Níveis de vitamina D e desempenho cognitivo de pessoas idosas cognitivamente saudáveis e com doença de Alzheimer residentes na comunidade: um estudo transversal

dc.contributor.advisor1Cominetti, Márcia Regina
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3725318894555272
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0001-6385-7392
dc.contributor.authorVerzola, Amanda Silva Barison
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/5043103009367904
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0000-0001-5018-6235
dc.contributor.refereeJunior, Henrique Pott
dc.contributor.refereeGomes, Karina Braga
dc.contributor.refereeCominetti, Márcia Regina
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/5961854320494257
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/0798429800100457
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/3725318894555272
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0003-3126-2946
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0002-6870-2063
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0001-6385-7392
dc.date.accessioned2026-10-01T12:45:49Z
dc.date.issued2026-06-30
dc.description.abstract In recent years, there has been an increase in studies suggesting a relationship between vitamin D levels and brain health. Both the vitamin D receptor and the enzyme that converts 25-hydroxyvitamin D into its active form are expressed in all organs of the body, including brain regions responsible for cognition, mainly the hippocampus, thalamus, hypothalamus, basal ganglia, and cerebellum. Some studies have shown that vitamin D deficiency is associated with a higher risk of cognitive decline and the development of dementias, especially Alzheimer's disease (AD). Other evidence indicates that this association is not yet consistent. Objectives: To investigate the association between serum vitamin D levels and cognitive performance in cognitively healthy older adults and in people living with AD dementia. Methods: This is an analytical observational study with a cross-sectional design. Participants were grouped into two groups: cognitively healthy (n = 147) and with AD (n = 53). The assessment protocol consisted of the following instruments: Sociodemographic questionnaire and health information; Addenbrooke's Cognitive Examination Revised (ACE-R); Mini-Mental State Examination (MMSE); Digit Span Test; Trail Making Test (TMT); Consortium for Establishing a Registry of Alzheimer's Disease (CERAD); Memory Complaints Scale (MCS); Clinical Rating Scale for Dementia (CDR); Geriatric Depression Scale (GDS); Katz Scale; and Lawton and Brody Scale. In addition, blood vitamin D levels were assessed in elderly individuals in the cognitively healthy group. Data were analyzed using the R statistical software. Categorical variables were presented as frequencies and percentages, and continuous variables as mean ± standard deviation and median (interquartile range). For comparisons between groups, the chi-square test, Welch's t-test, and Mann-Whitney test were used, depending on the data distribution. Linear regression models were used to assess the association between vitamin D levels and cognitive outcomes (global score and ACE-R), adjusted for age, sex, education, depressive symptoms, and APOEε4 status. Sensitivity analyses included variables related to sun exposure. Missing data were handled using multiple imputation (MICE), and the Benjamin-Hochberg correction was applied for multiple comparisons. The significance level adopted was 5% (p < 0.05). Results: Individuals with dementia were older (79.0 ± 7.7 years), had lower education (7.1 ± 5.2 years), a higher frequency of the APOE ε4 allele (60.4%), and worse performance on all cognitive tests (p < 0.001), with no significant difference in serum vitamin D levels between the groups. In the adjusted models, vitamin D was not associated with global cognitive performance or ACE-R. Conversely, as expected, older age, the presence of the APOEε4 allele, and depressive symptoms were associated with poorer cognition, whereas higher education was associated with better cognitive performance (p < 0.05). The inclusion of variables related to sun exposure did not modify the results. Conclusion: Serum vitamin D levels were not associated with cognitive performance in older adults, regardless of the diagnostic group. On the other hand, factors such as age, education, presence of the APOEε4 allele, and depressive symptoms showed a significant association with cognition. These findings reinforce the multifactorial nature of cognitive aging and suggest that vitamin D may play a limited role when analyzed in isolation.eng
dc.description.resumoNos últimos anos, houve um aumento no número de estudos que sugerem uma relação entre os níveis de vitamina D e a saúde cerebral. Tanto o receptor de vitamina D quanto a enzima que converte a 25-hidroxivitamina D em sua forma ativa são expressos em todos os órgãos do corpo, incluindo regiões do cérebro responsáveis pela cognição, principalmente no hipocampo, tálamo, hipotálamo, gânglios da base e cerebelo. Alguns estudos têm demonstrado que a deficiência de vitamina D está associada a um maior risco de declínio cognitivo e ao desenvolvimento de demências, especialmente a DA. Outras evidências indicam que essa associação ainda não é consistente. Objetivos: Investigar a associação entre os níveis séricos de vitamina D e o desempenho cognitivo em pessoas idosas cognitivamente saudáveis e em pessoas que vivem com demência da DA. Métodos: Trata-se de um estudo observacional analítico, de delineamento transversal. Os participantes foram agrupados em dois grupos: cognitivamente saudáveis (n = 147) e com DA (n = 53). O protocolo de avaliação foi composto pelos seguintes instrumentos: Questionário sociodemográfico e informações sobre a saúde; Exame Cognitivo de Addenbrooke Revisado (ACE-R); Mini-Exame do Estado Mental (MEEM); Teste de Amplitude de Dígitos; Teste de Trilhas (TMT); Consórcio para o Estabelecimento de um Registro da doença de Alzheimer (CERAD); Escala de Queixas de Memória (ECM); Escala de Avaliação Clínica da Demência (CDR); Escala de Depressão Geriátrica (GDS); Escala de Katz; e, Escala de Lawton e Brody. Além disso, foram avaliados os níveis sanguíneos de vitamina D em pessoas idosas do grupo cognitivamente saudável. Os dados foram analisados no software estatístico R. Variáveis categóricas foram apresentadas como frequências e porcentagens, e variáveis contínuas como média ± desvio padrão e mediana (intervalo interquartil). Para comparação entre grupos, foram utilizados os testes qui-quadrado, t de Welch e Mann-Whitney, conforme a distribuição dos dados. Modelos de regressão linear foram empregados para avaliar a associação entre níveis de vitamina D e desfechos cognitivos (escore global e ACE-R), ajustados por idade, sexo, escolaridade, sintomas depressivos e status de APOEε4. As análises de sensibilidade incluíram variáveis relacionadas à exposição solar. Dados ausentes foram tratados por imputação múltipla (MICE), e adotou-se a correção de Benjamin-Hochberg para múltiplas comparações. O nível de significância adotado foi de 5% (p < 0,05). Resultados: Indivíduos com demência eram mais idosos (79,0 ± 7,7 anos), apresentavam menor escolaridade (7,1 ± 5,2 anos), maior frequência do alelo APOE ε4 (60,4%) e pior desempenho em todos os testes cognitivos (p < 0,001), sem diferença significativa nos níveis séricos de vitamina D entre os grupos. Nos modelos ajustados, a vitamina D não se associou ao desempenho cognitivo global nem ao ACE-R. Em contrapartida, e como esperado, maior idade, presença do alelo APOEε4 e sintomas depressivos associaram-se a pior cognição, enquanto maior escolaridade associou-se a melhor desempenho cognitivo (p < 0,05). A inclusão de variáveis relacionadas à exposição solar não modificou os resultados. Conclusão: Os níveis séricos de vitamina D não se associaram ao desempenho cognitivo em pessoas idosas, independentemente do grupo diagnóstico. Por outro lado, fatores como idade, escolaridade, presença do alelo APOE ε4 e sintomas depressivos mostraram associação significativa com a cognição. Esses achados reforçam o caráter multifatorial do envelhecimento cognitivo e sugerem que a vitamina D pode desempenhar um papel limitado quando analisada isoladamente.por
dc.description.sponsorshipNão recebi financiamento
dc.identifier.citationVERZOLA, Amanda Silva Barison. Níveis de vitamina D e desempenho cognitivo de pessoas idosas cognitivamente saudáveis e com doença de Alzheimer residentes na comunidade: um estudo transversal. 2026. Dissertação (Mestrado em Gerontologia) – Universidade Federal de São Carlos, Campus São Carlos, 2026. Disponível em: https://hdl.handle.net/20.500.14289/24776.por
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/24776
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.centerCentro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Gerontologia - PPGGero
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/
dc.subjectVitamina Dpor
dc.subjectCogniçãopor
dc.subjectDemência de Alzheimerpor
dc.subjectAlzheimer's Diseaseeng
dc.subjectVitamin Deng
dc.subjectCognitioneng
dc.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA
dc.subject.ods3. Saúde e Bem-Estar
dc.titleNíveis de vitamina D e desempenho cognitivo de pessoas idosas cognitivamente saudáveis e com doença de Alzheimer residentes na comunidade: um estudo transversalpor
dc.title.alternativeVitamin D levels and cognitive performance in cognitively healthy older people and people with Alzheimer's Disease living in the community: a cross-sectional studyeng
dc.typeDissertação

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Dissertação de Mestrado
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