Experiências de adoecimento de indígenas universitários: em um município do interior de São Paulo

dc.contributor.advisor-co1Nordi, Aline Barreto de Almeida
dc.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9965335072268661
dc.contributor.advisor1Luna, Willian Fernandes
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1860768963636452
dc.contributor.authorMutti, Julio Cesar
dc.contributor.authorlatteshttps://lattes.cnpq.br/8669001033005263
dc.contributor.refereeCruz, Felipe Sotto Maior
dc.contributor.refereeBarbosa, Larissa Campagna Martini
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/6287058125340449
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/8969823407559809
dc.date.accessioned2026-08-06T12:58:31Z
dc.date.issued2026-04-27
dc.description.abstractAccording to the latest census, the Indigenous population in Brazil is close to 1.7 million people, with a significant proportion living in urban areas. This displacement is related to historical processes such as the invasion of territories, violence in contact with non-Indigenous society, difficulties in income generation, and access to higher education. The Federal University of São Carlos (UFSCar), which has implemented Affirmative Action Policies for eighteen years, has become an important destination for Indigenous students from different regions of the country. This study aimed to understand the therapeutic itineraries and experiences of illness among Indigenous university students at UFSCar, São Carlos campus, in the urban context. This was a qualitative, exploratory study, using field diaries, questionnaires, and individual interviews as data construction instruments. Thirteen Indigenous participants took part, representing the Atikum, Bakairi, Baniwa, Baré, Pankará, Terena, Truká, Tukano, Wassu-Cocal, and Xavante peoples, from diverse regions, age groups, genders, sexual orientations, and university programs. The thematic content analysis revealed five categories: experiences at the university with unfollings on health; forms of violence generating suffering among Indigenous university students; experiences of illness among Indigenous university students; models of care in health–illness processes; and experiences with health services. The results show that illness goes beyond the biomedical field, encompassing physical, spiritual, territorial, emotional, and collective dimensions, and that moving to the university entails symbolic and ontological ruptures, intensified by institutional and academic racism. It was also observed that therapeutic itineraries are shaped by intercultural barriers within health services, leading students to mobilize self-care practices grounded in ancestral knowledge, often combined with other models of care. It is concluded that ensuring these students’ right to health requires institutional changes guided by interculturality, the valuing of Indigenous knowledge, and the articulation between universities and the health system, pointing to the need for integrated public policies that are sensitive to Indigenous specificities.eng
dc.description.abstractSegún el último censo, la población indígena en Brasil se aproxima a 1,7 millones de personas, con una proporción significativa viviendo en áreas urbanas. Este desplazamiento está relacionado con procesos históricos como la invasión de territorios, las violencias en el contacto con la sociedad no indígena, las dificultades para la generación de ingresos y el acceso a la educación superior. La Universidad Federal de São Carlos (UFSCar), con Políticas de Acción Afirmativa desde hace dieciocho años, se ha convertido en un importante destino para estudiantes indígenas de diferentes regiones del país. Este estudio tuvo como objetivo comprender los itinerarios terapéuticos y las experiencias de enfermedad de estudiantes indígenas universitarios de la UFSCar, campus São Carlos, en el contexto urbano. Se trata de una investigación cualitativa, exploratoria, que utilizó el diario de campo, cuestionarios y entrevistas individuales como instrumentos de construcción de los datos. Participaron trece indígenas, representantes de los pueblos Atikum, Bakairi, Baniwa, Baré, Pankará, Terena, Truká, Tukano, Wassu-Cocal y Xavante, provenientes de distintas regiones, grupos etarios, géneros, orientaciones sexuales y carreras universitarias. El análisis temático de contenido reveló cinco categorías: experiencias en la universidad con repercusiones en la salud, violencias generadoras de sufrimiento entre los estudiantes indígenas universitarios, experiencias de enfermedad entre estudiantes indígenas universitarios, modelos de atención en los procesos de salud-enfermedad y experiencias en los servicios de salud. Los resultados evidencian que la enfermedad trasciende el ámbito biomédico, articulando dimensiones físicas, espirituales, territoriales, emocionales y colectivas, y que el traslado a la universidad implica rupturas simbólicas y ontológicas, intensificadas por el racismo institucional y académico. También se observó que los itinerarios terapéuticos están atravesados por barreras interculturales en los servicios de salud, lo que lleva a los estudiantes a movilizar prácticas de autocuidado basadas en saberes ancestrales, frecuentemente articuladas con otros modelos de atención. Se concluye que garantizar el derecho a la salud de estos estudiantes exige cambios institucionales basados en la interculturalidad, la valorización de los saberes indígenas y la articulación entre la universidad y el sistema de salud, señalando la necesidad de políticas públicas integradas y sensibles a las especificidades indígenas.spa
dc.description.resumoSegundo o último censo, a população indígena no Brasil aproxima-se de 1,7 milhão de pessoas, com parcela expressiva em áreas urbanas. Esse deslocamento está relacionado a processos históricos como a invasão de territórios, violências no contato com a sociedade não indígena, dificuldades na geração de renda e o acesso ao ensino superior. A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com Políticas Afirmativas há dezoito anos, tornou-se um importante destino de indígenas de diferentes regiões do país. Este estudo teve como objetivo compreender os itinerários terapêuticos e as experiências de adoecimento de indígenas universitários da UFSCar, campus São Carlos, no contexto urbano. Tratou-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória, que utilizou diário de campo, questionário e entrevistas individuais como instrumentos de construção dos dados. Participaram treze indígenas, representantes dos povos Atikum, Bakairi, Baniwa, Baré, Pankará, Terena, Truká, Tukano, Wassu-Cocal e Xavante, de regiões, faixas etárias, gêneros, orientações sexuais e cursos universitários diferentes. A análise temática de conteúdo revelou cinco categorias: experiências na Universidade com desdobramentos na saúde, violências geradoras de sofrimento entre os indígenas universitários, experiências de adoecimentos entre indígenas universitários, modelos de atenção nos processos de saúde-doença e experiências nos serviços de saúde. Os resultados evidenciam que o adoecimento ultrapassa o campo biomédico, articulando dimensões físicas, espirituais, territoriais, emocionais e coletivas, e que o deslocamento para a universidade implica rupturas simbólicas e ontológicas, intensificadas pelo racismo institucional e acadêmico. Observou-se ainda que os itinerários terapêuticos são atravessados por barreiras interculturais nos serviços de saúde, levando os estudantes a mobilizarem práticas de autoatenção baseadas em saberes ancestrais, frequentemente articuladas a outros modelos de cuidado. Conclui-se que garantir o direito à saúde desses estudantes exige mudanças institucionais pautadas na interculturalidade, na valorização dos saberes indígenas e na articulação entre universidade e sistema de saúde, apontando para a necessidade de políticas públicas integradas e sensíveis às especificidades indígenas.por
dc.description.sponsorshipNão recebi financiamento
dc.identifier.citationMUTTI, Julio Cesar. Experiências de adoecimento de indígenas universitários: em um município do interior de São Paulo. 2026. Dissertação (Mestrado em Gestão da Clínica) – Universidade Federal de São Carlos, Campus São Carlos, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/24453.*
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/24453
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.centerCentro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Gestão da Clínica - PPGGC
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectSaúde de Populações Indígenaspor
dc.subjectPovos Indígenaspor
dc.subjectItinerários Terapêuticospor
dc.subjectPopulações Minoritárias, Vulneráveis e Desiguais em Saúdepor
dc.subjectNarrativas Pessoaispor
dc.subjectAções Afirmativaspor
dc.subjectUniversidadepor
dc.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE
dc.subject.ods10. Redução das Desigualdades
dc.titleExperiências de adoecimento de indígenas universitários: em um município do interior de São Paulopor
dc.title.alternativeIllness Experiences of Indigenous University Students in a Municipality in the Interior of São Pauloeng
dc.title.alternativeExperiencias de enfermedad de indígenas estudiantes universitarios en un municipio del interior del estado de São Paulospa
dc.typeDissertação

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