Análise do comportamento e preconceito racial: uma história de pesquisa

dc.contributor.advisor-co1Roche, Bryan
dc.contributor.advisor-co1orcidhttps://orcid.org/0000-0001-7413-2207
dc.contributor.advisor1De Rose, Júlio César Coelho
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3386857761295187
dc.contributor.authorPassarelli, Denise Aparecida
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/0851788582891976
dc.contributor.refereePerez, William Ferreira
dc.contributor.refereede Souza, Vinicius Pereira
dc.contributor.refereeElias, Nassim Chamel
dc.contributor.refereeAlmeida, João Henrique
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/7314992840427811
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/1033939086033693
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/4216525883778695
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/5650691726216420
dc.date.accessioned2026-05-05T19:28:52Z
dc.date.issued2026-03-13
dc.description.abstractThis thesis investigates anti-Black racial bias as symbolic responding organized by social, cultural, and historical contingencies, proposing an integrated research agenda that combines conceptual analysis, evaluation of explicit and implicit measures, and experimental intervention studies. Chapter 1 presents the theoretical framework, defining racial prejudice as relational responding and discussing conceptual and methodological challenges in its measurement and modification. Chapter 2 provides a critical review of empirical research on anti-Black racial bias within Behavior Analysis, identifying gaps that guide the subsequent experimental studies. Chapter 3 focuses on the evaluation of racial bias measures. Study 2, conducted with children aged 8 to 10 years, examined the temporal stability of an explicit valence measure (Likert scale) and the Function Acquisition Speed Test (FAST), an implicit measure, using a repeated-measures design, demonstrating high stability and sensitivity of the FAST to anti-Black racial bias. Study 3, also with children aged 8 to 10 years, employed a multimodal analysis of racial prejudice, identifying a substantial gender effect characterized by the devaluation of Black women, as well as contextual variation in social preference, indicating contextual control of relational responding. Chapter 4 presents intervention studies with children based on the stimulus equivalence paradigm. Study 4, with children aged 8 to 10 years, replicated procedures described by Mizael et al. (2016, 2022), demonstrating the formation of equivalence classes between Black faces and positive stimuli, with reductions in negative relations and valence differences, albeit with limited generalization and social desirability effects. Study 5, with 6-year-old children, showed greater convergence across measures and partial generalization, though without stable maintenance for all participants. In Study 6, using word-based equivalence procedures and longitudinal follow-up, produced more robust generalization effects and evidence of social validity, although changes occurred gradually and heterogeneously, with varying patterns of relational flexibility and resistance to change. A common finding across Experiments 3, 4, and 6 was that the absence of equivalence class formation was associated with the absence of change in racial bias measures. Chapter 5 presents adult study. Study 7, conducted with 116 White Irish adults, evaluated the effects of different FAST-based training configurations on implicit and explicit measures, including a shooter task based on the Police Officer’s Dilemma Task, the Modern Racism Scale, and facial valence ratings. The stereotype-consistent condition exacerbated bias relative to the control condition, whereas the counter-stereotypical and flexibility conditions produced mitigating effects, with the former being the most effective. Overall, this dissertation contributes to a systematic research agenda on anti-Black racial bias, demonstrating that behavioral procedures can reorganize previously established classes while also delineating the possibilities and limits of modifying racial relational control across development and adulthood.eng
dc.description.resumoEsta tese investiga o viés racial antinegro como responder relacional organizado por contingências sociais, culturais e históricas, propondo uma agenda integrada de análise conceitual, avaliação de medidas explícitas e implícitas e estudos experimentais de intervenção. O Capítulo 1 apresenta o enquadramento teórico da tese, definindo o preconceito racial como responder relacional e discutindo desafios conceituais e metodológicos para sua mensuração e modificação. O Capítulo 2 revisa criticamente a produção empírica sobre viés racial antinegro na Análise do Comportamento, identificando lacunas que orientam os estudos experimentais subsequentes. O Capítulo 3 reúne estudos voltados à avaliação de medidas de viés racial. O Estudo 2, com crianças de 8 a 10 anos, investigou a estabilidade temporal de uma medida explícita de valência (Escala Likert) e do Function Acquisition Speed Test (FAST), uma medida implícita, em delineamento de medidas repetidas, evidenciando elevada estabilidade do FAST e sensibilidade à detecção do viés racial antinegro. O Estudo 3, também com crianças de 8 a 10 anos, realizou uma análise multimodal do preconceito racial, identificando efeito substancial de gênero, com desvalorização da mulher negra, e variação contextual da preferência social, indicando controle contextual do responder relacional. O Capítulo 4 concentra os estudos interventivos com crianças, baseados no paradigma da equivalência de estímulos. O Estudo 4, com crianças de 8 a 10 anos, replicou procedimentos descritos por Mizael et al. (2016, 2022), demonstrando formação de classes de equivalência entre faces negras e estímulos positivos, com redução de relações negativas e diminuição das diferenças de valência, porém com generalização limitada e efeitos de desejabilidade social. O Estudo 5, com crianças de 6 anos, indicou maior convergência entre as medidas e evidências parciais de generalização, embora sem manutenção estável para todos os participantes. No Estudo 6, utilizando procedimentos de equivalência com palavras e acompanhamento longitudinal, gerou efeitos mais robustos de generalização e evidências de validade social, ainda que de forma gradual e heterogênea, com padrões variados de flexibilidade relacional e resistência à mudança. Um achado comum aos Experimentos 3, 4 e 6 foi que a ausência de formação de classes de equivalência esteve associada à ausência de mudanças nas medidas de viés racial. O Capítulo 5 apresenta o estudo com adultos. O Estudo 7, com 116 adultos irlandeses brancos, avaliou os efeitos de diferentes configurações de treino baseadas no FAST sobre medidas implícitas e explícitas, incluindo o jogo do atirador (baseado na Tarefa do Dilema do Policial), a Escala de Racismo Moderno e escalas de valência facial. A condição favorável ao estereótipo aprofundou o viés em relação ao controle, enquanto as condições contra estereotípica e de flexibilidade produziram efeitos mitigadores, sendo a primeira a mais eficaz. Em conjunto, a tese contribui para uma agenda sistemática de pesquisa sobre viés racial antinegro, demonstrando que procedimentos comportamentais podem reorganizar classes previamente estabelecidas, ao mesmo tempo em que evidencia limites e possibilidades da modificação do controle relacional racial ao longo do desenvolvimento e na vida adulta.
dc.description.sponsorshipFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
dc.description.sponsorshipId2021/04105-8
dc.description.sponsorshipId2023/06402-5
dc.identifier.citationPASSARELLI, Denise Aparecida. Análise do comportamento e preconceito racial: uma história de pesquisa. 2026. Tese (Doutorado em Psicologia) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/24056.por
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/24056
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologia - PPGPsi
dc.relation.urihttps://doi.org/10.1016/j.jcbs.2026.100981
dc.relation.urihttps://doi.org/10.1007/s42822-024-00181-6
dc.relation.urihttps://doi.org/10.1080/15021149.2024.2388487
dc.relation.urihttps://doi.org/10.1007/s40732-025-00660-1
dc.relation.urihttps://doi.org/10.18542/REBAC.V19I1.14941
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subjectPreconceito racial
dc.subjectViés racial antinegro
dc.subjectMedidas Comportamentais
dc.subjectEquivalência de Estímulos
dc.subjectFlexibilidade Relacional
dc.subjectResistência à Mudança
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
dc.subject.ods10. Redução das Desigualdades
dc.titleAnálise do comportamento e preconceito racial: uma história de pesquisa
dc.title.alternativeBehavior analysis and racial prejudice: a research historyeng
dc.typeTese

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