Representações sociais sobre o aborto em estudantes universitárias/os
| dc.contributor.advisor1 | Fioroni, Luciana Nogueira | |
| dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/8086810053892035 | |
| dc.contributor.advisor1orcid | https://orcid.org/0000-0002-2311-7848 | |
| dc.contributor.author | Santos, Laura dos | |
| dc.contributor.authorlattes | http://lattes.cnpq.br/9389676064839541 | |
| dc.date.accessioned | 2025-11-05T17:45:55Z | |
| dc.date.issued | 2025-02-11 | |
| dc.description.abstract | The research was conducted in two public institutions in the state of São Paulo, combining descriptive (quantitative) and qualitative-interpretative approaches, organized in two stages. The first stage was a screening phase (110 participants) using a virtual questionnaire, analyzed descriptively, and the Questionnaire of Values and Beliefs about Sexuality, analyzed according to the instrument's own guidelines (Sereno, Leal & Maroco, 2009). The second stage consisted of a qualitative phase, involving semi-structured interviews and the Free Word Association Test (FWAT), conducted in person with three university students who answered affirmatively to the question “have you experienced abortion.” The theoretical framework guiding the discussion of the results was the Theory of Social Representations (Moscovici, 2015; Jodelet, 2001). The results from the first stage allowed for the construction of a general profile of the participants: women, 23 years old, white, fourth-year undergraduate health students at a federal university, agnostic or without religious affiliation. Most were from the Southeast region and interior of São Paulo state. With a family income ranging from R$5,000 to R$10,000, they belonged to middle-class families, with individual incomes between R$1 and R$2,000. These data are fundamental to understanding the results from the Questionnaire of Values and Beliefs about Sexuality, which indicated that this population does not believe motherhood is a woman’s main life project; they view female pleasure as highly significant; there is a tendency to consider the idea of reproduction as a primarily female function to be outdated. They were ambiguous about whether female sexuality should necessarily be linked to emotional life, and positioned themselves as moderate regarding negative representations of abortion, neither progressive nor conservative on this issue. Also in this stage, it was observed that for some participants, pregnancy and abortion are not necessarily connected; the experience is seen as psychosocial, separating one phenomenon from the other. It is also described as a deeply traumatic experience that leads women to seek strategies to overcome and re-signify this event in their lives. In the second stage of the study, in Analytical Category 01: Abortion Experience, we highlight the presence of an important ethno-social determinant that differentiates the participants and reinforces that those who do not access health services are the ones most at risk. Additionally, the hospital was problematized as a space of care for these women, and how the illegality of abortion contributes to the challenges faced. In Analytical Category 02: Determinants and Effects of Abortion, the abortion event was addressed as a potentially traumatic experience within each individual's life context. The experiences of two participants with feelings of terror related to the pregnancy were particularly notable. It is worth remembering that, in the first stage, they reported not feeling pregnant at any point prior to the abortion. This is important for recognizing that the phenomenon of pregnancy cannot be reduced to a purely biological event. Analytical Category 03: Abortion as a Gender Issue, reveals feelings of abandonment, guilt, and the emotional burden that women mobilize to face this traumatic event, closely linked to significant gender-related issues. Finally, Analytical Category 04: Beliefs and Values about Gender/Sexuality, emphasizes how two participants sought readings and studies as a way of coping with the abortion experience. | eng |
| dc.description.resumo | A pesquisa foi realizada em duas instituições públicas do estado de São Paulo, combinando abordagens descritiva (quantitativa) e qualitativa-interpretativa, organizadas em duas etapas. A primeira foi a etapa de rastreio (110 participantes) por meio de questionário virtual, analisados de forma descritiva e Questionário de Valores e Crenças sobre Sexualidade, analisados a partir das instruções do próprio instrumento (Sereno, Leal & Maroco, 2009). A 2ª etapa foi a etapa qualitativa com entrevista semi estruturada e a aplicação do Teste de Associação Livre de Palavras (TALP), feita de forma presencial com 3 universitárias que responderem afirmativamente à questão "de ter vivenciado o aborto". O referencial teórico de base para a discussão dos resultados foi a Teoria das Representações Sociais (Moscovici, 2015; Jodelet, 2001). Os resultados encontrados na 1ªetapa do estudo, permitiram traçar um perfil geral das participantes como sendo mulher, 23 anos, branca, cursando o 4ºano de graduação na área da saúde na Universidade Federal, agnóstica/sem crença religiosa. São majoritariamente do sudeste e do interior de São Paulo. Com renda familiar entre R$5.000,00 e R$10.000,00, fazem parte de famílias de classe média, e renda individual de R$1,00 até R$2.000,00. Esses dados são fundamentais para entendermos os resultados do Questionário de Valores e Crenças sobre Sexualidade que indicou que essa população não acredita que a maternidade seja o projeto principal da mulher; que o prazer feminino é algo bastante significativo; há uma tendência em acharem retrógrada a ideia da reprodução ser uma função primordialmente feminina; não deixaram claro se concordam ou não com a ideia da vida sexual feminina também ser vinculada com a vida afetiva e se portaram como mediana no que diz respeito as representações negativas do aborto, se apresentando uma população nem progressista e nem conservadora sob esse aspecto. Ainda nessa etapa da pesquisa observou-se que para algumas das participantes gravidez e aborto não estão necessariamente vinculados, é uma experiência psicossocial que desvincula um fenômeno do outro além de ser uma experiência absolutamente traumática que as levam a recorrem a estratégias para superar e resignificar esse evento em suas vidas. Na 2ªetapa da pesquisa, na Categoria Analítica 01. Experiência do Aborto, destacamos a presença de um determinante etnicossocial importante que diferencia as participantes e que reforça que quem não chega no equipamento de saúde é quem mais corre riscos. Além disso houve a problematização do hospital como espaço de cuidado para essas mulheres e como a ilegalidade do aborto contribui para isso. Na Categoria Analítica 02. Determinantes e efeitos do aborto, foi tratado como o evento do aborto pode ser traumático dentro da experiência individual de cada uma. Destaca-se aqui a vivência de duas participantes com suas experiências de terror com a gravidez e relembramos que na 1ªetapa elas relataram não se sentirem grávidas durante todo o processo anterior ao aborto. Isso é importante para observarmos que o fenômeno da gravidez não se resume ao evento biológico. A Categoria Analítica 03. Aborto como questão de gênero, retrata os sentimentos de abandono, culpa e toda a carga emocional recrutada pelas mulheres para enfrentar o evento traumatico vinculados com questões importantes de gênero. E por fim a Categoria Analítica 04. Crenças e valores sobre gênero/sexualidade, destacamos a busca por leituras, estudos que duas participantes tiveram como forma de lidar com a experiência do aborto. | por |
| dc.description.sponsorship | Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) | |
| dc.description.sponsorshipId | 2024/00250-1 | |
| dc.identifier.citation | SANTOS, Laura dos. Representações sociais sobre o aborto em estudantes universitárias/os. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/23016. | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/20.500.14289/23016 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de São Carlos | |
| dc.publisher.address | Campus São Carlos | |
| dc.publisher.course | Psicologia - Psi | |
| dc.publisher.initials | UFSCar | |
| dc.rights | Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil | en |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ | |
| dc.subject | Aborto | por |
| dc.subject | Representações sociais | por |
| dc.subject | Universitárias | por |
| dc.subject.cnpq | CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA SOCIAL::PAPEIS E ESTRUTURAS SOCIAIS; INDIVIDUO | |
| dc.subject.ods | 5. Igualdade de Gênero | |
| dc.title | Representações sociais sobre o aborto em estudantes universitárias/os | por |
| dc.title.alternative | Social representation about abortion among university students | eng |
| dc.type | TCC |
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