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dc.contributor.authorOliveira, Ana Izaura Basso de
dc.identifier.citationOLIVEIRA, Ana Izaura Basso de. Visita domiciliar do enfermeiro no suporte ao cuidado materno do recém-nascido prematuro e de baixo peso: estudo de caso. 2022. Tese (Doutorado em Enfermagem) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2022. Disponível em:*
dc.description.abstractHome visits require nurses to plan and be willing to take care of the care process, which is admittedly a complex practice that expands as the needs of mothers of high-risk newborns stand out, standing out as an effective tool for significantly reducing problems. social and health issues and as a commitment to the scope of parenthood. The general objective of this work is to investigate the support given to mothers in the home care of preterm and/or low birth weight newborns based on a nurse's home visit and recommendation for the use of the kangaroo position. The specific objectives were: To describe the needs of mothers of premature newborns and/or low birth weight newborns regarding the adoption of the kangaroo position and child care after hospital discharge; Propose a guiding document for nurses' home visits to mothers of premature and/or low birth weight newborns after hospital discharge;; Analyze maternal self-efficacy in caring for preterm and/or low birth weight children; Compare maternal self-efficacy at hospital discharge and at the end of home visits; Elucidate the perception of mothers of children born prematurely and/or with low birth weight in receiving a home visit from a nurse with guidance on the use of the kangaroo position. A mixed integrative, quantitative and qualitative study was proposed, with a concomitant transformative approach based on the methodological strategy of Case Study. The case was the relationship established by the nurse and the mother of a high-risk newborn during the home visit. The development of home visits took place from August 2020 to August 2021 in a city in the interior of São Paulo, where eight mothers of borderline or moderately premature and/or low birth weight infants received home visits from nurses every fortnight. The cases were recorded using an audio device and fully transcribed for study and analysis, as well as field notes were taken by the visiting nurses both from the home visits and from the contacts made by the mothers through electronic messaging. The cases were analyzed in the light of Meleis' Theory of Transitions and the Conceptual Basis of Care proposed by Ayres. At the beginning and end of maternal follow-up, the instrument “Preterm Parenting & Self-efficacy Checklist – Brazilian version” was applied. It was possible to highlight the domains "Confidence", "Importance" and "Success", which showed a statistically significant increase, and it can be inferred that there is an influence of the nurse's support on the daily care practices performed by the mother in the home environment, promoting better reach to maternal self-efficacy in the cases studied. In the qualitative analysis, it was possible to reach seven thematic units that deal with the transitional process of the mother of the newborn at risk established since the beginning of the pregnancy, where dreams are built and the feelings that surround motherhood are perceived. Premature birth and returning home is surrounded by fears and insecurities, where physical care is considered central to the child's well-being and progressive to the establishment of bonds and new ways of acting. Against the backdrop of the pandemic caused by the Sars-CoV-2 virus, the anxieties and threats to health, especially for newborns at risk, brought an additional component of concern to mothers who took this moment as a challenge to care. The maternal report permeates the care for the child and extends to the need to find adaptation in the midst of the changes caused by the arrival of the new member, however, little is verbalized and visualized as a woman, in this initial phase of returning home, in which the dimension of her care is involved by the projection of her responsibility of becoming a mother. In the midst of care, the father represents a central, participatory figure who plays an affective and supportive role for the mother. The kangaroo position was timidly highlighted based on the recognition of the benefits of the practice and professional support for the discoveries resulting from this new experience. The trajectory of care reveals, through lived experience, a conception of the health network that, in a peculiar way, codifies the organizations and recovers a lack in the ways of offering health services. Care for the newborn should start during prenatal care, emphasizing the importance of longitudinality and the relevance of moments in which there are exchanges of knowledge common to the period and which mean that these mothers are not void of knowledge at the time of the birth of the newborn. son, seeing themselves as mothers. The nurse's home visit focused on recognizing the kangaroo position favored empathetic care practices with the needs arising from the transitions that mothers of high-risk newborns go through, not attributing to them obligations and ways of acting that disregard them but offering a contact that supports difficulties that change over time and with child growth. It was possible to observe, as limitations of the study, the difficulty of accepting participation in the research at home due to interference from the family, social noise, maintenance of privacy, demands of the mother related to household chores, childcare and the pandemic by Sars-CoV-2. Thinking about parenting is a pressing process for health professionals and institutions with projections to the reception and relational space when becoming a mother and advancing to affective dimensions that can only be built as these women build their autonomy and allow themselves to deeply penetrate the bond between mother and child.eng
dc.description.sponsorshipNão recebi financiamentopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlospor
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil*
dc.subjectEnfermagem neonatalpor
dc.subjectRecém-nascido prematuropor
dc.subjectRecém-nascido de baixo pesopor
dc.subjectVisita domiciliarpor
dc.subjectMétodo Cangurupor
dc.subjectEstudo de Casopor
dc.subjectNeonatal nursingeng
dc.subjectPremature newborneng
dc.subjectLow birth weight newborneng
dc.subjectHome visiteng
dc.subjectKangaroo Methodeng
dc.subjectCase studyeng
dc.titleVisita domiciliar do enfermeiro no suporte ao cuidado materno do recém-nascido prematuro e de baixo peso: estudo de casopor
dc.title.alternativeNurses' home visits to support maternal care for premature and low birth weight newborns: a case studyeng
dc.title.alternativeVisita domiciliaria de enfermeras en apoyo al cuidado materno del recién nacido prematuro y de bajo peso al nacer: estudio de casospa
dc.contributor.advisor1Wernet, Monika
dc.description.resumoA visita domiciliar requer do enfermeiro planejamento e disposição ao processo de cuidar que é, reconhecidamente, uma prática complexa e que se expande à medida das necessidades apresentadas pelas mães de recém-nascidos de risco, destacando-se como ferramenta eficaz à redução significativa dos problemas sociais e de saúde e como aposta aos alcances da parentalidade. Este trabalho tem como objetivo geral investigar o suporte à mulher mãe no cuidado em domicílio do recém-nascido pré-termo e/ou baixo peso a partir de visita domiciliar do enfermeiro e recomendação de uso da posição canguru. Como objetivos específicos tomou-se: Descrever as necessidades de mães de recém-nascidos prematuros e/ou de recém-nascidos de baixo peso quanto à adoção da posição canguru e cuidados com a criança após a alta hospitalar; Propor um documento orientador para a visita domiciliar do enfermeiro às mães de recém-nascidos prematuros e/ou de baixo peso após alta hospitalar; Analisar a autoeficácia materna no cuidado ao filho pré-termo e/ou baixo peso; Comparar a autoeficácia materna na alta hospitalar e ao término das visitas domiciliares; Elucidar a percepção de mães de crianças nascidas prematuras e/ou de baixo peso em receber visita domiciliar de enfermeiro com direcionamento ao uso da posição canguru. Foi proposto um estudo de natureza mista integrativa, quanti-qualitativo, com abordagem transformadora concomitante baseado na estratégia metodológica de Estudo de Caso. O caso foi a relação estabelecida pela enfermeira e a mulher mãe de recém-nascido de risco durante a visita domiciliar. O desenvolvimento das visitas domiciliares aconteceu no período de agosto de 2020 a agosto de 2021 em um município do interior paulista, onde oito mães de prematuros limítrofes ou moderado e/ou de baixo peso receberam visita domiciliar de enfermeiras com periodicidade quinzenal. Os casos foram gravados por dispositivo de áudio e transcritos integralmente para estudo e análise, bem como, foram realizadas notas de campo pelas enfermeiras visitadoras tanto dos momentos de visita domiciliar, quanto dos contatos efetuados pelas mães através de recurso eletrônico de mensagens. Os casos foram analisados à luz da Teoria das Transições de Meleis e da Base Conceitual de Cuidado proposta por Ayres. No início e final do acompanhamento materno foi aplicado o instrumento “Preterm Parenting & Self-efficacy Checklist – versão brasileira”. Foi possível evidenciar os domínios “Confiança”, “Importância” e “Sucesso”, que apresentaram aumento estatisticamente significante podendo-se inferir que há influência do apoio do enfermeiro sobre as práticas de cuidados diárias realizadas pela mãe em ambiente domiciliar, promovendo melhores alcances à autoeficácia materna nos casos estudados. Na análise qualitativa foi possível alcançar sete unidades temáticas que versam sobre o processo transicional da mãe do recém-nascido de risco estabelecido desde o início da gestação onde são construídos os sonhos e percebidos os sentimentos que cercam a maternagem. O parto prematuro e retorno ao lar está envolto em medos e inseguranças, onde é ponderado o cuidado físico como central para o bem-estar da criança e progressivo ao estabelecimento de vínculo e novos modos de agir. Sob pano de fundo da pandemia pelo vírus Sars-CoV-2, os anseios e ameaças à saúde, em especial do recém-nascido de risco, trouxeram um componente adicional de preocupação às mães que tomaram esse momento como desafiador ao cuidado. O relato materno perpassa pelo cuidado com a criança e estende-se à necessidade de encontrar adaptação em meio às mudanças ocasionadas pela chegada do novo membro, porém, pouco se verbaliza e visualiza enquanto mulher, nessa fase inicial de retorno ao lar, em que a dimensão do seu cuidado é envolvida pela projeção de sua responsabilidade do tornar-se mãe. Em meio ao cuidado, o pai representa uma figura central, participativa e que exerce papel afetivo e de apoio à mãe. A posição canguru teve seu realce dado timidamente a partir do reconhecimento dos benefícios da prática e do apoio profissional às descobertas advindas dessa nova experiência. A trajetória de cuidado revela, por experiência vivida, uma concepção da rede de saúde que, de forma peculiar, codifica as organizações e resgata uma carência nos modos de ofertar os serviços de saúde. O cuidado com o recém-nascido deve iniciar no pré-natal com ênfase à importância da longitudinalidade e a relevância de momentos em que existam trocas de conhecimento comuns ao período e que fazem com que essas mães não estejam nulas de conhecimento no momento do nascimento do filho, ao ver-se como mães. A visita domiciliar do enfermeiro com foco no reconhecimento da posição canguru favoreceu práticas de cuidado empáticas junto às necessidades advindas das transições que passam as mães de recém-nascidos de risco, não imputando a elas obrigações e modos de agir que as desconsidere, mas ofertando um contato que dê suporte às dificuldades que se alteram com o passar do tempo e com o crescimento infantil. Foi possível observar enquanto limitadores do estudo a dificuldade de aceitação na participação da pesquisa no domicílio devido interferências da família, ruídos sociais, manutenção da privacidade, demandas da mãe relacionadas aos afazeres domésticos, cuidados com o filho e a pandemia pelo Sars-CoV-2. Pensar a parentalidade é um processo premente aos profissionais e instituições de saúde com projeções ao acolhimento e espaço relacional ao tornar-se mãe e avançando para dimensões afetivas que só podem ser construídas à medida em que essas mulheres constroem sua autonomia e se permitem adentrar profundamente o vínculo entre mãe e filho.por
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Enfermagem - PPGEnfpor
dc.publisher.addressCâmpus São Carlospor

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