIAIS QUE TEM CONTRIBUÍDO PARA O SUCESSO NA
REDUÇÃO DO ÍNDICE DE PERDAS, PROMOVENDO TAMBÉM A MANUTENÇÃO
EM VALORES MÉDIOS EM TORNO DE 25 %. OS SISTEMAS FORAM
CARACTERIZADOS EM TERMOS DE INFRAESTRUTURA, MEDIÇÕES
EXISTENTES, GERENCIAMENTO, E QUALIFICAÇÃO DO PESSOAL
ENCARREGADO DO COMBATE ÀS PERDAS. ATRAVÉS DE EXPERIÊNCIAS E
COMPARAÇÃO AOS DADOS DA LITERATURA FOI POSSÍVEL IDENTIFICAR
PRÁTICAS, MATÉRIAS E TECNOLOGIAS RECOMENDÁVEIS À REDUÇÃO DE
PERDAS DE ÁGUA. ATRAVÉS DO USO DE INDICADORES PERCENTUAIS DE
CADA ETAPA DO GERENCIAMENTO FOI PROPOSTO O USO DE UM NOVO
INDICADOR, DENOMINADO INDICADOR GERAL DO GERENCIAMENTO DE
PERDA DE ÁGUA (IGGPA), ONDE É POSSÍVEL AVALIAR AS CONDIÇÕES
GERAIS DE OPERAÇÃO DO SISTEMA. A APLICAÇÃO DOS INDICADORES
PROPOSTOS PERMITE A REALIZAÇÃO DE UM DIAGNÓSTICO DO SISTEMA
COM SUBSÍDIOS PARA O PLANEJAMENTO E IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA
DE GERENCIAMENTO DE PERDAS.
7
ABSTRACT
THE AMOUNT OF WATER THAT IS LOST FOR LEAKAGE IN BRAZIL
DISCLOSES A SCENE WITH DIAMETRICAL OPPOSING EXTREMITIES. ON THE
OTHER HAND A SIGNIFICANT OF THE POPULATION WITHOUT SUPPLYING
AND THE OTHER EXISTS PART “MORE PRIVILEGED” PARCEL THAT IT EVEN
ENJOYS OF THE POSSIBILITY OF WASTEFULNESS, EITHER FOR THE
INADEQUATE USE OF THIS NATURAL RESOURCES THAT ALSO TEND TO THE
SCARCITY OR FOR THE RECKLESSNESS AND LACK OF INTEREST OF THE
OPERATORS WHO SUPPLY THE SERVICE WITHOUT THE APPARENT
CONCERN IN REDUCING OR MINIMIZING THE INDEX OF LOSSES, THAT HAS A
NATIONAL AVERAGE THAT IF IT APPROACHES TO 40%. THE INFORMATION
THAT THE VALUE OF THE INDEX OF LOSSES IS EQUAL 40% IS EQUIVALENT
TO SAY THAT FOR EACH LITER OF WATER PRODUCED AND SUPPLIED TO
THE CONSUMERS, ALMOST ANOTHER LITER IS NOT INVOICED, MAYBE FOR
IMPERFECTIONS OF MEASUREMENT (SUB-MEASUREMENT) AND FRAUDS IN
THE HYDROMETER OR FOR LEAKAGE IN THE NET. WITH REGARD TO THE
COMPONENTS OF THE INDEX OF LOSS, RESEARCH MADE IN DIVERSE
EQUIPMENT INDICATES THE AVERAGE VALUE OF 8% TO THE HYDROMETER,
BEING DIFFICULT ESTEEM A VALUE OF THE FRAUDS. HOWEVER, NORMALLY,
EXCEPTING THE CASES OF THE CLANDESTINE LINKINGS IN SLUM
QUARTERS, SUPERIOR VALUES DO NOT MEET 1% FOR THE FRAUDS, WHAT
IT LEADS TO SIMPLY ADMIT AN AVERAGE LOSS DUE TO LEAKAGE REACHING
31%. IN THIS WORK IT WAS LOOKED TO RAISE AND TO RELATE THE
ACTIONS MANAGEMENTAL THAT HAS CONTRIBUTED FOR THE SUCCESS IN
THE REDUCTION OF THE INDEX OF LOSSES, ALSO PROMOTING THE
MAINTENANCE IN AVERAGE VALUES AROUND 25%. THE SYSTEMS HAD BEEN
CHARACTERIZED IN TERMS OF INFRASTRUCTURE, EXISTING
MEASUREMENTS, MANAGEMENT, AND QUALIFICATION OF IN CHARGE STAFF
IT COMBAT TO THE LOSSES. THROUGH EXPERIENCES AND COMPARISON
TO THE DATA OF LITERATURE IT WAS POSSIBLE TO IDENTIFY PRACTICAL,
RECOMMENDABLE MATTER AND TECHNOLOGIES TO THE REDUCTION OF
LOSSES OF WATER. THE USE OF PERCENTILE INDICATORS OF EACH STAGE
OF THE MANAGEMENT WAS CONSIDERED THE USE OF A NEW INDICATOR,
CALLED INDICATING GENERALITY OF THE MANAGEMENT OF LOSS OF
WATER (IGGPA), WHERE IT IS POSSIBLE TO EVALUATE THE GENERAL
CONDITIONS OF OPERATION OF THE SYSTEM. THE APPLICATION OF THE
CONSIDERED INDICATORS ALLOWS TO THE ACCOMPLISHMENT OF A
DIAGNOSIS OF THE SYSTEM WITH SUBSIDIES FOR THE PLANNING AND
IMPLANTATION OF A SYSTEM OF MANAGEMENT OF LOSSES.
8
LISTA DE FIGURAS
FIGURA 4.1 – Classificação de vazamentos em tubulações – SABESP 2003 ........................................ 22
FIGURA 4.2 – Nível econômico de perdas – LAMBERT (2000)................................................................. 27
FIGURA 4.3 – Ciclo dos metais – PIMENTA2 (2006) ................................................................................... 32
FIGURA 4.4 – Princípio da Corrosão eletroquímica – FONSECA (1974) ................................................. 33
FIGURA 4.5 – Caminho elétrico entre anodo e catodo – FONSECA (1974) ............................................ 36
FIGURA 4.6 – Potencial elétrico entre partes da tubulação – FONSECA (1974) .................................... 36
FIGURA 4.7 – Corrosão entre válvula e tubulação – FONSECA (1974) ................................................... 37
FIGURA 4.8 – Corrosão de aço novo em contato com aço velho – PIMENTA1(1996) .......................... 38
FIGURA 4.9 – Corrosão em trechos com riscos – FONSECA (1974) ....................................................... 39
FIGURA 4.10 - Corrosão causada pela mistura de diversos solos - PIMENTA1 (2006) ......................... 39
FIGURA 4.11 - Corrosão causada pela mudança de solo - FONSECA (1974) ....................................... 40
FIGURA 4.12 - Corrosão do aço em contato com o concreto - PIMENTA1 (2006).................................. 41
FIGURA 4.13 - Microfuros no trecho central do tubo - ROCHA (2001) ..................................................... 43
FIGURA 4.14 - Furo provocado por equipamento que estrangula o fluxo de água - ROCHA (2001) .. 45
FIGURA 4.15 - Furo provocado por elemento cortante - ROCHA (2001) ................................................. 46
FIGURA 4.16 - Haste de escuta - MONTEIRO (2006) ................................................................................. 56
FIGURA 4.17 – Geofone mecânico - MONTEIRO (2006) ........................................................................... 57
FIGURA 4.18 – Geofone eletrônico - MONTEIRO (2006) ........................................................................... 57
FIGURA 4.19 – Correlacionador de ruídos - MONTEIRO (2006) ............................................................... 58
FIGURA 4.20 - Exemplo de intervenção para combate a vazamentos – FARLEY 2003........................ 60
FIGURA 4.21 - Relação do índice de vazamento com a pressão (Tsutiya 2001) .................................... 64
FIGURA 4.22 - Componentes para um programa efetivo de controle e redução de perdas–TARDELLI
FILHO (2004) .............................................................................................................................................. 67
FIGURA 5.23 – Mapa rodoviário com a localização do município de Monte Alto –
http://www.saopaulo.tur.br/maps/ - (2007) ............................................................................................. 70
FIGURA 6.24 – Detalhe de parte da folha com cadastro de SAA .............................................................. 83
FIGURA 6.25 – Indicador da eficiência do cadastro do SAA ...................................................................... 88
FIGURA 6.26 – Evolução dos indicadores do gerenciamento de perdas para o SAA de Monte Alto. . 89
FIGURA 6.27 – Evolução dos indicadores do gerenciamento de perdas para o SAA de Monte Alto. . 89
FIGURA 6.28 – Tela do monitoramento on line do SAA de Monte Alto .................................................... 91
FIGURA 6.29 – Número de vazamentos na tubulação no ano de 2002 no SAA de Monte Alto - SP... 94
FIGURA 6.30 - Número de vazamentos nos anéis da tubulação e conexões no ano de 2002 no SAA
de Monte Alto - SP ..................................................................................................................................... 94
FIGURA 6.31 – Número de vazamentos nas conexões no ano de 2002 no SAA de Monte Alto - SP . 95
FIGURA 6.32 – Ficha do Sistema de Registro de Falhas em uso pela SABESP .................................... 96
FIGURA 6.33 – Indicador da eficiência do sistema de avaliação e controle de perdas no SAA ........... 98
FIGURA 6.34 – Registro das vazões com cobertura do Bairro Jardim Laranjeiras ............................... 103
FIGURA 6.35 – Esquema das pressões em dois setores de abastecimento do SAA ........................... 104
FIGURA 6.38 – Vazamento na rede de água após a erosão .................................................................... 108
FIGURA 6.39 – Situação da rede de água após a erosão ........................................................................ 108
FIGURA 6.40 – Imagem da área susceptível à erosão em Monte Alto - SP .......................................... 110
FIGURA 6.41 – Esquema de reparo em rede de abastecimento de fibrocimento ................................. 111
FIGURA 6.42 – Evolução do volume perdido por ramal por dia e índice de perdas ............................. 115
FIGURA 6.43 – Indicador da eficiência da priorização dos locais de combate às perdas no SAA ..... 117
FIGURA 6.44 – Detecção de vazamentos com a haste de escuta .......................................................... 118
FIGURA 6.45 – Busca de vazamentos com o geofone .............................................................................. 118
FIGURA 6.46 – Procedimentos para detecção de vazamentos orientados pela vazão de infiltração da
rede coletora ............................................................................................................................................. 119
FIGURA 6.47 – Dispositivo para medição de nível de reservatório elevado .......................................... 120
FIGURA 6.48 – Vista do cabo de aço para medição de nível no reservatório elevado ........................ 121
FIGURA 6.49 – Ilustração de variação da vazão instantânea fora da tendência ................................... 121
FIGURA 6.50 – Indicador da eficiência dos métodos de detecção e controle de perdas no SAA ...... 130
FIGURA 6.51 – Detalhe de reaterro de vala em tubulação de PEAD ...................................................... 131
FIGURA 6.52 – Detalhe da ação abrasiva da água do vazamento associada com o solo .................. 133
FIGURA 6.53 – Indicador da eficiência da avaliação da causa das perdas em adutoras e rede de
distribuição ................................................................................................................................................ 140
FIGURA 6.54 – Detalhe do fundo de reservatório de concreto armado .................................................. 142
viii
9
FIGURA 6.55 – Detalhe do poço de monitoramento para reservatório de concreto armado ............... 142
FIGURA 6.56 – Indicador do gerenciamento de perdas nos reservatórios ............................................. 143
FIGURA 6.57 – Indicador do gerenciamento de perdas nos reservatórios ............................................. 145
FIGURA 6.58 – Detalhe da abrasão causada pela ação da água do vazamento + solo ...................... 146
FIGURA 6.59 – Detalhe de falha na realização do chanfro no tubo de PEAD ....................................... 148
FIGURA 6.60 – Detalhe do uso de materiais fora de norma - Fonte – SABESP (2003) ...................... 149
FIGURA 6.61 – Desengate da conexão pelo uso de peças indevidas. Fonte – SABESP (2003) ....... 149
FIGURA 6.62 – Foto da ligação Padrão 1 - Fonte – SABESP (2003) ..................................................... 150
FIGURA 6.63 – Foto da ligação Padrão 2 - Fonte – SABESP (2003) ..................................................... 151
FIGURA 6.64 – Foto da ligação Padrão 3 - Fonte – SABESP (2003) ..................................................... 151
FIGURA 6.65 – Detalhe do abrigo e cavalete - Fonte – SABESP (2006) ............................................... 153
FIGURA 6.66 – Indicador do gerenciamento de perdas nos ramais ........................................................ 155
FIGURA 6.67 – Indicador da viabilidade econômica do gerenciamento de perdas ............................... 159
FIGURA 6.68 – Evolução do Índice Infraestrutura mensal para o período entre 1996 até 2005 ........ 160
FIGURA 6.69 – Médias anuais do Índice Infraestrutura ao longo do tempo ........................................... 161
FIGURA 6.70 – Indicador Geral do Gerenciamento de Perda de Água (IGGPA) .................................. 162
FIGURA 6.71 – Indicador Geral do Gerenciamento de Perda de Água contra Índice de perdas ........ 162
FIGURA 6.72 – Indicador Geral do Gerenciamento de Perda de Água contra Número de vazamentos
(rede + ramais) ......................................................................................................................................... 163
FIGURA - 6.73 – Indicador Geral do Gerenciamento de Perda de Água contra Índice Infraestrutura de
Perdas ........................................................................................................................................................ 164
LISTA DE TABELAS
TABELA 1.1 - Distribuição da água doce no Brasil ....................................................................................... 13
TABELA 4.2 – Valores usados como parâmetros para os cálculos das perdas reais anuais inevitáveis
– PRAI .......................................................................................................................................................... 28
TABELA 4.4 - Cálculo das PRAI em função da densidade de ramais e pressão média de operação do
sistema ......................................................................................................................................................... 30
TABELA 4.5 - potenciais de alguns metais .................................................................................................... 33
TABELA 4.6 - Série Galvânica Prática ............................................................................................................ 37
TABELA 4.7 - Estudo quantitativo das falhas ................................................................................................ 49
TABELA 4.8 - Pontos de maior frequência de vazamentos nas redes de distribuição ........................... 49
TABELA 4.9 - Redução das perdas em função da redução da pressão na rede de distribuição de
água .............................................................................................................................................................. 64
TABELA 6.10 – Pontuação atribuída pelos profissionais da área de saneamento .................................. 79
TABELA 6.11 – Registro de ocorrências em trecho de rua do município ................................................. 99
TABELA 6.12 – Dimensionamento de Válvulas Redutoras de Pressão para 5 bairros do SAA .......... 105
TABELA 6.13 – Dados levantados do SAA durante o período do geofonamento ................................. 126
TABELA 6.14 – Comparação entre o número de vazamentos detectados na região coberta pelo
geofonamento e no remanescente do sistema .................................................................................... 127
TABELA 6.15 – Recursos aplicados e recuperados entre 1995 a 2001 ................................................. 157
LISTA DE QUADROS
Quadro 4.1 – Classificação dos volumes de água no sistema de abastecimento segundo a Secretaria
Nacional de Saneamento Ambiental (2003)........................................................................................... 20
Quadro 4.2 – Características principais das perdas de água de abastecimento, segundo TARDELLI
FILHO (2004) .............................................................................................................................................. 20
Quadro 4.3- Reações de redução – PIMENTA2 (2006) ............................................................................... 35
Quadro 4.4 – Classificação da corrosividade dos solos – FONSECA (1974) .......................................... 40
Quadro 6.5 – Resumo da avaliação do cadastro do SAA............................................................................ 87
ix
10
Quadro 6.6 – Resumo do gerenciamento dos métodos de avaliação de perdas no SAA de Monte Alto
- SP. .............................................................................................................................................................. 97
Quadro 6.7 – Relação dos insumos utilizados para a realização do remanejamento. .......................... 113
Quadro 6.8 – Resumo da avaliação da priorização dos locais de combate às perdas no SAA .......... 116
Quadro 6.9 – Relatório diário de geofonamento do município de Monte Alto ........................................ 122
Quadro 6.10 – Relações de solicitações de serviços geradas pelo geofonamento ............................... 125
Quadro 6.11 – Resumo da avaliação dos métodos de detecção e controle de perdas no SAA ......... 129
Quadro 6.12 – Resumo da avaliação do gerenciamento da causa das perdas em adutoras e rede de
distribuição ................................................................................................................................................ 139
Quadro 6.13 – Resumo da avaliação do gerenciamento de perdas nos reservatórios ......................... 143
Quadro 6.14 – Resumo da avaliação do gerenciamento de perdas na captação subterrânea ........... 144
Quadro 6.15 – Resumo do gerenciamento no que se refere aos ramais prediais ................................. 154
Quadro 6.16 – Relação do treinamento, período, nome e cargo do funcionário .................................... 156
Quadro 6.17 – Resumo da avaliação da viabilidade econômica do gerenciamento de perdas .......... 159
x
11
SUMÁRIO
RESUMO ............................................................................................................................................................... 6
ABSTRACT ........................................................................................................................................................... 7
1 - INTRODUÇÃO .............................................................................................................................................. 13
2 - JUSTIFICATIVA ............................................................................................................................................ 15
2.1 - Relevância social e histórica ................................................................................................................... 16
2.2 - Relevância técnica .................................................................................................................................... 16
3 - OBJETIVOS .................................................................................................................................................. 18
3.1 - Objetivos gerais ......................................................................................................................................... 18
3.2 - Objetivos específicos ................................................................................................................................ 18
4 - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ....................................................................................................................... 19
4.1 - Classificação e caracterização funcional das perdas de água no SAA ............................................ 19
4.2 - Indicadores de perdas de água no SAA ................................................................................................ 22
4.3 - Causas das perdas nos órgãos componentes do SAA ....................................................................... 30
4.3.1 - Causas de perdas nas tubulações ...................................................................................................... 31
4.3.1.1 - O processo de corrosão em tubulações ......................................................................................... 31
4.3.1.2 - Problemas em tubos de Polietileno de Alta Densidade (PEAD) ................................................. 43
4.3.1.2.1 - Diagnóstico qualitativo das falhas ................................................................................................ 43
4.3.1.2.2 - Estudo Quantitativo das falhas em PEAD ................................................................................... 48
4.3.1.3 - Problemas em tubos de Policloreto de Vinil Carbono (PVC) ....................................................... 49
4.3.2 - Causas de perdas no SAA ................................................................................................................... 50
4.3.3 - Métodos e procedimentos para detecção de vazamentos .............................................................. 52
4.3.4 - Critérios para priorização dos locais de ataque para combate aos vazamentos ......................... 53
4.3.5 - Procedimentos por amostragem – para locais com dificuldades ou sem macro e micromedição
................................................................................................................................ Erro! Indicador não definido.
4.3.6 - Equipamentos Acústicos utilizados para a detecção de vazamentos ........................................... 55
4.3.6.1 - Haste de Escuta .................................................................................................................................. 55
4.3.6.2 - Geofone Mecânico ............................................................................................................................. 56
4.3.6.3 - Geofone Eletrônico ............................................................................................................................. 57
4.3.6.4 - Correlacionador de Ruídos ............................................................................................................... 58
4.4 - Avaliação das perdas de água no SAA ................................................................................................. 59
4.4.1 - Avaliação de perdas de água pela vazão noturna ............................................................................ 60
4.5 - Combate das perdas no SAA. ................................................................................................................. 62
4.5.1 - Combate às perdas de água por controle de pressão ..................................................................... 63
4.6 - Avaliação Econômica no Controle de Perdas ....................................................................................... 65
4.7 - Gerenciamento de Perdas ....................................................................................................................... 65
4.7.1 - Gerenciamento da Rede ....................................................................................................................... 66
4.7.2 - Procedimentos fundamentais para o Gerenciamento de Perdas ................................................... 67
5 - MÉTODO DE TRABALHO .......................................................................................................................... 69
5.1 - Objeto de Estudo ....................................................................................................................................... 69
5.2 - Gerenciamento do Cadastro do Sistema de Abastecimento de Água .............................................. 71
5.3 - Gerenciamento da avaliação de perdas ................................................................................................ 71
5.3.1 - Indicadores.............................................................................................................................................. 71
5.3.2 - Análise dos registros dos vazamentos ............................................................................................... 72
5.4 - Gerenciamento da priorização dos locais de combate às perdas no SAA....................................... 72
5.5 - Gerenciamento dos métodos de detecção e controle de Perdas ...................................................... 73
5.6 - Gerenciamento das causas das perdas em adutoras e rede de distribuição .................................. 74
5.7 - Gerenciamento das causas de perdas nos Reservatórios ................................................................. 76
5.8 - Gerenciamento da captação subterrânea ............................................................................................. 76
5.9 - Gerenciamento das causas de perdas em ramais prediais ................................................................ 77
5.10 - Gerenciamento da viabilidade econômica do controle de perdas ................................................... 77
5.11 - Método de Análise .................................................................................................................................. 77
6 - RESULTADOS E DISCUSSÃO.................................................................................................................. 79
6.1 - Ponderação do gerenciamento dos procedimentos e técnicas de controle de perdas .................. 79
6.2 - Gerenciamento do cadastro do SAA ...................................................................................................... 81
6.3 - Gerenciamento dos métodos de avaliação de perdas no SAA .......................................................... 88
6.4 - Priorização dos locais de combate às perdas no SAA ........................................................................ 98
xi
12
6.5 - Gerenciamento dos métodos de detecção e controle de Perdas .................................................... 117
6.6 - Avaliação do gerenciamento das causas das perdas em adutoras e rede de distribuição ......... 130
6.7 - Gerenciamento da avaliação de perdas nos Reservatórios ............................................................. 140
6.8 - Avaliação da captação subterrânea ..................................................................................................... 144
6.9 - Gerenciamento dos Ramais prediais ................................................................................................... 145
6.10 - Avaliação da Viabilidade Econômica do Gerenciamento de Perdas ............................................ 155
6.11 - Avaliação Geral do Gerenciamento de Perdas ................................................................................ 159
7 - CONCLUSÕES E INDICAÇÕES DE USO DO MÉTODO PROPOSTO ............................................ 165
7.1 - INDICAÇÕES DE USO DO MÉTODO PROPOSTO ......................................................................... 170
9 - FONTES CONSULTADAS: ....................................................................................................................... 172
Apêndice I – Pontuação atribuída a cada etapa do gerenciamento no período ..................................... 175
Apêndice II - Volumes de água produzidos e micromedidos e indicadores do SAA ............................. 183
Apêndice III - Materiais, equipamentos e serviços necessários à Setorização com instalação de
VRP’S ................................................................................................................................................................. 185
xii
13
1 - INTRODUÇÃO
A água constitui um elemento essencial à vida animal e vegetal. Seu
papel no desenvolvimento da civilização é observado desde a Antiguidade, onde as
ocupações do homem se davam principalmente nas proximidades dos mananciais.
Dados da UNESCO - ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA
A EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA (2005) indicam que 97% da água do
mundo é salgada, os 3% restantes são constituídos por água doce. Dessa 2% estão
concentradas nas calotas polares, ficando, portanto, 1% de toda água do planeta
para servir à humanidade. Indicam ainda que nos últimos cem anos, metade das
áreas úmidas que protegem os mananciais de abastecimento do planeta com água
doce, foram degradadas.
Atualmente cerca de 450 milhões de pessoas vem sofrendo com a
escassez da água. Se não forem tomadas sérias providências, em 2025 o resultado
poderá ser dramático; 2,7 bilhões de pessoas deverão sofrer com a escassez de
água. O alerta vem de um relatório divulgado pelo Fundo Mundial para a Natureza –
WWF (2005). Segundo a ONU para amenizar o problema seria necessário reduzir o
consumo anual em pelo menos 10%.
De acordo com a Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do
Meio Ambiente (2005) embora o Brasil detenha 11,6% de toda água doce superficial
do planeta, 70% dela está concentrada na região Amazônica e os 30% restantes
estão distribuídos desigualmente pelo país, para atender 93% da população,
conforme pode ser visto na tabela 1.1.
TABELA 1.1 - Distribuição da água doce no Brasil
Região brasileira % de água Superfície População
Norte 68,50% 45,30% 6,98%
Centro-Oeste 15,70% 18,80% 6,41%
Sul 6,50% 6,80% 15,05%
Sudeste 6,00% 10,80% 42,65%
Nordeste 3,30% 18,30% 28,91%
Fonte: Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente (2005)
Com relação à água subterrânea para abastecimento público, existe
um potencial muito grande para exploração, porém a falta de planejamento do uso
tem gerado conflitos no interior do estado de São Paulo e também já existem sinais
de contaminação desse manancial.
14
O que tem gerado preocupação é que nas últimas décadas houve uma
transformação tecnológica e socioeconômica acelerada, sem planejamento com
respaldo em princípios de desenvolvimento sustentável. Neste período houve um
aumento populacional urbano desordenado, provocado pelo êxodo rural, sendo que
a maioria das cidades não possuía infraestrutura adequada para estas
acomodações.
Além de tudo as novas técnicas aplicadas aos sistemas de
abastecimento de água, aos aparelhos hidráulico sanitários e eletrodomésticos,
propiciaram um maior conforto aos consumidores, porém, estimularam o uso
indiscriminado e desperdício de água.
A elevação do consumo de água, a poluição dos mananciais e a
limitação das reservas obrigam os técnicos a reduzir as perdas, não só pela sua
crescente escassez, mas também para reduzir custos, como se aborda na
sequência.
15
2 - JUSTIFICATIVA
O panorama atual apresentado pelas empresas de saneamento
demonstra a iminente necessidade de ações no sentido do combate ao desperdício,
tanto se considerar o aspecto financeiro pela evasão de receitas e aumento das
despesas, quanto pelo aspecto ambiental de preservação do bem natural garantindo
a sustentabilidade às gerações futuras.
Para se ter um vislumbre do que significam os índices atuais basta
estabelecer uma simples comparação: Imagine se a indústria automobilística
convivesse próximo dos índices atuais – Para cada 10 automóveis produzidos 4 não
gerariam receita - 1 por falha de venda, não conseguir identificar a saída do produto
e 3 por se perderem no caminho ao longo do transporte às revendedoras.
O dinheiro que custeia e subsidia a operação das companhias de
abastecimento de água é do povo, que em praticamente sua totalidade desconhece
o problema, aumentando consideravelmente a responsabilidade dos técnicos
envolvidos, tornando imprescindível toda forma de gestão no sentido de honrar a
confiança que lhes é dispensada.
As perdas físicas de água podem gerar também a possibilidade de
problemas de saúde pública, pela contaminação da água de abastecimento da rede
pelo contato com o solo e seus microrganismos através do furo ou abertura na
tubulação.
Quando os vazamentos não são detectados a tempo levam
constantemente a problemas geotécnicos, pelo carreamento de partículas do solo de
fundações de edificações, ocasionando trincas e gerando gastos com indenizações
e reparos. Pelo mesmo motivo também provocam o solapamento da base e sub-
base dos pavimentos do sistema viário, gerando “panelas” no revestimento, com
implicações cíclicas: a instabilidade do pavimento pode levar a solicitações
excessivas da tubulação que se rompe, gera vazamentos que solapam o solo
degenerando o pavimento, e assim por diante.
A execução de reparos permanente e repetidamente de um local além
de onerar financeiramente gera o desgaste da imagem da operadora do sistema de
saneamento local, pelo desconforto e transtorno causado pelas obras no sistema
viário.
16
2.1 - Relevância social e histórica
Os investimentos nos sistemas devidos às perdas, sem retorno, ou
ainda, feitos para suprir uma deficiência do sistema, são recursos que deixam de ser
aplicados em áreas fundamentais para a saúde humana.
No Brasil, morrem diariamente 20 crianças por falta de saneamento
básico e o quadro geral não é animador. Em 2002 o PNUD (PROGRAMA DAS
NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO) divulgou um relatório brasileiro
do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento) onde 11% dos
domicílios brasileiros não tinham água, 59,6% não possuíam rede coletora de
esgotos, e apenas 27,3% possuíam Tratamento de Esgotos. Por exemplo, no Rio de
Janeiro apenas 56% das residências estavam ligadas à rede de esgoto, e em Minas
Gerais o número era ainda mais crítico, próximo de 81%. Com relação ao
abastecimento de água o Brasil tinha meta estabelecida junto à ONU de abaixar a
taxa de domicílios não atendidos para 8,5% até 2015, o que será possível atender,
se for mantida a tendência presente.
Nas regiões onde se tem água em abundância, muitas vezes existe o
uso indiscriminado, não se preocupando com as perdas e desperdícios.
A água para abastecimento público está se tornando cada vez mais
escassa e cara devido à degradação e poluição dos mananciais. A captação está se
distanciando dos centros urbanos e com isso a implantação e operação das obras
se tornam difíceis e onerosas.
2.2 - Relevância técnica
Quando estabelecida uma comparação entre operadoras de
saneamento no Brasil, pode-se afirmar quase com certeza, que o controle de perdas
de água representa um estágio de excelência na prestação dos serviços, pois são
poucas as empresas que dispõe de um programa específico e com estratégia
definida.
O fato da maior parte das perdas na rede ocorrerem de forma não
visível, leva a uma postura de certa forma negligente por parte dos operadores, que
visam quase sempre, prioritariamente: o abastecimento de água, depois a coleta e
afastamento de esgotos, a seguir o tratamento dos esgotos coletados, e raramente
combate a perdas, principalmente quando existe a falsa impressão de que a água
para o abastecimento é um recurso inesgotável.
17
As perdas de água por vazamentos em alguns casos chegam a
representar 40 % do volume de água distribuído para o abastecimento público. Com
certeza é um índice inaceitável devido à crescente escassez do produto. Para
TOMAZ citado por TSUTIYA (2001) os organismos internacionais recomendam para
países em desenvolvimento como o Brasil, o índice máximo de perdas de água de
25 %. Para países desenvolvidos, o índice é de 15 %, entretanto, a partir de 1996 a
AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION (AWWA), recomenda valores menores
que 10%, devido às novas tecnologias e ao crescente custo da água.
Muitos dos municípios que operam os seus sistemas não dispõem de
economia de escala para desenvolvimento e busca de novas tecnologias,
procurando fundamentalmente o fornecimento de água, coleta e quando raramente,
tratamento de esgotos, motivados principalmente pela necessidade de atendimento
a exigências de ordem sanitária e ambiental.
Embora a redução do índice de perdas possa ser considerada como
uma etapa avançada em termos de saneamento, não se pode negar que ela tem a
ver diretamente com o custo final dos serviços prestados, sendo fundamental frente
à crescente escassez de recursos. Os recursos financeiros recuperados pelo
combate às perdas poderiam ser utilizados para melhoria do sistema, redução de
tarifas, ou investimentos em outras partes do próprio saneamento, pois é
amplamente difundido que cada Real deixado de investir em saneamento implica em
cinco Reais gastos com medicina curativa.
O trabalho pretende oferecer de forma clara e inteligível a tecnologia
básica necessária ao empreendimento de um sistema de coleta de dados e início do
combate às perdas, que seja acessível a todos os profissionais inseridos na área de
saneamento.
18
3 - OBJETIVOS
3.1 - Objetivos gerais
Analisar a gestão do controle de perdas em um sistema de distribuição
de água em cidade de médio porte, considerada bem-sucedida, tendo como objeto
de estudo a cidade de Monte Alto, para subsidiar a obtenção, alcance e manutenção
de um índice de perdas aceitável dentro da realidade brasileira.
3.2 - Objetivos específicos
Identificar e ponderar a influência de técnicas, procedimentos ou
políticas, de controle de perdas de água.
Analisar o uso e a evolução histórica de técnicas ou procedimentos que
determinam ou auxiliam o controle de perdas.
Relacionar, historicamente, os indicadores de perdas às técnicas e/ou
procedimentos de controle de perdas.
Propor o uso de um novo indicador que reflita a situação geral do
gerenciamento do sistema.
19
4 - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Neste capítulo serão abordados diversos aspectos que abrangem o
gerenciamento de perdas num Sistema de Abastecimento de Água (SAA). Foi
adotada a sequência seguinte para a apresentação: Classificação e caracterização,
Parâmetros indicadores, Origem, Avaliação, Combate, Métodos e Procedimentos
para detecção e Avaliação Econômica do Controle e Gerenciamento.
4.1 - Classificação e caracterização funcional das perdas de água
no SAA
Segundo a SECRETARIA NACIONAL DE SANEAMENTO AMBIENTAL
(2003), do ponto de vista operacional, em sistemas públicos de abastecimento as
perdas de água são consideradas correspondentes aos volumes não contabilizados,
compreendendo as perdas físicas (reais), que representam a parcela não
consumida, e também as perdas não físicas (aparentes), que correspondem à água
consumida e não registrada.
As perdas físicas constituem os vazamentos nas diversas partes do
sistema como captação, adução da água bruta, tratamento, reservação, adução da
água tratada e distribuição, além dos procedimentos operacionais que geram
consumos superiores ao estritamente necessário para operação, como lavagem de
filtros e decantadores e descargas na rede.
As ligações clandestinas ou não cadastradas, hidrômetros parados ou
inadequados, fraudes e outras ocorrências dão origem às perdas não físicas ou
perdas de faturamento.
A redução das perdas físicas gera a redução dos custos de produção,
como a redução dos gastos com energia elétrica, de produtos químicos etc. O
volume recuperado pela redução das perdas pode também ser utilizado para
atendimento de demanda futura, permitindo até o adiamento de investimentos no
aumento da produção.
O combate às perdas não físicas conduz ao aumento da receita
tarifária, com melhor desempenho financeiro do prestador de serviços. Contribui
indiretamente para a redução de desperdícios pela aplicação da justa tarifa aos
volumes efetivamente consumidos.
A SECRETARIA NACIONAL DE SANEAMENTO AMBIENTAL (2003)
20
faz a classificação da água desde a sua entrada no sistema de distribuição,
conforme quadro 4.1. TARDELLI FILHO (2004) faz de forma resumida a
caracterização geral das perdas, associando os efeitos às fontes e aos custos,
conforme o quadro 4.2.
Quadro 4.1 – Classificação dos volumes de água no sistema de abastecimento
segundo a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (2003)
Água
entrada no
sistema
(m3/ano)
Consumo
(m3/ano)
Consumo autorizado
faturado (m3/ano)
Consumo faturado medido (inclindo água exportada)
(m3/ano)
Perdas de
água
(m3/ano)
Perdas reais nas tubulações de água bruta e no
tratamento (quando aplicável) (m3/ano)
Fugas nas tubulações de adução e/ou distribuição
(m3/ano)
Fugas e extravasamentos nos reservatóios de
adução e/ou distribuição (m3/ano)
Fugas nos ramais (a montante do ponto de
distribuição) (m3/ano)
Água faturada (m3/ano)
Consumo faturado não medido (m3/ano)
Consumo autorizado
não faturado (m3/ano)
Consumo não faturado medido (m3/ano)
Água não faturada
(perdas comerciais)
(m3/ano)
Consumo não faturado não medido (m3/ano)
Perdas aparentes
(m3/ano)
Uso não autorizado (m3/ano)
Erros de medição (m3/ano)
Perdas reais (m3/ano)
Quadro 4.2 – Características principais das perdas de água de abastecimento,
segundo TARDELLI FILHO (2004)
Item
Características principais
Perdas reais Perdas aparentes
Tipo de ocorrência mais
comum • Vazamento
• Erro de
medição
Custos associados ao
volume de água perdido
• Custos de produção da
água tratada
• Valor cobrado
no varejo ao
consumidor
Efeito no meio ambiente
• Desperdício de recursos
naturais
• Maiores impactos
ambientais devido à
necessidade de
ampliação da
exploração dos
mananciais
• Não é relevante
Efeito na saúde pública • Riscos de contaminação • Não é relevante
21
Ponto de vista empresarial • Perda de produto
“industrializado”
• Perda elevada
de receita
Item
Características principais
Perdas reais Perdas aparentes
Ponto de vista do
consumidor
• Imagem negativa da
empresa, associada ao
desperdício e
ineficiência
• Não é uma
preocupação
imediata
Efeitos finais no consumidor
• Repasse de custo à
tarifa
• Desestímulo ao uso
racional da água
• Repasse de
custo à tarifa
• Incitamento ao
roubo e fraudes
Segundo a SABESP (2003) os vazamentos em tubulações e conexões
podem ser classificados em três tipos, conforme a figura 4.1.
a) Vazamentos inerentes: não visíveis, não detectáveis por métodos acústicos
de pesquisa:
• baixa vazão (Q<250L/h);
• longa duração.
b) Vazamentos não visíveis, detectáveis por métodos acústicos de pesquisa:
• média vazão;
• longa duração.
c) Vazamentos visíveis:
• vazão elevada (de 500 a 50.000 L/h);
• curta duração;
• comunicados pela população.
22
FIGURA 4.1 – Classificação de vazamentos em tubulações – SABESP 2003
4.2 - Indicadores de perdas de água no SAA
De acordo com LAMBERT (2000) os Indicadores de Desempenho (ID)
básicos e tradicionais mais usados em diferentes partes do mundo na comparação
do volume anual de perdas reais são:
• % do volume fornecido ao sistema;
• volume perdido por extensão de rede por unidade de tempo;
• volume perdido por economia por unidade de tempo;
• volume perdido por ramal por unidade de tempo;
• volume perdido por extensão do sistema por unidade de tempo
(onde extensão do sistema = extensão da rede + extensão dos
ramais até o hidrômetro do consumidor).
Em análise efetuada MIRANDA et al (2003) recomendam uma
organização em categorias, de acordo com a dificuldade de obtenção dos dados que
as compõem e com os objetivos da avaliação que se pretende fazer. Assim, os
indicadores podem ser identificados e separados em níveis básico, intermediário e
avançado.
• Nível básico: composto por indicadores derivados de informações
técnicas mínimas, exigíveis de todos os sistemas indistintamente;
fornece uma síntese da eficiência e da eficácia do operador;
• nível intermediário: composto por indicadores derivados de
informações técnicas específicas mais refinadas do que as utilizadas
Vazamentos inerentes Vazamentos não visíveis Vazamentos visíveis
superfície
23
nos indicadores do nível básico; permite um conhecimento mais
pormenorizado que os indicadores do nível básico, para uma análise
mais profunda;
• nível avançado: composto por indicadores derivados de informações
técnicas que além das utilizadas nos níveis básico e intermediário,
envolvem um grande esforço de monitoramento e controle
operacional, pelo emprego de técnicas e equipamentos mais
sofisticados.
MIRANDA (2003) recomenda quando se tratar da utilização de
indicador para comparação de desempenho, que esse deve obedecer a formulações
padronizadas e precisa retratar ao máximo, condições uniformes de funcionamento
dos sistemas que estão sendo comparados. Cita ainda a existência de duas
correntes que de formas distintas buscam alcançar a homogeneidade da
informação:
1ª) através da utilização de indicadores compostos com variáveis, que
em tese, permitem a uniformização das condições operacionais de sistemas e que
incorporam no cálculo os chamados fatores de escala – extensão de rede e
quantidade de economias ou ligações – ou a pressão de operação das redes, sendo
o exemplo mais recente o Indicador de Vazamentos da Infraestrutura, que será
apresentado mais adiante nessa revisão de literatura;
2ª) pela utilização de um conjunto de indicadores que se
complementam e permitem a análise integral das condições operacionais dos
sistemas, tais como indicadores de macro e micromedição, indicador de consumo
médio, indicador de ligações inativas, dentre outros.
LAMBERT (2000) recomenda o uso de indicador de desempenho
básico e tradicional com maior possibilidade de aplicação, que é o “PRAA - Perdas
Reais Anuais Atuais”, expresso em L/ramal/dia, quando o sistema estiver
pressurizado.
Índice de Perdas (IP)
No Brasil as perdas têm sido calculadas como a diferença entre o
volume de água produzido e o volume contabilizado, ou seja, Índice de Perdas é a
24
porcentagem do volume produzido que não é faturada pela concessionária dos
serviços. O índice de perdas é dado pela expressão geral:
IP = (Vp – Vm)/Vp x 100
Onde: IP = Índice de perdas em %
Vp = volume de água produzido, entregue, fornecido ou disponibilizado
à distribuição (macromedição), em m3;
Vm = volume de água medido nos hidrômetros instalados nas ligações
prediais (micromedição), em m3.
LAMBERT (2000) faz uma crítica às perdas reais expressas em % do
volume fornecido ao sistema, pois não levam em consideração nenhum dos fatores
chave locais. Por exemplo: se as perdas reais atingem uma média de 100
L/ramal/dia – considerado um bom desempenho em um sistema com pressão de
operação e densidade de ramal médias – então as perdas reais em % do volume
fornecido ao sistema seriam:
• 29% do consumo de 250 L/ramal/dia (por ex., Malta)
• 17% do consumo de 500 L/ramal/dia (por ex., Reino Unido, Holanda)
• 9% do consumo de 1000 L/ramal/dia (por ex., cidades alemãs)
• 2% do consumo de 5000 L/ramal/dia (por ex., cidades escandinavas)
• 1% do consumo de 8000 L/ramal/dia (por ex., Singapura)
Dessa forma percebe-se uma distorção do indicador devido ao volume
consumido.
Fator de Pesquisa (FP)
Segundo FRAGA e SILVA citado por GONÇALVES (1998) é definido
como a relação entre a vazão mínima noturna e a vazão média diária.
FP = Qmín noturna/Q média diária
O comportamento desse parâmetro indica possíveis problemas
operacionais no abastecimento à medida que o valor se eleva e se aproxima de
1,00, sugerindo a ocorrências de vazamentos.
A SABESP na Unidade de Negócio do Baixo Tietê e Grande faz uso
constante deste indicador para detecção de perdas. Quando o fator de pesquisa
assume valores superiores a 0,25 (FP>0,25) o Departamento Operacional comunica
25
a equipe de caça e combate a vazamentos, que procede com a pesquisa de campo,
visando a detecção e reparo, trazendo o fator de pesquisa para os valores normais
de trabalho.
O seu uso deve ser evitado em locais com intermitência no
abastecimento, pois o desabastecimento durante o dia leva à ocorrência de
demanda noturna superior aos valores esperados para sistemas com abastecimento
contínuo.
Fator de Escala
BESSEY e LAMBERT citados por GONÇALVES (1998) afirmam que
ele representa a perda em relação a algum parâmetro ou componente do sistema,
de tal forma que as dimensões ou características do sistema sirvam como fator de
ponderação. Embora existam vários fatores de escala que possibilitam comparações
entre sistemas de diferentes tamanhos e forma, não se pode afirmar que se
constituem em um real indicador do desempenho com relação às perdas.
Segundo a INTERNATIONAL WATER SUPPLY ASSOCIATION –
IWSA (1991) citada por GONÇALVES (1998) as perdas anuais de muitas cidades
podem ser comparadas utilizando três medidas tradicionais: perda como percentual
do volume de entrada na distribuição, perda por quilômetro de rede principal por dia
e perda por ligação por dia.
Em áreas rurais com poucos consumidores é preferível utilizar o
comprimento da rede principal como denominador; e em áreas urbanas com alta
densidade de propriedades é preferível utilizar o número de propriedades como
denominador (GONÇALVES 1998).
Determinação das Perdas Reais Inerentes
Segundo TARDELLI FILHO (2004) são oriundas de pequenos
vazamentos na tubulação pressurizada, em geral nas juntas e conexões, e cuja
magnitude não permite a detecção pelos métodos acústicos convencionais. A
metodologia para determinação das Perdas Inerentes em bases anuais deve seguir
as seguintes etapas:
• Determinação de um Valor de Referência (Vi), equivalente a redes
com baixos índices de vazamentos inerentes, definidos a partir de
estudos feitos no Reino Unido e outros países em redes com boas
26
condições infraestruturais: redes = 20 L/Km/hora; ramais = 1,25
L/ramal/hora (a 50 m.c.a. de pressão e hidrômetros na testada do
imóvel);
• Determinação do Fator de Condição da Infraestrutura (FCI), que é a
relação entre o menor volume possível de vazamentos inerentes em
uma área de teste (Vp) e o Vi. Devem ser levantados em pequenos
setores ou trechos de rede (200 a 1000 ligações) após intensa
campanha de detecção e reparo de vazamentos não visíveis;
• Para as outras áreas do setor de abastecimento, similares à do teste
em termos de qualidade da infraestrutura, os vazamentos inerentes
são assim representados:
Volumes Inerentes = Vi x FCI
Conceito de Perdas Reais Anuais Inevitáveis
No gerenciamento do sistema de abastecimento de água é necessário
determinar um valor limite para as perdas, dentro do qual existe viabilidade técnico
econômica para as ações.
Para isso LAMBERT (2000) propõe um determinado volume de
“Perdas Reais Anuais Inevitáveis” (PRAI) que pode ser atingido com as pressões de
operação, não havendo restrições de ordem financeira ou econômica. Se o volume
das PRAI puder ser estimado em qualquer sistema, levando em consideração os
fatores-chave locais, a relação entre as Perdas Reais Anuais Atuais (PRAA) e as
PRAI oferece um melhor Indicador de Desempenho de perdas reais.
Relação entre PRAI e Nível Econômico de Perdas
Na figura 4.2 observa-se que a Curva de Custos Totais representa a
soma do Custo do Programa de Controle e Detecção de Vazamentos somada ao
Custo das Perdas de Água. Quanto mais investimentos são empregados no
combate às perdas, ou seja, caminhando da direita para a esquerda, menores
devem ser os volumes perdidos e consequentemente o custo da água perdida.
Porém existe um limite atingido assintoticamente, ponto A’, para o qual o aumento
dos investimentos não implica em redução das perdas.
27
O nível econômico do sistema de gerenciamento de perdas é
representado pelo ponto B’, que é o mínimo da Curva de Custo Total.
FIGURA 4.2 – Nível econômico de perdas – LAMBERT (2000)
As perdas reais no ponto A correspondem às Perdas Reais Anuais
Inevitáveis (PRAI). Os níveis reais ou econômicos de perdas devem estar sempre no
ponto A, ou à sua direita. O Índice Infraestrutural de Perdas – a relação entre as
perdas reais verdadeiras ou econômicas e as PRAI – deve ser sempre superior a
1,0.
Método Baseado em Componentes para Estimativa de
Perdas Reais Anuais Inevitáveis
LAMBERT (2000) cita o método “BABE” – Background and Bursts
Estimates (Estimativas de Vazamentos Inerentes e Arrebentamentos) para cálculos
dos componentes de perdas reais.
Com a sua aplicação é possível prever com razoável grau de exatidão
qual seria o volume médio das PRAI nos vários componentes da infraestrutura de
qualquer sistema, operando a qualquer pressão.
Cálculo dos Componentes de Perdas Reais Anuais
Inevitáveis
Os dados internacionais resumidos na tabela 4.2 sobre vazões
28
mínimas de perdas inerentes, vazões e frequências típicas de arrebentados, em
infraestruturas com boas condições, podem ser usados para calcular os
componentes das PRAI nas diferentes seções da infraestrutura. A duração média
adotada para arrebentados não visíveis baseia-se em um programa intensivo de
controle e detecção de vazamentos, estabelecendo comparações com vazões
noturnas (ou balanço hídrico) uma vez por mês em redes de distribuição
adequadamente setorizadas.
TABELA 4.2 – Valores usados como parâmetros para os cálculos das perdas
reais anuais inevitáveis – PRAI
Componentes da
infraestrutura
Perdas
inerentes (não
detectáveis)
Arrebentados
visíveis
Arrebentados
não visíveis
Redes 20 L/km/h*
0,124 arrebentados
/km/ano a 12 m³/h*
com 3 dias de
duração
0,006 arrebentados/km
/ano a 6 m³/h* com 50
dias de duração
Ramais, entre a rede
até a testada da
propriedade
1,25 L/ramal/h*
2,25/1000 ramais/
ano a 1,6 m³/h* com
8 dias de duração
0,75/1000 ramais/ano
a 1,6 m³/h* com 100
dias de duração
Ramais, após a
testada da
propriedade
(extensão média de
15 m)
0,50 L/ramal/h*
1,5/1000 ramais/ano
a 1,6 m³/h* com 9
dias de duração
0.50/1000 ramais/ano
a 1,6 m³/h* com 100
dias de duração
* todas as vazões a 50 m.c.a. de pressão
Fonte - Lambert (2000)
LAMBERT (2000) apresenta a tabela 4.3 com os valores das
componentes para cálculo das Perdas Reais Inevitáveis.
29
TABELA 4.3 - Cálculo dos Componentes das Perdas Reais Anuais Inevitáveis –
PRAI
Componentes
da
Infraestrutura
Perdas
Inerentes
Arrebentados
Visíveis
Arrebentados
Não-Visíveis
PRAI
Totais
Unidades
Redes 9,6 5,8 2,6 18
L/km
redes/dia/m.c.a.
de pressão
Ramais,
hidrômetros na
testada da
propriedade
0,6 0,04 0,16 0,80 L/ramal/dia/m.c.a.
de pressão
Tubulação
interna
subter. entre a
testada da
propriedade e
o hidrômetro
16 1,9 7,1 25
L/km tubulação
interna subter./
dia/m.c.a. de
pressão
Fonte - Lambert (2000)
Os valores da Tabela 4.3 também podem ser expressos através de
vários tipos de equações, tabelas de referência, gráficos e planilhas, em qualquer
sistema de medidas. Em seu formato mais básico, as PRAI, em L/dia, são assim
expressas:
PRAI = (18 x Lm + 0,80 x Nc + 25 x Lp) x P
Onde: Lm é a extensão da rede em km, Nc é o número de ramais, Lp é
a extensão total em km do tubo subterrâneo entre a testada da propriedade e os
hidrômetros, e P é a pressão média de operação em m.c.a..
LAMBERT (2000) também propõe a tabela 4.4 para cálculo das PRAI
em função da densidade de ramais e pressão média de operação do sistema. Os
valores obtidos de PRAI são expressos em L/ramal/dia e têm como referência
hidrômetros instalados na testada da propriedade.
30
TABELA 4.4 - Cálculo das PRAI em função da densidade de ramais e pressão
média de operação do sistema
Densidade de Ramais
(por km rede)
Pressão média de operação (m.c.a.)
20 40 60 80 100
20 34 68 112 146 170
40 25 50 75 100 125
60 22 44 66 88 110
80 21 41 62 82 103
100 20 39 59 78 98
Somar, para cada metro de
tubo (por ramal) entre a
testada da propriedade e o
hidrômetro
0,5 1,0 1,5 2,0 2,5
Fonte - Lambert (2000)
É também fornecido um valor a ser adicionado para hidrômetros
instalados afastados da testada do lote.
Índice Infraestrutural de Perdas
Segundo TARDELLI FILHO (2004) representa a proposta mais atual
para avaliação da situação das perdas e também permite a comparação entre
sistemas distintos. É um número adimensional, obtido a partir da relação entre o
nível atual de perdas encontrado no sistema e o nível mínimo de perdas esperado
(perdas inevitáveis).
Índice Infraestrutural = Vol. Perdido Total Anual/Vol. Perdido Total Inevitável Anual
De acordo com TARDELLI FILHO (2004) estudos apresentados
apenas para Perdas Reais por Lambert em 2002, efetuados em cidades de grande
porte de 27 países, apresentaram valores variado entre 0,5 a 13.
4.3 - Causas das perdas nos órgãos componentes do SAA
Segundo COELHO (1983) as perdas existentes no sistema de
31
abastecimento de água podem ser devidas a várias causas e estar localizadas em
qualquer das partes integrantes do sistema. A seguir foi feita a relação das partes
integrantes dos sistemas convencionais e as respectivas causas das perdas.
4.3.1 - Causas de perdas nas tubulações
Abaixo foram listadas as principais causas citadas pelos profissionais
encarregados de manutenção dos sistemas da SABESP e que também foram
encontrados na literatura.
• Corrosividade da água do solo e da água de abastecimento, que
será um item tratado na sequência;
• Tubulações, peças especiais, registros, ventosas e demais
componentes de má qualidade;
• Choques, golpes de aríete e altas pressões;
• Assentamento imperfeito da tubulação e demais peças;
• Falhas na concepção do projeto;
• Ineficiente manutenção da linha;
• Efeitos de tráfego de veículos;
• Acomodação do solo;
• Falta de micromedição;
• Falta de subsídios para o combate.
4.3.1.1 - O processo de corrosão em tubulações
PIMENTA2 (2006) define a corrosão como “o processo de deterioração
dos materiais pela ação química ou eletroquímica do meio, podendo estar ou não
associado a esforços mecânicos”. Pode incidir sobre diversos tipos de materiais,
sejam metálicos como os aços ou as ligas de cobre, por exemplo, ou não metálicos,
como plásticos, cerâmicas ou concreto.
Segundo a ENGEFAC - ELETRO FUNDIÇÃO DE AÇOS ESPECIAIS
LTDA. (2006) a maior parte dos metais pode ser encontrada na natureza na forma
de compostos estáveis como óxidos, sulfetos, silicatos etc., que são denominados
minérios. No caso a corrosão metálica é um processo natural e resulta da tendência
32
natural dos metais reverterem para sua forma mais estável, normalmente os óxidos.
De acordo com PIMENTA2 (2006) no processo de produção de metais,
para a separação e extração do metal é necessária a adição de energia ao minério.
A corrosão é justamente o processo inverso em que o metal volta à sua forma
original da natureza (minério), que é mais estável, liberando aquela quantidade de
energia, conforme mostra a figura 4.3.
FIGURA 4.3 – Ciclo dos metais – PIMENTA2 (2006)
Segundo PIMENTA2 (2006) dependendo do tipo de ação do meio
corrosivo sobre o material, os processos corrosivos podem ser classificados em dois
grandes grupos, abrangendo todos os casos de deterioração por corrosão: Corrosão
Eletroquímica e Corrosão Química.
Na natureza é mais frequentemente encontrada a corrosão
eletroquímica, também chamada corrosão em meio aquoso, portanto necessitando
da existência de água em estado líquido e temperatura abaixo do ponto de orvalho,
que normalmente são as condições do meio ambiente. O fenômeno se realiza
através da formação de uma pilha ou célula de corrosão onde circulam elétrons na
superfície metálica. Ocorre a reação dos metais com elementos não metálicos
presentes no meio como O2, S, H2S e CO2, produzindo compostos semelhantes em
estado aos de sua forma mineral.
A remoção mecânica das partículas do material é denominada erosão.
Nesse caso, porém, tem-se um processo físico e não químico ou eletroquímico. Em
alguns casos pode haver a ação associada da corrosão com a erosão, constituindo
o fenômeno da corrosão-erosão.
Segundo FONSECA (1974) a corrosão eletroquímica consiste num fluir
33
de elétrons entre as áreas anódicas e catódicas, através de uma solução condutora,
como demonstrado na figura 4.4. Os fatores determinantes do fenômeno são a
existência de áreas anódicas e catódicas, existência de uma ligação metálica entre
estas áreas e um eletrólito em contato simultâneo entre as mesmas. A conjugação
destes três fatores dá origem à dissolução do metal, tal como numa pilha, sendo
consumida a área anódica.
FIGURA 4.4 – Princípio da Corrosão eletroquímica – FONSECA (1974)
Se as estruturas estão enterradas estas condições são facilmente
encontradas. As heterogeneidades do solo ou do próprio aço podem criar as áreas
catódicas e anódicas.
Na associação de metais diferentes há a tendência de formação de
pilhas eletrolíticas, onde o metal de maior potencial torna-se catodo e o do menor
potencial anodo.
A tabela 4.5 apresenta os potenciais de alguns metais que podem ser
encontrados num sistema de abastecimento de água:
TABELA 4.5 - potenciais de alguns metais
Elemento Potencial
(Volts)
Cálcio -2,7
Magnésio -2,37
Zinco -0,76
Ferro -0,44
Anodo Catodo
corrente
elétrons
Eletrólito
34
Elemento Potencial
(Volts)
Níquel -0,23
Estanho -0,13
Chumbo -0,12
Hidrogênio 0
Cobre +0,5
Mercúrio +0,79
Cloro +1,358
Fonte: FONSECA (1974)
Como proteção contra corrosão podemos usar os seguintes sistemas:
• revestimentos;
• proteção catódica.
Meios Corrosivos
Para a corrosão eletroquímica é necessário um meio corrosivo, que se
caracteriza pela existência do eletrólito. O eletrólito é uma solução condutora
elétrica, geralmente composta de água com sais, ácidos ou bases.
A atmosfera com a umidade do ar, sais em suspensão, poeira e outros;
os solos com umidade, sais minerais e bactérias, sendo ás vezes ácidos ou básicos;
as águas doces ou do mar, com sais minerais, ácidos, bases, bactérias, poluentes,
produtos químicos diversos; são citados por PIMENTA2 (2006) como os mais
comuns meios corrosivos que se encontram na natureza.
Reações no processo corrosivo
Na corrosão eletroquímica ocorrem reações de oxidação e redução.
De acordo com PIMENTA2 (2006) na área anódica ocorrem reações de
oxidação, que são responsáveis pelo desgaste do material.
Nela o material é passado da forma reduzida para a iônica:
M → Mn+ + ne
Na área catódica ocorrem as reações de redução de acordo com as
condições do meio, como ilustrado no quadro 4.3:
35
Quadro 4.3- Reações de redução – PIMENTA2 (2006)
1 2H+ + 2e → H2 meios neutros ou ácidos desaerados
2 4H+ + O2 + 4e → 2H2O meios ácidos aerados
3 2H2O + O2 + 4e → 4OH- meios neutros ou básicos aerados
4 M3+ + e → M2+ presença em solução de íons em estado mais oxidado
5 Mn+ + ne → M redução de íons de metais mais nobres
Nos processos corrosivos são mais comuns as três primeiras reações,
sendo as duas últimas menos frequentes.
Corrosão Biológica ou Bacteriana
FONSECA (1974) afirma que a maioria dos tipos de corrosão
encontrados em tubos de aço enterrados é de natureza eletroquímica. A corrosão
química acontece com bastante raridade e resulta de uma componente da ação de
certos tipos de bactérias, principalmente a família das bactérias redutoras de sulfato
(Sporowibrium desulfuricans), anaeróbias. Embora sendo de pouca importância
relativamente ao primeiro grupo citado, também existem grupos de bactérias
aeróbias e outras que tanto podem viver em condições anaeróbicas como em am-
bientes de baixo grau de aeração que provocam a corrosão.
O ciclo completo da corrosão bacteriana envolve uma reação anódica,
uma reação catódica, um processo biológico e uma reação química que, em resumo,
pode ser expresso pela equação abaixo:
4Fe + 2H2O + Na2SO4 + 2H2CO3 3Fe (0H)2 + FeS + 2 NaHC03.
A corrosão bacteriana pode ser identificada pela cor preta do FeS,
podendo ser comprovada pela adição de algumas gotas de Ácido clorídrico,
observando-se desprendimento de H2S.
Esses microorganismos podem ser encontrados em quase todos os
solos, sendo mais frequentes nos continuamente saturados de água ou em terrenos
pantanosos.
Deve-se observar que a corrosão bacteriana também é eliminada pela
proteção catódica.
36
Exemplos de corrosão
a) Pilha formada em tubulações enterradas sem revestimento
FONSECA (1974) explica que quando é enterrada uma tubulação
isolada de aço no solo, tem-se um pedaço de metal num eletrólito. Uma parte da
tubulação pode ser considerada anodo, outra o catodo e a própria tubulação se
constituir no caminho elétrico entre elas, como pode ser visto na figura 4.5.
FIGURA 4.5 – Caminho elétrico entre anodo e catodo – FONSECA (1974)
b) Corrosão causada por contato de materiais diferentes
Na ocorrência de metais diferentes em uma tubulação, desde que
exista um contato elétrico entre eles e estejam em contato com um eletrólito comum,
pode-se esperar que exista um potencial elétrico entre eles como pode ser visto na
figura 4.6.
FIGURA 4.6 – Potencial elétrico entre partes da tubulação – FONSECA
(1974)
Anodo Catodo
Terra úmida (Eletrólito)
37
As válvulas de latão ou bronze funcionam como catodo e o tubo ao
funcionar como anodo conforme mostra a figura 4.7, sofre corrosão.
A corrosão não é acelerada pelo fato da massa anódica ser muito
maior que a catódica.
Pode ser evitada se houver isolamento por juntas dielétricas nos
flanges.
FIGURA 4.7 – Corrosão entre válvula e tubulação – FONSECA (1974)
PIMENTA1 (2006) elaborou a tabela 4.6 denominada “Série Galvânica
Prática", onde os potenciais são medidos tendo como referência um eletrodo padrão
de cobre-sulfato de cobre (ou "meia-célula"), comumente usado em teste de controle
de corrosão de tubulações no campo. O metal com menor potencial é considerado
anódico em relação ao outro de maior potencial.
TABELA 4.6 - Série Galvânica Prática
METAL VOLTS ( * )
Magnésio comercial puro -1.75
Liga de Magnésio (6% Al, 3% Zn, 0.15% Mn) -1.60
Zinco -1.10
Liga de Alumínio (5% Zn) -1.05
Alumínio comercial puro -0.80
Aço acalmado (limpo e brilhante) -0. 5 a -0. 8
Aço acalmado (enferrujado) -0.4 a -0.55
Aço fundido (não grafitado) -0.50
Chumbo -0.50
Aço acalmado em concreto -0.20
Cobre, Latão e Bronze -0.20
Camada Moída sobre aço -0.20
Tubo de aço (Anodo)
Latão (Catodo)
38
(*) Potenciais típicos observados em solos neutros e água, medidos com referência
a eletrodo de sulfato de cobre padrão.
Fonte: PIMENTA1 (2006)
c) Corrosão devido a modificações na linha - Tubulação Nova e Tubulação
Velha
De acordo com PIMENTA1 (1996) quando uma nova tubulação de aço
é inserida numa tubulação velha podendo até ser em decorrência de substituição por
corrosão, o novo trecho de tubulação é exposto às mesmas condições de solo.
Como o potencial da tubulação nova é menor do que da velha (enferrujada) a
tendência é de corrosão da nova como mostra a figura 4.8.
FIGURA 4.8 – Corrosão de aço novo em contato com aço velho –
PIMENTA1(1996)
PIMENTA1 (2006) menciona também uma condição corrosiva
semelhante que pode ocorrer durante trabalhos de manutenção num sistema,
quando o emprego de alguma ferramenta causa a exposição de uma parte da
tubulação ficando esta no estado de "metal branco". Estas áreas "limpas" serão
anódicas e podem ocasionar uma corrosão agravada em solos de baixa
resistividade.
Na figura 4.9 FONSECA (1974) mostra que riscos ou marcas são
anódicas em relação ao resto da tubulação, e como são áreas anódicas em re1ação
às catódicas sofrem um processo bastante acelerado de corrosão.
39
FIGURA 4.9 – Corrosão em trechos com riscos – FONSECA (1974)
d) Corrosão causada por solos diferentes.
PIMENTA1 (2006) cita “que como as células de corrosão podem se
estabelecer em metais heterogêneos, uma tubulação atravessando solos
heterogêneos pode estabelecer células de corrosão”, conforme ilustra a figura 4.10.
O potencial "natural" (ou meia-célula) de um metal em relação ao seu ambiente,
pode variar com as diferenças na composição do eletrólito.
FIGURA 4.10 - Corrosão causada pela mistura de diversos solos - PIMENTA1
(2006)
Segundo FONSECA (1974) as áreas que ficam em solos de menor
resistividade são anódicas. Por exemplo: a figura 4.11 apresenta uma tubulação que
passa por regiões argilosas e arenosas, apresentando maior potencial para corrosão
na parte de argila.
40
Argila
(Anodo)
Argila Arenosa
(Catodo)
Argila Arenosa
(Catodo)
FIGURA 4.11 - Corrosão causada pela mudança de solo - FONSECA (1974)
FONSECA (1974) afirma também que pode haver corrosão provocada
por aeração diferencial: o tubo, uma vez aterrado, sofre maior aeração na parte
superior que é o catodo, havendo corrosão junta à geratriz inferior, pois funciona
como anodo.
Com relação aos solos FONSECA (1974) afirma que em geral os solos
de baixa resistividade (até 3000 ohm x cm), são corrosivos; os de média (3000 a
10000 ohm x cm) e os de alta (acima de 30.000) podem ou não ser corrosivos
dependendo do potencial tubo-solo e naturalmente os solos úmidos são mais
corrosivos, podendo se organizar o quadro 4.4:
Quadro 4.4 – Classificação da corrosividade dos solos – FONSECA (1974)
Classificação Descrição Tipo de solo
- Solos
ligeiramente
corrosivos.
Aeração e drenagem boas, cor
uniforme não matizada em
qualquer perfil, nível de lençol
muito baixo
Areia; Marga lodosa;
Marga porosa ou
marga argilosa
inteiramente oxidada.
- Moderadamente
corrosivo.
Aeração e drenagem regulares,
levemente matizada (amarelado,
castanho e cinzento) no perfil do
solo de 40 a 60 cm de
profundidade
Marga arenosa;
Marga lodosa; Marga
argilosa.
- Corrosivos
Aeração e drenagem baixas,
textura pesada, moderadamente
matizada de 15 a 20 cm de
profundidade, lençol de 60 a 90
cm abaixo da superfície,
geralmente Áreas planas que
necessitam drenagem artificial
para plantações
Marga argilosa; Argila
- Usualmente
corrosivos
Aeração e drenagem muito
baixas, matização cinza-azulada
na profundidade de 15 a 20 cm,
nível de 1ençol à superfície ou
extremamente impermeável por
causa de materiais coloidais da
constituição do solo
Estrume; Turfa;
Pântanos; Argilas e
solos orgânicos;
Turfo argiloso
41
Segundo PIMENTA1 (2006) em tubulações enterradas que
parcialmente são envelopadas ou ancoradas por concreto existe a possibilidade
também de ocorrência de corrosão. O concreto possui um ambiente eletrolítico
totalmente diferente do ambiente do solo usual do seu entorno, o que resulta em
diferenças significativas do aço em relação ao potencial do ambiente. Em regra,
teremos o aço do solo como anódico em relação ao aço embutido no concreto
conforme ilustra a figura 4.12.
FIGURA 4.12 - Corrosão do aço em contato com o concreto - PIMENTA1
(2006)
Métodos de Controle da Corrosão
a) Isolamento Elétrico
Uma das formas de controle da corrosão citada por PIMENTA1 (2006) é
o isolamento da tubulação de estruturas metálicas estranhas como outras
tubulações, eletrodutos, aço de reforço etc. O isolamento elétrico reduz o problema
do controle da corrosão em relação aos efeitos do ambiente solo sobre a própria
tubulação, não evitando as células de corrosão localizadas na tubulação.
b) Revestimentos
Segundo FONSECA (1974) os revestimentos são constituídos de
materiais isolantes que formam um filme fino e contínuo sobre o material que se
deseja isolar. Para isso é necessário que o material de revestimento seja
42
efetivamente um isolante elétrico, com aplicação sem interrupções ou
descontinuidades, e resista durante o transporte e instalação.
É interessante a verificação das condições do revestimento antes da
instalação da tubulação de forma a reparar eventuais danos ocorridos durante o
transporte e armazenamento. Eventuais danos ocorridos durante a instalação devem
ser reparados.
c) Proteção Catódica
De acordo com PIMENTA1 (2006) é “o uso direto de eletricidade
corrente de uma fonte externa, em oposição à corrente de descarga da corrosão de
áreas anódicas que estarão naturalmente presentes”.
De acordo com FONSECA (1974) a proteção catódica consiste em
transformar toda a superfície a proteger em catodo eliminando a corrosão.
Uma das formas mais comuns de sua aplicação é a galvanização,
utilizando o zinco, dispersado sobre a superfície da tubulação, como material de
anodo de sacrifício.
FONSECA (1974) cita dois sistemas de proteção catódica: Proteção
catódica galvânica ou com anodos de sacrifício, que é a ligação à superfície a
proteger de metais de maior potencial (anódicos em re1ação ao metal da tubulação);
e Proteção catódica de corrente impressa, através de força eletromotriz originada de
gerador ou bateria. Para proteção catódica galvânica (anodos de sacrifício) podem
ser usados: Magnésio; Ligas de magnésio; Zinco; Alumínio. Já para o caso de
corrente impressa: Grafite; Liga de chumbo antimônio – prata; Ferro silício; Titânio
revestido com platina; Sucata de ferro ou aço.
Segundo FONSECA (1974) existe a necessidade da proteção catódica
quando o potencial da tubulação é inferior a 0,85 volts em relação a um eletrodo de
cobre ou sulfato de cobre. Do mesmo modo, considera-se protegida uma estrutura
com potencial superior a 0,85 volts.
O emprego de revestimento isolante associado à proteção catódica
evita que a corrente necessária atinja densidades altíssimas.
43
4.3.1.2 - Problemas em tubos de Polietileno de Alta Densidade
(PEAD)
ROCHA (2001) relata as falhas ocorrentes nos ramais prediais de
PEAD, indicadas em estudo contratado pela SABESP junto ao IPT. Foram feitas
séries de visitas a campo por técnicos do IPT com equipes da SABESP visando
subsidiar o diagnóstico qualitativo dessas falhas, onde cada uma delas foi
perfeitamente identificada e associada às prováveis causas. Em seguida foi
estabelecida uma programação de visitas, destinadas a levantar 270 ocorrências de
falhas nos ramais prediais de PEAD, distribuídas pela empresa. Com base nesse
levantamento, foi feito o diagnóstico quantitativo da situação.
4.3.1.2.1 - Diagnóstico qualitativo das falhas
a) Microfuros no trecho central do tubo
A falha ilustrada na figura 4.13 citada por ROCHA (2001) decorre do
surgimento de furos muito pequenos, distribuídos transversalmente no trecho central
do tubo do ramal predial, entendido como o trecho fora da influência dos
adaptadores.
FIGURA 4.13 - Microfuros no trecho central do tubo - ROCHA (2001)
Pela terminologia da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TUBOS
POLIOLEFÍNICOS E SISTEMAS (ABPE) tratava-se de microfissuras transversais.
Este tipo de defeito é decorrente de falhas no processo de produção do tubo e não
resultado de um processo de degradação do material utilizado na fabricação. Assim,
a causa do surgimento de microfuros pode ser atribuída à má fabricação do tubo de
PEAD, englobando tanto a parte da especificação (formulação) do material utilizado,
como a parte da fabricação propriamente dita, que é a extrusão do tubo.
44
b) Corte na extremidade do tubo, provocado pelo adaptador
Segundo ROCHA (2001) este tipo de falha se caracteriza pelo
surgimento de um corte na extremidade do tubo de PEAD, na região onde o anel
cônico comprime o tubo. A ABPE define como corte transversal, acompanhando a
“mordida da garra”. São duas as causas prováveis para a ocorrência desse tipo de
falha: problema de fabricação ou torque excessivo aplicado no adaptador durante a
instalação do ramal predial. A qualidade do adaptador e anel cônico de vedação ou
falta de treinamento e conhecimento que pode levar à aplicação de torque
excessivo, podem ser a causa deste tipo de defeito.
c) Desengate da extremidade do tubo
Nesse caso o deslocamento da extremidade do tubo de PEAD, de
dentro para fora do adaptador é que provoca esta falha.
De acordo com ROCHA (2001) a origem pode ter várias causas: a
movimentação provocada pela má compactação do solo durante o aterro do tubo;
vibrações transmitidas pelo solo, geradas na via pública pelo tráfego de veículos; e a
instalação de um tubo muito justo, sem qualquer folga no comprimento, também
pode levar ao desengate. Na instalação a tubulação deve ser medida com uma folga
de 0,5 m no comprimento entre a rede e o cavalete.
O reaterro deve ser feito compactado com soquete manual em
camadas, de maneira que o solo resultante seja semelhante ao das laterais da vala.
d) Furo no tubo, provocado por equipamento que estrangula o fluxo de água
O estrangulamento feito mecanicamente na da tubulação de PEAD
para instalação do ramal predial pode dar origem a esse tipo de falha, caracterizada
por furos e fissuras em determinada parte do tubo, conforme ilustra a figura 4.14,
citada por ROCHA (2001).
45
FIGURA 4.14 - Furo provocado por equipamento que estrangula o fluxo de
água - ROCHA (2001)
Para a interrupção da vazão nos tubos de PEAD deve ser utilizado
equipamento apropriado e recomendado pelo fabricante, que é conhecido por
“estrangulador de vazão”. O estrangulamento da seção do tubo é obtido pela
aproximação gradativa de dois segmentos cilíndricos paralelos denominados roletes
de esmagamento, feita a partir da rotação de uma haste rosqueada, cuja
extremidade empurra um dos cilindros contra o outro. Visando assegurar a
preservação da qualidade do material, deve ser evitado o uso de equipamentos
improvisados pelos instaladores.
e) Furo no tubo provocado por elemento perfurante existente na vala e por
vibrações transmitidas pelo solo
Nesse caso os furos ou fissuras do tubo podem ser devidos à impureza
do material de reaterrro da vala, que atingidos por vibrações transmitidas pelo solo e
geradas na via pública, danificam o material levando à ruptura.
O instalador deve fazer uma separação adequada dos materiais
provenientes da escavação da vala. Assim, de um lado, devem ser colocadas as
pedras e materiais pontiagudos (material inicial da escavação), e no outro, devem
ser colocados os materiais finos como terra e areia.
46
Na figura 4.15 ROCHA (2001) ilustra um caso de furo devido a elemento
cortante.
FIGURA 4.15 - Furo provocado por elemento cortante - ROCHA (2001)
O reaterro deve ser feito exclusivamente através de camadas isentas
de entulhos e materiais pontiagudos. Na falta de solo deve ser feita a importação de
material para o reaterro da vala.
f) Falta de estanqueidade da junta mecânica
Nesse caso ocorre o vazamento de água através de algum ponto da
junta mecânica que é formada entre a extremidade do tubo de PEAD e um
adaptador ou uma união. ROCHA (2001) cita três causas diferentes:
• ausência do anel vedante na junta mecânica não estanque, pela
queda durante a montagem da junta ou até por esquecimento do
instalador de colocação;
• erro dimensional da sede do anel vedante: com valor superior ao
limite máximo recomendado para o bom desempenho ou ovalização
excessiva;
• danificação do anel vedante provocada pela extremidade do tubo de
PEAD: a extremidade do tubo deve ser adequadamente cortada e
chanfrada para facilitar a entrada e não danificar o anel vedante. O
47
uso de ferramenta imprópria para execução pode comprometer a
perpendicularidade do corte e a uniformidade do chanfro.
g) Trinca em adaptador submetido a esforços de flexão
Após a instalação o adaptador fica submetido a esforços de flexão
transmitidos pelo tubo de PEAD, devidos à movimentação do solo ou pela sua má
compactação após o reaterro da vala.
Esse tipo de falha pode ter duas causas diferentes: deslocamento do
solo, provocado pela sua movimentação ou vibrações e também a má qualidade do
adaptador.
h) Trinca em componente rosqueado fabricado em material plástico
A estanqueidade da junta entre componentes fabricados em plástico é
garantida pelo aperto da rosca, aplicando-se uma fita veda-rosca, ou produto similar,
sobre a rosca externa de um dos componentes. É necessário dar um certo torque
nos componentes a serem rosqueados para garantir o perfeito ajuste e evitar
vazamentos.
Para ROCHA (2001) a quantidade de fita veda-rosca e a intensidade
do torque são valores determinados pelo conhecimento e experiência do instalador.
A causa dessa falha pode ser devida ao torque excessivo aplicado pelo instalador na
montagem de componentes rosqueados fabricados em material plástico.
i) Trinca em componente de PVC rígido, provocada por sobrepressões
Os transientes hidráulicos ocorridos a montante (rede pública) ou a
jusante (instalação predial) do ramal predial geram sobrepressões que podem levar
a trincas dos componentes da instalação. Uma das causas pode ser atribuída a
sobrepressões superiores ao valor máximo considerado no dimensionamento dos
componentes de PVC rígido utilizados.
Segundo ROCHA (2001) outra causa pode ser atribuída à má
fabricação dos componentes, que engloba tanto a parte da especificação
48
(formulação) do material utilizado (PVC), como a parte da fabricação propriamente
dita, que é a injeção do componente.
j) Deslocamento do colar de tomada, provocado por vibrações transmitidas
pelo solo
O colar de tomada é utilizado quando a rede pública é formada por
tubos fabricado em PVC rígido, e é constituído basicamente por duas metades que
abraçam o tubo. A fixação do colar é feita através de um sistema que comprime as
duas metades contra o tubo, garantindo que pelo atrito o colar não seja deslocado
na direção do eixo do tubo da rede pública onde ele foi instalado.
A movimentação pelo atrito insuficiente entre o colar de tomada e o
tubo da rede pública pode dar origem ao vazamento.
Para ROCHA (2001) uma das causas pode ser o emprego de um colar
de tomada mal projetado, que não gera o atrito necessário, sendo prejudicada a
estabilidade da fixação ao tubo da rede pública. A outra pode ser uma má instalação
do colar de tomada, devido ao despreparo do instalador, que não dá o devido aperto
à cunha de travamento.
4.3.1.2.2 - Estudo Quantitativo das falhas em PEAD
ROCHA (2001) elaborou um estudo quantitativo das falhas levantadas
conforme pode ser visto na tabela 4.7. Sendo que em função das informações
obtidas durante o levantamento foi necessária a realização de mudança na tipologia
das falhas.
Na qualificação de microfissuras no trecho central do tubo de
polietileno foram acrescentadas as falhas identificadas como furos no tubo devido ao
estrangulador de vazão e devido a elemento perfurante, pois na prática não houve
condições de estabelecer diferenciação.
As falhas devidas a trincas em componente de PVC rígido foram
divididas em duas outras: trinca no colar de tomada e trinca em registro broca.
49
Por fim, foram ainda incluídas duas novas tipologias de falhas:
vazamento em junta rosqueada e vazamento em ferrule abandonado por supressão
do ramal.
TABELA 4.7 - Estudo quantitativo das falhas
Tipologia Nº de
ocorrências Porcentagem (%)
Furo no trecho central do tubo 132 48,9
Trinca no adaptador 51 18,9
Vazamento na junta mecânica 29 10,7
Vazamento em junta rosqueada 18 6,7
Trinca no registro broca 14 5,2
Corte na extremidade do tubo 7 2,6
Trinca em componente rosqueado 6 2,2
Trinca em colar de tomada 6 2,2
Desengate da extremidade do tubo 4 1,5
Ferrule abandonado 2 0,7
Deslocamento do colar de tomada 1 0,4
Total 270 100,0
Fonte: ROCHA (2001)
4.3.1.3 - Problemas em tubos de Policloreto de Vinil Carbono (PVC)
A Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (2003) apresentou um
estudo feito pela SANASA de Campinas onde foram indicados os pontos de maior
frequência de vazamentos nas redes de distribuição conforme mostrado na tabela
4.8.
TABELA 4.8 - Pontos de maior frequência de vazamentos nas redes de
distribuição
Local % de
ocorrência
Registros 0,59
Anéis 3,25
50
Local % de
ocorrência
Tubos partidos 40,24
Tubos rachados 6,80
Tubos
perfurados 38,17
União simples 3,25
Juntas 2,66
Hidrantes 5,03
Fonte – Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (2003)
De acordo com a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (2003)
foi comprovado um alto nível de perdas nas redes submetidas a testes de
estanqueidade, além da dificuldade de se localizar e consertar os vazamentos após
as valas estarem fechadas e muitas vezes asfaltadas. É feito também um alerta
sobre o recebimento de obras em novos loteamentos sem que houvesse a
fiscalização durante a execução, implantação de obras a toque de caixa,
simultaneamente à fase de elaboração do projeto e até casos de execução de obras
sem projetos.
4.3.2 - Causas de perdas no SAA
Nem toda perda de água existente no SAA ocorre nas tubulações. A
seguir estão listadas as principais causas das perdas de água nas outras partes, de
acordo com Bággio (2002).
a) Causas de perdas na ETA:
• projeto e construção deficientes;
• operação inadequada - essas perdas podem atingir valores
superiores a 10% do volume recebido - causadas principalmente
devido à deficiência do leito filtrante dos filtros ou lavagem excessiva
dos mesmos;
• equipamentos inadequados - comportas e válvulas com defeitos;
51
• mão-de-obra desqualificada ou sem treinamento - devido falhas
operacionais;
• rachaduras e/ou permeabilidade dos decantadores, reservatórios e
demais partes da E.T.A;
• deficiência de comunicação entre E.T.A. e a unidade que a alimenta;
• extravasão.
b) Causas de perdas na reservação:
• sistema de comunicação ineficiente ou inadequado;
• fissuras, rachaduras e/ou permeabilidade das paredes, lajes de
fundo do reservatório;
• mão de obra ineficiente;
• projeto inadequado;
• mão de obra sem qualidade e falhas de fiscalização.
c) Causas de perdas em ramais prediais não registrados:
• deficiência do cadastro de usuário;
• falta de conscientização da população.
d) Causas de perdas em unidades consumidoras;
i) hidrometria
• imprecisão do hidrômetro devido ao desgaste;
• imprecisão devido ao subdimensionamento do medidor;
• utilização de hidrômetro de limite inferior e inadequado.
ii) by-pass
• desvio fraudulento da água que atravessaria o hidrômetro.
iii) instalações prediais
52
• defeitos nas válvulas e caixas de descargas de bacias sanitárias;
• defeitos em registros, torneiras, conexões e tubulações;
• reservatórios: rachaduras e permeabilidade das paredes;
• defeito, inexistência de bóia;
• projeto inadequado;
• especificações dos materiais incorretas.
4.3.3 - Métodos e procedimentos para detecção de vazamentos
COELHO (1983) cita três métodos de controle de perdas utilizáveis
num sistema de abastecimento de água, como demonstrados a seguir.
a) Controle não organizado de vazamentos
Pode ser considerada uma das formas menos adequadas de controle
de vazamentos. É feito o combate apenas nos vazamentos que afloram na
superfície, e para isso dependem das condições do solo e pavimentação para a
detecção.
b) Ausculta rotineira
Através da utilização de profissionais com equipamentos que fazem a
varredura da rede, ramais e cavaletes, procurando a detecção de ruídos que
caracterizam a existência de vazamentos. A cobertura total do sistema com a
varredura pode tornar o método inviável, sendo interessante estar associado com
outros procedimentos que orientem para um ataque de forma localizada num setor.
Pode ser feita também a contratação de firmas especializadas, que às
vezes utilizam equipamentos sofisticados instalados em veículos, dispensando a
operadora do sistema do ônus da aquisição de equipamentos que inviabilizariam
essa forma de combate às perdas.
53
c) Medição de distritos
Setores isolados do sistema, que podem ser setores de abastecimento
ou sua parte, são denominados distritos pitométricos. Devem constituir zonas de
pressão com limites bem delineados.
O método da medição de distritos consiste em implantar a
macromedição de toda a água que abastece um determinado distrito pitométrico do
sistema, acompanhando as medições e fazendo análises complementares. Quanto
menor o setor analisado é maior a tendência de melhores resultados.
Para a definição dos distritos, os parâmetros necessários são os
mesmos dos setores de distribuição: fonte de abastecimento, ponto de medição,
classes de pressões, limites físicos e natureza dos consumos.
O monitoramento das vazões deverá ser feito nas 24 horas do dia,
sendo importante o traçado de gráficos representativos das variações ao longo do
tempo. A vazão mínima noturna pode ser um orientador para o acionamento da
equipe de pesquisa e combate a vazamentos.
4.3.4 - Critérios para priorização dos locais de ataque para combate
aos vazamentos
Segundo Lambert (2000) o tipo de solo ou terreno pode influenciar a
frequência de vazamentos e arrebentamentos e a rapidez com que estes afloram à
superfície, tornando-se visíveis. Entretanto, a correta seleção de materiais e
assentamento de tubos, bem como métodos modernos de controle de vazamentos
(por ex., vazões noturnas), podem reduzir essas influências de maneira significativa.
Considera ainda cinco fatores locais, que podem variar
significativamente entre os diferentes sistemas de distribuição, que restringem o
desempenho na gestão de perdas reais: continuidade do abastecimento, extensão
da rede, número de ramais, localização dos hidrômetros nos ramais, e pressão
média de operação.
Segundo informações e práticas da equipe técnica de combate a
vazamentos da SABESP – Unidade de Negócio Baixo Tietê e Grande, na busca da
detecção e combate a vazamentos deve-se atacar prioritariamente:
54
a) locais de maior incidência de vazamentos nos últimos 12 meses;
b) locais que possuem pressões mais elevadas;
c) locais de solo ruim e maior tráfego de veículos;
d) locais com a rede mais antiga;
e) locais executados com materiais mais inadequados;
f) locais executados com mão-de-obra não especializada.
g) Fator de pesquisa (FP) = Q mín. noturna / Q média
Um fator de pesquisas superior a 0,25 sugere a existência de
vazamentos, indicando a necessidade de acionamento da equipe de pesquisa e
combate a vazamentos.
Para a realidade brasileira, podem-se utilizar equipes treinadas com
aparelhos apropriados para detecção de ruídos emitidos pelos vazamentos.
Em sistemas adequadamente setorizados, dispondo de macromedição
e monitoramento permanente e integral de toda a rede, é prática analisar a Vazão
Mínima Noturna.
De acordo com FARLEY (2003) através do monitoramento da vazão
instantânea do sistema, com a análise gráfica do seu comportamento, após
observação da elevação repentina dos valores acima dos níveis normais, pode-se
deduzir o surgimento de vazamentos em um determinado setor, indicando daí a
necessidade de acionamento da equipe de pesquisa e combate a vazamentos.
4.3.5 - Procedimentos por amostragem – para locais com
dificuldades ou sem macro e micromedição
A Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (2003) orienta para
locais nos quais haja dificuldades de se obter dados de macromedições ou
monitoramento de vazões, seja por imprecisão dos medidores ou por sua
inexistência, sobre a possibilidade de se obter dados representativos do sistema por
amostragem. Nesse caso, dentro da área de abastecimento deve ser selecionada e
isolada uma região representativa da cidade ou núcleo urbano, em termos de
padrões de demanda e pressões na rede. Para realizar o procedimento por
55
amostragem é necessário que o setor seja isolado, tendo todas as ligações
hidrometradas e a entrada de água macromedida.
A aplicação dos indicadores e seus resultados permitem assim avaliar
por amostragem o nível de perdas do serviço. A adequação dos resultados obtidos
nessa situação será função do acerto nos critérios adotados para selecionar a área
piloto para estudo das perdas, e consequentemente de sua representatividade em
relação ao todo do sistema de distribuição.
4.3.6 - Equipamentos Acústicos utilizados para a detecção de
vazamentos
4.3.6.1 - Haste de Escuta
É um equipamento do tipo acústico que detecta vibrações nas
tubulações geradas pelos vazamentos. Constituído de uma barra metálica que
transmite as vibrações captadas nas peças da rede de distribuição de água
(registros, cavaletes, hidrantes), para um amplificador mecânico acoplado a uma de
suas extremidades, permitindo a verificação auditiva das vibrações.
Segundo MONTEIRO (2006) é utilizado para fazer um primeiro
mapeamento indicativo de ocorrências de vazamentos, que serão apontados
posteriormente através do uso de geofone ou correlacionador de ruídos. Detecta
sons nas frequências entre 200 e 1500 Hertz. A figura 4.16 mostra o formato de uma
haste de escuta.
A haste de escuta é importante nos trabalhos de pesquisa de
vazamentos por possibilitar a execução de trabalhos durante o dia, mesmo com a
existência de ruídos do meio ambiente. Assim outros itens responsáveis por perdas
principalmente não-físicas podem ser detectados (hidrômetros inclinados, parados,
fraudados).
56
FIGURA 4.16 - Haste de escuta - MONTEIRO (2006)
4.3.6.2 - Geofone Mecânico
Segundo MONTEIRO (2006) é um equipamento para detecção
acústica de vazamentos composto de sensores mecânicos que transmitem os ruídos
de vazamentos a partir da superfície do solo. O princípio de funcionamento é como
de um estetoscópio. A figura 4.17 representa um Geofone mecânico, que capta
freqüências entre 200 e 800 Hertz e a sua sensibilidade é menor que a do geofone
eletrônico.
É necessária boa audição na utilização e grande experiência em
campo, uma vez que outros ruídos do meio ambiente se confundem com ruídos do
vazamento, assim é recomendado o uso noturno.
Devido a seu baixo custo é um equipamento muito utilizado pelas
empresas de saneamento.
MONTEIRO (2006) informa que o uso contínuo pode provocar
ferimentos nos ouvidos externos. Assim sendo sua utilização somente é
recomendada para a detecção de vazamentos em locais onde a pesquisa com haste
de escuta foi executada.
57
FIGURA 4.17 – Geofone mecânico - MONTEIRO (2006)
4.3.6.3 - Geofone Eletrônico
MONTEIRO (2006) afirma que representa uma evolução do geofone
mecânico, composto de sensor, amplificador, fones de ouvido e filtros de ruído de
alta e baixa frequência, conforme ilustrado na figura 4.18. É destinado a identificar
os ruídos de vazamentos a partir da superfície do solo.
Tem a função de captar as vibrações provenientes do movimento da
água fora do tubo, especialmente de seu impacto contra o solo e do ruído
característico da circulação de água entre as partículas do solo. O geofone
eletrônico capta sons situados nas frequências compreendidas entre 100 e 2700
Hertz. Por possuir maior amplitude ele melhora o nível de acerto na detecção de
vazamentos. Possui filtro de frequências para diversos tipos de material.
FIGURA 4.18 – Geofone eletrônico - MONTEIRO (2006)
58
4.3.6.4 - Correlacionador de Ruídos
Composto de unidade principal, sensores de ruído, fones de ouvido e
pré-amplificadores que transmitem através de ondas de rádio ou por cabos
informações para o aparelho correlacionador. A partir da posição dos sensores
instalados em dois pontos pré-determinados de um trecho da tubulação. O
equipamento correlacionador pode determinar a posição de um vazamento a partir
da análise da diferença de tempo que o ruído característico do vazamento necessita
para atingir um e outro sensor MONTEIRO (2006).
A faixa de operação do correlacionador de ruídos situa-se em geral,
entre as frequências compreendidas entre 300 e 5000 Hertz.
De acordo com MONTEIRO (2006) o correlacionador de ruídos é
utilizado como último recurso para a detecção de um vazamento, após o uso do da
haste de escuta e do geofone, e quando o ruído de vazamento não é perceptível
pela audição. O bom desempenho depende da existência de um cadastro técnico
confiável, uma vez que para seu uso é necessário o conhecimento do material,
diâmetro e profundidade da rede pesquisada.
A figura 4.19 apresenta um modelo de correlacionador de ruídos.
FIGURA 4.19 – Correlacionador de ruídos - MONTEIRO (2006)
Segundo MONTEIRO (2006) todos os equipamentos têm suas
especificidades e se complementam nos trabalhos de detecção pelos ruídos
característicos produzidos por um vazamento na tubulação. Na detecção de
vazamentos por métodos acústicos a utilização dos equipamentos segue etapas de
59
acordo com a faixa de detecção de cada equipamento. Primeiramente são utilizadas
hastes de escuta que apresentam bom desempenho em tubulações de ferro fundido,
onde o ruído de vazamento tem boa propagação. Em segundo lugar os geofones
mecânicos ou eletrônicos, que apresentam melhor desempenho em tubulações de
PVC onde o ruído de vazamento não se propaga. Finalmente temos os
correlacionadores de ruído que possuem bom desempenho em todo tipo de material.
Frequência da varredura para combate de vazamentos
MELATO (2006) realizando três varreduras seguidas em uma área
fechada na zona leste da cidade de São Paulo comprovou que mesmo após a
primeira varredura, ainda foram encontrados mais vazamentos não visíveis, com
grande vazão perdida de água. Constatou que a simples pesquisa de detecção de
vazamentos não visíveis com equipamentos convencionais muitas vezes não elimina
todo o potencial de vazamentos da área. Normalmente, a pesquisa realizada uma
única vez com haste de escuta, geofone e eventualmente correlacionador, detecta
apenas os vazamentos de menor porte, isto é, os que provocam maior ruído. Os
outros vazamentos maiores, de menor ruído, só são detectados após a eliminação
dos primeiros.
Para detectar os vazamentos maiores MELATO (2006) julga
necessário pesquisar várias vezes a mesma área. Pondera que várias varreduras
seguidas implicariam numa despesa maior, porém recomenda o estudo econômico
com análise do custo-benefício para subsidiar cada caso.
4.4 - Avaliação das perdas de água no SAA
A comparação entre o volume de água transferido de uma parte do
sistema com o recebido em outras partes permite realiza a estimativa das perdas de
água no SAA.
De acordo com a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental
(2003), através de pesquisas de campo com análises de histogramas de consumos
das vazões micromedidas é possível tecnicamente fazer a separação e classificação
das perdas físicas e não físicas. Para isso é necessário o conhecimento da vazão
noturna, que é estabilizada na madrugada. Deduzindo-se o consumo noturno
esperado para os usuários daquele setor, obtém-se praticamente em sua totalidade
60
a perda física. A perda não física é obtida da diferença entre a perda total na
distribuição e a perda física.
Existindo um índice de micromedição próximo a 100%, com uma
política de manutenção que assegure a qualidade dos hidrômetros, um programa
eficaz de combate a fraudes e ramais clandestinos, levam o valor das perdas físicas
representarem praticamente a totalidade das perdas do sistema.
Com relação à rede de distribuição, tem-se que a maior parte dos
vazamentos, em alguns casos 90%, ocorrem nos ramais prediais e 10% na rede.
Porém, em termos de volume perdido as ocorrências geram 70% das perdas nos
ramais e 30% na rede.
4.4.1 - Avaliação de perdas de água pela vazão noturna
A vazão noturna é um bom indicador do nível de perdas em uma zona
particular, visto que em zonas residenciais o consumo noturno é bastante reduzido.
Através do seu monitoramento pode-se detectar o surgimento, pela observação do
aumento do valor mínimo.
Como referência inicial para a demanda de água noturna tem-se o
valor de 2,5 L/ligação/h, conforme Lambert (1994b), citado por GONÇALVES (1998).
FARLEY (2003) demonstra através de um gráfico na figura 4.20, os
procedimentos e critérios utilizados para intervenções visando o combate a
vazamentos, através do monitoramento da vazão noturna. São estabelecidos limites
de acionamento da equipe de detecção e combate a vazamentos até que o valor da
vazão noturna observada volte ao patamar desejado para o distrito de medição.
Va
zã
o
No
tu
rn
a
(m
3 /h
)
Tempo em dias 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 150 160 170
11
10
9
8
7
6
Nível de intervenção Vazamento Início da detecção
Detectado e reparado
Nível final Nível de trabalho do
Distrito de Medição
FIGURA 4.20 - Exemplo de intervenção para combate a vazamentos –
FARLEY 2003
61
Para sistemas em que o abastecimento é intermitente não é possível a
utilização do método da vazão noturna, pois o perfil de consumo de água não
apresenta regularidade ou tendência.
FARLEY (2003) cita o caso da Índia onde é aplicado um método
denominado stop tap, que consiste nos seguintes passos:
a) A área de teste é isolada pelo fechamento das válvulas da região;
b) os registros dos cavaletes de todos os consumidores também são fechados;
c) nas proximidades é providenciado um suprimento especial de água para
alimentar exclusivamente o teste da área em estudo;
d) A água fornecida é usada para avaliar e medir o valor direto dos
vazamentos;
e) Equipamentos para detecção são usados para localizar os pontos de
vazamentos.
Os inconvenientes do método são:
• deve ser feito um desvio do suprimento de água para a área de
teste;
• um volume considerável de água é perdido durante o teste;
• o suprimento das adjacências é comprometido levando a
reclamações dos consumidores;
• nem todos os vazamentos são identificados durante um curto teste
necessitando da repetição do método;
• é bastante trabalhoso.
Fator Noite/Dia - FND
Durante o dia a maior demanda de água leva a maiores perdas de
carga na rede de distribuição do que à noite, provocando redução da pressão
disponível na tubulação. Assim, a minimização das perdas de carga na rede de
distribuição associada com outros fatores como maiores níveis de água nos
reservatórios de abastecimento levam a condições mais elevadas de pressão
durante a noite. Pode-se esperar que as vazões dos vazamentos observadas
62
durante as horas da noite não são iguais às do dia, pois a pressão disponível tende
a ser maior, conduzindo a maiores perdas. De acordo com TARDELII FILHO Filho
(2004) para contornar esse problema de estimativa da vazão perdida com base na
observação da vazão noturna foi criado o “Fator Noite/Dia”, que é um número dado
em horas por dia, que multiplicado pela vazão dos vazamentos observados à noite,
resulta no volume médio dos vazamentos diário.
4.5 - Combate das perdas no SAA.
Segundo a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (2003)
devido às variações possíveis nas causas e na magnitude das perdas, assim como
dos procedimentos para o controle, é recomendável que o controle de perdas sela
feito em cada uma das etapas do sistema. Para isso é sugerida a seguinte divisão
em etapas:
• Adução de Água Bruta - compreende a captação e adução de água
bruta;
• Tratamento - ETA ou unidade de tratamento simplificada;
• Reservação;
• Adução de Água Tratada - consiste nas adutoras e subadutoras de
água tratada e instalações de recalque; e
• Distribuição - consiste na rede de distribuição de água tratada e
ramais prediais.
A justificativa para a subdivisão é para facilitar o diagnóstico e orientar
as ações preventivas e corretivas. Como exemplo é citada a comparação entre as
perdas localizadas na ETA e Reservatórios, que ocorrem de forma localizada e as
perdas da distribuição que são dispersas no sistema. Na ETA e Reservatórios a
melhoria das condições operacionais ou reparos estruturais pode implicar em
retornos rápidos. Já no caso da rede de distribuição, normalmente as ações são
diversificadas e constituem uma rotina operacional.
Considerando que o conceito de perdas engloba o valor da água não
contabilizada, as ações devem ser dirigidas ao combate de perdas físicas e também
não físicas, buscando a manutenção de um nível satisfatório. Deve ser buscado um
63
ponto de viabilidade técnica e financeira para o gerenciamento, sem perder de vista
a crescente necessidade de preservação do recurso natural.
A Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (2003) recomenda
uma série de medidas preventivas por ocasião do projeto e implantação do sistema,
que são fundamentais para o sucesso e eficiência do gerenciamento de perdas. A
seguir é feita a citação das principais:
• a boa concepção do sistema de abastecimento de água,
considerando os dispositivos de controle operacional do processo;
• a qualidade adequada de instalações das tubulações, equipamentos
e demais dispositivos utilizados;
• a implantação dos mecanismos de controle operacional (registros,
medidores e outros);
• a elaboração de cadastros; e
• a execução de testes pré-operacionais de ajuste do sistema.
4.5.1 - Combate às perdas de água por controle de pressão
Segundo TSUTIYA (2001) a setorização na rede de distribuição de
água constitui um dos fatores mais importantes para operação do sistema de
abastecimento de água, pois tem por objetivo, manter a rede em faixas adequadas
de pressões máximas e mínimas. A pressão estática máxima nas tubulações
distribuidoras deve ser de 500 kPa (50 m.c.a.) e a pressão dinâmica mínima de 100
kPa (10 m.c.a.).
Como a redução da pressão está diretamente relacionada com a
redução das perdas de água, conforme se observa na tabela 4.9, a utilização da
válvula redutora de pressão geralmente é uma alternativa econômica para diminuir a
pressão na rede e, consequentemente, reduzir o número de vazamentos nas redes
de distribuição e nos ramais prediais, conforme gráfico da figura 4.21. SARZEDAS,
RAMOS e MATSUGUMA citados por TSUTIYA (2001) após pesquisa de
vazamentos feita na Região Metropolitana de São Paulo apresentaram os seguintes
resultados:
64
• Em regiões com predomínio de pressões em torno de 40 m.c.a. a
taxa de vazamentos estimada oscilou em torno de 1,29 m3/h/km;
• Em regiões onde mais de 50% da rede tem pressão superior a 60
m.c.a. a taxa foi de 2,36 m3/h/km.
TABELA 4.9 - Redução das perdas em função da redução da pressão na rede de
distribuição de água
Redução da Pressão (%) Redução da Perda (%)
20 10
30 16
40 23
50 29
60 37
Fonte: TSUTIYA (2001)
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
0 20 40 60 80 100 120
Pressão média noturna (m.c.a.)
Índ
ic
e
de
v
az
a
m
e
n
to
s
(%
)
FIGURA 4.21 - Relação do índice de vazamento com a pressão (Tsutiya
2001)
Na rede de distribuição, à medida que o consumo aumenta a pressão
disponível tende a diminuir devido às perdas de carga, de forma inversa quando o
consumo se reduz (durante a noite) a pressão disponível aumenta, tendo como
consequência um aumento dos vazamentos.
Para Lambert (2000) a média ponderada da relação pressão e
vazamento em grandes sistemas parece demonstrar que o vazamento varia
conforme a pressão, à potência de 1,15; portanto, a premissa simplificada de que os
vazamentos variam linearmente com a pressão operacional pode ser considerada
65
satisfatória, nas comparações de desempenho de perdas reais em grandes
sistemas, exceto naqueles cujas pressões são muito altas ou muito baixas.
4.6 - Avaliação Econômica no Controle de Perdas
Não existe um nível ótimo de perdas para uma companhia como um
todo, mas segundo FARLEY (2003) para um determinado sistema de distribuição de
água existe um nível de combate a perdas, cuja faixa de viabilidade econômica é
aquela em que o custo da água recuperada é superior ao custo dos gastos com o
combate às perdas. Representando graficamente as curvas do custo da perda de
água, custo do combate a vazamentos e custo total que é a soma dos dois custos
anteriores, pode-se encontrar um ponto de viabilidade econômica, que é o custo
total mínimo, conforme ilustrou a figura 4.2, já citada por Lambert (2000).
4.7 - Gerenciamento de Perdas
Para o início do gerenciamento é de fundamental importância a
elaboração de um diagnóstico do sistema de abastecimento de água, para verificar
as medidas a serem tomadas visando a redução e controle dos volumes perdidos.
Várias são as metodologias existentes, tais como a apresentada por BAGGIO citado
por TSUTIYA (2001). A metodologia proposta centra seu foco num primeiro
momento no gerenciamento pela qualidade da operação dos sistemas como forma
de evitá-las, para num segundo momento empregar algumas soluções clássicas,
porém embasadas em ferramentas de gerenciamento de qualidade. Propõe a
seguinte estratégia:
• implantar modelo de gerenciamento da rotina do trabalho do dia a
dia do processo de operação do sistema de abastecimento de água;
• democratização de informações e criação de consciência;
• bloqueio das causa predominantes.
TSUTIYA 2001 recomenda as ações mínimas relacionadas a seguir,
para qualquer metodologia empregada no diagnóstico e redução das perdas de
água, em qualquer que seja o sistema:
• controle de perdas físicas;
66
• controle de perdas não físicas;
• plano de ação para controle de perdas.
4.7.1 - Gerenciamento da Rede
Yoshimoto (1999) apresenta a seguir os principais aspectos
relacionados com o gerenciamento da rede:
a) Controle da rede – nos sistemas menores e mais simples é considerada
satisfatória a existência de medição do nível dos reservatórios, de vazão na entrada
dos setores de abastecimento e das pressões de jusante; para sistemas maiores
espera-se um controle mais sofisticado com instrumentos de telemetria,
equipamentos de armazenamento de dados (datalogger) etc;
b) Cadastro/GIS – a manutenção de um cadastro confiável do sistema é
imprescindível para possibilitar um perfeito controle do sistema de distribuição;
c) Softwares de análise custo-benefício – existem no mercado softwares para
cálculo de perdas físicas por vazamento do subsetor, permitindo a simulação das
perdas com várias condições de pressão. É possível o estudo de viabilidade por
possibilitar a estimativa da economia de água, mostrando o período de retorno do
investimento;
d) Modelação matemática – é necessária para verificação das condições
requeridas em termos de vazões, diâmetros e pressões para atendimento da
demanda do setor estudado. Podem ser usados softwares para simulação das
condições operacionais do sistema;
e) Manutenção do sistema – é sugerido um plano contínuo de controle da rede,
abrangendo relatórios das condições de funcionamento dos equipamentos do
sistema, bem como das pressões nos pontos críticos, além das vazões medidas nas
entradas de Válvulas Redutoras de Pressão e Estações Pressurizadoras de Água.
67
4.7.2 - Procedimentos fundamentais para o Gerenciamento de
Perdas
TARDELII FILHO (2004) demonstra na figura 4.22 as 4 principais
componentes necessárias para um programa efetivo de controle e redução de
perdas reais na rede de distribuição de água.
FIGURA 4.22 - Componentes para um programa efetivo de controle e
redução de perdas–TARDELLI FILHO (2004)
Para o Departamento Operacional da SABESP da Unidade de Negócio
do Baixo Tietê e Grande as seguintes ações constituem o nível mínimo necessário
para implementar uma política de gerenciamento de perdas de água:
a) Setorização da rede – medição da vazão de entrada no setor, podendo-se
melhorar o método subdividindo-se o distrito em distritos menores, com medidores
de maior sensibilidade para monitoramento da vazão mínima noturna;
Nível existente de perdas reais
Nível econômico
Perdas reais
inevitáveis
Rapidez e qualidade
dos reparos
Controle de pressão e
de nível de
reservatório
Melhoria dos
materiais e da
manutenção,
remanejamento e
reabilitação das
tubulações
Controle e
detecção de
vazamentos
68
b) Monitoramento e controle da pressão, correlacionando-se pressões e
vazamentos para obtenção da forma mais econômica de redução de perdas;
c) Pesquisa de vazamentos após a setorização da rede, isso evita o retorno de
vazamentos devido a excessos de pressões;
d) Estudos para recuperação e/ou substituição de redes.
69
5 - MÉTODO DE TRABALHO
O presente trabalho tomou por base experiências bem-sucedidas no
controle de perdas. Para avaliar os casos bem-sucedidos no combate às perdas de
água foi proposto um método de controle que procurou incorporar ações,
representadas por tecnologias, procedimentos e políticas, atualizadas e
recomendadas na literatura.
Com a identificação e retratação históricas dessas ações (tecnologias,
procedimentos e políticas) de gestão foi possível avaliar ações recomendadas e não
praticadas, identificar as causas impeditivas ou que restringiram uma gestão ainda
mais bem-sucedida.
5.1 - Objeto de Estudo
Foram escolhidas inicialmente comunidades que apresentaram índices
de perdas próximos aos estabelecidos pelos organismos internacionais. De acordo
com TOMAZ, citado por TSUTIYA (2001) para países em desenvolvimento deve ter
valores em torno de 25 %. Estes indicadores foram calculados a partir dos volumes
produzidos e micromedidos (faturados).
Para caracterização da situação que obteve avanços na gestão das
perdas de água foi selecionada uma comunidade que apresentou redução
expressiva na diferença entre o volume produzido e o micromedido no período de
1996 até 2005.
Monte Alto situa-se na Região Administrativa de Ribeirão Preto, sub-
região de Jaboticabal, distando cerca de 370 km da capital, 85 km de Ribeirão Preto,
92 km de Araraquara, 16 km de Jaboticabal e 15 km de Taquaritinga. A figura 5.23
localiza o município de Monte Alto dentro da sua Região Administrativa.
70
FIGURA 5.23 – Mapa rodoviário com a localização do município de Monte
Alto – http://www.saopaulo.tur.br/maps/ - (2007)
As principais vias de acesso são: SP-310: Rodovia Washington Luiz;
SP-333: Taquaritinga - Jaboticabal SP-323, bifurcação da SP-333 até Monte Alto e a
SP-305: Monte Alto - Jaboticabal. A cota altimétrica da parte mais alta da cidade,
onde se localiza o Centro de Reservação da cidade, corresponde ao valor de 736 m.
A área urbana de Monte Alto situa-se exatamente no espigão divisor de águas das
Bacias dos Rios Turvo/Grande e Mogi-Guaçu/Pardo. A drenagem natural da cidade
se dá da seguinte maneira: ao norte: vertentes do rio Turvo; a leste: nascentes do
Córrego Tijuco; ao sul: Córrego do Gambá.
O Sistema de Abastecimento de Água do município é operado pela
COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Toda a
captação para atendimento da demanda é feita através de 6 poços profundos com
um média de 15 horas de funcionamento diária, gerando uma vazão média horária
de 580 m3. A maior parte da produção, que é obtida de 4 poços, sofre adução para a
reservação central com capacidade de 4750 m3, de onde após a fluoretação e
cloração é distribuída. Cada um dos outros 2 poços existentes abastece 1 bairro
isoladamente. A reservação total do município é de 6005 m3. O consumo médio
estimado por economia, incluindo as perdas é de 643 L/dia. A extensão da rede de
distribuição de água é de aproximadamente 140.200 metros com cerca de 15.000
ligações.
71
5.2 - Gerenciamento do Cadastro do Sistema de Abastecimento de
Água
A avaliação do cadastro com vistas à gestão do SAA, permitiu
conhecer como é resolvida a questão, quais os recursos empregados para suprir as
informações necessárias e traçar metas e medidas técnico-administrativa para a
sustentabilidade da gestão do SAA.
Para isto foram levantados, conforme a literatura, os seguintes
aspectos:
a) a existência de equipe ou responsável pela atualização e manutenção;
b) como é feito o cadastro: em papel, meio digital, outro;
c) qual a sistemática de checagem da informação cadastrada;
d) disponibilidade de documentos de todo o sistema;
e) confiabilidade das informações;
f) qualidade e detalhamento do material disponível;
g) Atualização dos dados e informações, ou seja, o continuo processamento
dos dados de perdas fornecidos pela equipe de combate.
5.3 - Gerenciamento da avaliação de perdas
5.3.1 - Indicadores
Os indicadores de perdas de água no sistema de abastecimento,
conforme a literatura e a prática observada, foram os seguintes:
a) Índice de Perdas (IP) - IP = (Vp – Vm)/Vp x 100;
b) Fator de Pesquisa (FP) - FP = Qmín noturna/Q média diária;
c) Número de vazamentos mensal na rede e ramais prediais;
d) Índice Infraestrutural de Perdas (IIEP) – IIEP = PRAI/PRAA.
Estes indicadores foram gerais para o sistema de abastecimento de
água, compreendendo desde a produção até o consumidor final ou medição do
volume que entra na propriedade.
72
Os seguintes dados foram usados:
• Volumes de água do sistema: produzidos, distribuídos, consumidos,
micromedidos e faturados;
• Vazões: monitoramento ou levantamento dos registros das vazões
mínimas noturnas, vazões médias, vazões máxima diária e vazões
máximas horárias;
• Pressões: monitoramento ou medida das pressões estáticas e
dinâmicas do sistema.
5.3.2 - Análise dos registros dos vazamentos
Não há na literatura ou normas padrões de como tratar estas
informações.
Foi avaliado como é feito o processamento dos dados de perdas desde
a informação até a eliminação dos vazamentos. Considerou-se de fundamental
importância para a gestão o grau de processamento das informações recebidas da
equipe de combate e quais as medidas técnico/administrativas: a forma de registro
quanto aos aspectos quantitativos e qualitativos; plotagem em mapas; registro em
planilhas; e possibilidade da interpretação dos resultados.
5.4 - Gerenciamento da priorização dos locais de combate às
perdas no SAA
Pela prática verificada, recomendava-se que fossem focadas as
seguintes áreas:
a) Locais de maior incidência de vazamentos nos últimos doze meses
Esta informação depende da facilidade de comunicação do evento de
perda, do registro do evento, da forma que é processada etc.
b) Regiões ou áreas com pressões elevadas
Para definição da pressão atuante no setor é necessária a realização
de medições instantâneas ou instalação de registradores. Pode-se também fazer
73
uma estimativa das pressões estáticas e dinâmicas com base na carga piezométrica
na rede de distribuição.
c) Locais de solo ruim e maior tráfego de veículos
Na existência de vias não pavimentadas e/ou em condições
inadequadas de recobrimento da tubulação, desde que existindo um histórico, deve-
se atentar para a ocorrência de vazamentos.
d) Locais com a rede mais antiga
A existência de rede de água em avançada idade e com indícios de
corrosão ou deterioração influi consideravelmente na priorização de área para
combate a perdas.
e) Locais executados com materiais mais inadequados
Existem sistemas de abastecimento de água com mais de 50 anos em
operação, sendo executados com materiais, que agora há muito tempo estão em
desuso. A informação do tipo de material da rede fornece subsídios para avaliação e
planejamento das medidas adequadas ao combate de perdas, considerando até a
viabilidade do remanejamento de redes e ramais.
f) indicadores da necessidade de ações imediatas:
• Fator de pesquisas superior a 0,25 sugerirá a existência de
vazamentos detectáveis, indicando a necessidade de acionamento
da equipe de pesquisa e combate;
• Monitoramento da vazão instantânea do sistema, com análise
gráfica do seu comportamento. Diante da observação da elevação
repentina dos valores dos níveis normais, pode-se deduzir o
surgimento de vazamentos em um determinado setor, indicando a
necessidade de acionamento da equipe de pesquisa e combate.
5.5 - Gerenciamento dos métodos de detecção e controle de Perdas
Foram considerados os seguintes aspectos para avaliação:
a) Descrição quantitativa e qualitativa da equipe e continuidade ou frequência
de atuação;
b) foi levantado o tempo de atendimento para combate ao vazamento;
74
c) com relação às ações empregadas para a detecção de perdas, buscou-se
verificar como são os procedimentos rotineiros e também de menor frequência;
d) foram levantados, relacionados e descritos os métodos utilizados,
descrevendo tecnologias, equipamentos e procedimentos utilizados;
e) procurou-se identificar claramente a estratégia utilizada, equipe designada e
com suas atribuições específicas, qual o grau de terceirização de serviços, qual a
política da companhia como um todo e a nível regional.
Os itens de 5.6 ao 5.8, seguintes, listam as possíveis causas de perdas
de água nas adutoras e redes, reservatórios e ramais prediais. Representam
aspectos de diversas naturezas, recomendados na literatura, desde a qualidade da
água até a mão-de-obra empregada na construção.
5.6 - Gerenciamento das causas das perdas em adutoras e rede de
distribuição
Com base nas informações que são obtidas após a detecção e reparo
é possível levantar as possíveis causas dos vazamentos. Foi verificada a estratégia
utilizada na gestão para a redução, controle e combate de cada uma das causas
identificadas.
Os fatores citados integraram a base de elementos de identificação da
origem das perdas.
a) Qualidade da água e do solo:
i) Dados para avaliação
• Características químicas: pH, alcalinidade, composição química;
• Características físicas: temperatura.
ii) Valores recomendados dos parâmetros a serem adotados
Foram levantados junto à literatura e normas técnicas.
b) Materiais da tubulação
Buscou-se levantar registros do tipo, idade e condições. A avaliação
deveria ser subsidiada pelo atendimento das especificações técnicas dos
fabricantes, bem como exigências técnicas das normas em vigor.
75
c) Sobrepressão
Os dados e informações para avaliação das condições de pressão do
sistema deveriam proceder de plantas planialtimétricas; cadastro e informações
técnicas dos dispositivos do sistema como Estações Pressurizadoras de Água
(Boosters), Válvulas Redutoras de Pressões, Reservatórios, etc.
As condições de pressões foram avaliadas com base nas exigências
normativas e literatura específica.
d) Assentamento imperfeito da tubulação e demais peças
Buscou-se o levantamento dos cadastros do sistema, procurando
identificar ocorrências durante a obra que caracterizaram falhas de execução.
Foram também feitas entrevistas com profissionais que participaram da
fiscalização ou implantação das obras, com o fim de registrar as possíveis
deficiências não indicadas nos cadastros.
e) Falhas na concepção do projeto
Foram levantados os projetos existentes para verificação das
condições do sistema, identificando possíveis falhas, ou então, situações não
previstas para seu funcionamento e trabalho.
f) Ineficiente manutenção da linha
Foi feito o levantamento da rotina de trabalho da equipe de combate a
vazamentos, procurando identificar qual a estratégia adotada com relação à
manutenção da rede, se existia um plano de substituição de tubulações em locais
com grande incidência de vazamentos devidos à deterioração do material.
g) Efeitos de tráfego de veículos
Em ruas sem pavimentação ou em que o pavimento se encontrava em
visível estágio de degradação foi verificado se a incidência de vazamentos é
influenciada pela ruptura dos materiais pela sobrecarga devido à ação do tráfego de
veículos. Também foram levantadas as condições de atendimento do recobrimento
mínimo da tubulação exigido por norma (ver subitem b).
h) Acomodação do solo
Foram verificadas se não ocorreram falhas na execução,
principalmente no reaterro de valas, que levaram a uma acomodação do solo com o
76
tempo, provocando o deslocamento da tubulação com a possibilidade de incidência
de vazamentos por ruptura do material ou desencaixe de conexões.
i) Falta de micromedição
Foi verificada a existência de micromedição, bem como o percentual de
cobertura.
j) Falta de subsídios para o combate às perdas
Foi feita a verificação do aporte de recursos exclusivamente para
combate a perdas, bem como a sua quantificação.
5.7 - Gerenciamento das causas de perdas nos Reservatórios
Foi verificada a existência de uma rotina de avaliação sistemática das
condições das instalações, visando detectar:
a) Extravasamento: verificou-se eventuais ocorrências, e se os problemas
seriam de ordem operacional, de execução ou recalque de fundações.
b) Vazamentos pela parede ou conexões: procurou-se verificar a possibilidade
da existência de fissuração, trincas ou rachaduras, com identificação de causas:
problemas de execução, agressividade do meio ou uso inadequado.
c) As condições de estanqueidade dos reservatórios foram verificadas com
base nas exigências normativas e literatura específica.
5.8 - Gerenciamento da captação subterrânea
A proposta da metodologia foi de procurar avaliar as condições da
produção. E no caso do objeto de estudo verificou-se que é feita integralmente
através da exploração de mananciais subterrâneos.
Buscou-se inicialmente levantar a existência de fatores que
implicassem na ocorrência de perdas, que não foram aparentemente identificados.
Então, foi levantada a quantidade de poços para suprimento da demanda existente e
as condições de localização e produção. Isso para reforçar a hipótese da
importância do combate às perdas, uma vez que a exploração dos mananciais para
o aumento da demanda se dá cada vez mais em condições desfavoráveis.
77
5.9 - Gerenciamento das causas de perdas em ramais prediais
Os procedimentos foram basicamente os utilizados na rede de
distribuição, porém também foi verificada a existência da padronização de ramais e
se é adequada.
Foi feita a verificação da equipe e sua quantificação, avaliando a
periodicidade e continuidade dos serviços.
Foi levantada a eventual incidência de ramais prediais não registrados
e também ligações clandestinas.
5.10 - Gerenciamento da viabilidade econômica do controle de
perdas
Foi feito um levantamento visando avaliar a política de recursos
humanos da empresa, quantificando o tempo destinado especificamente ao
treinamento, reciclagem e capacitação de pessoal. Sob a óptica financeira foi
avaliada a destinação de recursos que visavam diretamente o combate a perdas e o
período de retorno do investimento.
a) Investimentos em Treinamento
• Levantamento da relação de funcionários enviados para treinamento
e do total de dias por ano;
• Relação dos cursos realizados.
b) Investimentos financeiros
• Avaliação do capital investido e o valor recuperado (deixados de
gastar)
Com estas informações foi avaliada a eficácia das ações e elaborado
um estudo de custo-benefício para verificação do retorno do investimento.
5.11 - Método de Análise
Para a avaliação do gerenciamento do sistema foi elaborada uma
planilha padrão onde se avaliaram os gerenciamentos do cadastro, do método de
avaliação de perdas, da priorização dos locais de combate, dos métodos de
78
detecção usados etc. A cada um destes componentes do controle de perdas
atribuiu-se uma pontuação de 0 a 100%, ao longo do tempo, em função da utilização
de recursos ou atendimento às exigências da metodologia proposta, conforme
recomendado pela literatura ou prática corrente.
Foi atribuída a pontuação de 100% para as componentes que
apresentavam o máximo desempenho esperado dentro das recomendações da
literatura e metodologia. De forma geral todas as componentes apresentaram pelo
menos resultados regulares, daí o valor mínimo de 50% na pontuação. A partir dos
50% buscou-se estabelecer uma escala de oportunidades de procedimentos que
melhorassem o desempenho da componente. A pontuação remanescente foi
dividida equitativamente pelas ações julgadas possíveis de implantação. Por
exemplo, o item Avaliação de perdas: Foi atribuída inicialmente uma pontuação de
80%, pelo atendimento aos requisitos básicos para o gerenciamento, mas existia
possibilidade de melhoria. Considerou-se a disponibilidade dos dados na intranet
como uma ação que aumentou a pontuação para 90% a partir do ano de 2003, mas
a falta do uso de indicadores avançados motivou a redução de 10% na pontuação
total.
Todas as informações e dados disponíveis foram levantados de forma
pormenorizada, visando obter elementos que permitissem a ponderação da
pontuação geral atribuída. Para isso dentro de cada item de controle foram feitos
desdobramentos em subitens, que permitiram visualizar e avaliar com maior
detalhamento.
79
6 - RESULTADOS E DISCUSSÃO
Com a finalidade de estimar o peso relativo de cada uma das ações
dentro da ação de gerenciamento avaliada foi feita uma pesquisa envolvendo sete
pesquisadores e engenheiros, identificados pelos números de 1 a 7, que atuam na
operação, no planejamento e em projetos na área de Saneamento, A média
aritmética da pontuação de cada subitem forneceu o seu peso relativo no item do
gerenciamento avaliado.
A captação subterrânea e as perdas na reservação não tiveram a
pontuação atribuída por alguns dos profissionais, devido à realização da pesquisa
ocorrer anteriormente à remodelação da metodologia. Apesar disso não se acredita
ter ocorrido comprometimento da proposta de ponderação.
Na sequência apresenta-se a relação de todos os itens do controle de
perdas que devem ser gerenciados. A cada item, cadastro, por exemplo,
corresponde uma planilha, na qual avaliam-se a sua forma de execução, sua prática
e sua abrangência pontuando de 0 a 100. Esta pontuação é ponderada pelos pesos
dos especialistas e então se chegou a um indicador único.
É importante observar que o peso de cada subitem é constante,
entretanto, a pontuação varia com o tempo, pois um subitem, por exemplo “análise
dos registros de vazamento”, poderia nem existir, ou ser executado de forma parcial,
recebendo uma pontuação refletindo estas possíveis falhas.
6.1 - Ponderação do gerenciamento dos procedimentos e técnicas
de controle de perdas
A média aritmética dos pontos obtidos está demonstrada na tabela
6.10, que apresenta os procedimentos e tecnologias avaliadas neste trabalho,
conforme exposto na metodologia. Através do uso de recurso gráfico foram feitas a
ponderação e atribuição de um indicador percentual da eficiência de cada uma das
etapas do sistema ao longo do tempo estudado.
TABELA 6.10 – Pontuação atribuída pelos profissionais da área de saneamento
80
Etapa
Avaliação do Cadastro do Sistema de Abastecimento de Água 1 2 3 4 5 6 7 Mé
d
a) Disponibilidade de documentos de todo o sistema (% de rede cadastrada) 9 7 8 10 10 8 7 8,4
b) Confiabilidade das informações (precisão, representatividade, continuidade) 8 6 10 10 8 9 9 8,6
c) Equipe atuante (em número e em qualificação) 10 2 2 10 9 10 10 7,6
d) Atualização (digitalização dos registros no cadastro) 10 4 5 10 6 7 8 7,1
e) Acessibilidade e disponibilidade às informações pelos usuários 10 3 5 10 9 4 3 6,3
f) Registro histórico de intervenções (reparos, trocas, peças, materiais, etc) 8 5 4 7 9 5 6 6,3
g) Registro histórico de intervenções em planta (reparos, trocas peças etc) 8 3 4 8 6 5 5,7
Avaliação de Perdas
a) Indicadores 8 8 8 8 8 7 7 7,7
b) Registros das Vazões mínimas noturnas, Vazões médias, Vazões máxima diária
e Vazões máximas horárias 10 6 8 10 7 10 9 8,6
c) Monitoramento ou medida das pressões estáticas e dinâmicas do sistema 9 6 5 10 7 9 10 8,0
d) Análise dos registros dos vazamentos 10 5 5 8 7 8 8 7,3
Avaliação da Priorização dos locais de combate às perdas no S.A.A.
a) Locais de maior incidência de vazamentos nos últimos doze meses 10 8 8 10 9 9 8 8,9
b) Regiões ou áreas com pressões elevadas 8 8 6 10 9 8 5 7,7
c) Locais de solo ruim e maior tráfego de veículos 7 6 6 7 7 7 6 6,6
d) Locais com a rede mais antiga 8 8 7 10 10 6 10 8,4
e) Locais executados com materiais mais inadequados 9 8 8 8 6 5 9 7,6
f) indicadores da necessidade de ações imediatas 8 8 8 7 5 10 7 7,6
Avaliação dos Métodos de detecção e controle de Perdas
a) Tecnologia, equipamentos e procedimentos utilizados 9 9 8 8 7 8 8 8,1
b) Continuidade e frequência de pesquisa de vazamentos 9 5 8 10 8 9 9 8,3
c) Equipe atuante (em número e em qualificação) 10 5 5 10 8 10 10 8,3
d) Tempo de atendimento para combate ao vazamento 8 6 7 8 5 7 7 6,9
a) Qualidade da água e do solo 9 6 5 4 5 1 4 4,9
b) Materiais da tubulação - tipo, idade e condições, atendimento de especif.
técnicas e normas 10 8 8 8 6 6 7 7,6
c) Sobrepressão 9 8 6 10 8 5 6 7,4
d) Assentamento imperfeito da tubulação e demais peças 8 6 6 8 6 7 8 7,0
e) Falhas na concepção do projeto 7 6 4 8 6 2 7 5,7
f) Ineficiente manutenção da linha 7 8 5 10 5 8 5 6,9
g) efeitos de tráfego de veículos 7 6 7 6 6 4 6 6,0
h) acomodação do solo 8 6 7 6 5 3 4 5,6
i) falta de micro-medição 7 6 5 10 8 10 8 7,7
j) falta de subsídios para o combate às perdas 7 8 6 10 7 9 9 8,0
Avaliação de perdas nos Reservatórios
a) Extravasamento 10 9 10 4 8,3
b) Vazamentos pela parede ou conexões 7 8 9 7 7,8
c) Atendimento a Normas Técnicas, Padronização e Especificações 9 7 8 9 8,3
Avaliação da captação subterrânea
a) Condições das instalações 7 8 10 7 8,0
Avaliação dos Ramais prediais
a) Materiais da tubulação - tipo, idade e condições, atendimento de especificações
técnicas e normas 10 8 8 8 8 10 10 8,9
b) Sobrepressão 8 6 6 10 8 8 5 7,3
c) Assentamento imperfeito da tubulação e demais peças 9 6 7 9 7 9 7 7,7
d) Padronização 8 8 4 10 6 5 8 7,0
e) Eficiência na manutenção da linha 8 6 6 8 7 7 6 6,9
f) Falta de subsídios para o combate às perdas 8 5 7 10 7 6 9 7,4
Avaliação da Viabilidade Econômica do Gerenciamento de Perdas
a) Investimentos em treinamento 10 8 8 10 8 10 9 9,0
b) Recursos financeiros 9 5 5 10 8 9 10 8,0
Peso atribuído
Causa das perdas em Adutoras e rede de dsitribuição
81
Ao final de cada etapa avaliada foram resumidamente demonstrados
através de quadros os critérios para pontuação das variações das condições do
gerenciamento. Nas justificativas, quando detectada melhoria foi convencionada a
utilização do símbolo (↑) e para piora (↓). Diante do atendimento pleno ao esperado
para a etapa foi atribuída a pontuação 100%.
Cada item do gerenciamento é avaliado subvidindo-o em vários
subitens. Ao final de cada um é feita a justificativa dos critérios utilizados para
atribuição da pontuação ao longo de cada período.
No final do item é apresentado um quadro resumo da “evolução
histórica” da execução ou atendimento do que trata cada subitem. Com base nos
levantamentos e avaliações, através de uma média ponderada pelos pesos
atribuídos em cada subitem, pontua-se historicamente o item e apresenta-se o
resultado em gráfico.
6.2 - Gerenciamento do cadastro do SAA
a) Histórico da rede e percentual cadastrada
O município de Monte Alto firmou contrato com a SABESP para a
operação do Sistema em 29 de abril de 1976.
A planta cadastral que era utilizada pela Prefeitura Municipal na
operação do sistema possuía pouco detalhamento das instalações e baixa
confiabilidade, mesmo assim se constituiu na base utilizada pela SABESP para a
atualização do cadastro.
A parte mais antiga da rede de distribuição de água da cidade possui
planta cadastral ainda em papel vegetal com data de elaboração de 3 de agosto de
1992, pela Sabesp – Superintendência Regional de Franca. O desenho foi elaborado
em escala 1:2000, se desdobrando em 2 pranchas tamanho A1.
Atualmente existem 100% da rede com cadastro, porém a
confiabilidade das informações não é absoluta, pela qualidade das informações
iniciais de parte do sistema.
82
Como o cadastro existente cobriu integralmente a rede existente ao
longo do período estudado foi atribuída a pontuação de 100% para todo esse
período.
b) Confiabilidade das informações (precisão, representatividade, continuidade)
Em toda nova intervenção no sistema, quer pela própria Sabesp ou
empreendimentos imobiliários públicos ou particulares, ao término é exigida a
apresentação do cadastro em folha padrão e também em meio digital, contendo
nomes de ruas e amarrações que permitam a plena localização de cada parte do
sistema. No caso de obras contratadas pela SABESP a entrega do cadastro é uma
condicionante para liberação da última medição do pagamento. Já no caso de
empreendimentos imobiliários, após a conclusão do sistema é necessária a doação
formal para a operação pela SABESP. Integram o processo de doação toda
documentação legal referente ao patrimônio, orçamento e cadastro do sistema. O
cadastro sempre é analisado por técnico do Departamento de Empreendimentos
sediado em Lins e somente é aceito após sua completa aprovação. No caso de
desenquadramento quanto às normas estabelecidas é devolvido para as devidas
correções.
O cadastro apresentado é arquivado no Setor Técnico para subsidiar e
facilitar a operação e manutenção do sistema.
A Norma Técnica específica para elaboração de cadastro da SABESP
é a Norma Técnica da SABESP - NTS 2000. Foi elaborada com o objetivo do
cadastramento de peças especiais pertencentes às redes coletoras de esgotos,
águas pluviais e de abastecimento de água potável, existentes ou em construção,
para fins de projeto de novas redes ou para o "as built".
Possui as seguintes referências normativas:
• NB 13133 - Execução de Levantamento Topográfico.
• NTS 092 - Condições Gerais para Levantamentos Topográficos e
Geodésicos.
• NTS 116 - Preenchimento do Carimbo de Desenho Final.
O serviço de cadastramento das redes, caixas de registro e peças
como curvas, tês, cruzetas, e outras, pressupõe a existência de plantas dos
83
logradouros públicos em que se situam, contendo referências adequadas para
permitir a inclusão dos novos dados, de forma a satisfazer os níveis de precisão
exigidos, bem como a sua representação em planta, de maneira inconfundível. Na
inexistência de tais plantas, o cadastramento deve ser executado juntamente com o
levantamento topográfico das vias públicas.
A localização pode ser feita através de medidas diretas à trena de aço,
constituindo-se triângulos "amarrados" a pontos bem definidos dos alinhamentos
prediais (como divisas entre propriedades, esquinas, etc.) sendo, necessariamente,
um dos vértices do triângulo o centro da unidade cadastrada como pode ser visto na
figura 6.24.
FIGURA 6.24 – Detalhe de parte da folha com cadastro de SAA
Recomenda-se a adoção de uma ou mais medidas suplementares de
amarração, como método para evitar eventuais erros de localização dos elementos.
Devem ser determinados as cotas das geratrizes inferiores das
tubulações e seus diâmetros. Da mesma forma são anotados os materiais das
tubulações desses elementos.
Todos os dados coletados devem constar da folha de cadastro,
inclusive tipo de pavimentação.
84
Os pontos referentes às redes de abastecimento de água existentes
devem ter os seus elementos determinados através de cadastramento de
interferências subterrâneas.
Como existia uma parte do cadastro da rede elaborado com base em
informações procedentes de fonte que não asseguravam confiabilidade foi atribuída
uma pontuação de 70%. Com a expansão da rede e novos cadastros a
confiabilidade absoluta vai aumentando, uma vez que a porcentagem do cadastro
inadequado relativamente diminui. Dessa forma a partir de 2003 foi melhorada a
pontuação para 80%, pois houve um crescimento de aproximadamente 10% no
número de ligações e consequentemente expansão da rede.
c) Equipe atuante (em número e em qualificação)
No caso específico de rede anteriormente implantada, portanto sem a
fiscalização da SABESP, a forma possível de checagem do cadastro é pela
localização dos registros de manobra e descarga da rede, por ocasiões de reparos
em que são necessárias escavações com exposição da rede de distribuição, na
realização de ligações, ou através de sondagens com abertura de valas. Diante de
uma das ocorrências citadas a informação é passada ao técnico que tem o domínio
do cadastro, e então é possibilitada a confirmação ou retificação da planta.
Todas as obras de saneamento básico em municípios sob a concessão
da SABESP estão sujeitas à permanente fiscalização pelo Departamento de
Empreendimentos da companhia. Isso de certa forma assegura a confiabilidade do
cadastro pela facilidade de comunicação entre os técnicos dentro do mesmo
departamento.
No Setor Técnico de Monte Alto existe apenas um funcionário com a
atribuição de manutenção do cadastro.
Na pesquisa feita foi verificada a sugestão da necessidade de equipe
composta por dois profissionais capacitados para atualização e regularização do
cadastro do município, com disponibilidade de dedicação em conjunto de pelo
menos um dia por semana.
Como foi verificada a existência de apenas um funcionário encarregado
da manutenção do cadastro em todo o período foi atribuída uma pontuação de 70%,
85
pois embora não fosse considerada a situação ideal, o material disponível
apresentou uma boa qualidade. A partir de 2002, com o início da digitalização das
plantas em papel vegetal e continuidade utilizando funcionário próprio, foi melhorada
a pontuação para 80%.
d) Atualização (digitalização dos registros no cadastro)
Atualmente está sendo digitalizada a planta cadastral antiga do
Sistema de Abastecimento de Água do município de Monte Alto, que ainda possui
parte dos seus registros em papel vegetal. O trabalho foi iniciado em 2002 por um
estagiário de engenharia que permaneceu 2 anos no Setor Técnico.
Muitos dos conhecimentos e das informações que vão se levantando e
desenvolvendo no dia a dia pelos funcionários poderiam ser mais facilmente
gerenciados pela aquisição de softwares para desenho técnico, tipo AutoCad,
MicroStation ou similar, investindo-se em treinamento do pessoal, tornando mais
direta a forma de arquivamento dos dados, evitando a dificuldade de
processamento. Embora na década de 90 tenham surgido programas e ferramentas
para engenharia que muito tem facilitado o trabalho, percebe-se ainda, o uso e
aplicação de forma discreta por parte dos funcionários operacionais, que estão mais
ligados com a manutenção.
Avalia-se, portanto, que a atualização apresenta boas condições,
embora tenha possibilidade de melhoria, atribuindo-se uma pontuação de 70% até
2002. A partir daí, com o início da digitalização, foi atribuída uma pontuação de 80%.
e) Acessibilidade e disponibilidade às informações pelos usuários
As informações cadastrais são restritas aos funcionários com função de
operação do sistema. Diante da necessidade de consulta de informações deve haver
a solicitação ao técnico cadastrista. Segundo a opinião dos técnicos a confiabilidade
das informações prestadas é assegurada pela restrição do acesso.
Durante o período inicial da avaliação considerou-se a ocorrência de
boas condições, atribuindo-se uma pontuação de 70%. A partir de 2002, com o início
do registro detalhado em planilhas, atribuiu-se uma pontuação de 80%. A partir de
2003, com a entrada e disponibilidade na intranet do SISPERDAS, que é uma
página disponível para todo terminal de microcomputador em rede da SABESP, com
links para todos os indicadores disponíveis de cada comunidade atendida, a
86
pontuação foi melhorada para 90%. A partir de 2004, com a parada do registro em
planilhas foi reduzida a pontuação para 80%.
f) Registro histórico de intervenções (reparos, trocas, peças, materiais, etc)
Percebe-se que pelas Solicitações de Serviços (S.S.) emitidas pela
manutenção é possível quantificar, caracterizar e avaliar os locais de maior
incidência de vazamentos, porém a análise individual de cada ficha dificulta a
consulta. Ao longo dos anos de 2002, 2003 e 2004 verificou-se a existência do
lançamento de informações detalhadas em planilhas formato Excel.
A partir de 2003 foi exigido o preenchimento de uma ficha denominada
Sistema de Registro de Falhas onde ocorre o registro das intervenções de forma
mais detalhada.
Para possibilitar o tratamento mais adequado dos dados e até a
geração de informações gerenciais, seria interessante a continuação do lançamento
dos números em planilhas, subsidiando assim a elaboração de um tratamento
estatístico das informações disponíveis, além da facilidade de uma visualização
detalhada das ocorrências.
Até o ano de 2002 considerou-se a ocorrência de boas condições,
atribuindo-se uma pontuação de 70%. A partir de 2002, com o início do registro
detalhado em planilhas, atribuiu-se uma pontuação de 80%. A partir de 2003, com a
utilização da ficha com Sistema de Registro de falhas a pontuação foi melhorada
para 90%. A partir de 2004, com a parada do registro em planilhas foi reduzida a
pontuação para 80%.
g) Registro histórico de intervenções em planta ou croqui (reparos, trocas
peças etc.)
O lançamento dos vazamentos na ficha do Sistema de Registro de
Falhas exige o detalhamento em croqui com endereço da ocorrência. A situação
considerada ideal seria do lançamento das informações em uma planta cadastral
geral, que permitiria uma visão panorâmica e a avaliação da extensão do problema,
bem como ter condições de planejar com maior eficiência as ações de combate aos
vazamentos.
87
O registro histórico em planta ou croqui não foi verificado como um
procedimento de forma oficial. Em alguns dossiês e solicitações de serviço foram
encontrados croquis, por isso foi atribuída uma pontuação de 50%. A partir de 2003
a ficha com Sistema de Registro de falhas, que requer a elaboração de um croqui,
permitiu melhorar a pontuação para 70%.
Apresenta-se no quadro 6.5, de forma resumida, a justificativa da
variação da pontuação atribuída ao longo do período analisado. O indicador de
eficiência de gerenciamento do cadastro obtido, com base no quadro 6.5, está
representado no gráfico da figura 6.25, compreendendo o período de 1996 a 2005,
percebendo-se a evolução do indicador.
Quadro 6.5 – Resumo da avaliação do cadastro do SAA
Subitens avaliados do Cadastro do
SAA Análises realizadas
a) Disponibilidade de documentos de todo
o sistema (% de rede cadastrada)
100% atendida por todo o período
avaliado.
b) Confiabilidade das informações
(precisão, representatividade,
continuidade)
↑* em 2003 - Com a expansão da rede
e novos cadastros a confiabilidade
absoluta vai aumentando, uma vez que
a % do cadastro inadequado
relativamente diminui
c) Equipe atuante (em número e em
qualificação)
↑ em 2002 - Início da digitalização com
estagiário e continuidade utilizando
funcionário próprio
d) Atualização (digitalização dos registros
no cadastro)
↑ em 2002 - Início da digitalização com
estagiário e continuidade utilizando
funcionário próprio
e) Acessibilidade e disponibilidade às
informações pelos usuários
↑ em 2002 - Registro detalhado em
planilhas; ↑ em 2003 - Entrada na
Intranet do SISPERDAS; ↓ em 2004 -
Parada do registro em planilhas
f) Registro histórico de intervenções
(reparos, trocas, peças, materiais, etc.)
↑ em 2002 - Registro detalhado em
planilhas; ↑ em 2003 - Ficha com
Sistema de Registro de falhas; ↓ em
2004 - Parada do registro em planilhas
g) Registro histórico de intervenções em
planta (reparos, trocas peças etc.)
↑ em 2003 - Ficha com Sistema de
Registro de falhas
* a seta com sentido para cima indica a partir daquela data aumento da pontuação, e
para baixo o contrário (redução da pontuação).
88
Gerenciamento do cadastro do SAA
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
jun
/9
4
ou
t/9
5
m
ar
/9
7
jul
/9
8
de
z
/9
9
ab
r/0
1
se
t/0
2
jan
/0
4
m
ai
/0
5
ou
t/0
6
Período
Po
n
de
ra
çã
o
FIGURA 6.25 – Indicador da eficiência do cadastro do SAA
6.3 - Gerenciamento dos métodos de avaliação de perdas no SAA
a) Indicadores
Os principais indicadores utilizados na avaliação das perdas são o
volume produzido, volume micromedido, número de economias, índice de perdas,
número de vazamentos na rede e número de vazamentos por ramal.
Para obtenção dos indicadores foram feitos levantamentos dos dados
disponíveis do ano de 1996 até 2005 e se encontram no apêndice I. Apresenta-se no
gráfico da figura 6.6 o resumo da evolução desses indicadores.
Os volumes de água produzidos, distribuídos, consumidos,
micromedidos e faturados do SAA de Monte Alto foram levantados e se encontram
no apêndice II. Apresenta-se no gráfico das figuras 6.26 e 6.27 o resumo da
evolução desses indicadores associados ao Índice de Perdas e Número de
Vazamentos na rede e ramais.
Até o ano de 2002 todas as informações necessárias aos cálculos, bem
como os índices de perdas, número de vazamentos por ramal e por quilometro de
rede, se encontravam arquivadas em pastas. A partir de 2003 todas as informações
estão lançadas em um site da Intranet da SABESP, numa página denominada
SISPERDAS, com acessibilidade garantida a todo terminal de microcomputador
ligado em rede na SABESP.
89
Indicadores em função do tempo
12502 12793 13365 13810 14181 14451 15435 14994 15115 15283
0
50000
100000
150000
200000
250000
300000
350000
1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005
Ano
Vo
lu
m
e
m
e
n
s
a
l (m
3)
0
5
10
15
20
25
30
35
40
Índ
ic
e
de
pe
rd
a
s
(%
)
Volume Médio Produzido Número Médio de Economias Volume Médio Micromedido IP Médio
FIGURA 6.26 – Evolução dos indicadores do gerenciamento de perdas para o
SAA de Monte Alto.
Indicadores em função do tempo
12502 12793 13365 13810 14181 14451 15435 14994 15115 15283
0
50000
100000
150000
200000
250000
300000
350000
1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005
Ano
Vo
lu
m
e
m
en
sa
l (m
3)
0
50
100
150
200
250
300
350
Nú
m
er
o
de
v
az
am
en
to
s
Volume Médio Produzido Número Médio de Economias
Volume Médio Micromedido Nº vaz rede + ramal
FIGURA 6.27 – Evolução dos indicadores do gerenciamento de perdas para o
SAA de Monte Alto.
Embora o gerenciamento contasse com a utilização de poucos
indicadores e apenas de nível básico, foi atribuída uma pontuação de 80% pela
obtenção de resultados positivos durante o período. A partir de 2003, com a entrada
na intranet do SISPERDAS, foi elevada a pontuação para 90%.
b) Registros das Vazões mínimas noturnas, médias, máxima diária e máximas
horárias
90
Até o ano de 2001 procedia-se com a medição das vazões através da
leitura direta dos macromedidores tipo eletromagnético.
O sistema de abastecimento de água é dotado de 2 sistemas de
medição da vazão instantânea distribuída, permitindo o levantamento das suas
faixas de variação ao longo do tempo. Um dos medidores registra o consumo da
zona alta, que é abastecida pelo reservatório elevado de 250 m3 e outro o da zona
baixa, que é abastecida por 3 reservatórios apoiados de 1500 m3 cada.
A disponibilidade dos registros de vazões para o sistema foi
assegurada com a implantação do sistema de Monitoramento On Line desde o ano
de 2001. Com o monitoramento é possível dar um tratamento gráfico aos dados,
gerando informações mais detalhadas, que propiciam melhores condições de
decisão das ações da operação e manutenção.
O Departamento Operacional, sediado em Lins, tem acesso direto ao
funcionamento do sistema através de terminais de computador. É possível a
verificação das condições instantâneas de funcionamento, conforme pode ser visto
na figura 6.28, que ilustra a tela do monitor do microcomputador com acesso ao
sistema. Dessa forma são emitidos relatórios com observações de caráter orientativo
para o gerenciamento do sistema. A tabulação de todas informações permite o
lançamento das informações no SISPERDAS da intranet.
A partir de 2005 foi destinada uma sala exclusivamente para
implantação do Centro de Controle Operacional, onde se localizam os painéis de
comando, monitores dos macromedidores e terminais de microcomputador para o
monitoramento geral do funcionamento. Tudo é permanentemente acompanhado
por um técnico da operação.
91
FIGURA 6.28 – Tela do monitoramento on line do SAA de Monte Alto
Até o ano de 2001 foi atribuída uma pontuação de 80% devido à
utilização de equipamentos que permitiam a leitura direta das vazões instantâneas.
A partir de 2001 até 2005 foi melhorada a pontuação para 90% pela implantação do
monitoramento On Line. A partir de 2005 foi atribuída a pontuação máxima pela
entrada em operação do Centro de Controle Operacional.
c) Monitoramento ou medida das pressões estáticas e dinâmicas do sistema
Todas as instalações existentes no Sistema de Abastecimento de Água
do município de Monte Alto estão ajustadas para que os valores de pressões
estejam entre 10 e 40 m.c.a., embora a NBR 12218 de 1994 admita o valor de 50
m.c.a. para a pressão estática máxima no sistema.
A zona alta é abastecida por um Reservatório Elevado com capacidade
de 250 m3 visando assegurar o limite inferior de pressão necessário para o
abastecimento, que é de 10 m.c.a. A zona baixa é abastecida pelos Reservatórios
92
Apoiados de 1500 m3 cada, dispondo de setorizações e válvulas redutoras de
pressão, visando evitar ultrapassar o limite superior de funcionamento da rede, que
é de 40 m.c.a.
As estimativas das pressões disponíveis no sistema são feitas pela
leitura dos níveis dos reservatórios, comparando-se com as cotas dos pontos
analisados. No caso da pressão dinâmica também é estimada uma perda de carga
em função das características da tubulação e vazões consumidas. Deve-se atentar
para a existência de Válvulas Redutora de Pressão, que interferem nas estimativas.
As medidas diretas de valores se dão através da instalação de
equipamentos nos pontos em que se deseja fazer os registros ou estudar.
Não existem dispositivos fixos que permitem o monitoramento das
pressões na rede de distribuição de água. Sempre que se necessitam leituras das
pressões são realizados os procedimentos anteriores.
As Estações Elevatórias de Água possuem válvula com dispositivo tipo
pressostato, que indicam a pressão instantânea no ponto. A finalidade é da detecção
instantânea de eventual ruptura da adutora, pelo alívio da pressão de trabalho.
Até o ano de 2001 foi atribuída uma pontuação de 50%, pois as
medidas de pressão deviam ser feitas de forma indireta. Com a Implantação do
Monitoramento On Line, aumentou-se a pontuação para 70% pela facilidade de
obtenção de dados. A partir de 2005, com a implantação do Centro de Controle
Operacional atribuiu-se uma pontuação de 80%.
d) Análise dos registros dos vazamentos
Desde o ano de 1996 foram abertos vários dossiês solicitando diversos
serviços e obras, como remanejamento de rede e ramais, instalação de válvulas
redutoras de pressão, setorizações, geofonamentos dentre outros, demonstrando
claramente o conhecimento do problema por parte dos gestores da área
operacional. A falta de um estudo específico de viabilidade com retorno do
investimento pode ter colaborado para o insucesso dessas solicitações. Um trabalho
fundamentado tecnicamente, com justificativas plausíveis, obteria sucesso no pleito
dos recursos. Nesse sentido a sugestão para que as metas de gerenciamento de
93
perdas sejam traçadas e respaldadas por estudos de custo-benefício, com previsão
de retorno do investimento.
A maior parte dos dossiês pesquisados registra quase sempre a
inviabilização de recursos nos orçamentos de investimentos da Superintendência
para combate a vazamentos e a execução dos serviços com mão-de-obra própria da
Gerência em um prazo mais dilatado. Isso revela o comprometimento daqueles que
mais de perto vivenciam o problema. A existência de indicadores possibilita o
estabelecimento de desafios a serem vencidos, motivando o operador até ao
improviso, mas determinado ao combate aos vazamentos, superando metas.
Não é comum a destinação de recursos específicos para o combate a
perdas, devido principalmente à dificuldade de se enxergar a redução das despesas
com o emprego de um programa de combate a vazamentos.
Um projeto mal concebido ou executado pode não surtir os efeitos
esperados, gerando até descrédito dentro do planejamento empresarial com relação
a ações similares. Para que um projeto encontre respaldo da administração da
empresa é necessário um trabalho subsidiado por registros de ocorrências, muito
bem caracterizado quantitativa e qualitativamente, com viabilidade econômica e que
encontre sustentabilidade econômica e ambiental. O ambiente em que se encontram
os dispositivos e materiais de um sistema de distribuição de água, com variações de
pressão, exposição ao solo, sol, água, ar e intempéries, contribuem para a redução
da sua vida útil, pois existem situações fatigantes aos materiais. É de se esperar no
decorrer do tempo a necessidade de uma programação sistemática de reparos e
substituição de materiais. Dessa forma um programa para controle e combate de
perdas não pode ser uma ação localizada pontualmente no tempo, mas sim o
estabelecimento de um plano permanente de ações, que visam manter os
indicadores em níveis aceitáveis.
Durante os anos de 2002, 2003 e até o mês de abril de 2004 foram
feitos registros de todas as ocorrências de vazamentos no sistema em planilha tipo
Excel. O lançamento das ocorrências em uma planilha permite a elaboração de
gráficos que facilitam a análise das informações. Com a análise mais precisa
possível se obtém uma maior probabilidade do alcance dos objetivos do projeto ou
programa.
94
Estão representadas nas figuras 6.29, 6.30 e 6.31 as ocorrências de
consertos de vazamentos na rede de distribuição durante o ano de 2002, extraídos
diretamente do levantamento dos registros das planilhas. Vale observar que a
extensão da rede em PVC é bastante superior aos outros materiais, por isso é
esperado um número maior de vazamentos.
Vazamentos na rede - 2002
107
1 0
25
0
20
40
60
80
100
120
111- Rede PVC 112- Rede FG 113- Rede FFº 114- Rede de
Amianto
Local Tubulação
FIGURA 6.29 – Número de vazamentos na tubulação no ano de 2002 no SAA
de Monte Alto - SP
Vazamentos nos anéis da rede de distribuição - 2002
26
8
1 0
3
0 0
9
0
0
5
10
15
20
25
30
12
1-
Lu
va
12
3-
Ca
p
12
5-
Te
e
12
7-
Cu
rv
a
12
9-
Va
z.
Ju
n
cã
o
Local Anel de borracha
FIGURA 6.30 - Número de vazamentos nos anéis da tubulação e conexões
no ano de 2002 no SAA de Monte Alto - SP
95
Vazamentos nas conexões da rede de distribuição -
2002
51
10
3 0 4 0 1
7
1
0
10
20
30
40
50
60
13
1-
Lu
va
13
3-
Ca
p
13
5-
Te
e
13
7-
Cu
rv
a
13
9-
Co
la
r
de
To
m
ad
a
Local Peças
FIGURA 6.31 – Número de vazamentos nas conexões no ano de 2002 no
SAA de Monte Alto - SP
A finalidade da apresentação dos exemplos das figuras 6.29 a 6.31 é
demonstrar a facilidade de visualização do panorama, permitindo traçar estratégias
no gerenciamento sem a necessidade do levantamento de dados em numerosas
fichas de registros.
Os dados que foram levantados possibilitam identificar e planejar ações
visando o combate aos vazamentos.
Uma vez convenientemente disponibilizados os dados, torna-se de
grande facilidade a geração de gráficos para avaliação das causas de ocorrências.
Para o gerenciamento é considerada de grande importância a facilidade de acesso
às informações.
Como todo serviço elaborado por funcionário da SABESP necessita de
programação através de Solicitação de Serviço, é possível levantar onde, quando,
como e quantos eventos se deram. Mas o lançamento dos dados de anos de
serviços pode ser trabalhoso e impede o uso dessa importante ferramenta no
planejamento estratégico do combate a perdas, que é uma visão panorâmica gerada
pelo tratamento gráfico das informações. Muitas das ações que poderiam ser
eficazes em um dado momento, decorrido o tempo não oferecem viabilidade de
aplicação.
96
A partir do ano de 2003 passou a ser exigido em complemento à
solicitação de serviço (S.S.), o preenchimento da folha de campo do SRF – Sistema
de Registro de falhas, conforme figura 6.32.
FIGURA 6.32 – Ficha do Sistema de Registro de Falhas em uso pela
SABESP
Informações que devem constar do documento:
• Completa identificação do local e trecho da obra;
• Esquema da tubulação instalada incluindo as interferências
encontradas no trecho;
• Diagnóstico da falha que provocou o vazamento e solicitação de
reparo pela Sabesp (quando for o caso);
• Completa identificação e quantificação dos tubos e conexões
utilizados, incluindo o DN, classe de pressão, nomes dos fabricantes
dos tubos e conexões e códigos que permitam rastrear as produções
97
dos tubos e conexões nos sistemas da qualidade dos fabricantes.
Esses códigos encontram-se marcados nos tubos e conexões;
• Descrição do terreno onde o tubo está assentado, incluindo as
condições do fundo da vala, a presença ou não de água, o solo com
que foi realizado o reaterro e o procedimento de compactação;
• No caso de reparos de ramal predial, verificar se a Solicitação de
Serviço (SS está acompanhada da “Folha de Campo” do SRF
(Sistema de Registro de Falhas) e preenchê-la devidamente,
segundo instruções repassadas pelo Encarregado).
Até o ano de 2002 foi atribuída uma pontuação de 50% pela forma de
registro dos vazamentos apenas em fichas de solicitação de serviços. A partir de
2002 passou a ocorrer o registro detalhado em planilhas, recebendo uma pontuação
de 70%. A partir de 2003, com o Sistema de Registro de Falhas e a entrada na
intranet do SISPERDAS foi melhorada a pontuação para 90%. A partir de 2004, com
o fim do registro em planilhas, foi reduzida a pontuação para 80%.
O quadro 6.6 apresenta de forma resumida a justificativa da variação
da pontuação atribuída. O indicador obtido está representado na figura 6.33.
Quadro 6.6 – Resumo do gerenciamento dos métodos de avaliação de perdas no
SAA de Monte Alto - SP.
Subitens dos métodos de avaliação de perdas Avaliação de Perdas
a) Indicadores ↑ em 2003 - Entrada na Intranet do SISPERDAS
b) Registros das Vazões mínimas noturnas, Vazões médias,
Vazões máximas diárias e Vazões máximas horárias
↑ 2001 - Implantação do
Monitoramento On Line; ↑ em 2005 -
Implantação do Centro de Controle
Operacional
c) Monitoramento ou medida das pressões estáticas e
dinâmicas do sistema
↑ 2001 - Implantação do
Monitoramento On Line; ↑ em 2005 -
Implantação do Centro de Controle
Operacional
d) Análise dos registros dos vazamentos
↑ em 2002 - Registro detalhado em
planilhas; ↑ em 2003 - Ficha com
Sistema de Registro de Falhas; ↑
em 2003 - Entrada na Intranet do
SISPERDAS; ↓ em 2004 - Parada
do registro em planilhas
98
Gerenciamento dos métodos de avaliação de perdas no SAA
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
jun
/9
4
ou
t/9
5
m
ar
/9
7
jul
/9
8
de
z
/9
9
ab
r/0
1
se
t/0
2
jan
/0
4
m
ai
/0
5
ou
t/0
6
Período
Po
n
de
ra
çã
o
FIGURA 6.33 – Indicador da eficiência do sistema de avaliação e controle de
perdas no SAA
6.4 - Priorização dos locais de combate às perdas no SAA
Através da rotina de trabalho da SABESP é possível verificar que o
registro de vazamentos sempre é feito, uma vez que para realizar o reparo ocorre o
preenchimento da solicitação de serviço em impresso apropriado. Entre janeiro de
2002 e abril de 2004 houve o lançamento das ocorrências em planilhas que
permitiram uma quantificação e caracterização dos vazamentos.
O lançamento dos vazamentos em uma planta cadastral permitiria uma
rápida visualização das regiões de maior ocorrência. Para a equipe operacional isso
talvez não tenha sido necessário pelo conhecimento da situação devido às
experiências do dia a dia. Mas para o gerenciamento de perdas é uma condição
importante, uma vez que oferece maior clareza das informações.
Pela análise dos dossiês disponíveis foi possível constatar que a maior
parte das ocorrências de vazamentos estava nos ramais. A Gerência de Monte Alto
manteve uma postura voltada ao remanejamento ou troca dos ramais com defeitos,
ou de forma preventiva aos que apresentavam maior possibilidade de falha.
. a) Locais de maior incidência de vazamentos nos últimos doze meses
i) Estudo de remanejamento
99
O remanejamento da rede de distribuição, mais do que qualquer outra
intervenção na rede, exige um cadastro confiável, com precisão das informações.
Muitas vezes é necessária a remoção do pavimento, troca dos ramais, alteração da
localização das válvulas do setor, sem contar com todas as interferências nas outras
redes existentes: rede coletora de esgotos, galeria de águas pluviais, e outras. Tudo
deve ser feito minimizando o prejuízo ao abastecimento.
O projeto deve possibilitar uma obra que atenda à expectativa de
redução dos vazamentos, respaldado nas normas técnicas referentes ao assunto,
contemplando os aspectos de segurança, reconstituição de pavimentos,
interferências e instalação de dispositivos necessários ao sistema, mesmo que
inexistente na rede substituída, como registros para descarga e manobra, ventosas,
válvulas redutoras de pressão e outras. Deve-se atentar para o teste de
estanqueidade e a confiabilidade do cadastro da obra ou “as built”.
A viabilização de um projeto de remanejamento da rede de distribuição
depende de uma série de informações e levantamentos muitas vezes de difícil
obtenção, principalmente se não existe um registro permanente das intervenções e
reparos realizados. Pode até ser necessária a realização de abertura de valas em
ruas pavimentadas.
O alto índice de vazamentos ocorridos em uma região com rede de
fibrocimento levou o Setor Técnico a solicitar o estudo para remanejamento com
troca desse material da tubulação, conforme registros no Dossiê nº 97/087.055 – 3ª
Etapa do município de Monte Alto. A intenção era viabilizar o projeto e recursos para
execução da obra.
Na contracapa do dossiê existia anexa uma lista com descrição de
vazamentos, como reproduzido na tabela 6.11:
TABELA 6.11 – Registro de ocorrências em trecho de rua do município
Rua Coronel Pires Penteado – extensão de aproximadamente 1300 m
Dia Nº da S.S. Local do vazamento
05/02 1487 Vazamento na rua
25/02 2088 Vazamento na rua
06/03 2778 Vazamento na rua
19/02 2075 Vazamento na rua
100
Rua Coronel Pires Penteado – extensão de aproximadamente 1300 m
18/02 2067 Vazamento na rua
17/02 1938 Vazamento na rua
02/02 1326 Vazamento na rua
02/02 2235 Vazamento na rua
09/02 1535 Vazamento na rua
21/03 3435 Vazamento na rua
12/05 5668 Vazamento na rua
Fonte – SABESP (2006)
A finalização do dossiê se dá com a informação de que seriam feitos
estudos e orçamentos para execução dos serviços de remanejamento das redes de
água e esgotos de todo o município, devendo, portanto, ocorrer o arquivamento.
O planejamento da Superintendência de Lins ocorre através de
reuniões com todo o corpo gerencial, onde são analisadas as demandas de cada
município e então estabelecida uma lista hierarquizada para destinação de recursos,
tanto para o ano corrente como para os próximos.
Desde o final da década de 90 tem sido destinada uma parcela
significativa do orçamento para a implantação de Sistemas de Tratamento de
Esgotos nos municípios remanescentes dentre os 83 atendidos pela
Superintendência de Lins, que ainda possuem o lançamento de esgotos “in natura”.
Pôde-se perceber que não existia prioridade na destinação de recursos
ao remanejamento da rede de água, pelo tempo transcorrido e pela dificuldade de
contemplação junto ao Plano de Investimento da SABESP.
A relação de vazamentos mencionada demonstra 08 vazamentos no
mês de fevereiro em uma rua de aproximadamente 1300 metros que representa
apenas 1% da rede de distribuição de água. Se for comparado com o número total
de vazamentos apenas em rede que foi de 21, chega-se à concentração de 38 %
dos vazamentos em apenas 1% da rede, tornando perfeitamente clara a
necessidade de ações localizadas. Nesse caso, o estudo de viabilidade com retorno
do investimento provavelmente subsidiasse a defesa do projeto e destinação de
recursos no Plano de Investimentos.
101
Não é possível saber se o próprio projeto de engenharia do
remanejamento foi adiado pela falta de expectativa da destinação de recursos no
Plano de Investimentos ou pela existência de outra demanda com maior prioridade.
As obras foram novamente pleiteadas pelo Setor Técnico, pela
relevância do serviço no combate às perdas. Dessa vez as ações foram registradas
no Dossiê nº 00/087.050 – 3ª Fase do município de Monte Alto. Mas outra vez não
se obteve destinação de recursos.
Comparando-se o cenário de 1998 com o de 2000 verifica-se que,
relativamente, houve uma melhora dos indicadores: em fevereiro de 1998 o Índice
de Perdas do município era de 38,19% com 21 vazamentos na rede, já em agosto
de 2000, era 30,66% com 15 vazamentos. Embora o dossiê ainda permaneça
aberto, parece que devido aos melhores resultados obtidos na redução no Índice de
Perdas essa ação não é mais vista com tanta importância.
Ações de menor custo parecem levar a melhores relações custo-
benefício.
ii) Troca de ramais
Diante do histórico de consertos de ramais de PEAD ocorridos em
1997 o Setor Técnico buscou a execução da troca de ramais para PVC. As ações
desencadeadas estão citadas no dossiê nº 97/087.018 – Troca de ramais. As fichas
de controle de serviços da equipe de manutenção anexadas mostram a ocorrência
de 9 vazamentos em rede de distribuição e 265 em ramais, apenas para o mês de
março de 1997. Foi também elaborada uma planilha de orçamento para a troca de
1177 ramais de água, com um custo estiado para a realização total do serviço de R$
252.717,87. A justificativa mencionada foi do elevado número de vazamentos
visíveis, devidos à utilização de material de má qualidade, com as seguintes
implicações: perdas de água na distribuição; custos operacionais elevados e a
queda da imagem da companhia perante os clientes.
Toda contratação de empreendimentos da Superintendência Regional
deve ser gerenciada pelo Departamento de Empreendimentos sediado em Lins.
Tendo analisado o processo houve o retorno para a Gerência de Monte Alto com a
informação da existência de uma maior complexidade de contratação de obras com
valores acima de R$ 154.000,00, que era o limite para a modalidade de convite em
licitações. A licitação na modalidade tomada de preços (acima do valor citado) é
102
relativamente morosa, implicando em certos casos em prazos da ordem de 3 meses.
Ocorre a sugestão da tentativa de redução de custos para facilitar a contratação.
A gerência opta pela execução parcial do serviço (60,90%), por julgar a
planilha espelhando a realidade, não convindo cortes no orçamento. Em seguida faz
o encaminhamento de volta ao Departamento de Empreendimentos para
continuidade no processo de contratação.
As obras foram contratadas e gerenciadas através do dossiê nº
97/082.119.
iii) Estudo para troca de ramais
Devido à grande incidência de vazamentos em ramais localizados no
Jardim Laranjeiras, foi planejado pelo Setor Técnico a troca de todos os ramais da
localidade (dossiê nº 00/087.049).
Com vistas à previsão de recursos o Setor Técnico informa ao
Departamento de Empreendimentos a relação da quantidade de intervenções no
Sistema de Distribuição de água do Parque Residencial Laranjeiras e o custo orçado
da obra de R$ 68.072,69.
Foi também informado o número de vazamentos em ramais mensais:
junho = 06; julho = 09; agosto = 11, num total de 484 ramais do bairro; e o número
de ramais já trocados por funcionários que era igual a 26.
Para subsidiar a justificativa da obra procedeu-se com a instalação de
um distrito pitométrico abrangendo a área do bairro Jardim Laranjeiras. Fechando-se
o registro de suprimento do bairro das 22:00 às 8:00 hs, detectou-se uma redução
de 2,10 m3/s na vazão mínima noturna. A figura 6.34 ilustra o histórico de vazões
ocorridas cobrindo todo o período.
A seguir observa-se a curva da vazão noturna medida nos dias 29, 30
e 31 de agosto e 01 de setembro de 2000, onde se percebe uma redução de 2,10
m3/h nesse dia, atribuída ao fechamento do abastecimento do distrito.
103
FIGURA 6.34 – Registro das vazões com cobertura do Bairro Jardim
Laranjeiras
Estimando-se o consumo mínimo noturno por ligação, obteve-se:
Cons. Mín./lig = 2,10 m3/h : 484 lig = 0,00434 m3/h/lig = 4,34 L/h/lig
Nessas condições segundo o parecer do Setor Técnico foi previsto um
índice de perdas de 24%.
Estimando-se o consumo mínimo noturno por Km de rede, obteve-se:
Cons. Mín./Km = 2,10 m3/h : 4,364 Km = 0, 481 m3/h/km = 481 L/h/Km
Já através deste indicador foi projetado um índice de perdas de 25%.
Existia a informação de que os parâmetros foram obtidos em função da
análise dos volumes do Distrito Pitométrico instalado. O parecer conclui que as
perdas decorrentes dos ramais nesse bairro não requeriam as trocas com o
investimento previsto, por estarem abaixo do limite de todo o sistema.
O dossiê é encerrado com a informação do Departamento Técnico ao
Setor Técnico que haveria a inclusão da obra no plano de desenvolvimento
operacional da SABESP de Lins para o ano de 2001.
Como sempre houve a preocupação com o combate às perdas
concentrando as ações nos locais com maior incidência de perdas ao longo dos
104
últimos meses foi considerado o atendimento de forma satisfatória, sendo atribuída a
pontuação de 100% para todo o período.
b) Regiões ou áreas com pressões elevadas
Todo projeto de ampliação do sistema de abastecimento de água é
analisado com a exigência ao atendimento dos limites de pressão estabelecidos
pelas normas técnicas da ABNT, que exige a pressão mínima dinâmica de 10 m.c.a.
e máxima estática de 50 m.c.a.
A pressão dinâmica é aquela obtida em condições críticas de
abastecimento dos imóveis, ou seja, no horário de consumo máximo durante o dia,
com o sistema de reservação em nível mínimo. A pressão estática é a diferença de
cota entre o nível máximo do sistema de reservação e a tubulação.
Como pode ser visto na figura 6.35, uma vez que a pressão estática
máxima é função do desnível entre os pontos mais baixos e mais altos do setor de
abastecimento, quanto maior o setor maior a tendência de pressões mais elevadas.
FIGURA 6.35 – Esquema das pressões em dois setores de abastecimento do
SAA
Em sistemas com pressurizadoras, ou seja, onde existe a necessidade
de instalação de bombas para o incremento de pressão no abastecimento, esses
valores são estimados em função também do equipamento instalado.
Para combate das perdas em locais de pressões mais elevadas
também foram levantados serviços e obras com registros em dossiês, conforme
descrito a seguir.
P mín. – 10 m.c.a.
P máx.= f (desnível)
Nível máximo
Nível mínimo
Re
se
rv
at
ór
io
hf
Setor
maior
P mín. – 10 m.c.a.
P máx.= f (desnível)
Setor
menor
105
i) Setorização
Tendo como justificativas as melhorias nas condições de manutenção,
as reduções do consumo de energia elétrica e das pressões estáticas e dinâmicas
nas redes de água, e consequentemente com menores perdas de água, foi proposto
pelo Setor Técnico a Setorização do sistema Isolado: Jardim Bela Vista e Jardim
Vera Cruz, tratada pelo dossiê nº 97/087.066.
A solicitação de elaboração do projeto foi feita ao Departamento de
Empreendimentos. Porém, como não houve condições de priorização em função de
outras demandas da Superintendência, o Setor Técnico encaminha o dossiê aos
funcionários encarregados da manutenção, pedindo para analisarem em conjunto os
locais adequados para setorização do loteamento Vera Cruz.
A indicação do arquivamento do dossiê após ações diretas do setor de
operação sugere a realização do serviço com mão de obra própria.
ii) Setorização com instalação de Válvulas Redutoras de Pressão
Em abril de 2002, o Departamento Técnico da Superintendência
planejou e iniciou o processo para aquisição de Válvulas Redutoras de Pressão para
5 setores de abastecimento da cidade de Monte Alto, visando melhorar as condições
de pressão do sistema.
De forma simplificada a tabela 6.12 demonstra as condições
estabelecidas para funcionamento dos equipamentos.
TABELA 6.12 – Dimensionamento de Válvulas Redutoras de Pressão para 5
bairros do SAA
L/s m3/h L/s m3/h L/s m3/h L/s m3/h mm Entrada Saída
1 VRP1 C.H.Vale dos Sonhos 0,48 1,73 1,92 6,91 2,40 8,63 3,60 12,95 50 39,00 15,00
2 VRP2 Jd. Bela Vista do Mirante 0,07 0,26 0,29 1,05 0,36 1,31 0,55 1,97 50 40,00 15,00
3 VRP3 Jardim Tangará 0,10 0,41 0,45 1,62 0,56 2,03 0,85 3,04 50 42,00 15,00
4 VRP4 Jardim Pimavera 0,60 2,15 2,39 8,60 2,98 10,74 4,48 16,12 50 40,00 15,00
5 VRP5 Jardim Canaã 0,10 0,35 0,39 1,40 0,49 1,75 0,73 2,63 50 25,00 15,00
Pressão
(m.c.a.)
Dimensionamento de Vávulas Redutoras de Pressão
Item Válv. Localização Mínima Média Máx. Diária Máx. Horária Ø
Vazões
Fonte – SABESP (2006)
Em agosto de 2002 concluiu-se o processo de aquisição, com testes e
aceite da SABESP, sendo então os equipamentos enviados para o Setor Técnico de
Monte Alto.
106
Todos os serviços necessários para efetuar a setorização e instalação
das VRP’s foram executados com mão de obra própria do Setor Técnico de Monte
Alto.
Como se pode observar no apêndice III, que apresenta todos os
materiais, equipamentos e serviços necessários, tudo foi realizado num período de
27 dias no mês de outubro, com no máximo 3 funcionários. Pode-se verificar que,
excetuando as válvulas redutoras de pressão que apresentam custo mais elevado,
os demais materiais e equipamentos utilizados são comuns nos sistemas de
abastecimento de água.
Uma estimativa razoável de custo para uma válvula redutora de
pressão, apresentada pelo Departamento Operacional da SABESP de Lins para o
mês de outubro de 2006, é de R$ 1.200,00 por unidade, para equipamentos com
diâmetro 50 mm. O preço se eleva para cerca de R$ 5.000,00 por unidade se for
escolhido uma válvula redutora de pressão com piloto automático, que permite
programar variações ao longo do tempo bem como enviar informações a um terminal
de microcomputador.
Admitindo-se que existe uma relação praticamente de
proporcionalidade entre a vazão perdida e a pressão, pode-se constatar que o
retorno do investimento na redução da pressão ocorre em um período pequeno de
tempo.
O gráfico da figura 6.26, citada anteriormente, onde é demonstrada a
evolução do índice de perdas ao longo do tempo, é indicativo da redução e
estabilização do valor desse indicador a partir de outubro de 2002.
A figura 6.26, que demonstra o número de vazamentos na rede e
ramais, também fornece subsídios para a sustentação da hipótese do peso do
controle de pressão na redução das perdas.
O que se pode observar é que após a implantação das válvulas
redutoras de pressão e setorização o Índice de Perdas que vinha caindo estabilizou-
se numa faixa de valores entre 23 e 25%, mantidas até o ano de 2005. O número
médio de vazamentos reduziu de 124 no ano de 2002 para 74 no ano de 2003. Não
se pode perder de vista que ocorreram outras medidas simultaneamente no
gerenciamento das perdas, como a troca de ramais.
107
Embora não tenha sido verificada a existência de uma planta geral com
os setores de abastecimento, áreas de cobertura das válvulas redutoras de pressão
instaladas e suas delimitações, que possibilitariam visualizar as pressões de
operação do sistema, até o ano de 2002 foi atribuída uma pontuação de 70%, pela
observação da busca da melhoria das condições de pressão através de setorização.
A partir de 2002 foi elevada a pontuação para 80% pela setorização com instalação
de válvulas redutoras de pressão em 5 setores, que notadamente contribuíram para
melhoria dos indicadores.
c) Locais de solo ruim ou maior tráfego de veículos
No período analisado, de uma forma geral, não foi constatada a
necessidade de ações específicas para o combate de perdas devidas a condições
de solo ruim e maior tráfego de veículos. Porém, no dossiê nº 02/087.037 que
aborda o Remanejamento de Rede de Água e Esgoto das Ruas João Veroneze e
Júlia E. Pavanelli no Bairro Bela Vista do Mirante foi verificada a interferência das
condições de conservação do solo sobre o gerenciamento de perdas.
A falta de pavimentação e galerias adequadas para drenagem das
águas pluviais provocaram grandes erosões no sistema viário devido à ocorrência
de intensas precipitações.
De imediato foi buscada a parceria junto à Prefeitura Municipal para
reconstrução das ruas junto com as redes afetadas, alertando-se sobre a falta de
abastecimento da população e danos ambientais pelo escoamento de esgotos a céu
aberto. Foi também elaborado um relatório fotográfico demonstrando os danos
devido à erosão na rua sem pavimentação. A rede coletora de esgotos e a galeria de
águas pluviais foram totalmente danificadas. A rede de distribuição de água estava
suspensa (sem sustentação) e com as ligações improvisadas e vazamentos visíveis
conforme ilustra as figuras 6.38 e 6.39.
108
FIGURA 6.38 – Vazamento na rede de água após a erosão
FIGURA 6.39 – Situação da rede de água após a erosão
A situação ideal para a execução dos reparos de forma definitiva pela
SABESP estava associada com a reconstrução da rua pela Prefeitura Municipal,
pois a estabilidade da tubulação e peças, proteção contra a exposição ao tempo e
ao vandalismo, dependiam do recobrimento e adequada compactação pelo solo da
via.
109
Embora houvesse a reiteração da solicitação junto à prefeitura, só foi
possível a conclusão do serviço em novembro, nove meses após ter sido levantado
o problema.
O atraso na solução do problema ficou vinculado aos serviços da
Prefeitura Municipal, que não apresentava condições de fazer a sua parte na
ocasião oportuna.
Algumas informações adicionais integrantes do dossiê, que foram
julgadas importantes estão listadas abaixo:
• Planilha com o balanço de materiais utilizados;
• A obra foi realizada com mão de obra própria e utilizando material de
manutenção;
• Cadastro da rede abandonada para baixa contábil e rede nova para
lançamento na relação de Bens Patrimoniais.
A influência no índice de perdas talvez não tenha sido considerável,
isso porque mesmo em condições precárias das instalações da rede de distribuição
de água foi assegurada a união de todas as peças e tubulações. A desarticulação de
qualquer das partes do sistema, pelo colapso da sustentação poderia trazer graves
danos ao abastecimento, aumento das perdas e até sinistros.
A declividade da ordem de 6%, as inadequadas condições do sistema
de galerias de águas pluviais e a falta de pavimentação, permanentemente
contribuirão para a erosão e destruição do sistema viário do bairro e
consequentemente da infraestrutura.
A figura 6.40 apresentada demonstra que nada ainda foi feito para por
fim ao problema, que tem possibilidade de ressurgimento junto com as chuvas.
110
FIGURA 6.40 – Imagem da área susceptível à erosão em Monte Alto - SP
É possível verificar claramente a inter-relação da rede de água,
esgotos, águas pluviais. O inadequado funcionamento ou inexistência de uma parte
afeta diretamente a outra, sendo viável a implantação em conjunto de todo o
sistema.
As condições que se encontravam a via pública dificultavam ou
praticamente impossibilitavam o tráfego de veículos, não tendo implicações nos
danos à rede de água.
De maneira geral o tráfego de veículos não tem contribuído para a
danificação da rede de distribuição de água do município, mas as erosões têm
acontecido em bairros com vias sem pavimentação e com declividades elevadas. A
solução adequada ao problema nem sempre é compatibilizada cronologicamente
com a necessidade do caso, levando muitas vezes ao improviso ou até o contorno
do problema com o remanejamento da rede para fora da erosão.
Foi atribuída uma pontuação de 90% para esse subitem porque
embora o problema verificado no período não tenha sido efetivamente resolvido no
menor tempo possível, foi assegurado o suprimento de água, mesmo que de forma
improvisada.
111
d) Locais com a rede mais antiga
Até a década de 60 todo sistema de distribuição de água era executado
em tubulações de ferro fundido ou cimento-amianto. Os ramais eram executados em
tubos de aço galvanizado. Os ramais de aço galvanizado apresentam uma vida útil
relativamente pequena se comparados com os de PEAD ou PVC, por sofrerem mais
intensamente o efeito da corrosão. O início de um vazamento pelo ramal pode
provocar o carregamento de parte do solo, gerando esforços na rede, sendo que no
caso do fibrocimento que não apresenta flexibilidade, pode haver a ruptura pelo
efeito da acomodação e recalque do solo.
Pelos registros de consertos de ramais pode-se perceber que houve a
troca de ramais antigos de ferro fundido para PVC. A rede de distribuição não
possibilita a troca por ocasião de conserto do vazamento pela sua extensão. O
máximo que pode ser feito é ao longo da extensão da vala aberta para o reparo
como pode ser visto na figura 6.41.
FIGURA 6.41 – Esquema de reparo em rede de abastecimento de
fibrocimento
O que se pode constatar é que está ocorrendo uma permanente troca
de materiais diante da ocorrência de vazamentos. Entre 1996 e 2001 foram trocados
2584 ramais e entre 2002 e 2006 mais 1500. Diante da necessidade de reparo é
feita a substituição completa do ramal, com utilização de materiais e tecnologia mais
modernos.
A permanência de rede de distribuição em fibrocimento que
notadamente apresenta maior probabilidade de ocorrência de problemas levou à
Juntas para união de
Tubo de Fibrocimento
amianto
Tubo de Fibrocimento Tubo de PVC DEFOFO
Vala aberta p/ conserto de vazamento
112
redução de 10% da pontuação geral no período. Foi atribuída uma redução adicional
de 10% devido à falta de recursos para remanejamento. Dessa forma a pontuação
total do período foi considerada de 80%.
e) Locais executados com materiais mais inadequados;
Segundo levantamento feito pelo Departamento Operacional foram
registrados valores variando entre 24 até 100 vazamentos por ano para cada 1000
ligações, ou seja, com uma faixa de variação de 2,4 a 10 %. A causa levantada foi
principalmente a instalação de ramais sem controle de qualidade durante os anos de
1980 até 1995.
A comprovação de que a inadequada condição do ramal é que motiva
a ocorrência de vazamentos orientou as decisões no sentido de substituição dos
ramais por ocasião da realização dos reparos. Dessa forma são verificadas ações
preventivas no tratamento da questão.
Foi verificada a existência de um plano de substituição das redes
antigas de fibrocimento, por representar a região de maior concentração de
vazamentos no caso da rede de distribuição. Embora houvesse gestões no sentido
de inclusão no orçamento da companhia de recursos específicos para as obras,
devido ao custo relativamente alto pela complexidade e outras demandas
consideradas de maior prioridade, principalmente as de ordem ambiental e judicial,
não foram atendidas as solicitações. Grande parte das intervenções foi apenas para
reparo dos defeitos, praticamente não sendo possível a tomada de medidas
definitivas e de caráter preventivo.
i) Remanejamento
Em se tratando de pequenas obras verificou-se que a própria Gerência
Divisional efetuou o remanejamento de trechos da rede de água. Um dos serviços
levantados consta no dossiê nº 02/087.032 – Remanejamento de Rede de Água, na
Rua Luiz Cestari entre as Ruas 25 de março e 31 de março.
É anexada uma justificativa técnica informando que a rede existente é
de 1 ½” em ferro galvanizado, interligada a uma rede de 100 mm com um colar de
tomada e tubo de PEAD de ½” e com recobrimento de 0,40 m gerando danos à
mesma. O número de imóveis abastecidos pela rede é 9. Existe também a
113
informação que o serviço deverá ser orçado, para dar baixa no B.P. (cadastro de
Bens Patrimoniais da SABESP) abandonado, e lançada a rede nova no IG (Sistema
de Informações Gerenciais da SABESP).
É feito um orçamento de materiais e serviços necessários às obras,
calculando-se o custo dos investimentos.
No quadro 6.7 preveem-se todos os serviços e materiais necessários.
Quadro 6.7 – Relação dos insumos utilizados para a realização do remanejamento.
• SERVICOS TECNICOS - LOCACAO E CADASTRO
• SERVICOS PRELIMINARES - TRANSITO E SEGURANCA - SINALIZACAO DE TRANSITO
• ASSENTAMENTO SIMPLES DE TUBOS E PECAS DE PVC RIGIDO E PVC RIGIDO DEFOFO
• TRANSPORTE DE TUBOS E PECAS DE PVC RIGIDO E PVC RIGIDO DE FOFO ATÉ 10 KM
• TRANSPORTE DE TUBOS E PECAS DE PVC RIGIDO E PVC RIGIDO DE FOFO ACIMA DE 10
KM
• LEVANTAMENTO DE PAVIMENTACAO: ASFALTICA, PARALELEPÍPEDO
• EXECUCAO DE PAVIMENTACAO: ASFALTICA, PARALELEPÍPEDO
• LEVANTAMENTO DE PASSEIO CIMENTADO
• EXECUCAO DE PASSEIOS CIMENTADOS (C)
• SERVIÇOS DIVERSOS: INTERLIGAÇÕES COM A REDE EXISTENTE, ANCORAGEM DAS
REDES, ESCORAMENTOS
• FORNECIMENTO DE MATERIAIS
Em seguida ocorre a solicitação do material para a execução do
serviço junto ao Almoxarifado de Lins, através de impresso específico denominado
S.M.I. (Solicitação de Materiais para Investimento). Nele além das características e
quantidades dos materiais são indicadas a finalidade, número do dossiê que trata do
assunto, condições de execução da obra, se é empreitada ou por mão de obra
própria, informações contábeis e patrimoniais.
Analisando as Solicitações de Serviço anexadas ao dossiê pode-se
verificar que no dia 7 de novembro de 2002 foi feito o remanejamento da rede de
água das 10:25 às 11:30 e 13:05 às 17:25, com 5 funcionários, totalizando 68 m. A
rede original era no passeio e foram necessários 68 m2 de remoção de piso tipo
lajotas. Não foi informada a reposição imediata das lajotas.
Entre 07 e 13/11/2002 ocorreram todos os serviços de acordo com as
S.S.’s.
No dia 11/11/2002 com início 7:40 e fim 11:20, foram trocados os
ramais de ferro de ¾” por PVC de ½”, ocorrendo pavimentações em pisos
cimentados e lajotas.
114
No dia 20/11/2002 foi apresentada uma planilha de orçamento para
reposição de pavimentação de vias públicas e passeios, onde havia a indicação 68
m2 na Rua Luiz Cestari em lajota.
Em 07/01/2003 é feito o encaminhamento do cadastro do serviço e
informações técnicas, solicitando lançamento da rede no IG e encerramento do
dossiê.
Com a conclusão dessa obra pode-se verificar que ocorrendo a
disponibilidade de materiais é possível planejar e executar pequenos
remanejamentos com a própria equipe de operação. Trata-se da adoção de medidas
preventivas na gestão de perdas, antecipando-se ao surgimento do problema.
ii) Aquisição de materiais para troca de ramais
A busca pela troca de ramais que se apresentavam em condições
inadequadas, realizadas com mão de obra própria levou à abertura do dossiê nº
04/087.005 – Troca de ramais de água para a Divisão de Monte Alto.
Nesse caso a justificativa é de liberação de recurso para aquisição de
materiais não catalogados para a utilização na troca de ramais prediais na Divisão
de Monte Alto. Na justificativa é feita uma listagem com cotação de 4 empresas para
as peças. É feita a cotação para aquisição de cotovelos (R$ 4,40 cada), curvas (R$
3,80 cada) e buchas de redução (R$ 0,16 cada) de PVC, que não se encontravam
disponíveis no almoxarifado da SABESP.
Embora os recursos não levassem a um valor significativo, houve a
manifestação de não haver previsão no Plano de Investimentos para 2004,
ocorrendo também limitação dos recursos disponíveis.
Aqui se percebe que a restrição de um insumo mínimo pode
impossibilitar uma ação comprovadamente eficaz no gerenciamento de perdas. É
necessário o planejamento com antecedência suficiente para a programação dos
recursos.
Da mesma forma que o subitem anterior a permanência de rede de
distribuição em fibrocimento e a falta de recursos para remanejamento levaram à
redução de 20% da pontuação, considerada de 80% para quase todo o período. Em
2002 foi acrescida 10% durante o período da realização de um pequeno
remanejamento com mão de obra própria. De forma contrária a indisponibilidade de
115
pequenos recursos para a aquisição de materiais não catalogados levou a redução
de 10% da pontuação em um período dentro do ano de 2004.
f) Indicadores da necessidade de ações imediatas
O indicador mais utilizado desde 1996 é o índice de perdas, pois a
utilização do fator de pesquisa está condicionada ao monitoramento das vazões
instantâneas. A rotina de manutenção com emprego da haste de escuta e
geofonamento tem possibilitado a manutenção do fator de pesquisa em níveis
aceitáveis, ou seja, com valores inferiores a 0,25.
Para auxiliar a avaliação do sistema é utilizado outro indicador que é o
volume perdido por ramal por dia.
Pelo gráfico da figura 6.42 demonstra-se a evolução dos indicadores:
volume perdido por ramal por dia e índice de perdas, utilizados com maior
frequência na avaliação do sistema de abastecimento de água.
Evolução dos indicadores em função do tempo
0
50
100
150
200
250
300
350
400
jan/
96
ma
i/96
se
t/96jan/
97
ma
i/97
se
t/97jan/
98
ma
i/98
se
t/98jan/
99
ma
i/99
se
t/99jan/
00
ma
i/00
se
t/00jan/
01
ma
i/01
se
t/01jan/
02
ma
i/02
se
t/02jan/
03
ma
i/03
se
t/03jan/
04
ma
i/04
se
t/04jan/
05
ma
i/05
se
t/05
Período
Vo
lu
m
e
(L
/ra
m
al
/d
ia
)
0,00
5,00
10,00
15,00
20,00
25,00
30,00
35,00
40,00
45,00
50,00
IP
(%
)
Volume perdido por ramal por dia I.P. (%)
FIGURA 6.42 – Evolução do volume perdido por ramal por dia e índice de
perdas
Pode-se verificar que existe uma mesma tendência entre os
indicadores utilizados e também que vem se obtendo êxito na aplicação das técnicas
de combate.
O monitoramento “on line” permite a avaliação do desempenho das
ações empregadas pelo Departamento Técnico em Lins. Em caso de desvio das
metas estabelecidas são emitidos relatórios advertindo sobre a necessidade de
medidas corretivas para a melhoria do desempenho do sistema.
116
A disponibilização dos indicadores em rede intranet permite a
autoavaliação dos operadores, pelo conhecimento dos indicadores alcançados pelas
demais comunidades. Assim ocorre o estímulo e busca de medidas para
manutenção do sistema pelo menos dentro da média geral observada.
A falta do registro do uso de outros indicadores levou a uma redução
de 20% da pontuação em todo o período.
O quadro 6.8 apresenta de forma resumida a justificativa da variação
da pontuação atribuída. O indicador obtido está representado na figura 6.43.
Quadro 6.8 – Resumo da avaliação da priorização dos locais de combate às perdas
no SAA
Subitens locais de combate às perdas no
SAA Histórico
a) Locais de maior incidência de vazamentos
nos últimos doze meses 100%
b) Regiões ou áreas com pressões elevadas
↑ em 2002 - Setorização com
instalação de VP'S; ↓ 20% pela
comparação com outras
comunidades
c) Locais de solo ruim e maior tráfego de
veículos
↑ em 2002 - Remanejamento de
rua com erosão pela chuva; ↓ 10%
pela gestão com Pref. Municipal
d) Locais com a rede mais antiga
↓ 10% pela rede de fibrocimento; ↓
10% pela falta de recursos para
remanejamento
e) Locais executados com materiais mais
inadequados
↑ em 2002 - Acresc. 10% remanej.
com mão de obra própria; ↓10%
pela falta de recursos para mat.
não catalogados
f) indicadores da necessidade de ações
imediatas
↓ 20% pela falta de uso de outros
indicadores avançados
117
Priorização dos locais de combate às perdas no SAA
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
jun
/9
4
ou
t/9
5
m
ar
/9
7
jul
/9
8
de
z
/9
9
ab
r/0
1
se
t/0
2
jan
/0
4
m
ai
/0
5
ou
t/0
6
Período
Po
n
de
ra
çã
o
FIGURA 6.43 – Indicador da eficiência da priorização dos locais de combate
às perdas no SAA
6.5 - Gerenciamento dos métodos de detecção e controle de Perdas
a) Tecnologia, equipamentos e procedimentos utilizados
Uma das formas de detecção de perdas empregada no presente é
através da observação da vazão mínima noturna da zona de abastecimento. O
indicador utilizado é o fator de pesquisa (FP). Quando o valor excede 0,25 existe a
indicação de possibilidade de ocorrência de perdas detectáveis no sistema.
A observação dos valores da vazão mínima noturna permite o
diagnóstico imediato das perdas de água e também a avaliação imediata das ações
tomadas no sistema. Torna-se possível também realizar a estimativa das perdas
totais, físicas e consequentemente perdas aparentes que ocorrem no sistema.
Permite ainda agir por setor de distribuição, pesquisando vazamentos em apenas
parte do sistema, tornando mais racional o trabalho.
A partir daí se procede com o levantamento de campo, que pode ser
através da varredura dos ramais com a haste de escuta, com cobertura total do setor
ou áreas de maior susceptibilidade.
A figura 6.44 demonstra a utilização da haste de escuta para detecção
de vazamentos no ramal.
118
FIGURA 6.44 – Detecção de vazamentos com a haste de escuta
O registro do cavalete deve ser fechado e verificada a interrupção do
fluxo de água. Em caso da não vedação deverá ser providenciado o reparo do
registro. A haste de escuta é encostada no cavalete para a escuta de eventuais
ruídos provocados por vazamentos. Detectado um ruído característico procede-se
com o levantamento dos ramais anteriores e posteriores na rede para tentar precisar
o ponto do vazamento.
Após a haste de escuta utiliza-se o geofonamento para definir o local
exato da abertura da vala para reparo do vazamento conforme demonstra a figura
6.45.
FIGURA 6.45 – Busca de vazamentos com o geofone
Outro método que permite melhorar a seleção do local da varredura
pode também ser através do levantamento dos tampões dos poços de visitas da
rede coletora de esgotos. A ocorrência de vazões superiores ao nível normal para as
119
horas da madrugada pode ser indicador de água de vazamentos infiltrando na rede
coletora. Normalmente a cor dos esgotos se apresenta mais clarificada quando
existem infiltrações, devido à diluição.
A figura 6.46 apresenta um exemplo de sequência a ser seguida para a
detecção de vazamentos.
Trecho com expectativa de vazamento
FIGURA 6.46 – Procedimentos para detecção de vazamentos orientados pela
vazão de infiltração da rede coletora
Deve-se procurar caminhar de jusante para montante, partindo de um
coletor, emissário ou da chegada em uma Estação Elevatória de Esgotos. Um
número além do normal de partidas das bombas de Estações Elevatórias de
Esgotos pode também sugerir infiltrações. Ocorrendo uma vazão elevada em um PV
levantado, caminha-se para o PV de montante, verificando-se a ocorrência de
redução, pode-se considerar que existem vazamentos ou contribuições significativas
nesse trecho. Permanecendo a intensidade da vazão, buscam-se os PV’S dos
trechos de montante sucessivamente, descartando-se os trechos com vazões
normais para a hora do levantamento. Após a identificação do trecho com provável
vazamento, conforme ilustrado na figura 6.32, procede-se com a detecção com
haste de escuta e geofone.
120
No caso de Monte Alto atualmente o Centro de Controle de Operação
informa a vazão e o nível dos reservatórios, mas antes da implantação da
automação do sistema era feita a leitura do nível de água dos reservatórios para
indicação de vazões mínimas noturnas com valores indicativos de perdas
detectáveis.
Esse método pode ser utilizado diante da inexistência de medição da
vazão instantânea com medidores tipo eletromagnético. Durante a madrugada a
produção de água deve estar suspensa. Pode-se monitorar o rebaixamento do nível
de água em função do horário, estabelecendo níveis de referência para cada faixa
de vazão noturna que é definida como a variação do volume no período de tempo.
As figuras 6.47 e 6.48 demonstram o dispositivo utilizado para aferição
do nível de um reservatório elevado no município de Guzolândia-SP. A solução
adotada foi de grande simplicidade, porém plenamente eficaz. Existe no interior do
reservatório uma bóia flutuando na face do nível da água, presa por um cabo de aço
que é suspenso por uma polia e tensionado por um peso externo ao reservatório. A
variação do nível da água é aferida pelo deslocamento do peso em relação a uma
escala de referência fixa exteriormente na parede do reservatório em um ponto com
facilidade para leitura.
FIGURA 6.47 – Dispositivo para medição de nível de reservatório elevado
121
FIGURA 6.48 – Vista do cabo de aço para medição de nível no reservatório
elevado
Através da análise de registros históricos é possível detectar por
comparação eventuais aumentos de vazões, que podem indicar o surgimento de
perdas, desde que esteja acima da escala de medida do equipamento, como pode
ser verificado na figura 6.49. Em outro município, houve uma ocorrência na qual a
interpretação dos registros de vazões mínimas instantâneas possibilitou a detecção
de roubo de água por caminhões pipas em hidrante do sistema público de combate
a incêndios.
FIGURA 6.49 – Ilustração de variação da vazão instantânea fora da tendência
Q
T
Vazão máxima
diária
Vazão mínima
noturna
Fuga da
tendência
122
O registro das vazões instantâneas se dá a cada 3 minutos, permitindo
a reprodução do gráfico histórico com um bom detalhamento e precisão.
Para combate das perdas em locais de maior incidência também foram
levantados serviços e obras com registros em dossiês.
i) Geofonamento
O primeiro contrato do ano de 1996 tratado pelo dossiê nº 96/087.001
foi para realização de geofonamento no município de Monte Alto, isso denota o
comprometimento da Gerência com o combate a vazamentos.
No relatório diário de geofonamento no quadro 6.9 constatou-se e
sugeriu-se o seguinte:
Quadro 6.9 – Relatório diário de geofonamento do município de Monte Alto
Nº Dia Condições Atmosférica Rua/Aven. Local Sugestão
Nº da S.S.
1 05/02/96 Quente /
sem chuva
Rua Carlos
Kielander,
879
Passeio
cimentado Invisível
Pequena
intensidade Passeio
Abrir pé do
cavalete ou
trocar ramal
1225 e
1245
2 05/02/96 Quente /
sem chuva
Rua Carlos
Kielander,
166
Asfalto Visível Pequena
intensidade Passeio
Ram l
1226
3 05/02/96 Quente /
sem chuva
Umuarama,
166 Asfalto Invisível
Grande
intensidade Rua
Vazamento
na rede 1246
4 07/02/96 Quente /
sem chuva
Begonias,
399
Passeio
cimentado Invisível
Grande
intensidade Passeio
Abrir pé do
cavalete ou trocar
ramal - água
1247
5 07/02/96 Quente /
sem chuva
Novo Mundo,
141
Asfalto Invisível Grande
intensidade Rua
Ramal -
Obs.:
Urgente
1281
6 07/02/96 Quente /
sem chuva
03 de
Agosto, 547
Passeio
cimentado Invisível
Pequena
intensidade Passeio
Ramal
1441
7 12/02/96 Quente /
sem chuva
Das
Margaridas,
454
Passeio
cimentado Invisível
Pequena
intensidade Passeio
Ramal
1282
8 12/02/96 Quente /
sem chuva
Das
Margaridas,
397
Asfalto Invisível Pequena
intensidade Asfalto
Ramal
1555
9 12/02/96 Quente /
sem chuva
Magnolia,
466
Passeio
cimentado Invisível
Grande
intensidade Passeio
Ramal -
Obs.:
Urgente
1440
10 12/02/96 Quente /
sem chuva
Dos Ipês, 52
Asfalto Invisível Grande intensidade Rua
Vazamento
na rede 1556
11 12/02/96 Quente /
sem chuva
19 de
Novembro,
14
Passeio
cimentado Invisível
Grande
intensidade Passeio
Ramal -
Obs.:
Urgente
1550
12 12/02/96 Quente /
sem chuva
Carlos
Gomes, 97
Passeio
cimentado Invisível
Grande
intensidade Passeio
Ramal -
Obs.:
Urgente
1551
13 15/02/96 Quente /
sem chuva
23 de Maio, - Passeio
cimentado Invisível
Grande
intensidade Passeio
Ramal -
Obs.:
Urgente
1552
14 15/02/96 Quente /
sem chuva
Carlos
Gomes, 193 Cimentado Visível
Grande
intensidade Rua
Ramal -
Obs.:
Urgente
1553
15 15/02/96 Quente /
sem chuva
Mal Deodoro,
249
Passeio
cimentado Visível
Grande
intensidade Passeio
Ramal -
Obs.:
Urgente
1554
16 16/02/96 Quente /
sem chuva
19 de
Novembro, -
Rua
Paralelepípedo
Invisível Grande intensidade Rua
Vazamento
na rede -
Obs.:
1579
Relatório Diário de Geofonamento
Tipo
Ci entado
123
O Geofonamento foi realizado entre os dias 05 e 16 de fevereiro de
1996, cobrindo uma extensão 35 Km de rede de distribuição de água, com custo
unitário de R$ 48,00 por Quilometro, totalizando R$ 1.680,00. Todo o serviço foi
realizado atendendo as normas estabelecidas e com acompanhamento de
funcionário do Setor Técnico.
Paralelamente ao Geofonamento foram emitidas as Solicitações de
Serviço (S.S.) pelo Setor Técnico (RTDO.2) em modelo de ficha específica. Nessa
documentação consta: o número, data, emitente, especificação do serviço solicitado,
endereço, natureza da intervenção, nome dos funcionários que realizaram o serviço,
data, hora de início e término, situação verificada no local.
O relatório das Solicitações de Serviço correspondentes ao
Geofonamento está resumidamente no quadro 6.10.
125
Quadro 6.10 – Relações de solicitações de serviços geradas pelo geofonamento
Dia Equipe Duração Rua/Aven. Local Condições
Pressão
(Kgf/cm2)
Material utilizado Reposição de
Pavimento
Observações
feitas
06/02/96
2 funcionários 14:45 - 15:25 Rua Carlos
Kielander, s/n
Passeio terra Fenda de 7
mm
4 Tubo PEAD 1/2" - 0,50 m;
União de 1/2" - 1 un. -
06/02/96
2 funcionários 13:55 - 14:40 Rua Carlos
Kielander, 879
Passeio
cimentado
nada no verso da ficha 0,50 x 0,50 m
16/02/96 2 funcionários 9:10 - 10:20 23 de Maio, - Passeio
cimentado - -
1,20 x 1,00 m
16/02/96
2 funcionários 7:45 - 9:10 19 de
Novembro, 14
Passeio
cimentado
- -
1,80 x 0,30 m
16/02/96
2 funcionários 9:15 - 11:10 e
13:10 - 15:00
Carlos
Gomes, 97
Passeio
cimentado
4,80 x 3,20 m
15/02/96
2 funcionários 13:05 - 15:10 Das Margaridas,
397
Passeio
cimentado
1,50 x 1,00 m
15/02/96 2 funcionários 13:10 - 15:11 Dos Ipês, 52 Asfalto 1,20 x 1,20 m Geofonar
novamente
13/02/96 2 funcionários 13:10 - 14:00 Magnolia, 466 Passeio
cimentado
Fenda de 12
mm
4 0,80 x 0,60 m
13/02/96
2 funcionários 14:00 - 14:45 Das
Margaridas,
454
Passeio
cimentado
Fenda de 3
mm
4
1,00 x 0,40 m
07/02/96
2 funcionários 14:05 - 14:15 Rua Carlos
Kielander, 879
Passeio
cimentado
Interferências no
geofonamento
09/02/96 2 funcionários 15:30 - 17:00 Novo Mundo,
141
Asfalto Fenda de 50
mm
3
1,30 x 1,00 m
09/02/96
2 funcionários 16:15 - 17:05 Das Begonias,
399
Passeio
cimentado
Fenda de 10
mm
3
1,20 x 0,40 m Água caindo no
esgoto
17/02/96
2 funcionários 13:05 - 14:20 19 de
Novembro
esq. Luiz A
Carcinoni
Lajotas Fenda de 10
mm
4
Bujão 3/4" - 1 un.; luva fº gº
3/4" - 1 un.
1,20 x 1,00 m
16/02/96
2 funcionários 9:50 - 10:35 Carlos
Gomes, 193
Lajotas
Adaptdor PEAD 1/2" - 2
un.; luva fº gº 3/4" - 1 un;
tubo PVC 1/2" - 0,50 m
16/02/96
2 funcionários 8:50 - 9:35 Mal Deodoro,
249
Passeio
cimentado
Adaptdor PEAD 3/4" - 1
un.; luva fº gº 3/4" - 2 un;
tubo PVC 1/2" - 1,50 m
2,00 x 0,80 m
Resumo das solicitações de serviço feitas
Descrição
Conserto de ramal de água na calçada
Abertura de vala na marca do geofonamento,
porém não foi encontrado o vazamento
Conserto de ramal de água no passeio
Conserto de ramal de água no passeio
Conserto de ramal de água no passeio
Abertura de vala na marca do geofonamento,
porém não foi encontrado o vazamento nem o
ramal de água
Abertura de vala na marca do geofonamento,
porém não foi encontrado o vazamento, apenas
o ramal de águaConserto de r l na calçada
Conserto de ramal de água na calçada
Retorno para verificação - o ruído do geofone se
referia a incapacidade de vedação da válvula,
que agora foi trocada
Conserto de ramal de água no passeio
Conserto de ramal de água na rua
Conserto de ramal de água na calçada
Conserto na rede de 3/4" na rua
Conserto de ramal de água na rua
126
ii) Estudo de viabilidade para contratação de Geofonamento
Em 24 de julho de 1997 foi solicitado a abertura de dossiê nº
97/087.039 e montagem do processo para contratação de geofonamento de 185 Km
de rede nos municípios de Monte Alto, Santa Ernestina, Fernando Prestes, Cândido
Rodrigues, Palmares Paulista e Cajobi.
A empresa vencedora apresentou o preço unitário de R$ 40,00 por
quilometro.
Após o processo licitatório praticamente concluído, tendo sido a
documentação encaminhada para análise e aprovação do Gerente Divisional, a
quem competia a aprovação do serviço e custos, houve reprovação em 18 de
setembro de 1997, por considerar não terem conseguido bons resultados com o
geofonamento anteriormente contratado.
Análise da densidade de vazamentos encontrados por
quilômetro de rede
Segundo o levantamento dos volumes de perdas, ocorreram os
seguintes números em 1996, conforme os dados da tabela 6.13, os quais cobrem o
período do serviço realizado.
TABELA 6.13 – Dados levantados do SAA durante o período do geofonamento
Monte
Alto
Vol.
Produzido
(m3)
Nº Econ.
Água
Vol
micromedido
(m3)
I.P. (%) Cons. Médio
total
(m3/econ/dia)
Nº vaz
rede
IVR
Nº
Vaz/Km
Nº Vaz
em
Ramais
jan/96 325839 12417 186016 42,91 0,483 18 0,14 346
fev/96 305831 12418 184867 39,55 0,513 17 0,13 436
mar/96 284961 12428 190903 33,01 0,496 21 0,16 390
Com o objetivo de avaliar a eficiência do serviço para detecção de
vazamentos fez-se a estimativa do percentual encontrado. Foi feita uma estimativa
da extensão da rede de distribuição de água em 1996, baseada nos dados dos anos
de 2003 e 2004. Chegou-se a um comprimento equivalente de 9,3 m de rede de
distribuição por economia.
Compr. por economia x Nº de economias = 9,3 x 12418 = 115487,4 m
127
Colocou-se na tabela 6.14 os dados existentes para estabelecer uma
comparação.
TABELA 6.14 – Comparação entre o número de vazamentos detectados na
região coberta pelo geofonamento e no remanescente do sistema
Registrado p/ toda a rede
(115,4874 Km) Encontrado p/ os 35 Km
Nº de vazamentos 453 15
Nº de vazamentos/Km 3,92 0,43
Percentual 100 10,93
Portanto, pode-se concluir que o geofonamento contratado detectou
apenas uma pequena parte (10,93 %) dos vazamentos presumíveis, não sendo
recomendado como uma boa técnica para o serviço se aplicado exclusivamente.
Assim conclui-se que houve coerência na decisão gerencial na dispensa da
contratação do serviço para varredura de toda a rede do município.
Até o ano de 2001 foi atribuída uma pontuação de 70% devido às boas
condições encontradas, principalmente com relação aos procedimentos. A partir de
2001 foi aumentada em 10 % a pontuação pela implantação do monitoramento “on
line”. De forma semelhante em 2005 foi aumentada a pontuação em 10% pela
implantação do Centro de Controle Operacional.
b) Continuidade e frequência de pesquisa de vazamentos
Normalmente é feito o geofonamento de aproximadamente 30 Km de
rede por mês, com possibilidade de varredura de até 350 ligações por haste de
escuta por dia. Locais em que a haste de escuta não detectou vazamento não é
necessário o geofonamento.
O trabalho é feito de forma complementar ou usando o geofone para
refinar o local da ocorrência.
Embora atualmente seja feito apenas por funcionário próprio o preço
aproximado para a varredura com o geofonamento é de R$ 80,00 por quilometro de
rede.
128
Existe atualmente um indicador da ISO 9001 com metas a serem
atendidas de cobertura de pesquisa de vazamentos.
De forma geral sempre foi mantido um nível de cobertura do serviço
que possibilitou o controle e manutenção dos níveis de perdas dentro dos limites
considerados aceitáveis para a cidade de Monte Alto.
Até junho do ano de 2004 foi atribuída uma pontuação de 70% devido à
regularidade das campanhas de detecção e combate aos vazamentos. A partir de
julho do ano de 2004 foi aumentada em 10% a pontuação pela utilização de um
indicador da ISO 9001 específico para controle do serviço, com necessidade de
atendimento metas e sujeição a auditorias.
c) Equipe atuante (em número e em qualificação)
Observando o treinamento que foi oferecido a partir de 2003 pode-se
verificar o envolvimento de pelo menos 22 funcionários na tarefa de controle e
combate às perdas.
Atualmente com atribuições específicas existe 1 Engenheiro, 1
Encarregado Operacional, 1 Químico, 1 Técnico Cadastrista, e 3 Técnicos
Operacionais no Setor Técnico de Monte Alto.
Sediado em Lins existe o Departamento Operacional que oferece
suporte e monitoramento à distância. Isso possibilita melhorar as condições do
gerenciamento através de comparação com outros sistemas monitorados e suas
soluções que obtiveram êxito.
Foi atribuída uma pontuação de 70% até o ano de 2002 devido à
equipe permitir a obtenção de bons resultados. A partir de 2003 foi aumentada em
10 % a pontuação pela melhoria das condições de capacitação devido ao aumento
do treinamento envolvendo 22 funcionários.
d) Tempo de atendimento para combate ao vazamento
Existe um indicador específico para o tempo de reparo de vazamentos
que é auditado pela ISO 9001 denominado NEX Índice de prazo de reparo em
vazamentos de rede e ramais de água.
129
O valor do indicador é obtido pela soma do tempo total gasto no mês
para combate a vazamentos dividido pelo número total de vazamentos consertados
nesse período. Ele numericamente representa o tempo médio gasto por conserto de
vazamento.
O valor estabelecido como meta é de 6 horas. A meta vem
constantemente sendo cumprida, dificilmente sendo atingido os limites desde a
implantação do indicador em 2004.
A existência desse indicador permite a redução do volume perdido que
é proporcional ao tempo de duração do vazamento.
Até junho do ano de 2004 foi atribuída uma pontuação de 90% devido à
prioridade das ações dadas ao combate aos vazamentos. A partir de julho do ano de
2004 foi atribuída a pontuação máxima pelo emprego do indicador da ISO 9001
citado.
O quadro 6.11 apresenta de forma resumida a justificativa da variação
da pontuação atribuída. O indicador obtido está representado na figura 6.50.
Quadro 6.11 – Resumo da avaliação dos métodos de detecção e controle de perdas
no SAA
Subitens Métodos de detecção e
controle de Perdas
Histórico
a) Tecnologia, equipamentos e
procedimentos utilizados
↑ 10% em 2001 - Implantação do
Monitoramento on line; ↑ 10% em 2005 -
Implantação do Centro de Controle
Operacional
b) Continuidade e frequência de
pesquisa de vazamentos
↑ 10% em 2005 - Início de entrada do
indicador da ISO 9001
c) Equipe atuante (em número e em
qualificação)
↑ 10% em 2003 - Treinamento e motivação
de 22 funcionários
d) Tempo de atendimento para
combate ao vazamento
↑ 10% em 2004 - Início de indicador da ISO
9001
130
Gerenciamento dos métodos de detecção e controle de Perdas
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
jun
/9
4
ou
t/9
5
m
ar
/9
7
jul
/9
8
de
z
/9
9
ab
r/0
1
se
t/0
2
jan
/0
4
m
ai
/0
5
ou
t/0
6
Período
Po
n
de
ra
çã
o
FIGURA 6.50 – Indicador da eficiência dos métodos de detecção e controle
de perdas no SAA
6.6 - Avaliação do gerenciamento das causas das perdas em
adutoras e rede de distribuição
a) Qualidade da água e do solo
No caso da água fornecida pela rede a obrigação de atendimento aos
padrões de potabilidade, com limites preestabelecidos de caracterização química,
física e biológica, assegura a não existência de influência na geração de
vazamentos.
As condições do solo, conforme citado na revisão de literatura, tem
influência principalmente na geração de vazamentos em ramais de ferro galvanizado
pelo efeito da corrosão. Mas esse tipo de material não está mais em uso, sendo até
substituído por ocasião da necessidade de reparos. Assim é possível afirmar que
não existe peso considerável no gerenciamento do combate às perdas.
i) Características físicas da água - temperatura
A água captada para o abastecimento é denominada de água bruta,
sendo explorada a uma temperatura média de 38 ºC, feita através de 6 Poços
Profundos. Essa faixa de temperatura se apresenta dentro dos limites de segurança
131
estabelecidos pelo fabricante da tubulação para trabalho, sem implicações danosas
ao material.
A água da rede de distribuição sempre se apresenta em faixa de
temperatura que não exerce influência sobre a incidência de vazamentos.
Normalmente o valor é próximo ao da temperatura ambiente variando cerca de 2 a 3
º C.
ii) Materiais perfurocortantes no solo
No caso de utilização de tubulação de PEAD ou PVC existe a
vulnerabilidade a materiais perfurocortantes existentes no solo ou do reaterro das
valas, provenientes do corte do pavimento. Para o reaterro de valas são tomadas
providências específicas visando evitar a ocorrência de danos na tubulação, como
ilustrado na figura 6.51. O assentamento do tubo deve, preferencialmente, ser feito
sobre uma base de areia de 5 cm de espessura, sendo coberto por uma camada de
areia de 10 cm acima do mesmo. Essas camadas devem ser adensadas tomando-se
o cuidado para não afetar a tubulação. Na ocorrência de solos arenosos pode se
dispensar o uso de areia, sendo que, nesse caso a primeira e a segunda camadas
de solo devem ter no máximo 15 cm de espessura cada e ser apiloada
(compactação manual). O restante do reaterro da vala pode ser feito com o próprio
material da escavação (desde que o solo esteja limpo e isento de pedras, materiais
pontiagudos, etc.).
FIGURA 6.51 – Detalhe de reaterro de vala em tubulação de PEAD
Foi atribuída uma pontuação de 100% ao longo de todo o período por
verificar que não existiam implicações das características da água e dos
132
procedimentos adotados na execução de valas e reaterros na incidência de
vazamentos.
b) Materiais da tubulação
A tubulação de aço galvanizado apresenta limitação da sua vida útil
pela vulnerabilidade à corrosão, tendo a necessidade de manutenção após certo
período de tempo de implantação. Durante cerca de 15 anos foi empregado o PEAD
em ramais prediais para substituição dos problemas do aço galvanizado. A falta de
qualidade dos materiais existentes na época levou ao surgimento de vazamentos,
motivados por diversos tipos de problemas.
Em consulta aos funcionários da operação e manutenção no âmbito da
Superintendência Regional de Lins foi obtida a informação que os vazamentos na
rede de fibrocimento localizam-se principalmente na luva de união entre as barras da
tubulação, seja pela deterioração do material ou também do anel de vedação.
Quando ocorre falha na rede é necessária a substituição da parte rompida,
normalmente por outros materiais, tanto da tubulação quanto da luva. Faz-se
constantemente o uso de tubos de PVC DEFOFO e luvas tipo junta Gibault em ferro
fundido.
Em ocasião do remanejamento de rede no município de Auriflama
foram registrados trechos com até 20 consertos em 100 metros de rede, equivalendo
a mais de uma intervenção por barra de tubo de fibrocimento, uma vez que o
comprimento de cada barra é de 6 metros.
A figura 6.52 demonstra que a ação permanente da água que sai com
pressão do furo, misturada com o solo, produz um efeito abrasivo na face externa da
tubulação, podendo aumentar a região da ruptura.
133
FIGURA 6.52 – Detalhe da ação abrasiva da água do vazamento associada
com o solo
A influência dos materiais da tubulação na ocorrência de vazamentos é
percebida pela operação e são tomadas medidas no sentido de substituição e troca
por materiais mais adequados. Uma ação com certeza positiva é a substituição total
do material que apresenta problema diante do surgimento de um vazamento, pois
realizando apenas o reparo não se está utilizando uma prática preventiva.
Conforme comentado no item em que foi abordada a priorização dos
locais de combate a perdas, foram feitas gestões no sentido de justificar a
viabilidade de remanejamento de redes e ramais. No caso da rede de fibrocimento,
embora o número de vazamentos se mostrasse excessivo, principalmente com
relação ao remanescente da rede implantada, não foi conseguido o projeto nem
recursos para o remanejamento pleiteado, mesmo se verificando a localização de
mais de 30 % dos vazamentos detectados em apenas 1 % da extensão da rede,
tornando perfeitamente clara a necessidade de ações localizadas.
Se o recurso empregado para a manutenção fosse contabilizado ao
longo do tempo, com certeza seria mais nitidamente percebida a viabilidade da
substituição total da rede.
Foi atribuída uma pontuação inicial de 60% em função da existência de
rede de distribuição em fibrocimento, considerada inadequada pela potencialidade
de ocorrência de vazamentos. Durante o período foi levantado um crescimento de
aproximadamente 24% no número de ligações e da rede de distribuição. Com o
aumento da extensão total da rede, sendo a nova com material adequado, ocorre a
134
redução do percentual de rede com material inadequado, por isso a pontuação foi
gradativamente melhorada com incrementos de 10%, totalizando 80%.
c) Sobrepressão
O controle das pressões definitivamente se concretizou com a
implantação das últimas válvulas redutoras de pressão em outubro de 2001. Ao
observar-se a evolução dos indicadores é possível constatar que a redução da
pressão traz resultados imediatos no combate aos vazamentos.
Existem atualmente 15 válvulas redutoras de pressão instaladas no
sistema de distribuição de água do município de Monte Alto. A distribuição nos
setores do sistema permite a manutenção de uma pressão média de operação de
aproximadamente 27 m.c.a..
No caso de ampliações do sistema pela implantação de novos
empreendimentos imobiliários é feita a análise do projeto com a exigência do
atendimento do disposto na NBR 12218 da ABNT, que estabelece o valor de 50
m.c.a. para a pressão estática máxima e de 10 m.c.a. para a pressão dinâmica
mínima.
Até outubro de 2001 foi atribuída uma pontuação de 70% por ocorrer
boas condições de operação em termos de pressões, com valores próximos ao que
exige a norma. A partir de novembro de 2001 foi atribuída a pontuação de 100%,
pela melhoria das condições de pressão do sistema, através da setorização com
instalação de válvulas redutoras de pressão. Os novos limites da pressão de
operação permitiram verificar uma expressiva redução no número de vazamentos.
d) Assentamento imperfeito da tubulação e demais peças
Os dados e informações disponíveis nos cadastros não registram
ocorrências de falhas durante a implantação das obras.
Com relação às condições de execução das redes, a fiscalização da
SABESP apresenta exigências específicas visando evitar falhas que poderiam
comprometer a estanqueidade do sistema.
135
A largura mínima das valas deve ser de 0,40 metro, devendo possuir
profundidades tais que resultem em recobrimento mínimo de 1,00 metro no leito
carroçável, em relação à geratriz superior da tubulação.
Anteriormente ao uso todo o material deve ser inspecionado pela
fiscalização da SABESP, recebendo identificação e liberação.
A montagem deve ser de acordo com as recomendações do fabricante.
O fundo da vala deve ser regular e uniforme, evitando-se colos e
ressaltos. O reaterro deve ser feito manualmente até atingir uma profundidade de
0,10 metro acima da cota da geratriz superior da tubulação, com material isento de
cascalho ou pedregulhos. As demais camadas devem possuir espessura de 0,10
metro e ser realizada compactação mecânica. Anteriormente ao reaterro da vala
obrigatoriamente deve ser feito o teste de estanqueidade da tubulação.
O cumprimento das exigências da fiscalização da obra assegura as
condições mínimas necessárias para redução do risco de falhas que
potencializariam o surgimento de vazamentos.
Como não foram encontrados registros de ocorrências de falhas
durante a implantação das obras foi atribuída uma pontuação de 100% ao longo de
todo o período analisado.
e) Falhas na concepção do projeto
Todos os projetos elaborados ou aprovados desde o ano de 1998
foram sujeitos ao atendimento das normas técnicas da ABNT e SABESP, atendendo
também o Caderno Técnico da SABESP para Elaboração de Projetos.
No caso de empreendimentos imobiliários, para a elaboração do
projeto é fornecido ao empreendedor um documento denominado Carta de Diretrizes
onde são informados os pontos de interligação da rede existente, condições de
pressão estática (máxima) e dinâmica (mínima), anexando um croqui com a posição
dos pontos em relação ao empreendimento.
Em síntese devem ser atendidos os limites de pressão estabelecidos
por norma, cotas de consumo per capita, número de habitantes por imóvel,
136
coeficientes de rugosidade da tubulação, classe de pressão do material, dispositivos
para manobra, operação e bom funcionamento do sistema.
Os valores exigidos pela SABESP estão relacionados abaixo:
a) Consumo “per capita” 200 L/hab/dia
b) No médio de habitantes/lote 5 hab
c) Coef. Máx. vazão diária 1,20
d) Coef. Máx. vazão horária 1,50
e) Coeficiente de Hazen Willians (C) 110
f) Classe de pressão do material ≥ 75 m.c.a.
Os tubos e peças só podem ser fornecidos por empresas cadastradas
na SABESP, que para o credenciamento exige variados testes visando assegurar a
qualidade de cada produto.
Como também não foram encontrados registros de falhas nos projetos
foi atribuída uma pontuação de 100% ao longo de todo o período analisado.
f) Gerenciamento da manutenção da linha
Como pôde ser visto nos dossiês analisados foram feitas gestões no
sentido da obtenção de projeto e recursos para o remanejamento de rede existente
em fibrocimento, que apresentava um elevado número de vazamentos.
O completo remanejamento da rede existente é de uma complexidade
relativamente grande para ser feito com mão de obra própria, ou seja, dos
funcionários da manutenção. Isso devido ao fato de envolver várias interferências
como remoção do pavimento, rede de esgotos, ramais domiciliares, galerias de
águas pluviais e interligações. Por ocasião das manutenções são feitas substituições
dos trechos afetados por outros materiais com qualidade mais adequada.
A extensão da rede que se deseja remanejar deve necessariamente
ser um objeto com prioridade dentro dos investimentos no sistema de abastecimento
de água do município. A água recuperada, ou que deixa de ser perdida, propicia
condições de retorno do investimento ao longo do tempo, pela redução dos gastos
com a produção no presente, ou aliviando e podendo até dispensar a exploração
dos mananciais por possibilitar o suprimento do aumento da demanda futura.
137
Foi feita a ponderação com redução para 80% da pontuação atribuída
a esse subitem ao longo de todo o período analisado, pela possibilidade de melhoria
no que se refere aos trechos com fibrocimento que podiam ser substituídos. Embora
tenha sido verificada a solicitação dos serviços pela Gerência Divisional, não houve
resposta favorável com a destinação de recursos específicos.
g) Efeitos de tráfego de veículos
Os locais onde se verificaram que, eventualmente, não estavam
atendidas as condições de proteção da tubulação, foram programados para
aprofundamento da rede através de remanejamento.
Através das informações disponíveis constatou-se que a rede de
distribuição manteve um recobrimento mínimo para proteção contra sobretensões
geradas pelo tráfego de veículos.
Foi atribuída uma pontuação de 90% ao longo de todo o período
analisado por não se verificar diretamente o efeito danoso do tráfego de veículos
sobre a rede de distribuição, porém a verificação de obras para aprofundamento da
rede e incerteza do cadastro existente justificaram a pontuação atribuída.
h) Acomodação do solo
Não foram verificadas ocorrências de vazamentos por problemas de
ordem geotécnica direta. A erosão do solo pela ação das águas pluviais provocou a
falta de sustentação da tubulação, com desarticulação das barras de tubo, gerando
vazamentos. Porém a gestão conjunta da Prefeitura Municipal com a SABESP foi a
única forma de sanar mesmo que provisoriamente o problema.
A solução definitiva do problema está na execução de infraestrutura
para águas pluviais por parte do poder público. A tomada de medidas corretivas sem
uma solução definitiva poderá gerar a reincidência do problema.
A importância da resolução do problema está no fato de que embora
não tenha um peso significativo na elevação do índice de perdas, consomem
recursos que poderiam ser empregados em outra parte do sistema.
138
A prática exigida pela fiscalização da SABESP durante a execução da
obra minimiza a possibilidade de ocorrência de recalques ou deslocamentos de solo
com danos à tubulação.
Foi atribuída uma pontuação de 90% ao longo de todo o período
analisado por não se verificar diretamente o efeito da acomodação do solo gerando
problemas na rede de distribuição, porém não se pode afirmar com certeza que
inexistem problemas dessa ordem, pela fragilidade da rede de fibrocimento, por
exemplo, que não suportaria um recalque diferencial.
i) Falta de micromedição
A SABESP possui 100 % das ligações com micromedição. Além disso,
apresenta um plano de substituição de hidrômetros visando evitar falhas
significativas da medição. Representa um aspecto positivo pela gestão do controle
de perdas e também evita a evasão de receitas. A micromedição permite que seja
cobrado pelo que cada um efetivamente consumiu, induzindo ao uso racional.
Informações levantadas junto ao Departamento Operacional levam à
verificação de uma idade média de 4 anos para cada hidrômetro. Isso assegura uma
micromedição confiável, que é fundamental para o bom gerenciamento do sistema.
A política de substituição de hidrômetros e cobertura total das ligações
permitiu a atribuição de uma pontuação de 100% ao longo de todo o período
analisado.
j) Gerenciamento de subsídios para o combate às perdas
Embora desde 1996 algumas das reivindicações não tenham obtido a
disponibilização de recursos, houve a aplicação de forma concentrada
principalmente nos anos de 1996 e 1997. A partir o ano de 2001 surgiu o Plano de
Desenvolvimento da Operação, que possui recursos específicos para a manutenção
e operação dos sistemas. A possibilidade da destinação de recursos
especificamente para combate a perdas tem contribuído significativamente para a
manutenção dos níveis verificados no presente.
139
O estudo de viabilidade do investimento com retorno do capital
investido é a melhor forma de argumentação para o pleito dos recursos. Se o
planejamento previr detalhadamente a relação custo-benefício torna-se mais fácil a
priorização dos investimentos.
Como pôde ser visto, no caso de Monte Alto é possível afirmar que o
recurso foi bem empregado e justificada a sua aplicação. Houve permanentemente a
busca e aplicação de novas tecnologias, obtendo resultados desejáveis com relação
aos indicadores.
Não basta empregar recursos, é necessário que sejam bem aplicados
para obtenção de êxito, pois existe um ponto de viabilidade econômica dos
investimentos que é função das características do sistema.
O gerenciamento exige o acompanhamento das ações e resultados
obtidos para não haver desperdício de recursos. No item 6.9 pode-se verificar a
viabilidade dos investimentos com retorno a partir do 4º ano.
Foi feita a ponderação com redução para 80% da pontuação atribuída
a esse subitem ao longo de todo o período analisado, pela falta de recursos para
substituição da rede de fibrocimento que notadamente contribuiria para a melhoria
das condições gerais do SAA.
O quadro 6.12 apresenta de forma resumida a justificativa da variação
da pontuação atribuída. O indicador obtido está representado no gráfico da figura
6.53.
Quadro 6.12 – Resumo da avaliação do gerenciamento da causa das perdas em
adutoras e rede de distribuição
Subitens causa das perdas em adutoras e
rede de distribuição Histórico
a) Qualidade da água e do solo 100%
b) Materiais da tubulação - tipo, idade e
condições, atendimento de especificações
técnicas e normas
↑ 10% entre 1996 e 2005 houve um
crescimento de 24% do número de
economias, implantados com
materiais de boas condições
c) Sobrepressão ↑ 30% em 2001 - Implantação de Setorização com VRP'S
d) Assentamento imperfeito da tubulação e
demais peças 100%
140
Subitens causa das perdas em adutoras e
rede de distribuição Histórico
e) Falhas na concepção do projeto 100%
f) Ineficiente manutenção da linha
↓ 20% pela necessidade de
remanejamento da rede de
fibrocimento
g) efeitos de tráfego de veículos ↓ 10% devido às incertezas
h) acomodação do solo ↓ 10% devido às incertezas
i) falta de micromedição 100%
j) falta de subsídios para o combate às
perdas
↓ 20% pela necessidade de
remanejamento da rede de
fibrocimento
Avaliação do gerenciamento das causas das perdas em adutoras e rede de
distribuição
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
jun
/9
4
o
u
t/9
5
m
a
r/9
7
jul
/9
8
de
z/
99
a
br
/0
1
se
t/0
2
jan
/0
4
m
a
i/0
5
o
u
t/0
6
Período
Po
n
de
ra
çã
o
FIGURA 6.53 – Indicador da eficiência da avaliação da causa das perdas em
adutoras e rede de distribuição
6.7 - Gerenciamento da avaliação de perdas nos Reservatórios
a) Extravasamento
Todas as instalações dos reservatórios de Monte Alto possuem dispositivos
que interrompem o bombeamento após atingir o nível máximo preestabelecido para o
trabalho.
141
Não foram verificados recalques de fundações ou falhas de execução, com
perda de prumo ou inclinação que possibilitariam a ocorrência de extravasamentos. A
automação implantada permite um monitoramento rigoroso e à distância de todas as
instalações existentes.
Foi atribuída uma pontuação de 100% ao longo de todo o período analisado
pelas boas condições de operação que foram encontradas nesse subitem.
b) Vazamentos pela parede ou conexões
Não foram verificados furos, fissurações, trincas, ou rachaduras que
possibilitariam a perda de água por vazamentos nos reservatórios.
A conservação das instalações demonstra uma ação rotineira de
manutenção.
Como não foram verificados vazamentos nas paredes ou instalações foi
atribuída uma pontuação de 100% ao longo de todo o período analisado.
c) Atendimento a Normas Técnicas, Padronização e Especificações
Todo projeto de reservatório elaborado para a SABESP deve ser realizado
obedecendo as normas da ABNT, bem como as Especificações e Normas Técnicas da
SABESP.
No caso de reservatórios de concreto as exigências visavam assegurar uma
instalação estanque, estável e durável. O projeto prevê o uso de parâmetros para cálculo,
materiais e tecnologia que minimizem a ocorrência de infiltrações.
Sendo o reservatório enterrado ou semienterrado o fundo possui dispositivo
tipo chapéu chinês figuras 6.54 e 6.55 que permite o monitoramento de eventuais
vazamentos nesse local, sendo possível a realização de reparos ainda durante as obras.
142
FIGURA 6.54 – Detalhe do fundo de reservatório de concreto armado
FIGURA 6.55 – Detalhe do poço de monitoramento para reservatório de concreto
armado
Durante a execução da obra são permanentemente mantidos técnicos para
acompanhamento da concretagem e controle tecnológico dos materiais.
Ocorrendo situação adversa que implique na falta de qualidade ou constatada
a imperícia na execução dos serviços, são tomadas as medidas necessárias à solução dos
problemas. A estanqueidade de todo o conjunto deve estar assegurada e com o aval da
fiscalização.
143
No caso de reservatórios pré-fabricados e com outros materiais a
Especificação Técnica faz exigências relativas a diversos itens como a espessura do
material, tipo de solda, revestimento ou pintura da superfície.
Em se tratando de reservatórios metálicos a produção deve ser acompanhada
por profissional especializado da SABESP, onde são verificadas na linha de produção as
condições de solda, acabamento e pintura das peças.
Como foi verificado o atendimento a Normas Técnicas, Padronização e
Especificações, que contribuíram para o bom desempenho da reservação, foi atribuída uma
pontuação de 100% ao longo de todo o período analisado.
Todas as medidas feitas contribuem para as condições de perdas
praticamente nulas nos reservatórios. O quadro 6.13 apresenta de forma resumida a
justificativa da variação da pontuação atribuída. O indicador obtido está representado no
gráfico da figura 6.56.
Quadro 6.13 – Resumo da avaliação do gerenciamento de perdas nos reservatórios
Subitens Avaliação de perdas nos
Reservatórios Histórico
a) Extravasamento 100%
b) Vazamentos pela parede ou conexões 100%
c) Atendimento a Normas Técnicas,
Padronização e Especificações 100%
Gerenciamento da avaliação de perdas nos Reservatórios
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
jun
/9
4
ou
t/9
5
m
ar
/9
7
jul
/9
8
de
z
/9
9
ab
r/0
1
se
t/0
2
jan
/0
4
m
ai
/0
5
ou
t/0
6
Período
Po
n
de
ra
çã
o
FIGURA 6.56 – Indicador do gerenciamento de perdas nos reservatórios
144
6.8 - Avaliação da captação subterrânea
Toda a água distribuída no município de Monte Alto é proveniente de
mananciais subterrâneos. As fontes subterrâneas das águas para abastecimento
público tornam desnecessária a presença de ETA, e por esta razão não se tem a
parcela das perdas devidas à lavagem de filtros e decantadores.
Devido à geologia da região os 3 poços com maior capacidade de
produção estão localizados à considerável distância, cerca de 4,1 Km, e acentuado
desnível de 142 a 165 metros. Esta condição necessariamente não introduz perdas,
mas reforça sobremaneira a importância do combate, pois a água é bombeada com
grandes alturas manométricas, implicando em elevado custo de produção.
A reservação central de Monte Alto está na cota 737 m. A partir daí
toda a água após receber a desinfecção e fluoretação é distribuída para todo o
município. Considerando-se a distância da produção e o desnível relativamente
altos, tem-se um significativo gasto de energia para a adução.
Todo estudo para a redução de perdas, volume consumido ou evitar
aumento da produção deve ser considerado, pois a tendência dos mananciais para a
exploração é em pontos ainda mais distantes e com maiores desníveis, implicando
em maiores gastos com energia elétrica e manutenção.
Foi atribuída uma pontuação de 100% ao longo de todo o período
analisado pela verificação das boas condições encontradas no sistema de captação
da água subterrânea.
O quadro 6.14 apresenta de forma resumida a justificativa da variação
da pontuação atribuída. O indicador obtido está representado no gráfico da figura
6.57.
Quadro 6.14 – Resumo da avaliação do gerenciamento de perdas na captação
subterrânea
Subitem Avaliação da captação subterrânea Histórico
a) Condições das instalações 100%
145
Avaliação da captação subterrânea
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
jun
/9
4
ou
t/9
5
m
ar
/9
7
jul
/9
8
de
z
/9
9
ab
r/0
1
se
t/0
2
jan
/0
4
m
ai
/0
5
ou
t/0
6
Período
Po
n
de
ra
çã
o
FIGURA 6.57 – Indicador do gerenciamento de perdas nos reservatórios
6.9 - Gerenciamento dos Ramais prediais
a) Materiais da tubulação - tipo, idade e condições, atendimento de
especificações técnicas e normas
Em 1980 foi introduzida a implantação de ramais em PEAD na
SABESP. Não demorou muito para o surgimento de problemas que se pareciam aos
do próprio ramal substituído de aço galvanizado corroído. Muitos estudos foram
feitos e foi verificada a necessidade de normatização do produto para garantia da
qualidade. No caso específico da SABESP é exigido o credenciamento junto à
Divisão de Qualificação de Fornecedores, sediada em São Paulo, onde são feitos
testes para certificação da qualidade do produto. Somente empresas certificadas e
credenciadas estão aptas ao fornecimento de produtos para uso nos sistemas da
SABESP.
Entre os anos de 1995 a 2001 no município de Monte Alto foram
trocados 2.584 ramais de um total de 14.300, ou seja, 18,07 %.
Ocorreu também o aumento do número de ligações em
aproximadamente 24% no período.
Para a avaliação foi atribuída uma pontuação inicial de 50%. A partir de
julho de 1998 foi melhorado para 60%, pelo efeito da troca de ramais e aumento do
146
seu número pelo crescimento do número das ligações. De forma similar foi
melhorada a pontuação gradativamente em 10% anual, até atingir a pontuação atual
de 90% a partir de janeiro de 2004, pois foi verificada a continuidade do serviço de
troca de ramais com mão de obra própria, sendo que as novas ligações devem
atender à padronização que assegura a qualidade.
b) Sobrepressão
O controle de pressão afeta sensivelmente o número de vazamentos
nos ramais. A redução da pressão de operação do sistema reduz o número de
vazamentos, bem como a vazão perdida.
O ramal predial está sujeito às mesmas condições de pressão da rede
de distribuição, conforme mencionada anteriormente. Assim todas as ações tomadas
têm efeito comum em todo o sistema.
A ação permanente da água que sai com pressão do furo, misturada
com o solo, também produz um efeito abrasivo na face externa da tubulação de
PEAD e peças de PVC, podendo aumentar a região da ruptura, conforme ilustra a
figura 6.58. Esse tipo de falha não foi encontrado na revisão de literatura.
FIGURA 6.58 – Detalhe da abrasão causada pela ação da água do
vazamento + solo
Foi feita a atribuição de uma pontuação inicial de 70% pelas condições
de atendimento com valores próximos ao que exige as normas técnicas. A partir de
outubro de 2001, com a setorização e instalação das VRP’S foi possível trabalhar
147
em condições de pressão melhores ainda, daí atribuiu-se a pontuação de 100% por
se configurar na situação desejada de operação.
c) Assentamento imperfeito da tubulação e demais peças
A implantação do ramal ou execução de reparos é um serviço que
demanda qualificação, responsabilidade e fornecimento de equipamentos
apropriados aos profissionais da manutenção. Após a intervenção no sistema a vala
é aterrada, dificultando a fiscalização da qualidade do serviço. Somente com o
surgimento do vazamento é possível verificar a ocorrência de uma eventual falha.
As intervenções em ramais de PEAD devem ser cuidadosamente
realizadas, pela facilidade de danificação das uniões, que potencializam o
surgimento de vazamentos principalmente quando ocorrer os picos de pressões. O
excesso de torque para o atarrachamento de peças tem um peso significativo nesse
tipo de problema. O profissional deve atentar para não deixar com folga, nem
exagerar, danificando a peça. Deve-se, portanto, atribuir essa tarefa a técnicos
experientes, pois o desconhecimento compromete diretamente a qualidade do
serviço.
A forma de executar o serviço é uma das condições fundamentais para
o bom desempenho do ramal. O uso de ferramentas inadequadas pode
comprometer significativamente a condição de estanqueidade da união. Na figura
6.59 pode-se verificar as condições do chanfro feito na extremidade de um tubo de
PEAD, pelo uso de equipamento inadequado tipo grosa. Muitas vezes existe a
disponibilidade da ferramenta adequada, mas não é utilizada pela pressa na
realização do serviço, o que tem implicações na qualidade final.
148
FIGURA 6.59 – Detalhe de falha na realização do chanfro no tubo de PEAD
O sistema de registro com a ficha de solicitação de serviço ajuda a
monitorar tanto o profissional como os materiais utilizados, pois na reincidência em
algum local é possível ter um levantamento mais detalhado da situação. Nesse caso
o lançamento das ocorrências em uma planta cadastral permitiria uma visualização
rápida da área de maior suscetibilidade e até reincidência.
Quando ocorre a implantação de um empreendimento imobiliário
particular tipo loteamento ou público tipo conjunto habitacional, toda implantação dos
sistemas de água e esgotos é de responsabilidade do empreendedor. A SABESP
fica com a responsabilidade pela análise e aprovação do projeto, fiscalização da
obra, recebimento em doação e operação do sistema. Embora todo produto mesmo
que para empreendimentos particulares necessite da certificação da qualidade para
liberação da obra, nem sempre é assegurada a qualidade final do serviço. Muitos
dos empreendedores não dispõem ou não se importam com a qualidade da mão de
obra atentando exclusivamente para o custo, comprometendo o serviço, e de
imediato quase sempre também arcando com os prejuízos.
As figuras 6.60 e 6.61 encontradas em um sinistro na cidade de São
Paulo mostram o uso de adaptações de peças, que é uma prática que denota falhas
de mão de obra e materiais associados.
149
FIGURA 6.60 – Detalhe do uso de materiais fora de norma - Fonte – SABESP
(2003)
FIGURA 6.61 – Desengate da conexão pelo uso de peças indevidas. Fonte –
SABESP (2003)
Muitos dos municípios do estado de São Paulo têm exigido dos
loteadores a pavimentação das ruas, além da implantação de guias e sarjetas. A
ligação feita antes da pavimentação, evita o recorte do pavimento que é prejudicial
para o sistema viário. Porém a ligação deixada para um lote desocupado e sem o
cavalete oferece condições de contaminação da rede e aumenta a possibilidade de
perdas pelo ramal, pela dificuldade de tapamento do tubo que fica em espera do
cavalete. Uma das alternativas propostas pela SABESP é a implantação da rede
dupla de água, ou seja, uma em cada passeio frontal ao imóvel, dessa maneira se
evita a necessidade de recortes do pavimento quando for executar a ligação, ficando
a ligação para a ocasião de ocupação do lote.
A ligação feita na ocasião da ocupação do lote é viável porque evita a
deterioração do material no intervalo de tempo desde a implantação da rede, utiliza
a mais moderna tecnologia e padronização presente.
150
Inicialmente foi feita a atribuição de uma pontuação de 80% pela
verificação da boa qualidade e capacitação dos profissionais da operação e
manutenção. A partir de 2003 foi atribuída a pontuação de 90% pela verificação da
intensificação do treinamento dos profissionais.
d) Padronização
A partir de 2003, através da Diretoria de Sistemas Regionais, a
SABESP concentrou os esforços na promoção da utilização de materiais de
qualidade (adequados) e execução dos serviços de instalação e reparo buscando a
melhor técnica conhecida. Para tanto, vem atuando em duas frentes:
• Utilização de materiais de melhor performance e a adoção de sistema
de controle de qualidade que garanta o recebimento do material especificado;
• Treinamento da mão de obra envolvida nos serviços de execução e
reparo de ramais (própria em uma primeira fase e terceirizada na continuidade).
Um fator decisivo para o sucesso dessa estratégia foi o
estabelecimento de padrões para as ligações de toda a Diretoria.
Em função do tipo da rede foram propostos 3 (três) modelos:
• Padrão 1 – Aplicado em ramais derivados de redes de PVC Ø
50 e 75 mm, está ilustrado pela figura 6.62.
FIGURA 6.62 – Foto da ligação Padrão 1 - Fonte – SABESP (2003)
1-Te de serviço integrado conforme NTS-175
151
• Padrão 2 – Aplicado em ramais derivados de redes de PVC Ø
100 mm, está ilustrado pela figura 6.63.
FIGURA 6.63 – Foto da ligação Padrão 2 - Fonte – SABESP (2003)
1-Colar de tomada em polipropileno conforme NTS177
2-Registro macho tipo “Campinas”
3-Cotovelo com adaptador para PEAD
• Padrão 3 – Aplicado em ramais derivados de redes de FºFº, CA
e DEFOFO (qualquer diâmetro), está ilustrado pela figura 6.64.
FIGURA 6.64 – Foto da ligação Padrão 3 - Fonte – SABESP (2003)
1-Colar de tomada em FºFº para tubos de FºFº, CA e DEFOFO
2-Registro macho tipo “Campinas”
3-Cotovelo com adaptador para PEAD
152
Esses padrões foram definidos com base no levantamento dos
inúmeros modelos hoje utilizados na SABESP e da disponibilidade de materiais no
mercado, com discussão e aprovação prévia dos Departamentos de
Desenvolvimento Operacional das Unidades de Negócio.
Como princípio de concepção procurou-se a redução máxima do
número de juntas, pontos potenciais de ocorrência de vazamentos, bem como, a
utilização de materiais normalizados, sempre que possível.
A padronização propiciou as seguintes vantagens:
• Redução de custos na aquisição dos materiais, através de
registro de preços (compra em escala);
• Melhores condições para o controle de qualidade (portanto
maior garantia de eficácia). Utilizando poucos itens foi possível
priorizar e intensificar as ações de vigilância, bem como,
promover as necessárias melhorias das especificações, dentro
do preceito da melhoria continuada dos processos;
• Maior racionalização e controle dos estoques, com um número
pequeno e definido de materiais;
• Maior facilidade no desenvolvimento e disseminação de
melhorias nos procedimentos e nos materiais (esses padrões
serão melhorados com o tempo), incorporando
desenvolvimentos das unidades e dos fornecedores. Pelo efeito
da escala torna-se mais fácil viabilizar alterações junto aos
fornecedores.
• Viabilização de um pacote de treinamento padronizado,
reproduzível pelas equipes das UNs e extensível aos
empregados de empresas contratadas.
Os maiores investimentos iniciais decorrentes da utilização de
materiais de melhor qualidade propiciam retorno, mesmo que em longo prazo.
A padronização tem possibilitado também a eliminação do círculo
vicioso que decorre da utilização de materiais baratos e de má qualidade, cujo baixo
153
investimento inicial é largamente superado pelos recursos necessários aos
inevitáveis reparos.
Padrão de instalação de cavalete
O abrigo e o cavalete devem ser instalados conforme ilustra a figura
6.65, atendendo à norma da Sabesp (NTS 161).
FIGURA 6.65 – Detalhe do abrigo e cavalete - Fonte – SABESP (2006)
Inicialmente foi feita a atribuição de uma pontuação de 80% pela
existência de uma padronização local que assegurava uma boa qualidade na
execução do ramal. A partir de 2003 foi atribuída a pontuação de 100% pela
padronização ocorrer ao nível de toda a Diretoria da SABESP do interior, o que
facilitou a disponibilidade dos materiais para novas ligações ou reparos.
e) Eficiência na manutenção da linha
A decisão da troca de todos os ramais de PEAD que apresentam
defeitos diante da ocorrência de vazamentos mostra que tem ocorrido uma boa
154
manutenção da linha. A melhor forma de gerenciamento dos vazamentos é através
de medidas preventivas.
A política adotada de substituição de ramais executados com materiais
problemáticos, ao longo do tempo permitiu que houvesse progressivamente uma
redução do número de vazamentos.
A intensificação do treinamento e padronização que ocorreram a partir
e 2003 permitiram o ganho de eficiência na manutenção. Dessa forma inicialmente
foi feita a atribuição de uma pontuação de 80% por se verificar um bom desempenho
das ações de manutenção e a partir de 2003 foi atribuída a pontuação de 90% pela
melhoria das condições verificadas.
f) Subsídios para o combate às perdas
Embora nem toda solicitação feita pela operação tenha sido atendida
de imediato, existindo algumas que ainda hoje não obtiveram a destinação de
recursos, podem-se verificar que sempre houve ações diretamente destinadas ao
combate às perdas.
Foi feita a atribuição de uma pontuação de 80% ao longo de todo o
período, pela existência de solicitações não atendidas de imediato e até que levaram
a realização do serviço com mão de obra própria, quando seria melhor a execução
de forma terceirizada.
O quadro 6.15 apresenta de forma resumida a justificativa da variação
da pontuação atribuída. O indicador obtido está representado no gráfico da figura
6.66.
Quadro 6.15 – Resumo do gerenciamento no que se refere aos ramais prediais
Subitens Avaliação dos Ramais prediais Histórico
a) Materiais da tubulação - tipo, idade e
condições, atendimento de especificações
técnicas e normas
↑ 20% - 1996 até 2001 - Troca de
20% dos ramais; ↑ 10% - 2003 -
novas ligações (24% entre 1996
a 2005); ↑ 10% em 2004 -
continuidade da troca de ramais
b) Sobrepressão ↑ 30% em 2001 - Setorização e Instalação de VRP'S
155
Subitens Avaliação dos Ramais prediais Histórico
c) Assentamento imperfeito da tubulação e
demais peças
↑ 10% em 2003 - Intensificação
do treinamento da mão de obra
d) Padronização
↑ 20% em 2003 - Criação da
padronização pela Diretoria da
SABESP
e) Eficiência na manutenção da linha
↑ 10% em 2003 - Com os
treinamentos e padronização
houve ganho na manutenção
f) Subsídios para o combate às perdas
↓ 20% pelo uso de mão de obra
própria em alguns casos e falta
de troca preventiva
Gerenciamento dos Ramais prediais
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
jun
/9
4
ou
t/9
5
m
ar
/9
7
jul
/9
8
de
z
/9
9
ab
r/0
1
se
t/0
2
jan
/0
4
m
ai
/0
5
ou
t/0
6
Período
Po
n
de
ra
çã
o
FIGURA 6.66 – Indicador do gerenciamento de perdas nos ramais
6.10 - Avaliação da Viabilidade Econômica do Gerenciamento de
Perdas
O gasto com treinamento é relativamente muito baixo para deixar de
ser utilizado. Com o funcionário bem treinado e conhecendo a tecnologia disponível
é possível mantê-lo motivado e comprometido com os resultados. É possível existir
investimentos significativos de recursos financeiros sem obtenção de grandes
resultados pela condição restrita dos recursos humanos.
a) Investimentos em treinamento
156
Foi levantado junto ao Setor de Recursos Humanos da SABESP o
tempo destinado ao treinamento dos empregados.
No período entre o ano de 2000 até junho de 2006 foram levantados
registros de 1412 dias de treinamento para um total de 68 funcionários. Se forem
considerados apenas os dias úteis e descontadas as férias, chega-se a um total
superior a 2% de treinamento em relação aos dias trabalhados.
Foram observados 75 dias específicos para temas com relação às
perdas, dirigidos a 22 funcionários, o que revela 5,30% do tempo total do
treinamento. O número médio anual de dias por funcionário seria igual a 0,5, não
demonstrando aparente expressão. Porém se desconsiderar os anos de 2000, 2001
e 2002 chega-se a valores praticamente duas vezes maiores.
É importante observar que a partir do ano de 2001 as ações gerenciais
visavam praticamente manter os índices alcançados entre 1996 até 2001.
No quadro 6.16 pode ser visto a relação dos treinamentos com o cargo
e a duração que ocorreram entre 2000 e 2006.
Quadro 6.16 – Relação do treinamento, período, nome e cargo do funcionário
Assunto Período Cargo
CLP da Atos 06 ao 09/12/2005 Of Eletr Manut B
CLP da Atos 06 ao 09/12/2005 Of Eletr Manut B
Unidade de Medição de Água 20/6/2006 Tec Serv Admin C
Controle Operacional de Poços 3/4/2006 Tec Serv Admin C
Controle Operacional de Poços 3/4/2006 Aux Administ A
Controle Operacional de Poços 3/4/2006 Tec Sis Saneam A
Controle Operacional de Poços 3/4/2006 Tec Serv Admin A
Controle Operacional de Poços 3/4/2006 An Administrat B
Controle Operacional de Poços 3/4/2006 Eng Operacion C
Controle Operacional de Poços 3/4/2006 Tec Serv Admin B
Detecção de Vazamento 05 ao 07/04/2006 Tec Serv Admin C
Detecção de Vazamento 29/06 ao 01/07/2005 Ajud Geral B
Detecção de Vazamento 17 ao 24/08/2005 Op Sist Saneam A
Detecção de Vazamento 17 ao 24/08/2005 Ajud Geral A
Detecção de Vazamento 29/06 ao 01/07/2005 Tec Serv Admin A
Detecção de Vazamento 17 ao 24/08/2006 Ajud Geral B
Detecção de Vazamento 05 ao 07/04/2006 Tec Serv Admin B
Diag Perdas Ssist Abastec Água 26 ao 28/05/2006 Tec Serv Admin C
Diag Perdas Ssist Abastec Água 26 ao 28/05/2006 Aux Administ A
Diag Perdas Ssist Abastec Água 26 ao 28/05/2006 Tec Serv Admin A
Manutenção Programada 29 ao 30/06/2005 Aux Administ A
Novo Padrão Lig Água 3/6/2004 Op Sist Saneam B
Novo Padrão Lig Água 3/6/2004 Tec Sis Saneam B
Novo Padrão Lig Água 3/6/2004 Quimico C
Novo Padrão Lig Água 3/6/2004 Eng Operacion C
Pesq Vaz não Visiveis Nivel I 14 ao 16/12/2005 Ajud Geral B
157
Assunto Período Cargo
Poços 4/2/2003 Of Eletr Manut B
Poços 4/2/2003 Tec Sis Saneam A
Poços 4/2/2003 Tec Serv Admin C
Poços 4/2/2003 Tec Serv Admin C
Poços 4/2/2003 Of Mecan Manut B
Poços 4/2/2003 Of Eletr Manut B
Poços 4/2/2003 Eng Operacion C
Poços 4/2/2003 Tec Serv Admin B
Procedimento Empresarial para Sinistros 4/2/2003 Eng Operacion C
SISPERDAS 3/8/2005 Aux Administ A
SISPERDAS 3/8/2005 An Administrat B
SISPERDAS 3/8/2005 Eng Operacion C
Até o ano de 2000 não foi possível levantar os treinamentos realizados
pelos funcionários, sendo atribuída uma pontuação de 70% pelas condições de
capacitação, presumidas pelo bom desempenho profissional na realização de suas
atribuições. A partir daí foi atribuída uma pontuação de 80% para o resto do período
avaliado.
b) Recursos financeiros:
Embora desde 1996 algumas das reivindicações não tenham obtido a
disponibilização de recursos, houve a aplicação de forma concentrada
principalmente nos anos de 1996 e 1997, conforme demonstra a tabela 6.15. A partir
do ano de 2001 passou-se a utilizar recursos do Plano de Desenvolvimento da
Operação para a manutenção e operação dos sistemas. A disponibilidade de
recursos especificamente para combate às perdas tem contribuído significativamente
para a manutenção dos níveis verificados no presente.
TABELA 6.15 – Recursos aplicados e recuperados entre 1995 a 2001
ano
Recurso aplicado (x R$1000) Recurso recuperado (x R$1000) Fluxo de caixa
Invest. custeio total produção Custo invest. total (x R$1000)
1995 0 113 113 0 0 0 -113
1996 224 113 337 56 260 316 -21
1997 167 113 280 79 260 339 59
1998 66 113 179 96 260 356 177
1999 13 113 126 128 260 388 262
2000 57 113 170 167 260 427 257
2001 23 113 136 190 260 450 314
Valor líquido atual com base em taxa de desconto de 12% ao ano 650
Fonte – Departamento Operacional da SABESP (2006)
158
Nos recursos aplicados, a primeira coluna que se refere a
investimentos, engloba todas as obras realizadas como troca de ramais, setorização,
instalação de válvulas redutoras de pressão, monitoramento “on line”, enfim tudo o
que foi feito em termos de melhorias no sistema. A segunda coluna (custeio)
representa as despesas com detecção e combate a vazamentos, reparos nas
tubulações, todos os gastos com manutenção do sistema.
No recurso recuperado a primeira coluna é o levantamento da
economia feita com a redução do gasto com energia elétrica e produtos químicos
devido á redução do volume perdido. A segunda coluna é a estimativa do juro do
capital que foi economizado devido ao adiamento do investimento em produção,
adução e reservação, pela disponibilização do volume recuperado com o programa
de combate às perdas.
Como pode ser visto, no caso de Monte Alto o retorno do investimento
se deu no quarto ano após o início da aplicação dos recursos, obtendo um fluxo de
caixa positivo nos anos posteriores. Nesse caso pode-se afirmar que o recurso foi
bem empregado e justificada a sua aplicação. Não basta empregar recursos, é
necessário que sejam bem aplicados para obtenção de êxito.
O estudo de viabilidade do investimento com retorno do capital
investido é a melhor forma de argumentação para o pleito dos recursos. Se o
planejamento previr detalhadamente a relação custo-benefício torna-se mais fácil a
priorização dos investimentos.
De forma geral todo o recurso investido obteve retorno do investimento.
Porém, foi atribuída uma pontuação de 80% para todo o período avaliado por
verificar que nem todo recurso pleiteado foi disponibilizado de imediato, mesmo
sendo justificável o seu empenho.
O quadro 6.17 apresenta de forma resumida a justificativa da variação
da pontuação atribuída. O indicador obtido está representado no gráfico da figura
6.67.
159
Quadro 6.17 – Resumo da avaliação da viabilidade econômica do gerenciamento de
perdas
Avaliação da Viabilidade Econômica do
Gerenciamento de Perdas Histórico
a) Investimentos em treinamento ↓ 10% - Período sem treinamento - 2000 a 2002
b) Recursos financeiros
↓ Alguns recursos não
disponibilizados - para
remanejamento da rede de
fibrocimento
Avaliação da Viabilidade Econômica do Gerenciamento de Perdas
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
jun
/9
4
ou
t/9
5
m
ar
/9
7
jul
/9
8
de
z
/9
9
ab
r/0
1
se
t/0
2
jan
/0
4
m
ai
/0
5
ou
t/0
6
Período
Po
n
de
ra
çã
o
FIGURA 6.67 – Indicador da viabilidade econômica do gerenciamento de
perdas
6.11 - Avaliação Geral do Gerenciamento de Perdas
Em função das diferentes ações empregadas durante os 10 anos de
análise do objeto de estudo, achou-se conveniente a aplicação de um indicador que
permitisse uma comparação ao longo do tempo para verificação do resultado dessas
medidas.
De acordo com TARDELII FILHO (2004) o Índice Infraestrutural é um
indicador apropriado para comparação entre diferentes sistemas de abastecimento
de água.
160
Para o cálculo do Índice Infraestrutural foi necessária a estimativa das
Perdas Reais Inevitáveis. As perdas reais inevitáveis levam em consideração as
condições da operação como pressão, extensão da rede, e o número e a posição
(em relação ao lote) dos ramais.
O Índice Infraestrutural é a relação entre as perdas reais do sistema e
as perdas reais inevitáveis. O gráfico da figura 6.68 apresenta a evolução do Índice
Infraestrutural ao longo do período de estudo.
Índice Infra Estrutural Mensal
0
2
4
6
8
10
12
jan
/96 jul/9
6
jan
/97 jul/9
7
jan
/98 jul/9
8
jan
/99 jul/9
9
jan
/00 jul/0
0
jan
/01 jul/0
1
jan
/02 jul/0
2
jan
/03 jul/0
3
jan
/04 jul/0
4
jan
/05 jul/0
5
Período de tempo
Índ
ic
e
In
fr
a
Es
tr
u
tu
ra
l
(ad
im
n
es
io
n
al
)
FIGURA 6.68 – Evolução do Índice Infraestrutural mensal para o período
entre 1996 até 2005
A análise da figura 6.68 permite concluir que as condições do sistema
no final do período de estudo são melhores que as do início, pois o Índice
Infraestrutural foi progressivamente reduzindo.
É interessante observar que a partir de 2002 houve praticamente uma
estabilização do valor médio do indicador. Observando-se apenas os dados a partir
dessa data, obtém-se um valor médio próximo a 4.
O gráfico da figura 6.69 apresenta as médias anuais do Índice
Infraestrutural ao longo do tempo.
161
Médias do Índice Infra-estrutural
0
2
4
6
8
10
1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005
Ano
Va
lo
r
m
éd
io
an
u
al
Médias do Índice Infra Estrutural
FIGURA 6.69 – Médias anuais do Índice Infraestrutural ao longo do tempo
A evolução do gráfico demonstra que os valores médios atingiam níveis
próximos a 9 em 1996 e praticamente estabilizaram em num patamar igual a 4 a
partir de 2002. Pode-se concluir através do uso desse indicador que o
gerenciamento vem obtendo resultados positivos no combate às perdas reais.
Para possibilitar a visualização geral do gerenciamento de perdas foi
proposto o uso de um indicador único. Com base na média aritmética dos conceitos
de cada uma das etapas do gerenciamento avaliada, chegou-se a um indicador
geral demonstrado no gráfico da figura 6.70.
Esse indicador foi designado Indicador Geral do Gerenciamento de
Perda de Água (IGGPA).
162
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
jun
/9
4
o
u
t/9
5
m
a
r/9
7
jul
/9
8
de
z/
99
a
br
/0
1
se
t/0
2
jan
/0
4
m
a
i/0
5
o
u
t/0
6
Po
n
de
ra
çã
o
Período
Avaliação Geral do Gerenciamento de Perdas
FIGURA 6.70 – Indicador Geral do Gerenciamento de Perda de Água
(IGGPA)
Pode-se perceber que de forma geral houve gradativamente uma
melhoria do indicador, que tem como referência máxima o valor de 100%.
Para verificar a correlação do IGGPA com o Índice de Perdas (IP) foi
elaborado o gráfico da figura 6.71.
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
78 80 82 84 86 88
Indicador Geral do Gerenciamento de Perda de Água (%)
Índ
ic
e
de
Pe
rd
as
(%
)
Índice de Perdas
FIGURA 6.71 – Indicador Geral do Gerenciamento de Perda de Água contra
Índice de perdas
163
Pela análise do gráfico foi possível identificar uma clara tendência de
redução do Índice de Perdas com o aumento do Indicador Geral do Gerenciamento
de Perda de Água. Dessa forma o quadro atende a expectativa da evolução ou
melhora dos valores do Indicador Geral do Gerenciamento de Perda de Água com a
redução do Índice de Perdas.
Para verificar a correlação do Indicador Geral do Gerenciamento de
Perda de Água com o número de vazamentos por ramal foi elaborado o gráfico da
figura 6.72.
0
100
200
300
400
500
78 80 82 84 86 88
Indicador Geral do Gerenciamento de Perda de Água (%)
Nú
m
e
ro
de
v
a
za
m
e
n
to
s
(re
de
+
ra
m
a
l)
Número de Vazamentos (Rede + Ramal)
FIGURA 6.72 – Indicador Geral do Gerenciamento de Perda de Água contra
Número de vazamentos (rede + ramais)
Pela análise do gráfico também foi possível identificar uma clara
tendência de redução do número de vazamentos com o aumento do Indicador Geral
do Gerenciamento de Perda de Água. A expectativa da evolução ou melhora dos
valores do Indicador Geral do Gerenciamento de Perda de Água com a redução do
número de vazamentos também foi atendida.
E para verificar a correlação do Indicador Geral do Gerenciamento de
Perda de Água com o Índice Infraestrutural de Perdas foi elaborado o gráfico da
figura 6.73.
164
0
2
4
6
8
10
12
78 80 82 84 86 88
Indicador Geral do Gerenciamento de Perda de Água (%)
Índ
ic
e
In
fr
a-
es
tr
u
tu
ra
l d
e
Pe
rd
as
Índice Infra-estrutural de Perdas
FIGURA - 6.73 – Indicador Geral do Gerenciamento de Perda de Água contra
Índice Infraestrutural de Perdas
Nesse caso também é possível identificar uma clara tendência de
redução do Índice Infraestrutural de Perdas com o aumento do Indicador Geral do
Gerenciamento de Perda de Água. Dessa forma também se verifica o atendimento
da expectativa da evolução ou melhora dos valores do Indicador Geral do
Gerenciamento de Perda de Água com a redução do Índice Infraestrutural de
Perdas.
165
7 - CONCLUSÕES E INDICAÇÕES DE USO DO MÉTODO
PROPOSTO
Este trabalho propôs e aplicou um método de avaliação da gestão do
controle de perdas ao sistema de abastecimento de água na cidade de Monte Alto -
SP. Foram considerados os aspectos envolvidos, desde o cadastro até a viabilidade
econômica do gerenciamento de perdas, construídos indicadores para cada um
deles e também um indicador geral. As análises foram calcadas em avaliação
histórica do gerenciamento de 1996 a 2005.
Abordaram-se uma a uma as várias etapas da gestão e, mais que as
conclusões sobre o método proposto de avaliações, fornecem-se orientações de
como deveriam ser tratados os diversos fatores que afetam as perdas. Na sequência
apresentam-se as conclusões mais gerais.
As conclusões gerais do trabalho são as seguintes:
• Percebeu-se que quase sempre que ocorria a inviabilização de
recursos nos orçamentos de investimentos da Superintendência para combate a
vazamentos, a execução dos serviços se dava com mão de obra própria da
Gerência. Isso revela um aspecto importante no gerenciamento, que é o
comprometimento daqueles que mais de perto vivenciaram o problema.
• Todas as metas de gerenciamento de perdas devem ser traçadas e
respaldadas por estudos de custo-benefício, com previsão de retorno do
investimento, pois do contrário podem não conseguir a hierarquização merecida
dentro do orçamento.
• Não é a quantidade de recursos que produz o melhor resultado. Um
exemplo foi a “Setorização com a instalação de Válvulas Redutoras de Pressão”,
166
uma ação que efetivamente contribuiu para a melhoria do desempenho do sistema.
Como se pode observar no apêndice III, que apresenta todos os materiais,
equipamentos e serviços necessários, tudo foi realizado num período de 27 dias no
mês de outubro, com no máximo 3 funcionários. Pode-se verificar que, excetuando
as válvulas redutoras de pressão que apresentam custo mais elevado, os demais
materiais e equipamentos utilizados são comuns nos sistemas de abastecimento de
água. Esta intervenção mostra competência e comprometimento em buscar soluções
próprias aos desafios.
• A evolução do Índice de Perdas ao longo do tempo é indicativa da
redução e estabilização a partir de outubro de 2002. Sua construção, entende-se, foi
acertada, pois a visualização dos indicadores no gráfico torna possível identificar
gargalos na gestão de perdas. Forneceu, por exemplo, subsídios para a sustentação
da hipótese do peso do controle de pressão na redução das perdas.
• Os maiores investimentos iniciais decorrentes da utilização de
materiais de melhor qualidade propiciam retorno, mesmo que em longo prazo.
• Com relação à atribuição de pontuação (peso) em cada subitem
(cadastro, índice de perda etc.), tem de certa forma um caráter subjetivo e exige uma
razoável sensibilidade e visão ampla de todo o sistema, porém de forma geral
atendeu à expectativa. Pelos valores dos pesos atribuídos pelos especialistas pode-
se também verificar que eles todos são importantes, dando respaldo à metodologia
proposta neste trabalho de combate às perdas considerando os diversos aspectos
intervenientes e não ações isoladas.
• A proposta do uso de um indicador geral do gerenciamento de
perdas de água (IGGPA) atende uma demanda dos sistemas parecidos e até
menores do que é o objeto do estudo. É preciso, antes de qualquer avaliação com
os indicadores tradicionais universalmente empregados, ter um diagnóstico da
situação geral do sistema.
167
a) Cadastro
O cadastro deve ser permanentemente alimentado, pelo conhecimento
da realidade das instalações durante a abertura da vala para intervenções ou pela
expansão do sistema, com prolongamento de redes ou novos empreendimentos
implantados. Diante da inexistência total deve ser priorizada a elaboração, com base
no conhecimento dos operadores, sondagens e registro de intervenções. A forma
mais adequada de elaboração e manutenção do cadastro é em meio eletrônico, com
programas tipo Auto Cad, Micro Station ou similar.
Onde houver viabilidade pode-se também utilizar o Sistema de
Informações Geográficas (SIG), que é uma ferramenta capaz de dar uma maior
agilidade no gerenciamento do cadastro.
É interessante que além do registro em planta existam outras formas
complementares de registro das informações referentes ao sistema como fichas,
planilhas e relatórios, pois são registros históricos originais e devem ser
preservados.
b) O papel dos indicadores e sua evolução histórica
A função do indicador deve ser a de orientar as ações no sentido do
sucesso do gerenciamento.
O conhecimento da evolução dos indicadores por toda a equipe
operacional é fundamental não só para a motivação, mas também para o
envolvimento e participação no gerenciamento.
O mais importante na avaliação das perdas ou aplicação de algum
indicador é o processamento que é realizado sobre os dados levantados, ou seja,
quem recebe as informações, qual a utilidade dos dados e quais as medidas
tomadas diante dos dados recebidos.
Os indicadores tradicionais como o Índice de Perdas são obtidos com
uma certa defasagem gerada pelo processamento dos volumes consumidos ou
micro medidos que dependem da leitura dos hidrômetros de todas as residências.
Apesar da defasagem ele é relevante por avaliar todo o SAA de forma contínua e
também ser o mais amplamente usado no Brasil.
168
O uso de indicadores baseados em vazões instantâneas é importante
para avaliação da reação imediata do sistema sob ações localizadas.
A função do indicador deve ser a de orientar as ações no sentido do
sucesso do gerenciamento.
O conhecimento da evolução dos indicadores por toda a equipe
operacional é fundamental não só para a motivação, mas também para o
envolvimento e participação no gerenciamento.
A divulgação e a transparência das informações sobre o controle de
perdas melhoram a relação com as demais áreas da empresa ou operadora.
c) Priorização dos locais de combate às perdas
Com relação à prioridade dada aos locais de combate às perdas
entendeu-se que deve ser dada atenção especial à condição de degradação dos
materiais e também buscado o combate aos locais com pressões mais elevadas. A
associação desses dois fatores leva ao surgimento do vazamento com grandes
vazões devido à condição mais elevada de pressão. Os locais de maior incidência
nos últimos 12 meses quase que necessariamente retratam a condição dos
materiais e pressões mais propícias às perdas.
d) Métodos de detecção e controle de Perdas
Com relação aos métodos de detecção e controle concluiu-se que o
mais importante não é tanto a tecnologia, quanto o local e a estratégia. Os métodos
mais apropriados são aqueles de domínio da equipe. Nesse sentido é importante
uma política de treinamento e aperfeiçoamento contínuo do pessoal para otimização
do uso dos recursos disponíveis.
A macromedição com registro histórico das vazões tem uma grande
importância para verificar o efeito das ações e dos métodos empregados.
O uso de indicadores oferece condições de avaliação da eficiência das
ações tomadas.
169
e) Causa das perdas em adutoras e rede de distribuição
Os fatores de maior peso na ocorrência de perdas são a pressão e a
qualidade do material. É importante que as intervenções e reparos realizados
tenham caráter preventivo e permanente. Quando possível devem ser evitados os
simples reparos de ramais com falhas devidas às características dos materiais.
Recomenda-se a troca do ramal inteiro, evitando assim a reincidência do problema
em ocasião futura.
As possíveis falhas de execução normalmente não são registradas,
sendo, portanto, difíceis de se identificar.
É importante assegurar as boas condições das novas instalações do
sistema, com exigência de materiais e prestadores de serviços com a melhor
qualidade possível. Devem ser exigidos o atendimento de condições normativas e
especificações de fabricantes. Sempre deve ser feito o teste de estanqueidade do
sistema antes da aceitação de qualquer obra.
f) Perdas nos Reservatórios
Com relação às condições da reservação não se verificou falhas
construtivas, que seriam determinantes nas perdas por vazamentos. A automação
existente praticamente quase impossibilita a ocorrência de extravasamentos ou
transbordamento.
Para as boas condições de funcionamento das instalações são
imprescindíveis os atendimentos às normas e especificações técnicas, fiscalização
permanente e testes de estanqueidade ao final da obra.
g) Captação subterrânea
Pela observação das condições das captações subterrâneas, pode-se
concluir que em qualquer sistema de abastecimento de água, a redução das perdas
leva à redução da exploração dos mananciais, que sempre apresentam maiores
dificuldades e gastos com energia e investimentos para o incremento de cada metro
cúbico produzido. Dessa forma se faz viável tanto financeira como ambientalmente
toda ação no sentido do uso racional ou combate às perdas.
170
h) Ramais prediais
Concluiu-se que mais de 90% dos consertos de vazamentos se dão
nos ramais. Dessa forma deve ser dada especial atenção no seu gerenciamento. Os
principais problemas se devem ao fim da vida útil do material, no caso de ramais de
aço galvanizado, e qualidade dos materiais, no caso do PEAD. A padronização e
certificação dos fornecedores, treinamento e capacitação da mão de obra, recursos
para substituição ou troca, ao invés de apenas reparar os defeitos em ramais
inadequados, são alguns dos requisitos mínimos para se conseguir uma boa gestão.
i) Viabilidade Econômica do Gerenciamento de Perdas
Da análise dos investimentos feitos para o combate de perdas pode-se
concluir que a aplicação de recursos na época e locais certos com certeza contribui
para a melhoria das condições operacionais, não demorando muito para se obter o
retorno do investimento. Portanto, é possível afirmar que mais importante que a
quantidade de recurso aplicado é a forma que é utilizada, pois por maiores que
sejam os recursos, se não forem adotadas as ações corretas, pode-se não obter o
efeito esperado.
7.1 - INDICAÇÕES DE USO DO MÉTODO PROPOSTO
Considerando as diferenças entre os Sistemas de Abastecimento de
Água, entre gestores, entre operadores e técnicos, sugerem-se considerar as
indicações seguintes para implementação desta metodologia.
• Para início de um programa de Gerenciamento de Perdas de água
deve ser dada prioridade ao treinamento, uma vez que qualquer outra etapa
depende fundamentalmente de quem vai realizá-la.
• O IGGPA permite visualizar a evolução do gerenciamento e deve ser
ajustado em função das características do sistema avaliado.
• Pode-se atribuir pesos diferentes para cada etapa do gerenciamento
com o fim de melhorar o ajuste do IGGPA
171
• Para sistemas que dispõe de captação através de mananciais, com
necessidade de Estação de Tratamento de Água (ETA) o Gerenciamento da
captação subterrânea deverá ser alterado podendo-se incluir o gerenciamento da
captação superficial e principalmente o gerenciamento das perdas na ETA.
• O gasto com treinamento é relativamente baixo para deixar de ser
utilizado. Com o funcionário bem treinado e conhecendo a tecnologia disponível é
possível mantê-lo motivado e comprometido com os resultados. É possível existir
investimentos significativos de recursos financeiros sem obtenção de grandes
resultados pela condição restrita dos recursos humanos.
• Todo conhecimento e informação guardados por qualquer operador
ou funcionário devem ser compartilhados ou repassados para assegurar a
permanência na sua falta.
• Deve ser incentivada uma cultura educativa de comparações entre
os desempenhos dos sistemas, para sempre estar ciente das novas práticas e
tecnologias empregadas nos mais eficientes, sem perder de vistas as condições de
viabilidade econômica de cada um.
• Toda ação deve ser discutida com a equipe, traçando as estratégias
e deixando claro as metas e objetivos a serem alcançados.
• Toda intervenção deve ser registrada em várias formas possíveis,
mesmo que gere a conotação de redundância.
• Efetuar sempre o registro das falhas em planilhas para subsidiar o
planejamento, pois facilita na tomada de decisões e programação dos
empreendimentos. Também da mesma forma, sempre que possível registrar as
ocorrências em uma planta geral, que permita uma visão panorâmica.
• Deve sempre haver sintonia entre a equipe operacional e a
encarregada da aquisição de materiais, pois é possível a restrição de um insumo
mínimo impossibilitar uma ação comprovadamente eficaz no gerenciamento de
perdas.
172
9 - FONTES CONSULTADAS:
BAGGIO, M.A. Novas estratégias para Controle das Causas de Perdas de Água.
Associação Brasileira de Engenharia Sanitária – Associação Brasileira de
Engenharia Ambiental - ABES. Lins, 2002. 55 f. Apostila.
BESSEY, S.G.; LAMBERT, A. (1994). Managing Leakage – Report B – Report
comparative leakage performance. Water Research Centre/Water Services
Association/Water Companies Association
BRASIL, Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente.
Distribuição da água Doce no Brasil. Disponível em: .
Acesso em: fev/05.
BRASIL, Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano. DTA – Documento
Técnico de Apoio D1 - Controle da Pressão na Rede. Brasília-DF. Programa
Nacional de Controle de Desperdício de Água - PNCDA. 1999.
BRASIL, Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. DTA – Documento
Técnico de Apoio no A2 - Definições de Perdas nos Sistemas Públicos de
Abastecimento. Brasília-DF. Programa Nacional de Combate ao Desperdício de
Água – PNCDA. 2003.
COELHO, A.C. Medição de Água e Controle de Perdas. Rio de Janeiro-RJ. ABES.
1983.
ENGEFAC – Eletro Fundição de Aços Especiais Ltda. Entendendo Corrosão.
Disponível em: . Acesso em: 25 jun.
2006.
FARLEY, M.; TROW, S.. Losses in Water Distribution Networks. London, UK.
IWA, Alliance House. 2003
FONSECA, E.A.M.. Manutenção de Adutoras. São Paulo-SP. Associação
Brasileira de Engenharia Sanitária –– ABES. 1974.
FRAGA, A. S.; SILVA, S.P.R.. (1995). Experiência do DMAE no combate às
perdas através da implantação de distrito pitométrico. ASSEMAE, 53-64.
FUNDO MUNDIAL PARA A NATUREZA – WWF. Disponibilidade da água no
planeta
Disponível em: . Acesso em: fev/05.
GONÇALVES, E. Metodologias para Controle de Perdas em Sistema de
Distribuição de Água – Estudo de Casos da CAESB. 1998. 172 f. Dissertação
(Mestrado em Engenharia) – Universidade de Brasília, Brasília-DF, 1998.
173
LAMBERT, A. (1994b). Managing Leakage – Report E – Interpreting measured
night flows. Water Research Centre/Water Services Association/Water Companies
Association
LAMBERT, A. (1997c). Controle de pressão e redução de perdas. Seminário,
comunicação oral, São Paulo-SP.
LAMBERT, A. (1998). Controle avançado de perdas físicas de água para
abastecimento público. Reunião Técnica – Programa Nacional de Combate ao
Desperdício de Água. Comunicação oral, Brasília-DF.
LAMBERT, A.O. et al. Análise dos Indicadores de Desempenho de Perdas Reais
em Sistemas de Abastecimento de Água. Tradução da Companhia de
Saneamento Básico do Estado de São Paulo. São Paulo-SP. 2000.
MELATO, D.S.; CARVALHO, G.A.. Otimização dos Resultados na Pesquisa de
Vazamentos não visíveis em Redes de Distribuição de Água. In: ENCONTRO
TÉCNICO DOS ENGENHEIROS DA SABESP, 17., 2006, São Paulo-SP. Anais...
São Paulo: Associação dos Engenheiros da SABESP –– AESABESP, 2006. p. 1-5.
MIRANDA, E.C.; KOIDE, S.. Indicadores de Perdas de Água: O que, de fato, eles
indicam?. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E
AMBIENTAL, 22., 2003, Florianópolis-SC. Anais... São Paulo: Associação Brasileira
de Engenharia Sanitária –– ABES, 2003. p. 1-21.
MONTEIRO, J.L.; SANTOS, A.B.. Prospecção de Perdas Físicas através de
Métodos Acústicos – Um Enfoque Sabesp. In: ENCONTRO TÉCNICO DOS
ENGENHEIROS DA SABESP, 17., 2006, São Paulo-SP. Anais... São Paulo:
Associação dos Engenheiros da SABESP –– AESABESP, 2006. p. 1-7.
PIMENTA1, G.S.. O que é corrosão?
Disponível em: . Acesso em: 25 jun. 2006.
PIMENTA2, G.S.. Corrosão
Disponível em: . Acesso em: 25 jun. 2006.
PNUD - PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO.
Situação do Saneamento Básico no Brasil. Disponível em: . Acesso em: fev/05
ROCHA, A.L.; BARRETO, D.; CHAMA NETO, P.J.. Aprimoramento dos Ramais
Prediais de PEAD. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E
AMBIENTAL, 21., 2001, João Pessoa-PB. Anais... São Paulo: Associação Brasileira
de Engenharia Sanitária –– ABES, 2001. p. 1-14.
SÃO PAULO (Estado), COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE
SÃO PAULO - SABESP. Proposta de Metodologia para Execução de Auditoria
da Água nos Sistemas de Distribuição Operados pela SABESP: Relatório
Preliminar 1-TDGD – 01/01. São Paulo: Diretoria Técnica da
SABESP/Superintendência da Distribuição, 2003. 127 p. Apostila.
174
SARZEDAS, G.L.; RAMOS, A.N.; MATSUGUMA, S.. Pesquisa de Vazamentos ou
Redução de Pressão? Como Investir na Redução de Perdas Físicas. 20o
Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental. Associação Brasileira de
Engenharia Sanitária - ABES. Rio de Janeiro. 1999.
SATO, M.Y. Controle de Perdas de Água nos Sistema Público de Distribuição
de Água. Dissertação de Mestrado. Escola Politécnica da Universidade de São
Paulo. São Paulo, 1999.
TARDELLI FILHO, J.. Controle e Redução de Perdas. In: TSUTIYA, M. T..
Abastecimento de Água. São Paulo: Departamento de Engenharia Hidráulica e
Sanitária da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, 2004. p. 457-525.
TOMAZ, P.. Conservação da Água. São Paulo, 2000.
TSUTIYA, M. T.. Redução do Custo de Energia Elétrica em Sistemas de
Abastecimento de Água. São Paulo-SP. Associação Brasileira de Engenharia
Sanitária - ABES. 2001.
UNESCO - ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A EDUCAÇÃO, A
CIÊNCIA E A CULTURA. Programa Hidrológico Internacional. Disponível em:
. Acesso em: fev/05
175
Apêndice I – Pontuação atribuída a cada etapa do gerenciamento no período
176
j a n / 9 6
f e v / 9 6
m a r / 9 6
a b r / 9 6
m a i / 9 6
j u n / 9 6
j u l / 9 6
a g o / 9 6
s e t / 9 6
o u t / 9 6
n o v / 9 6
d e z / 9 6
j a n / 9 7
f e v / 9 7
m a r / 9 7
a b r / 9 7
m a i / 9 7
j u n / 9 7
j u l / 9 7
a g o / 9 7
s e t / 9 7
o u t / 9 7
n o v / 9 7
d e z / 9 7
j a n / 9 8
f e v / 9 8
m a r / 9 8
a b r / 9 8
m a i / 9 8
j u n / 9 8
j u l / 9 8
a g o / 9 8
s e t / 9 8
o u t / 9 8
n o v / 9 8
d e z / 9 8
j a n / 9 9
f e v / 9 9
m a r / 9 9
a b r / 9 9
m a i / 9 9
j u n / 9 9
j u l / 9 9
a g o / 9 9
s e t / 9 9
o u t / 9 9
n o v / 9 9
d e z / 9 9
j a n / 0 0
f e v / 0 0
m a r / 0 0
a b r / 0 0
m a i / 0 0
j u n / 0 0
j u l / 0 0
a g o / 0 0
s e t / 0 0
o u t / 0 0
n o v / 0 0
d e z / 0 0
j a n / 0 1
f e v / 0 1
m a r / 0 1
a b r / 0 1
m a i / 0 1
j u n / 0 1
j u l / 0 1
a g o / 0 1
s e t / 0 1
o u t / 0 1
n o v / 0 1
d e z / 0 1
j a n / 0 2
f e v / 0 2
m a r / 0 2
a b r / 0 2
m a i / 0 2
j u n / 0 2
j u l / 0 2
a g o / 0 2
s e t / 0 2
o u t / 0 2
n o v / 0 2
d e z / 0 2
j a n / 0 3
f e v / 0 3
m a r / 0 3
a b r / 0 3
m a i / 0 3
j u n / 0 3
j u l / 0 3
a g o / 0 3
s e t / 0 3
o u t / 0 3
n o v / 0 3
d e z / 0 3
j a n / 0 4
f e v / 0 4
m a r / 0 4
a b r / 0 4
m a i / 0 4
j u n / 0 4
j u l / 0 4
a g o / 0 4
s e t / 0 4
o u t / 0 4
n o v / 0 4
d e z / 0 4
j a n / 0 5
f e v / 0 5
m a r / 0 5
a b r / 0 5
m a i / 0 5
j u n / 0 5
j u l / 0 5
a g o / 0 5
s e t / 0 5
o u t / 0 5
n o v / 0 5
d e z / 0 5
D
e
se
m
pe
nh
o
G
e
ral
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 6
8 6
8 6
8 6
8 6
8 6
8 6
8 6
8 6
8 6
8 6
8 6
8 6
8 6
8 6
8 6
8 6
8 6
8 6
8 6
8 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
9 0
6 0
6 0
9 0
9 0
8 0
9 0
9 0
9 0
9 0
8 0
9 0
9 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
6 0
9 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
8 0
8 0
9 0
9 0
8 0
6 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
8 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
b)
C
o
nfiabilid
ad
e
d
as
info
m
açõ
es
(p
recisão
,
rep
resentativid
ad
e
,
co
ntin
uid
ad
e)
8
,4
8
,6
7
,6
c)
Eq
uip
e
atu
ante
(em
nú
m
ero
e
em
q
u
alificaçã
o)
7
,1
6
,3
6
,3
5
,7
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 0
8 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
g)
R
egistro
histó
rico
d
e
interv
ençõ
es
em
planta
(rep
aro
s
,
tro
cas
p
eças
etc)
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
1 0 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
9 0
9 0
9 0
9 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
f)
R
egistro
histó
rico
d
e
interv
ençõ
es
(rep
aro
s
,
tro
cas
,
p
eças
,
m
ateriais
,
etc)
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
8 0
8 0
9 0
9 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0 1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
e)
A
cessibilid
ad
e
e
disp
o
nilid
ad
e
às
info
rm
açõ
es
p
elo
s
u
suário
s
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
7 0
7 0
1 0 0
1 0 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
d)
A
tu
alização
(digitalização
d
o
s
registro
s
n
o
cad
astro)
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
peso
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
1 0 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
2004
2005
a)
D
isp
o
nibilid
ad
e
d
e
d
o
cu
m
ento
s
d
e
tod
o
o
sistem
a
(%
d
e
red
e
cad
astrad
a)
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
A
v
aliaçã
o
d
o
G
eren
cia
m
ento
d
o
cad
a
stro
d
o
SA
A
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 01 0 0
8 0
8 0
8 0
peso
j a n / 9 6
f e v / 9 6
m a r / 9 6
a b r / 9 6
m a i / 9 6
j u n / 9 6
j u l / 9 6
a g o / 9 6
s e t / 9 6
o u t / 9 6
n o v / 9 6
d e z / 9 6
j a n / 9 7
f e v / 9 7
m a r / 9 7
a b r / 9 7
m a i / 9 7
j u n / 9 7
j u l / 9 7
a g o / 9 7
s e t / 9 7
o u t / 9 7
n o v / 9 7
d e z / 9 7
j a n / 9 8
f e v / 9 8
m a r / 9 8
a b r / 9 8
m a i / 9 8
j u n / 9 8
j u l / 9 8
a g o / 9 8
s e t / 9 8
o u t / 9 8
n o v / 9 8
d e z / 9 8
j a n / 9 9
f e v / 9 9
m a r / 9 9
a b r / 9 9
m a i / 9 9
j u n / 9 9
j u l / 9 9
a g o / 9 9
s e t / 9 9
o u t / 9 9
n o v / 9 9
d e z / 9 9
j a n / 0 0
f e v / 0 0
m a r / 0 0
a b r / 0 0
m a i / 0 0
j u n / 0 0
j u l / 0 0
a g o / 0 0
s e t / 0 0
o u t / 0 0
n o v / 0 0
d e z / 0 0
j a n / 0 1
f e v / 0 1
m a r / 0 1
a b r / 0 1
m a i / 0 1
j u n / 0 1
j u l / 0 1
a g o / 0 1
s e t / 0 1
o u t / 0 1
n o v / 0 1
d e z / 0 1
j a n / 0 2
f e v / 0 2
m a r / 0 2
a b r / 0 2
m a i / 0 2
j u n / 0 2
j u l / 0 2
a g o / 0 2
s e t / 0 2
o u t / 0 2
n o v / 0 2
d e z / 0 2
j a n / 0 3
f e v / 0 3
m a r / 0 3
a b r / 0 3
m a i / 0 3
j u n / 0 3
j u l / 0 3
a g o / 0 3
s e t / 0 3
o u t / 0 3
n o v / 0 3
d e z / 0 3
j a n / 0 4
f e v / 0 4
m a r / 0 4
a b r / 0 4
m a i / 0 4
j u n / 0 4
j u l / 0 4
a g o / 0 4
s e t / 0 4
o u t / 0 4
n o v / 0 4
d e z / 0 4
j a n / 0 5
f e v / 0 5
m a r / 0 5
a b r / 0 5
m a i / 0 5
j u n / 0 5
j u l / 0 5
a g o / 0 5
s e t / 0 5
o u t / 0 5
n o v / 0 5
d e z / 0 5
D
e
se
m
pe
nh
o
G
e
ral
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 8
7 8
7 8
7 8
7 8
7 8
7 8
7 8
7 8
7 8
7 8
7 8
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
7
,3
7
,7
8
,68
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
9 0
7 0
7 0
7 0
8 0
7 0
7 0
7 0
9 0
7 0
7 0
8 0
8 0
8 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
8 0
8 0
9 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
8 0
8 0
9 0
9 0
7 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
9 0
9 0
9 0
8 0
9 0
8 0
8 0
8 0
8 0
9 0
9 0
9 0
9 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
1 0 0
1 0 0
9 0
9 0
9 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
8 0
8 0
5 0
5 0 7 0
7 0
7 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
8 0
9 0
9 0
7 0
7 0
7 0
7 0
9 0
9 0
1 0 0
8 0
8 0
9 0
9 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
2004
2002
2003
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
9 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
9 0
9 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
9 0
9 0
5 0
5 0
5 0
5 0
7 0
9 07 0
5 0
5 0
5 0 9 0
9 05 0 7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
c)
M
o
nito
ram
ento
o
u
m
edid
a
d
as
p
ressõ
es
estáticas
e
dinâm
icas
d
o
sistem
a
d)
A
nálise
d
o
s
registro
s
d
o
s
v
a
zam
ento
s
a)
Indicad
o
res
b)
R
egistro
s
d
as
V
azõ
es
m
ínim
as
n
otu
rn
as
,
V
azõ
es
m
édias
,
V
azõ
es
m
á
xim
a
diária
e
V
azõ
es
m
áxim
as
h
o
rárias
8 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
7 0
5 0
5 0
5 0
5 0
7 0
7 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
9 0
8 0
8 0
8 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
8 0
8 0
8 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
G
eren
cia
m
ento
d
o
s
m
étod
o
s
d
e
a
v
aliaçã
o
d
e
p
erd
a
s
n
o
SA
A
2005
2000
2001
1996
1997
1998
1999
8 0
177
peso
j a n / 9 6
f e v / 9 6
m a r / 9 6
a b r / 9 6
m a i / 9 6
j u n / 9 6
j u l / 9 6
a g o / 9 6
s e t / 9 6
o u t / 9 6
n o v / 9 6
d e z / 9 6
j a n / 9 7
f e v / 9 7
m a r / 9 7
a b r / 9 7
m a i / 9 7
j u n / 9 7
j u l / 9 7
a g o / 9 7
s e t / 9 7
o u t / 9 7
n o v / 9 7
d e z / 9 7
j a n / 9 8
f e v / 9 8
m a r / 9 8
a b r / 9 8
m a i / 9 8
j u n / 9 8
j u l / 9 8
a g o / 9 8
s e t / 9 8
o u t / 9 8
n o v / 9 8
d e z / 9 8
j a n / 9 9
f e v / 9 9
m a r / 9 9
a b r / 9 9
m a i / 9 9
j u n / 9 9
j u l / 9 9
a g o / 9 9
s e t / 9 9
o u t / 9 9
n o v / 9 9
d e z / 9 9
j a n / 0 0
f e v / 0 0
m a r / 0 0
a b r / 0 0
m a i / 0 0
j u n / 0 0
j u l / 0 0
a g o / 0 0
s e t / 0 0
o u t / 0 0
n o v / 0 0
d e z / 0 0
j a n / 0 1
f e v / 0 1
m a r / 0 1
a b r / 0 1
m a i / 0 1
j u n / 0 1
j u l / 0 1
a g o / 0 1
s e t / 0 1
o u t / 0 1
n o v / 0 1
d e z / 0 1
j a n / 0 2
f e v / 0 2
m a r / 0 2
a b r / 0 2
m a i / 0 2
j u n / 0 2
j u l / 0 2
a g o / 0 2
s e t / 0 2
o u t / 0 2
n o v / 0 2
d e z / 0 2
j a n / 0 3
f e v / 0 3
m a r / 0 3
a b r / 0 3
m a i / 0 3
j u n / 0 3
j u l / 0 3
a g o / 0 3
s e t / 0 3
o u t / 0 3
n o v / 0 3
d e z / 0 3
j a n / 0 4
f e v / 0 4
m a r / 0 4
a b r / 0 4
m a i / 0 4
j u n / 0 4
j u l / 0 4
a g o / 0 4
s e t / 0 4
o u t / 0 4
n o v / 0 4
d e z / 0 4
j a n / 0 5
f e v / 0 5
m a r / 0 5
a b r / 0 5
m a i / 0 5
j u n / 0 5
j u l / 0 5
a g o / 0 5
s e t / 0 5
o u t / 0 5
n o v / 0 5
d e z / 0 5
D
e
se
m
pe
nh
o
G
e
ral
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 5
8 7
8 7
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
a)
L
o
cais
d
e
m
aio
r
in
cidên
cia
d
e
v
a
zam
ento
s
n
o
s
últim
o
s
d
o
ze
m
eses
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
f)
indicad
o
res
d
a
n
ecessid
ad
e
d
e
açõ
es
im
ediatas
7
,6
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
9 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
e)
L
o
cais
ex
ecutad
o
s
co
m
m
ateriais
m
ais
in
ad
eq
u
ad
o
s
7
,6
8 0
9 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
d)
L
o
cais
co
m
a
red
e
m
ais
antig
a
8
,4
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
8 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
9 0
9 0
9 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
9 0
9 0
9 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
9 0
9 0
c)
L
o
cais
d
e
solo
ruim
e
m
aio
r
tráfeg
o
d
e
v
eículo
s
6
,6
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 0
7 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
b)
R
egiõ
es
o
u
áreas
co
m
p
ressõ
es
elev
ad
as
7
,7
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
2004
2005
8
,9
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
P
rio
rizaçã
o
d
o
s
lo
cais
d
e
co
m
b
ate
à
s
p
erd
a
s
n
o
SA
A
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
8 0
8 0
8 0
8 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
peso
j a n / 9 6
f e v / 9 6
m a r / 9 6
a b r / 9 6
m a i / 9 6
j u n / 9 6
j u l / 9 6
a g o / 9 6
s e t / 9 6
o u t / 9 6
n o v / 9 6
d e z / 9 6
j a n / 9 7
f e v / 9 7
m a r / 9 7
a b r / 9 7
m a i / 9 7
j u n / 9 7
j u l / 9 7
a g o / 9 7
s e t / 9 7
o u t / 9 7
n o v / 9 7
d e z / 9 7
j a n / 9 8
f e v / 9 8
m a r / 9 8
a b r / 9 8
m a i / 9 8
j u n / 9 8
j u l / 9 8
a g o / 9 8
s e t / 9 8
o u t / 9 8
n o v / 9 8
d e z / 9 8
j a n / 9 9
f e v / 9 9
m a r / 9 9
a b r / 9 9
m a i / 9 9
j u n / 9 9
j u l / 9 9
a g o / 9 9
s e t / 9 9
o u t / 9 9
n o v / 9 9
d e z / 9 9
j a n / 0 0
f e v / 0 0
m a r / 0 0
a b r / 0 0
m a i / 0 0
j u n / 0 0
j u l / 0 0
a g o / 0 0
s e t / 0 0
o u t / 0 0
n o v / 0 0
d e z / 0 0
j a n / 0 1
f e v / 0 1
m a r / 0 1
a b r / 0 1
m a i / 0 1
j u n / 0 1
j u l / 0 1
a g o / 0 1
s e t / 0 1
o u t / 0 1
n o v / 0 1
d e z / 0 1
j a n / 0 2
f e v / 0 2
m a r / 0 2
a b r / 0 2
m a i / 0 2
j u n / 0 2
j u l / 0 2
a g o / 0 2
s e t / 0 2
o u t / 0 2
n o v / 0 2
d e z / 0 2
j a n / 0 3
f e v / 0 3
m a r / 0 3
a b r / 0 3
m a i / 0 3
j u n / 0 3
j u l / 0 3
a g o / 0 3
s e t / 0 3
o u t / 0 3
n o v / 0 3
d e z / 0 3
j a n / 0 4
f e v / 0 4
m a r / 0 4
a b r / 0 4
m a i / 0 4
j u n / 0 4
j u l / 0 4
a g o / 0 4
s e t / 0 4
o u t / 0 4
n o v / 0 4
d e z / 0 4
j a n / 0 5
f e v / 0 5
m a r / 0 5
a b r / 0 5
m a i / 0 5
j u n / 0 5
j u l / 0 5
a g o / 0 5
s e t / 0 5
o u t / 0 5
n o v / 0 5
d e z / 0 5
D
e
se
m
pe
nh
o
G
e
ral
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 7
8 7
8 7
8 7
8 7
8 7
8 7
8 7
8 7
8 7
8 7
8 7
7 0
7 0
7 0
8
,1
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
G
eren
cia
m
ento
d
o
s
m
étod
o
s
d
e
d
etecçã
o
e
co
ntrole
d
e
P
erd
a
s
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2004
2005
2003
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
9 0
9 0
9 0
8 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
7 0
7 0
8
,3
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
a)
T
ecn
ologia
,
eq
uip
am
ento
s
e
p
ro
cedim
ento
s
utilizad
o
s
d)
T
em
p
o
d
e
atendim
ento
p
ara
co
m
b
ate
ao
v
a
zam
ento
6
,9
c)
Eq
uip
e
atu
ante
(em
nú
m
ero
e
em
q
u
alificaçã
o)
8
,3
b)
C
o
ntin
uid
ad
e
e
freq
uên
cia
d
e
p
esq
uisa
d
e
v
a
zam
ento
s
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
178
peso
j a n / 9 6
f e v / 9 6
m a r / 9 6
a b r / 9 6
m a i / 9 6
j u n / 9 6
j u l / 9 6
a g o / 9 6
s e t / 9 6
o u t / 9 6
n o v / 9 6
d e z / 9 6
j a n / 9 7
f e v / 9 7
m a r / 9 7
a b r / 9 7
m a i / 9 7
j u n / 9 7
j u l / 9 7
a g o / 9 7
s e t / 9 7
o u t / 9 7
n o v / 9 7
d e z / 9 7
j a n / 9 8
f e v / 9 8
m a r / 9 8
a b r / 9 8
m a i / 9 8
j u n / 9 8
j u l / 9 8
a g o / 9 8
s e t / 9 8
o u t / 9 8
n o v / 9 8
d e z / 9 8
j a n / 9 9
f e v / 9 9
m a r / 9 9
a b r / 9 9
m a i / 9 9
j u n / 9 9
j u l / 9 9
a g o / 9 9
s e t / 9 9
o u t / 9 9
n o v / 9 9
d e z / 9 9
j a n / 0 0
f e v / 0 0
m a r / 0 0
a b r / 0 0
m a i / 0 0
j u n / 0 0
j u l / 0 0
a g o / 0 0
s e t / 0 0
o u t / 0 0
n o v / 0 0
d e z / 0 0
j a n / 0 1
f e v / 0 1
m a r / 0 1
a b r / 0 1
m a i / 0 1
j u n / 0 1
j u l / 0 1
a g o / 0 1
s e t / 0 1
o u t / 0 1
n o v / 0 1
d e z / 0 1
j a n / 0 2
f e v / 0 2
m a r / 0 2
a b r / 0 2
m a i / 0 2
j u n / 0 2
j u l / 0 2
a g o / 0 2
s e t / 0 2
o u t / 0 2
n o v / 0 2
d e z / 0 2
j a n / 0 3
f e v / 0 3
m a r / 0 3
a b r / 0 3
m a i / 0 3
j u n / 0 3
j u l / 0 3
a g o / 0 3
s e t / 0 3
o u t / 0 3
n o v / 0 3
d e z / 0 3
j a n / 0 4
f e v / 0 4
m a r / 0 4
a b r / 0 4
m a i / 0 4
j u n / 0 4
j u l / 0 4
a g o / 0 4
s e t / 0 4
o u t / 0 4
n o v / 0 4
d e z / 0 4
j a n / 0 5
f e v / 0 5
m a r / 0 5
a b r / 0 5
m a i / 0 5
j u n / 0 5
j u l / 0 5
a g o / 0 5
s e t / 0 5
o u t / 0 5
n o v / 0 5
d e z / 0 5
D
e
se
m
pe
nh
o
G
e
ral
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 3
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
9 1
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0 1 0 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
9 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 09 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
A
v
aliaçã
o
d
o
g
eren
cia
m
ento
d
a
s
ca
u
sa
s
d
a
s
p
erd
a
s
em
ad
uto
ra
s
e
red
e
d
e
distrib
uiçã
o
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
4
,9
1 0 0
1 0 0
1 0 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
2004
2005
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
8 0
8 0
8 0
8 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 08 0
8 0
6 0
7
,47
1 0 0
1 0 0
1 0 0
7 0
7 0
7 0
1 0 0
6 0
6 0
6 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
1 0 0
1 0 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
1 0 0
1 0 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
1 0 0
1 0 0
6 0
6 0
6 0
6 0
7 0
7 0
7 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
7 0
7 0
6 0
6 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
7 0
7 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
7 0
7 0
7 0
7 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
8 0
8 0
7 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
6 0
7 0
7 0
7 0
1 0 0
1 0 0
8 0
8 0
8 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
8 0
8 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
a)
Q
u
alid
ad
e
d
a
ág
u
a
e
d
o
solo
7 0
6 0
6 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
9 0
9 0
6 0
6 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
7 0
7 0
6
,9
5
,7
1 0 0
1 0 0
8 0
8 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
e)
F
alh
a
s
n
a
co
n
cepção
d
o
p
rojeto
f)
In
eficinte
m
an
utenção
d
a
linh
a
h)
aco
m
od
açã
o
d
o
solo
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
j)
falta
d
e
sub
sídio
s
p
ara
o
co
m
b
ate
às
p
erd
as
b)
M
ateriais
d
a
tub
ulação
-
tip
o
,
id
ad
e
e
co
ndiçõ
es
,
atend
d
e
esp
ecificaçõ
es
técnica
s
e
n
o
rm
as
g)
efeito
s
d
e
tráfeg
o
d
e
v
eículo
s
7
i)
falta
d
e
m
icro
-m
edição
6
c)
S
ob
rep
ressão
7
,6
5
,6
d)
A
ssenta
m
ento
im
p
erfeito
d
a
tub
ulação
e
d
em
ais
p
eça
s
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
179
peso
j a n / 9 6
f e v / 9 6
m a r / 9 6
a b r / 9 6
m a i / 9 6
j u n / 9 6
j u l / 9 6
a g o / 9 6
s e t / 9 6
o u t / 9 6
n o v / 9 6
d e z / 9 6
j a n / 9 7
f e v / 9 7
m a r / 9 7
a b r / 9 7
m a i / 9 7
j u n / 9 7
j u l / 9 7
a g o / 9 7
s e t / 9 7
o u t / 9 7
n o v / 9 7
d e z / 9 7
j a n / 9 8
f e v / 9 8
m a r / 9 8
a b r / 9 8
m a i / 9 8
j u n / 9 8
j u l / 9 8
a g o / 9 8
s e t / 9 8
o u t / 9 8
n o v / 9 8
d e z / 9 8
j a n / 9 9
f e v / 9 9
m a r / 9 9
a b r / 9 9
m a i / 9 9
j u n / 9 9
j u l / 9 9
a g o / 9 9
s e t / 9 9
o u t / 9 9
n o v / 9 9
d e z / 9 9
j a n / 0 0
f e v / 0 0
m a r / 0 0
a b r / 0 0
m a i / 0 0
j u n / 0 0
j u l / 0 0
a g o / 0 0
s e t / 0 0
o u t / 0 0
n o v / 0 0
d e z / 0 0
j a n / 0 1
f e v / 0 1
m a r / 0 1
a b r / 0 1
m a i / 0 1
j u n / 0 1
j u l / 0 1
a g o / 0 1
s e t / 0 1
o u t / 0 1
n o v / 0 1
d e z / 0 1
j a n / 0 2
f e v / 0 2
m a r / 0 2
a b r / 0 2
m a i / 0 2
j u n / 0 2
j u l / 0 2
a g o / 0 2
s e t / 0 2
o u t / 0 2
n o v / 0 2
d e z / 0 2
j a n / 0 3
f e v / 0 3
m a r / 0 3
a b r / 0 3
m a i / 0 3
j u n / 0 3
j u l / 0 3
a g o / 0 3
s e t / 0 3
o u t / 0 3
n o v / 0 3
d e z / 0 3
j a n / 0 4
f e v / 0 4
m a r / 0 4
a b r / 0 4
m a i / 0 4
j u n / 0 4
j u l / 0 4
a g o / 0 4
s e t / 0 4
o u t / 0 4
n o v / 0 4
d e z / 0 4
j a n / 0 5
f e v / 0 5
m a r / 0 5
a b r / 0 5
m a i / 0 5
j u n / 0 5
j u l / 0 5
a g o / 0 5
s e t / 0 5
o u t / 0 5
n o v / 0 5
d e z / 0 5
D
e
se
m
pe
nh
o
G
e
ral
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
2000
2001
2002
2003
2004
2005
a)
E
xtrav
asam
ento
8
,5
A
v
aliaçã
o
d
e
p
erd
a
s
n
o
s
R
eserv
ató
rio
s
1996
1997
1998
1999
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
b)
V
a
zam
ento
s
p
ela
p
ared
e
o
u
co
n
exõ
es
7
,8
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
c)
A
tendim
ento
a
N
o
rm
as
Técnicas
,
P
ad
ro
nização
e
E
sp
ecificaçõ
es
8
,3
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
180
peso
j a n / 9 6
f e v / 9 6
m a r / 9 6
a b r / 9 6
m a i / 9 6
j u n / 9 6
j u l / 9 6
a g o / 9 6
s e t / 9 6
o u t / 9 6
n o v / 9 6
d e z / 9 6
j a n / 9 7
f e v / 9 7
m a r / 9 7
a b r / 9 7
m a i / 9 7
j u n / 9 7
j u l / 9 7
a g o / 9 7
s e t / 9 7
o u t / 9 7
n o v / 9 7
d e z / 9 7
j a n / 9 8
f e v / 9 8
m a r / 9 8
a b r / 9 8
m a i / 9 8
j u n / 9 8
j u l / 9 8
a g o / 9 8
s e t / 9 8
o u t / 9 8
n o v / 9 8
d e z / 9 8
j a n / 9 9
f e v / 9 9
m a r / 9 9
a b r / 9 9
m a i / 9 9
j u n / 9 9
j u l / 9 9
a g o / 9 9
s e t / 9 9
o u t / 9 9
n o v / 9 9
d e z / 9 9
j a n / 0 0
f e v / 0 0
m a r / 0 0
a b r / 0 0
m a i / 0 0
j u n / 0 0
j u l / 0 0
a g o / 0 0
s e t / 0 0
o u t / 0 0
n o v / 0 0
d e z / 0 0
j a n / 0 1
f e v / 0 1
m a r / 0 1
a b r / 0 1
m a i / 0 1
j u n / 0 1
j u l / 0 1
a g o / 0 1
s e t / 0 1
o u t / 0 1
n o v / 0 1
d e z / 0 1
j a n / 0 2
f e v / 0 2
m a r / 0 2
a b r / 0 2
m a i / 0 2
j u n / 0 2
j u l / 0 2
a g o / 0 2
s e t / 0 2
o u t / 0 2
n o v / 0 2
d e z / 0 2
j a n / 0 3
f e v / 0 3
m a r / 0 3
a b r / 0 3
m a i / 0 3
j u n / 0 3
j u l / 0 3
a g o / 0 3
s e t / 0 3
o u t / 0 3
n o v / 0 3
d e z / 0 3
j a n / 0 4
f e v / 0 4
m a r / 0 4
a b r / 0 4
m a i / 0 4
j u n / 0 4
j u l / 0 4
a g o / 0 4
s e t / 0 4
o u t / 0 4
n o v / 0 4
d e z / 0 4
j a n / 0 5
f e v / 0 5
m a r / 0 5
a b r / 0 5
m a i / 0 5
j u n / 0 5
j u l / 0 5
a g o / 0 5
s e t / 0 5
o u t / 0 5
n o v / 0 5
d e z / 0 5
D
e
se
m
pe
nh
o
G
e
ral
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
A
v
aliaçã
o
d
a
captaçã
o
subterrâ
n
ea
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
a)
C
o
ndiçõ
es
d
as
in
stalaçõ
es
8
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
peso
j a n / 9 6
f e v / 9 6
m a r / 9 6
a b r / 9 6
m a i / 9 6
j u n / 9 6
j u l / 9 6
a g o / 9 6
s e t / 9 6
o u t / 9 6
n o v / 9 6
d e z / 9 6
j a n / 9 7
f e v / 9 7
m a r / 9 7
a b r / 9 7
m a i / 9 7
j u n / 9 7
j u l / 9 7
a g o / 9 7
s e t / 9 7
o u t / 9 7
n o v / 9 7
d e z / 9 7
j a n / 9 8
f e v / 9 8
m a r / 9 8
a b r / 9 8
m a i / 9 8
j u n / 9 8
j u l / 9 8
a g o / 9 8
s e t / 9 8
o u t / 9 8
n o v / 9 8
d e z / 9 8
j a n / 9 9
f e v / 9 9
m a r / 9 9
a b r / 9 9
m a i / 9 9
j u n / 9 9
j u l / 9 9
a g o / 9 9
s e t / 9 9
o u t / 9 9
n o v / 9 9
d e z / 9 9
j a n / 0 0
f e v / 0 0
m a r / 0 0
a b r / 0 0
m a i / 0 0
j u n / 0 0
j u l / 0 0
a g o / 0 0
s e t / 0 0
o u t / 0 0
n o v / 0 0
d e z / 0 0
j a n / 0 1
f e v / 0 1
m a r / 0 1
a b r / 0 1
m a i / 0 1
j u n / 0 1
j u l / 0 1
a g o / 0 1
s e t / 0 1
o u t / 0 1
n o v / 0 1
d e z / 0 1
j a n / 0 2
f e v / 0 2
m a r / 0 2
a b r / 0 2
m a i / 0 2
j u n / 0 2
j u l / 0 2
a g o / 0 2
s e t / 0 2
o u t / 0 2
n o v / 0 2
d e z / 0 2
j a n / 0 3
f e v / 0 3
m a r / 0 3
a b r / 0 3
m a i / 0 3
j u n / 0 3
j u l / 0 3
a g o / 0 3
s e t / 0 3
o u t / 0 3
n o v / 0 3
d e z / 0 3
j a n / 0 4
f e v / 0 4
m a r / 0 4
a b r / 0 4
m a i / 0 4
j u n / 0 4
j u l / 0 4
a g o / 0 4
s e t / 0 4
o u t / 0 4
n o v / 0 4
d e z / 0 4
j a n / 0 5
f e v / 0 5
m a r / 0 5
a b r / 0 5
m a i / 0 5
j u n / 0 5
j u l / 0 5
a g o / 0 5
s e t / 0 5
o u t / 0 5
n o v / 0 5
d e z / 0 5
D
e
se
m
pe
nh
o
G
e
ral
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 2
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 4
7 9
7 9
7 9
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2 8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
8 0
8 0
9 0
9 0
9 0
8 0
8 0
8 0
9 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
2004
2005
A
v
aliaçã
o
d
o
s
R
a
m
ais
p
rediais
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
5 0
5 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
5 0
5 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
1 0 0
b)
S
ob
rep
ressão
7
,3
8 0
8 0
8 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
7 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
8 0
c)
A
ssenta
m
ento
im
p
erfeito
d
a
tub
ulação
e
d
em
ais
p
eça
s
7
,7
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
d)
P
ad
ro
nização
7
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
1 0 0
8 0
8 0
8 0
8 0
1 0 0
8 0
8 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
9 0
e)
Eficiên
cia
n
a
m
an
utençã
o
d
a
linh
a
6
,9
8 0
8 0
9 0
9 0
9 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
f)
F
alta
d
e
sub
sídio
s
p
ara
o
co
m
b
ate
às
p
erd
as
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
9 0
9 0
1 0 0
1 0 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
a)
M
ateriais
d
a
tub
ulação
-
tip
o
,
id
ad
e
e
co
ndiçõ
es
,
atendim
ento
d
e
esp
ecificaçõ
es
técnicas
e
n
o
rm
as
8
,9
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
9 0
9 0
9 0
9 0
7
,4
9 0
9 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
9 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
5 0
6 0
9 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
9 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
6 0
7 0
7 0
9 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
6 0
181
peso
j a n / 9 6
f e v / 9 6
m a r / 9 6
a b r / 9 6
m a i / 9 6
j u n / 9 6
j u l / 9 6
a g o / 9 6
s e t / 9 6
o u t / 9 6
n o v / 9 6
d e z / 9 6
j a n / 9 7
f e v / 9 7
m a r / 9 7
a b r / 9 7
m a i / 9 7
j u n / 9 7
j u l / 9 7
a g o / 9 7
s e t / 9 7
o u t / 9 7
n o v / 9 7
d e z / 9 7
j a n / 9 8
f e v / 9 8
m a r / 9 8
a b r / 9 8
m a i / 9 8
j u n / 9 8
j u l / 9 8
a g o / 9 8
s e t / 9 8
o u t / 9 8
n o v / 9 8
d e z / 9 8
j a n / 9 9
f e v / 9 9
m a r / 9 9
a b r / 9 9
m a i / 9 9
j u n / 9 9
j u l / 9 9
a g o / 9 9
s e t / 9 9
o u t / 9 9
n o v / 9 9
d e z / 9 9
j a n / 0 0
f e v / 0 0
m a r / 0 0
a b r / 0 0
m a i / 0 0
j u n / 0 0
j u l / 0 0
a g o / 0 0
s e t / 0 0
o u t / 0 0
n o v / 0 0
d e z / 0 0
j a n / 0 1
f e v / 0 1
m a r / 0 1
a b r / 0 1
m a i / 0 1
j u n / 0 1
j u l / 0 1
a g o / 0 1
s e t / 0 1
o u t / 0 1
n o v / 0 1
d e z / 0 1
j a n / 0 2
f e v / 0 2
m a r / 0 2
a b r / 0 2
m a i / 0 2
j u n / 0 2
j u l / 0 2
a g o / 0 2
s e t / 0 2
o u t / 0 2
n o v / 0 2
d e z / 0 2
j a n / 0 3
f e v / 0 3
m a r / 0 3
a b r / 0 3
m a i / 0 3
j u n / 0 3
j u l / 0 3
a g o / 0 3
s e t / 0 3
o u t / 0 3
n o v / 0 3
d e z / 0 3
j a n / 0 4
f e v / 0 4
m a r / 0 4
a b r / 0 4
m a i / 0 4
j u n / 0 4
j u l / 0 4
a g o / 0 4
s e t / 0 4
o u t / 0 4
n o v / 0 4
d e z / 0 4
j a n / 0 5
f e v / 0 5
m a r / 0 5
a b r / 0 5
m a i / 0 5
j u n / 0 5
j u l / 0 5
a g o / 0 5
s e t / 0 5
o u t / 0 5
n o v / 0 5
d e z / 0 5
D
e
se
m
pe
nh
o
G
e
ral
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
A
v
aliaçã
o
d
a
V
iabilid
ad
e
E
co
nô
m
ica
d
o
G
eren
cia
m
ento
d
e
P
erd
a
s
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
a)
In
v
estim
ento
s
em
trein
am
ento
9
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 0
7 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
8 0
7 0
7 0
7 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
b)
R
ecu
rso
s
fin
an
ceiro
s
8
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
182
peso
0 1 / 9 6
0 2 / 9 6
0 3 / 9 6
0 4 / 9 6
0 5 / 9 6
0 6 / 9 6
0 7 / 9 6
0 8 / 9 6
0 9 / 9 6
1 0 / 9 6
1 1 / 9 6
1 2 / 9 6
0 1 / 9 7
0 2 / 9 7
0 3 / 9 7
0 4 / 9 7
0 5 / 9 7
0 6 / 9 7
0 7 / 9 7
0 8 / 9 7
0 9 / 9 7
1 0 / 9 7
1 1 / 9 7
1 2 / 9 7
0 1 / 9 8
0 2 / 9 8
0 3 / 9 8
0 4 / 9 8
0 5 / 9 8
0 6 / 9 8
0 7 / 9 8
0 8 / 9 8
0 9 / 9 8
1 0 / 9 8
1 1 / 9 8
1 2 / 9 8
0 1 / 9 9
0 2 / 9 9
0 3 / 9 9
0 4 / 9 9
0 5 / 9 9
0 6 / 9 9
0 7 / 9 9
0 8 / 9 9
0 9 / 9 9
1 0 / 9 9
1 1 / 9 9
1 2 / 9 9
0 1 / 0 0
0 2 / 0 0
0 3 / 0 0
0 4 / 0 0
0 5 / 0 0
0 6 / 0 0
0 7 / 0 0
0 8 / 0 0
0 9 / 0 0
1 0 / 0 0
1 1 / 0 0
1 2 / 0 0
0 1 / 0 1
0 2 / 0 1
0 3 / 0 1
0 4 / 0 1
0 5 / 0 1
0 6 / 0 1
0 7 / 0 1
0 8 / 0 1
0 9 / 0 1
1 0 / 0 1
1 1 / 0 1
1 2 / 0 1
0 1 / 0 2
0 2 / 0 2
0 3 / 0 2
0 4 / 0 2
0 5 / 0 2
0 6 / 0 2
0 7 / 0 2
0 8 / 0 2
0 9 / 0 2
1 0 / 0 2
1 1 / 0 2
1 2 / 0 2
0 1 / 0 3
0 2 / 0 3
0 3 / 0 3
0 4 / 0 3
0 5 / 0 3
0 6 / 0 3
0 7 / 0 3
0 8 / 0 3
0 9 / 0 3
1 0 / 0 3
1 1 / 0 3
1 2 / 0 3
0 1 / 0 4
0 2 / 0 4
0 3 / 0 4
0 4 / 0 4
0 5 / 0 4
0 6 / 0 4
0 7 / 0 4
0 8 / 0 4
0 9 / 0 4
1 0 / 0 4
1 1 / 0 4
1 2 / 0 4
0 1 / 0 5
0 2 / 0 5
0 3 / 0 5
0 4 / 0 5
0 5 / 0 5
0 6 / 0 5
0 7 / 0 5
0 8 / 0 5
0 9 / 0 5
1 0 / 0 5
1 1 / 0 5
1 2 / 0 5
D
e
se
m
p
e
nho
G
e
ral
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 1
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 2
8 2
8 2
8 2
8 2
8 2
8 2
8 2
8 2
8 3
8 3
8 3
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 6
8 6
8 6
8 8
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 8
8 8
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
8 9
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
8 8
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
9 0
8 8
8 8
8 8
9 0
9 0
9 0
8 8
8 8
8 8
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
8 8
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
7 5
8 8
9 0
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
8 8
8 8
8 8
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
8 5
8 5
8 5
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
7 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 8
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
7 5
7 5
A
v
aliação
d
a
V
iabilidade
E
co
nô
m
ica
do
G
e
re
ncia
m
e
nto
de
P
e
rda
s
1
7 5
7 5
8 0
8 0
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 5
8 0
8 0
8 0
8 0
7 5
7 5
8 0
8 0
8 0
8 0
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
9 2
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
1 0 0
1 0 0
A
v
aliação
dos
R
a
m
ais
p
rediais
1
9 2
9 2
9 2
9 2
9 2
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
A
v
aliação
da
captação
subte
rrâ
n
ea
1
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
A
v
aliação
de
pe
rdas
nos
R
ese
rvató
rios
1
1 0 0
1 0 0
8 8
8 8
9 2
9 2
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 5
7 5
9 2
9 2
9 2
9 2
8 8
8 8
1 0 0
1 0 0
9 2
9 2
9 2
9 2
8 8
8 8
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
9 2
9 2
9 2
9 2
8 8
8 8
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
8 5
8 5
9 2
9 2
9 2
9 2
8 8
8 8
1 0 0
1 0 0
9 0
9 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 5
7 5
8 0
8 0
8 0
8 0
8 5
8 5
1 0 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 5
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 2
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
8 0
7 5
7 5
7 5
7 5
8 0
8 0
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 7
7 7
A
v
aliação
do
ge
re
ncia
m
e
nto
da
c
a
usa
d
as
p
e
rda
s
e
m
A
d
uto
ras
e
R
ede
de
D
istrib
uição
1
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
8 8
8 8
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
7 7
8 8
8 8
8 8
8 8
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
8 3
8 3
8 3
8 3
7 3
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
8 0
8 0
8 0
8 0
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
8 0
8 0
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 7
7 7
7 8
7 8
7 8
7 8
8 0
8 0
7 8
7 8
7 8
7 8
7 5
7 5
7 8
7 8
7 7
7 7
7 7
7 7
7 5
7 5
7 7
7 7
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
A
v
aliação
dos
M
étodos
de
d
etecçã
o
e
co
ntrole
d
e
P
e
rd
as
1
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
8 4
8 4
8 5
8 5
8 4
8 4
8 5
8 5
8 4
8 4
8 4
8 4
8 5
8 5
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
A
v
aliação
da
P
rio
rização
dosloc
ais
d
e
co
m
b
ate
às
pe
rd
as
n
o
S
.A
.A
.
1
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 8
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 3
8 3
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 5
8 5
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 5
8 5
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
7 8
7 8
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
7 8
7 8
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
6 3
6 3
8 4
8 4
8 5
8 7
7 3
7 3
8 4
8 4
6 3
6 3
8 7
8 5
8 5
8 5
7 8
7 8
7 8
7 8
6 3
6 3
8 5
8 5
8 5
8 5
7 8
7 8
7 8
7 8
8 5
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 4
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
A
v
aliação
de
P
e
rdas
1
6 3
6 3
7 3
7 3
7 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
6 3
8 8
8 8
6 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
8 5
8 5
7 5
7 5
7 5
7 5
8 5
8 5
8 5
8 5
7 5
8 5
7 5
7 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 3
8 3
8 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
8 3
8 3
7 5
7 5
8 3
8 8
8 5
8 3
7 5
7 5
8 8
7 5
7 5
9 0
9 0
9 0
9 0
8 8
8 8
7 5
7 5
7 5
9 0
9 0
9 0
9 0
7 5
9 0
9 0
9 0
2004
2005
A
v
aliação
d
o
C
adastro
do
Siste
m
a
d
e
A
bastecim
e
nto
de
Á
g
ua
1
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
A
v
aliaçã
o
g
e
ral
d
o
g
e
re
n
cia
m
e
nto
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 8
7 8
7 8
7 8
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 8
7 8
7 8
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 5
7 8
7 8
7 8
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 8
7 8
7 8
8 0
8 0
7 3
7 3
7 3
7 3
7 3
7 8
8 0
8 0
8 0
8 0
9 0
9 0
9 0
1 0 0
1 0 0
1 0 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
9 0
8 2
8 2
8 2
8 2
8 2
9 0
7 5
7 5
8 3
8 3
8 8
8 8
8 0
8 0
8 0
8 0
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
7 5
8 8
8 8
8 8
8 8
8 2
8 2
8 2
8 2
8 2
8 2
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 5
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
8 8
183
Apêndice II - Volumes de água produzidos e micromedidos e indicadores do SAA
Monte
Alto
Vol.
Produzido
(m3)
Nº Econ.
Água
Vol
micromedi
do (m3)
I.P.
(%)
Cons.
Médio total
(m3/econ/di
a)
Nº
vaz
rede
Nº Vaz
em
Ramais
Vol
perdido
(m3)
Vol
perdido/li
g (m3)
Nº vaz
rede +
ramal
Vol.
Perdido/ra
mal/dia
(L)
Perdas
aparentes
(hidrômetro)
(L)
Perdas
reais
(vaz.) (L)
PRAI
(L/dia)
Índice Infra-
estrutural =
Vol.
Perdido
Total jan-96 325839 12417 186016 43 0,48 18 346 139823 11,3 364 363 39 325 29 11,19
fev-96 305831 12418 184867 40 0,51 17 436 120964 9,7 453 336 41 295 29 10,16
mar-96 284961 12428 190903 33 0,50 21 390 94058 7,6 411 244 40 204 29 7,05
abr-96 280500 12452 185831 34 0,50 8 288 94669 7,6 296 253 40 214 29 7,36
mai-96 278123 12465 196353 29 0,51 15 243 81770 6,6 258 212 41 171 29 5,89
jun-96 268473 12476 162762 39 0,43 29 220 105711 8,5 249 282 35 248 29 8,54
jul-96 291094 12504 191090 34 0,49 14 286 100004 8,0 300 258 39 219 29 7,53
ago-96 313610 12510 206054 34 0,53 14 286 107556 8,6 300 277 43 235 29 8,09
set-96 317469 12571 199782 37 0,53 6 187 117687 9,4 193 312 42 270 29 9,30
out-96 332308 12584 211889 36 0,54 20 180 120419 9,6 200 309 43 265 29 9,14
nov-96 326310 12600 198558 39 0,53 21 128 127752 10,1 149 338 42 296 29 10,20
dez-96 332402 12596 189090 43 0,48 12 231 143312 11,4 243 367 39 328 29 11,32
jan-97 314651 12671 194278 38 0,49 16 255 120373 9,5 271 306 40 267 29 9,20
fev-97 299964 12678 182115 39 0,51 15 161 117849 9,3 176 321 41 279 29 9,63
mar-97 308673 12686 198839 36 0,51 9 265 109834 8,7 274 279 40 239 29 8,23
abr-97 292380 12732 192971 34 0,51 12 153 99409 7,8 165 260 40 220 29 7,58
mai-97 277638 12741 192499 31 0,49 6 211 85139 6,7 217 216 39 177 29 6,09
jun-97 259177 12730 174427 33 0,46 7 195 84750 6,7 202 222 37 185 29 6,39
jul-97 304080 12751 192566 37 0,49 24 143 111514 8,7 167 282 39 243 29 8,38
ago-97 307155 12818 200933 35 0,51 15 211 106222 8,3 226 267 40 227 29 7,82
set-97 309980 12857 215662 30 0,56 14 258 94318 7,3 272 245 45 200 29 6,89
out-97 320055 12906 226727 29 0,57 10 282 93328 7,2 292 233 45 188 29 6,48
nov-97 304429 12936 204191 33 0,53 15 286 100238 7,7 301 258 42 216 29 7,45
dez-97 342240 13011 206540 40 0,51 16 249 135700 10,4 265 336 41 295 29 10,18
jan-98 335436 13037 210867 37 0,52 13 289 124569 9,6 302 308 42 266 29 9,19
fev-98 304782 13227 188378 38 0,51 21 315 116404 8,8 336 303 41 263 29 9,06
mar-98 298992 13251 197442 34 0,48 13 304 101550 7,7 317 247 38 209 29 7,20
abr-98 295917 13290 200594 32 0,50 15 241 95323 7,2 256 239 40 199 29 6,85
mai-98 297108 13323 196704 34 0,48 20 319 100404 7,5 339 243 38 205 29 7,07
jun-98 294937 13359 190802 35 0,48 13 326 104135 7,8 339 260 38 222 29 7,64
jul-98 311232 13433 205392 34 0,49 3 262 105840 7,9 265 254 39 215 29 7,40
ago-98 303995 13424 213950 30 0,51 18 292 90045 6,7 310 216 41 175 29 6,04
set-98 306356 13488 204969 33 0,51 35 271 101387 7,5 306 251 41 210 29 7,24
out-98 297687 13530 207292 30 0,49 21 354 90395 6,7 375 216 40 176 29 6,07
nov-98 307384 13490 202678 34 0,50 13 289 104706 7,8 302 259 40 219 29 7,54
dez-98 304236 13525 210987 31 0,50 12 241 93249 6,9 253 222 40 182 29 6,28
jan-99 307662 13562 204871 33 0,49 23 258 102791 7,6 281 244 39 206 29 7,08
fev-99 271585 13425 190892 30 0,51 14 244 80693 6,0 258 207 41 167 29 5,74
mar-99 303899 13531 208416 31 0,50 15 252 95483 7,1 267 228 40 188 29 6,48
abr-99 297404 13604 203942 31 0,50 13 243 93462 6,9 256 229 40 189 29 6,52
mai-99 298849 13620 204182 32 0,48 12 234 94667 7,0 246 224 39 186 29 6,39
jun-99 288140 13729 197614 31 0,48 20 171 90526 6,6 191 220 38 181 29 6,25
jul-99 295241 13939 202000 32 0,47 13 148 93241 6,7 161 216 37 178 29 6,15
ago-99 319265 13944 213371 33 0,49 9 276 105894 7,6 285 245 39 205 29 7,08
set-99 303654 14025 214495 29 0,51 11 263 89159 6,4 274 212 41 171 29 5,90
out-99 294945 14063 222153 25 0,51 15 322 72792 5,2 337 167 41 126 29 4,35
nov-99 290989 14124 210230 28 0,50 9 230 80759 5,7 239 191 40 151 29 5,20
dez-99 290471 14154 214789 26 0,49 10 251 75682 5,3 261 172 39 133 29 4,60
jan-00 299047 14087 208206 30 0,48 18 239 90841 6,4 257 208 38 170 29 5,86
fev-00 276273 14132 181843 34 0,44 11 279 94430 6,7 290 230 35 195 29 6,72
mar-00 286864 14150 200192 30 0,46 15 211 86672 6,1 226 198 37 161 29 5,55
abr-00 291019 14160 199030 32 0,47 16 187 91989 6,5 203 217 37 179 29 6,17
mai-00 288899 14161 203704 29 0,46 10 284 85195 6,0 294 194 37 157 29 5,41
jun-00 293771,5 14155,5 207027 30 0,49 11,5 192,5 86744,5 6,1 204 204 39 165 29 5,70
jul-00 298644 14150 210350 30 0,48 13 101 88294 6,2 114 201 38 163 29 5,62
ago-00 298557 14181 207029 31 0,47 15 173 91528 6,5 188 208 38 171 29 5,88
set-00 283770 14208 205720 28 0,48 12 206 78050 5,5 218 183 39 145 29 4,98
out-00 307388 14227 235755 23 0,53 22 176 71633 5,0 198 162 43 120 29 4,12
nov-00 285847 14278 220402 23 0,51 8 236 65445 4,6 244 153 41 112 29 3,85
dez-00 290147 14280 217632 25 0,49 15 210 72515 5,1 225 164 39 124 29 4,29
184
Monte
Alto
Vol.
Produzido
(m3)
Nº Econ.
Água
Vol
micromedi
do (m3)
I.P.
(%)
Cons.
Médio total
(m3/econ/di
a)
Nº
vaz
rede
Nº Vaz
em
Ramais
Vol
perdido
(m3)
Vol
perdido/li
g (m3)
Nº vaz
rede +
ramal
Vol.
Perdido/ra
mal/dia
(L)
Perdas
aparentes
(hidrômetro)
(L)
Perdas
reais
(vaz.) (L)
PRAI
(L/dia)
Índice Infra-
estrutural =
Vol.
Perdido
Total jan-01 285070 14273 217041 24 0,49 11 223 68029 4,8 234 154 39 115 29 3,95
fev-01 271674 14299 202758 25 0,51 7 155 68916 4,8 162 166 41 126 29 4,33
mar-01 297832 14317 222240 25 0,50 18 68 75592 5,3 86 170 40 130 29 4,49
abr-01 284494 14397 210578 26 0,49 15 89 73916 5,1 104 171 39 132 29 4,55
mai-01 275612 14437 201664 27 0,45 16 142 73948 5,1 158 165 36 129 29 4,45
jun-01 257403 14469 186395 28 0,43 10 107 71008 4,9 117 164 34 129 29 4,45
jul-01 287270 14494 202274 30 0,45 14 104 84996 5,9 118 189 36 153 29 5,28
ago-01 289062 14533 214446 26 0,48 30 168 74616 5,1 198 166 38 128 29 4,40
set-01 267371 14524 197845 26 0,45 16 146 69526 4,8 162 160 36 123 29 4,25
out-01 279871 14528 205082 27 0,46 29 116 74789 5,1 145 166 36 130 26 4,96
nov-01 276818 14559 205618 26 0,47 2 98 71200 4,9 100 163 38 125 26 4,80
dez-01 277661 14582 202685 27 0,45 12 128 74976 5,1 140 166 36 130 26 4,98
jan-02 274735 14591 201837 27 0,45 20 162 72898 5,0 182 161 36 125 26 4,81
fev-02 412617 23270 327602 21 0,50 22 130 85015 3,7 152 126 40 86 26 3,28
mar-02 279488 14625 216161 23 0,48 24 153 63327 4,3 177 140 38 102 26 3,89
abr-02 277303 14670 214395 23 0,49 14 75 62908 4,3 89 143 39 104 26 3,98
mai-02 277505 14685 212343 23 0,47 9 68 65162 4,4 77 143 37 106 26 4,05
jun-02 272486 14717 207238 24 0,47 9 109 65248 4,4 118 148 38 110 26 4,22
jul-02 279300 14701 217823 22 0,48 5 64 61477 4,2 69 135 38 97 26 3,70
ago-02 289987 14753 219685 24 0,48 13 97 70302 4,8 110 154 38 115 26 4,42
set-02 272062 14771 211706 22 0,48 7 119 60356 4,1 126 136 38 98 26 3,75
out-02 314789 14796 233535 26 0,51 10 163 81254 5,5 173 177 41 136 26 5,22
nov-02 276294 14824 212453 23 0,48 6 101 63841 4,3 107 144 38 105 26 4,03
dez-02 281263 14820 222323 21 0,48 9 103 58940 4,0 112 128 39 90 26 3,42
jan-03 264731 14942 211896 20 0,46 14 88 52835 3,5 102 114 37 77 26 2,96
fev-03 267023 14956 207837 22 0,50 11 104 59186 4,0 115 136 40 97 26 3,70
mar-03 284876 14941 211857 26 0,46 10 63 73019 4,9 73 158 37 121 26 4,63
abr-03 267540 14950 194417 27 0,43 8 72 73123 4,9 80 163 35 128 26 4,91
mai-03 273472 14945 205035 25 0,44 9 36 68437 4,6 45 148 35 112 26 4,29
jun-03 270101 14952 203579 25 0,45 10 39 66522 4,4 49 148 36 112 26 4,28
jul-03 283112 14996 206512 27 0,44 13 62 76600 5,1 75 165 36 129 26 4,94
ago-03 283444 15000 217310 23 0,47 15 39 66134 4,4 54 142 37 105 26 4,01
set-03 292529 15028 233532 20 0,52 11 49 58997 3,9 60 131 41 89 26 3,42
out-03 287583 15060 234377 19 0,50 20 76 53206 3,5 96 114 40 74 26 2,83
nov-03 271868 15072 212285 22 0,47 12 52 59583 4,0 64 132 38 94 26 3,61
dez-03 278037 15091 202308 27 0,43 11 63 75729 5,0 74 162 35 127 26 4,87
jan-04 281105 15095 213130 24 0,46 12 40 67975 4,5 52 145 36 109 26 4,17
fev-04 258624 15101 194642 25 0,44 9 90 63982 4,2 99 146 36 111 26 4,23
mar-04 277159 15092 199968 28 0,43 14 59 77191 5,1 73 165 34 131 26 5,01
abr-04 260301 15103 208765 20 0,46 8 53 51536 3,4 61 114 37 77 26 2,94
mai-04 254737 15117 195581 23 0,42 5 49 59156 3,9 54 126 33 93 26 3,56
jun-04 255723 15121 184146 28 0,41 5 46 71577 4,7 51 158 32 125 26 4,80
jul-04 272330 15110 200530 26 0,43 8 49 71800 4,8 57 153 34 119 26 4,56
ago-04 290081 15104 200634 31 0,43 9 41 89447 5,9 50 191 34 157 26 6,00
set-04 314889 15120 238247 24 0,53 5 40 76642 5,1 45 169 42 127 26 4,86
out-04 287075 15121 222528 22 0,47 12 55 64547 4,3 67 138 38 100 26 3,82
nov-04 278713 15132 226076 19 0,50 6 53 52637 3,5 59 116 40 76 26 2,92
dez-04 283838 15161 206905 27 0,44 10 48 76933 5,1 58 164 35 128 26 4,92
jan-05 269583 15161 214721 20 0,46 12 40 54862 3,6 52 117 37 80 26 3,07
fev-05 265007 15178 206905 22 0,49 9 90 58102 3,8 99 132 39 93 26 3,57
mar-05 292699 15214 214989 27 0,46 14 59 77710 5,1 73 165 36 128 26 4,92
abr-05 289557 15224 229381 21 0,50 8 53 60176 4,0 61 132 40 92 26 3,51
mai-05 282090 15249 211029 25 0,45 5 49 71061 4,7 54 150 36 115 26 4,40
jun-05 266649 15267 210693 21 0,46 5 46 55956 3,7 51 122 37 85 26 3,28
jul-05 278279 15301 212720 24 0,45 8 49 65559 4,3 57 138 36 102 26 3,93
ago-05 303454 15316 213740 30 0,45 9 41 89714 5,9 50 189 36 153 26 5,87
set-05 295191 15331 239347 19 0,52 5 40 55844 3,6 45 121 42 80 26 3,06
out-05 307427 15370 239493 22 0,50 12 55 67934 4,4 67 143 40 102 26 3,93
nov-05 292119 15385 234801 20 0,51 6 53 57318 3,7 59 124 41 83 26 3,21
dez-05 291016 15394 216550 26 0,45 10 48 74466 4,8 58 156 36 120 26 4,60
185
Apêndice III - Materiais, equipamentos e serviços necessários à Setorização com instalação de VRP’S
Item Descrição Endereço
N
º
d
e
f
u
n
c
i
o
n
á
r
i
o
s
D
u
r
a
ç
ã
o
Data Materiais
Reposição
Asfáltica
(m2)
Observação
1
Construção de caixa de registro de
comando
Rua Castro Alves 706
2 1:05 2/10
Tubo de concreto-diâm . 1,00m; 1 Tampão T-
9; 1 Tampa de concreto; 2 latas areia
grossa;12 Kg de cimento; 2 latas de brita.
2 Instalação de registro de comando Rua Castro Alves 706 2 1:40 2/10
4 anéis de borracha; 1 luva PVC; 1 reg.
Gaveta FºFº - (diâmetros 50 mm)
3 Abertura de vala e Instalação de
registro de comando
Rua José Rodolfo
Gerber, 81 2 2:50 3/out
4 anéis de borracha; 1 luva PVC; 1 reg.
Gaveta FºFº - (diâmetros 50 mm)
4 Abertura de vala e Instalação de
registro de comando
Rua Amélia P.
Delfino, s/n 2 1:50 3/out
4 anéis de borracha; 1 luva PVC; 1 reg.
Gaveta FºFº - (diâmetros 50 mm)
5
Instalação de Válvula Redutora de
Pressão
Rua dos Lírios, 902 -
esq. C/ Papoulas 2 1:55 3/out
4 anéis de borracha-50 mm; 4 anéis de
borracha-75 mm; 2 adaptadores PVC-50 mm;
2 luvas PVC-75 mm; 2 adaptadores PVC-
75x50 mm; 1 VRP-50 mm
6 Instalação de Válvula Redutora dePressão
Rua Marcos
Chiquitelli, 135 2 1:25 3/out
4 anéis de borracha; 2 adaptadores PVC; 1
luva PVC; 1 VRP - (diâmetros 50 mm)
7
Construção de caixa de registro de
comando
Rua José Rodolfo
Gerber, 81 2 1:30 4/out
Tubo de concreto-diâm . 1,00 m; 1 Tampão T-
9; 1 Tampa de concreto; 1,5 latas areia
grossa;10 Kg de cimento; 1,5 latas de brita.
8
Construção de caixa de registro de
comando
Rua Amélia P.
Delfino, s/n 2 1:25 4/out
Tubo de concreto-diâm . 1,00 m; 1 Tampão T-
9; 1 Tampa de concreto; 1,5 latas areia
grossa;10 Kg de cimento; 1,5 latas de brita.
9 Abertura de vala e Instalação de
registro de comando
Rua Carlos R.
Bovério, 340 2 2:20 4/out
4 anéis de borracha; 1 luva PVC; 1 reg.
Gaveta FºFº - (diâmetros 50 mm)
10
Instalação de Válvula Redutora de
Pressão
Rua João Pivetta,
461 2 2:05 4/out
4 anéis de borracha-50 mm; 4 anéis de
borracha-75 mm; 2 adaptadores PVC-50 mm;
2 luvas PVC-75 mm; 2 adaptadores PVC-
75x50 mm; 1 VRP-50 mm
186
Item Descrição Endereço
N
º
d
e
f
u
n
c
i
o
n
á
r
i
o
s
D
u
r
a
ç
ã
o
Data Materiais
Reposição
Asfáltica
(m2)
Observação
11 Instalação de registro de comando Rua José Branco,371 2 1:50 7/out
4 anéis de borracha; 1 luva PVC; 1 reg.
Gaveta FºFº - (diâmetros 100 mm)
12 Interligação de Rede de Água Rua MarcosChiquitelli, 154 3 2:15 7/out
5 anéis de borracha; 2 luvas PVC; 3 metros
de tubo de PVC - (diâmetros 50 mm) 892070
13
Construção de caixa de registro de
comando
Rua João Veroneze,
174 2 0:55 7/out
Tubo de concreto-diâm . 0,60 m; 1 Tampão T-
9; 1 Tampa de concreto; 1,5 latas areia
grossa;10 Kg de cimento; 1,5 latas de brita.
14
Construção de caixa de registro de
comando
Rua José Branco,
371 2 1:05 7/out
Tubo de concreto-diâm . 1,00 m; 1 Tampão T-
9; 1 Tampa de concreto; 1,5 latas areia
grossa;10 Kg de cimento; 1,5 latas de brita.
15
Construção de caixa de registro de
comando
Rua Carlos R.
Bovério, 381 2 1:05 7/out
Tubo de concreto-diâm . 1,00 m; 1 Tampão T-
9; 1 Tampa de concreto; 1,5 latas areia
grossa;10 Kg de cimento; 1,5 latas de brita.
16 Abertura de vala p/ Instalação de
registro de comando Rua Paraiba, 254 2 2:30 8/out Retro + mão de obra 1,5
17
Abertura de vala p/ Instalação de
registro de comando Rua Pará, 250 2 3:05 8/out Mão de obra
Não conseguiram
encontrar a rede -
solicitaram retro
18 Instalação de registro de comando Rua Paraiba, 254 2 1:25 8/out
4 anéis de borracha; 1 luva PVC; 1 reg.
Gaveta FºFº - (diâmetros 50 mm)
19 Localização de Registro deDescarga Rua Paraiba, 14 3 0:33 9/out Mão de obra 2,25 892070
20 Abertura de vala p/ Instalação de
registro de comando Rua Pernanbuco, 198 2 1:17 9/out Retro + mão de obra 3
21 Instalação de registro de comando Rua Pernanbuco, 198 2 1:00 9/out
4 anéis de borracha; 1 luva PVC; 1 reg.
Gaveta FºFº - (diâmetros 50 mm)
22 Instalação de registro de comando Rua Pará, 250 2 0:53 9/out
4 anéis de borracha; 1 luva PVC; 1 reg.
Gaveta FºFº - (diâmetros 50 mm)
23 Abertura de vala p/ Instalação de
registro de comando Rua Pará, 250 3 0:50 9/out Retro + mão de obra 3,75 892070
187
Item Descrição Endereço
N
º
d
e
f
u
n
c
i
o
n
á
r
i
o
s
D
u
r
a
ç
ã
o
Data Materiais
Reposição
Asfáltica
(m2)
Observação
37
Construção de caixa p/ instalação
de VRP Rua Paraiba, 254 2 3:05 14/out
1 Tampão FºFº - 600 mm; 2 latas areia
grossa; 80 Kg de cimento; 2 latas de brita; 10
latas de areia fina; 20 tijolos pó de mico; 85
blocos curvos de cimento.
Executada em blocos
curvos de concreeto
38 Abertura de vala p/ Instalação deVRP Rua Paraiba, 254 1 3:24 14/out Retro + mão de obra
39
Remoção de VRP Rua Alagoas, 500 2 0:53 11/out Mão de obra
Estava ocorrendo falta
d`água em locais altos -
deverá ser mudada
40 Abertura de vala p/ Instalação deVRP Rua Paraiba, 274 3 2:35 14/out Retro + mão de obra 5 892070
41 Instalação de Válvula Redutora dePressão Rua Paraiba, 254 2 1:05 17/out
Mão de obra - foi retirada da Rua Alagoas,
500
42
Mudança de local de registro de
comando Rua Alagoas, 500 2 0:35 17/out
Mão de obra - foi retirado da Rua Paraiba,
254
Mudado da Rua
Alagoas, 500 para a
Rua Paraiba, 254
43
Interligação de Rede de Água Rua Acre, 199 até a Rua Pará3 4:20 29/out
7 anéis de borracha; 2 luvas PVC; 1 Tê de
PVC; 32 metros de tubo de PVC - (diâmetros
50 mm) 34
Mão de obra – retirada da R. Alagoas, 500
Mão de obra – retirada da R. Paraíba, 254