Somos mulheres, não somos feministas: a presença digital das deputadas conservadoras e a equidade de gênero (2023-2024)

dc.contributor.advisor1Silva, Gleidylucy Oliveira da
dc.contributor.advisor1Latteshttps://lattes.cnpq.br/1871892858720738
dc.contributor.authorRosseto, Lourdes Maria Porto
dc.contributor.authorlatteshttps://lattes.cnpq.br/5701070339884050
dc.contributor.refereeKerbauy, Maria Teresa Miceli
dc.contributor.refereeCoêlho, Tamires Ferreira
dc.contributor.refereeLatteshttps://lattes.cnpq.br/4762029784021248
dc.contributor.refereeLatteshttps://lattes.cnpq.br/1722581256304187
dc.date.accessioned2026-07-03T14:04:03Z
dc.date.issued2026-03-13
dc.description.abstractThis research investigates how neoconservative female parliamentarians re-elected in 2022 update their agenda in the digital environment regarding themes related to gender equity following the defeat of President Jair Messias Bolsonaro. The general objective of the study is to analyze how these women instrumentalize female identity as a strategic resource to promote neoconservative political views and delegitimize gender equity policies. To this end, the Instagram profiles of Congresswomen Bia Kicis and Carla Zambelli, both from the Liberal Party (PL), are analyzed during the 2023-2024 biennium. The methodology is anchored in Computational Social Science, employing Natural Language Processing (NLP) techniques, social network analysis, and multimodal qualitative analysis. The results indicate that, contrary to the cooling-off hypothesis, the patriotic and nationalist agenda remains central, strategically merging with family and religion agendas. A division of discursive labor is observed: while Carla Zambelli mobilizes engagement through political and affective maternalism, Bia Kicis operates a strategic legalism to contest democratic institutions. It is concluded that the digital mandate of these parliamentarians instrumentalizes "womanhood" and moral panic as tools for base cohesion and the maintenance of gender hierarchies, adapting resiliently to the opposition context.eng
dc.description.resumoEsta pesquisa investiga como parlamentares neoconservadoras reeleitas em 2022 atualizam sua agenda no ambiente digital em relação aos temas ligados à equidade de gênero após a derrota do presidente Jair Messias Bolsonaro. O estudo tem como objetivo geral analisar de que maneira essas mulheres instrumentalizam a identidade feminina como recurso estratégico para promover visões políticas neoconservadoras e deslegitimar as políticas de equidade de gênero. Para tanto, analisam-se os perfis do Instagram das deputadas Bia Kicis e Carla Zambelli, ambas do Partido Liberal (PL), durante o biênio 2023-2024. A metodologia ancora-se na Ciência Social Computacional, utilizando técnicas de Processamento de Linguagem Natural (PLN), análise de redes sociais e análise qualitativa multimodal. Os resultados indicam que, ao contrário da hipótese de arrefecimento, a pauta patriótica e nacionalista mantém-se central, fundindo-se estrategicamente às agendas de família e religião. Observa-se uma divisão de trabalho discursivo: enquanto Carla Zambelli mobiliza o engajamento através de um maternalismo político e afetivo, Bia Kicis opera um legalismo estratégico para contestar instituições democráticas. Conclui-se que o mandato digital dessas parlamentares instrumentaliza a "mulheridade" e o pânico moral como ferramentas de coesão da base e manutenção de hierarquias de gênero, adaptando-se com resiliência ao contexto de oposição.por
dc.description.sponsorshipNão recebi financiamento
dc.identifier.citationROSSETO, Lourdes Maria Porto. Somos mulheres, não somos feministas: a presença digital das deputadas conservadoras e a equidade de gênero (2023-2024). 2026. Dissertação (Mestrado em Ciência Política) – Universidade Federal de São Carlos, Campus São Carlos, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/24300.*
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/24300
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.centerCentro de Educação e Ciências Humanas - CECH
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciência Política - PPGPol
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectBia Kicispor
dc.subjectCarla Zambellipor
dc.subjectGêneropor
dc.subjectPolítica digitalpor
dc.subjectNeoconservadorismopor
dc.subjectGendereng
dc.subjectDigital politicseng
dc.subjectNeoconservatismeng
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::CIENCIA POLITICA::COMPORTAMENTO POLITICO
dc.subject.ods5. Igualdade de Gênero
dc.titleSomos mulheres, não somos feministas: a presença digital das deputadas conservadoras e a equidade de gênero (2023-2024)por
dc.title.alternativeWe are women, we are not feminists: the digital presence of conservative congresswomen and gender equity (2023-2024)eng
dc.typeDissertação

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