Nascer nas casas de parto do Brasil: panorama de saúde mental perinatal

dc.contributor.advisor1Bussadori, Jamile Claro de Castro
dc.contributor.advisor1Latteshttps://lattes.cnpq.br/4549657176930635
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0002-3048-5593
dc.contributor.authorSantos, Letícia Lima dos
dc.contributor.authorlatteshttps://lattes.cnpq.br/5006931114256573
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0000-0002-0893-4487
dc.contributor.refereeGozzi, Alana de Paiva Nogueira Fornereto
dc.contributor.refereeAlonso, Bruna Dias
dc.contributor.refereeLatteshttps://lattes.cnpq.br/0361502737203825
dc.contributor.refereeLatteshttps://lattes.cnpq.br/9326900248087932
dc.date.accessioned2026-05-26T12:11:06Z
dc.date.issued2025-08-25
dc.description.abstractConsidering the current scenario of perinatal care, experience obstetric violence during pregnancy, childbirth and the postpartum period. Associated with this, maternal mental health has shown high rates of illness and dissatisfaction with the care received may be impacting this situation. Objective: Investigate the impact of obstetric violence on post-traumatic stress disorder in women who gave birth in birthing centers or reference hospitals. Methodology: This study was based on the study "Nascer nas Casas de Parto" the aim was to evaluate the care provided in Birth Centers (BC) and compare it with the care provided in hospitals. The population was postpartum women attended in eight BC in Brazil, with more than 100 births in 2019, as well as the referral hospitals of the BC, in addition to monitored intra and postpartum transfers, also to neonatal transfers. Data collection took place between August 2022 and June 2025, reaching the previously calculated sample of 1,560 participants, incorporating data from healthcare professionals, managers, as well as prenatal care records and medical charts. For this study, data from stages three and four were used, with remote interviews using forms on The City Birth Trauma Scale and on mistreatment and abuse in the BC/Hospital, with the data recorded on the RedCap platform. Data analysis was performed using STATA software, version 17, and through the analysis, the sociodemographic profile, mean and scale scores were described, in addition to calculating prevalence and statistical significance considering p<0.05. The study was approved by the ethics committee and followed the resolutions on research with human beings. Results: 50.4%, of women, suffered some type of obstetric violence, negligence and inadequate vaginal examinations being the most frequently reported. The location where the woman gave birth and needed C-section were the factors that most influenced women to suffer obstetric violence. The City Birth Trauma Scale, with a validated score in Brazil >28, showed black women, without a partner, with a history of psychological problems and who underwent a C-section, had statistically significant mental health alterations. Conclusion: Women who needed to be transferred reported more obstetric violence, in addition to having a higher incidence of alterations in The City Birth Trauma Scale. In contrast, women who have birth in a BC had more positive experiences, with greater autonomy and female empowerment, as well as higher rates of vaginal births and lower rates of unnecessary interventions. Despite this, the study demonstrated the prevalence, even at lower rates, of obstetric violence in BC. Therefore, it is essential to encourage these birthing facilities to reduce C-section rates and promote positive experiences for women and families, while maintaining monitoring and educational practices to address obstetric violence in all care settings.eng
dc.description.resumoConsiderando o cenário atual do cuidado perinatal, muitas mulheres vivem violências obstétricas durante a gestação, parto e pós-parto. Associado a isto, a saúde mental materna tem apresentado altos índices de adoecimento de forma que a insatisfação com o cuidado recebido pode estar impactando nesta situação. Objetivo: Investigar o impacto da violência obstétrica no transtorno de estresse pós-traumático de mulheres que pariram em Centros de Parto Normal peri-hospitalares ou nos hospitais de referência. Metodologia: o presente estudo foi ancorado ao “Inquérito Nascer na Casas de Parto”, que buscou avaliar a assistência prestada em Centros de Parto Normal peri-hospitalares (CPNp) e compará-la com a assistência prestada em hospitais. Conduzido com puérperas atendidas em oito CPNp no Brasil, com mais 100 partos/ano em 2019, além dos hospitais de referência dos CPNp com o objetivo de monitorar as transferências intra e pós-parto, além das neonatais. A coleta de dados aconteceu entre agosto de 2022 e junho de 2025, ao alcançar a amostra previamente calculada de 1.560 participantes, incorporando dados provenientes de profissionais de saúde, gestores, bem como das cadernetas de acompanhamento pré-natal e prontuários. Para o presente estudo foram utilizados os dados das etapas três e quatro, com entrevistas remotas utilizando como recorte os formulários sobre Transtorno de Estresse Pós-Traumático e sobre Maus Tratos na Casa de Parto/Hospital, sendo os dados registrados na plataforma RedCap. A análise de dados utilizou o software STATA, versão 17, e através da análise foi descrito o perfil sociodemográfico, média e escore das escalas, além de calcular prevalência e significância estatística considerando p<0,05. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e seguiu as resoluções sobre pesquisas com seres humanos. Resultados: Do total das mulheres, 50,4% sofreram algum tipo de Violência Obstétrica, sendo a negligência e os toques vaginais inadequados os mais referidos. O local onde a mulher teve o parto e o desfecho da cesárea foram os fatores que mais influenciaram as mulheres a sofrerem violência. Em relação ao Transtorno de Estresse Pós-Traumático, considerando o escore validado no Brasil de >28 mulheres pretas, sem companheiro(a), com histórico de problemas psicológicos e que passaram por uma cesariana apresentaram alterações com significância estatística. Conclusão: Mulheres que precisaram ser transferidas relataram mais violências obstétricas, além de terem apresentado maior incidência de Transtorno de Estresse Pós-Traumático. Em contraste, mulheres que pariram em CPNp tiveram experiências mais positivas, com maior autonomia e empoderamento feminino, além de promoveram taxas maiores de partos vaginais e menores taxas de intervenções desnecessárias. Apesar disso, o estudo demonstrou a prevalência, mesmo em taxas menores, da Violência Obstétrica neste local. Portanto, é fundamental estimular esses locais de atendimento ao parto para reduzir as taxas de cesarianas e promover experiências positivas para as mulheres e famílias, mas manter o monitoramento e práticas educativas para o enfrentamento da Violência Obstétrica em todos os cenários de assistência.
dc.description.sponsorshipNão recebi financiamento
dc.identifier.citationSANTOS, Letícia Lima dos. Nascer nas casas de parto do Brasil: panorama de saúde mental perinatal. 2025. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) – Universidade Federal de São Carlos, Campus São Carlos, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/24169.*
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/24169
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.centerCentro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Enfermagem - PPGEnf
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subjectAssistência perinatal
dc.subjectSaúde Mental
dc.subjectTranstornos de estresse pós-traumáticos
dc.subjectViolência obstétrica
dc.subjectPerinatal careeng
dc.subjectMental healtheng
dc.subjectStress disorderseng
dc.subjectObstetric violenceeng
dc.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::ENFERMAGEM
dc.subject.ods5. Igualdade de Gênero
dc.subject.ods3. Saúde e Bem-Estar
dc.subject.ods18. Igualdade Étnico-Racial para o Desenvolvimento Sustentável
dc.titleNascer nas casas de parto do Brasil: panorama de saúde mental perinatal
dc.title.alternativeChildbirth in Brazilian birthing centers: an overview of perinatal mental healtheng
dc.typeDissertação

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