Histórias invisibilizadas na terapia ocupacional: contribuições das mulheres negras na construção da profissão

dc.contributor.advisor1Borba, Patrícia Leme de Oliveira
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4193205735379897
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0002-9654-8593
dc.contributor.authorSouza, Roberta dos Santos
dc.contributor.authorlatteshttps://lattes.cnpq.br/9772979907382270
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0009-0002-1981-7232
dc.date.accessioned2025-08-29T12:20:53Z
dc.date.issued2025-06-27
dc.description.abstractThe research aimed to seek out, identify, and write about the life stories and contributions of self-identified Black Brazilian occupational therapists who graduated between 1958 and 2000. The investigative process included the analysis of historical documents, the review of articles and publications aligned with ethnic-racial themes, the conduction of interviews, among other sources that enabled the construction of a broad overview of the history of the Black Movement, Black women in science, and their participation in Occupational Therapy. Following multiple paths to identify the collaborators, nine escrevivências (lived and narrated experiences) of Black occupational therapists were gathered: Maria Bernardete da Silva Roque de Faria, Dalila Ribeiro Alves Vilella, Eliana Maria de Moraes, Marta Soares, Haydée Monteiro, Vanilza Rodrigues dos Santos, Márcia Cabral Costa, Rita de Cássia Barcellos Bittencourt, and Gilma Corrêa Coutinho. The contributions of Black occupational therapists to the construction and development of Occupational Therapy in Brazil are marked by pioneering efforts, ethical-political commitment, dedication, and the production of knowledge across various areas of practice, both professional and academic. Were pioneers in the expansion and implementation of Occupational Therapy courses in the states of Rio de Janeiro and Espírito Santo; in the creation of the Atelier Gaia (RJ); and in their work as consultants and project coordinators in collaboration with major Brazilian companies, expanding the professional scope of the field. In the realm of research and theoretical production, their highlights include participation in the Grupo de Estudos Profundos de Terapia Ocupacional (GEs.TO), with deep engagement in the theories of Rui Chamone and related publications. In teaching, they have led research lines such as AAAfroNTO and LAB Isè, helping to consolidate Black and intersectional epistemologies within Occupational Therapy. Their work also contributed to the consolidation and expansion of physical rehabilitation in Espírito Santo; to community-based practices focused on quilombola communities and the fight against racial inequalities, including participation in hetero-identification committees as mechanisms for ensuring affirmative action policies. Within Brazil’s Unified Health System (SUS), they have stood out in the field of mental health, working in substitute services and community- and territory-based care systems, with practices aimed at empowering individuals, ensuring rights, and strengthening the protagonism of socially vulnerable groups. The recognition of these escrevivências is essential for advancing a Brazilian Occupational Therapy that is critical, plural, anti-racist, and committed to social transformationeng
dc.description.resumoA pesquisa teve como objetivo buscar, identificar e escreviver as histórias e contribuições de terapeutas ocupacionais autodeclaradas negras brasileiras que se graduaram entre os anos de 1958 e 2000. O processo investigativo incluiu a análise de documentos históricos, o levantamento de artigos e produções alinhados à temática étnico-racial, a realização de entrevistas, entre outras fontes que permitiram a construção de um panorama amplo sobre a história do Movimento Negro, das mulheres negras na ciência e na Terapia Ocupacional. Partindo de diferentes itinerários para reunir os nomes das colaboradoras entrevistadas, foram produzidas nove escrevivências de terapeutas ocupacionais negras, a saber de: Maria Bernardete da Silva Roque de Faria, Dalila Ribeiro Alves Vilella, Eliana Maria de Moraes, Marta Soares, Haydée Monteiro, Vanilza Rodrigues dos Santos, Márcia Cabral Costa, Rita de Cássia Barcellos Bittencourt e Gilma Corrêa Coutinho. As contribuições das terapeutas ocupacionais negras na construção e desenvolvimento da Terapia Ocupacional no Brasil é marcado por pioneirismo, compromisso ético-político, dedicação e produção de saberes em diferentes campos de atuação, tanto profissional quanto acadêmico. Todas as nove escrevivências, a sua maneira, colocaram luz nos seguintes temas: o percurso realizado para conhecer e adentrar na Terapia Ocupacional, como se tornaram mulheres negras – Terapretas, quais foram situações enfrentaram o racismo em seus cotidianos profissionais e, quais contribuições elas reconhecem e são reconhecidas no campo da Terapia Ocupacional. Destacamos dentre as principais contribuições: foram precursoras na expansão e implementação do curso de TO nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo; na construção do Atelier Gaia (RJ); na atuação como consultora e coordenadora de projetos junto a grandes empresas brasileiras, ampliando os campos de inserção da profissão. No âmbito da pesquisa e da produção teórica, destacam-se: integrante do Grupo de Estudos Profundos de Terapia Ocupacional (GEs.TO), com aprofundamentos na teoria de Rui Chamone e publicações; no campo da docência, liderança na linhas de pesquisa -AAAfroNTO e do LAB Isè, consolidando epistemologias negras e interseccionais na Terapia Ocupacional; na consolidação e expansão da área de reabilitação física no Espírito Santo; Nas produções e práticas voltadas a comunidades quilombolas e ao enfrentamento das desigualdades étnico-raciais, incluindo a participação em bancas de heteroidentificação como mecanismo de garantia de ações afirmativas. No Sistema Único de Saúde (SUS), destacam-se na área da saúde mental, atuando em serviços substitutivos, dispositivos de cuidado comunitário e territoriais, com práticas voltadas à emancipação dos sujeitos, à garantia de direitos e ao fortalecimento do protagonismo dos sujeitos vulnerabilizados. Por fim, conclui-se que o reconhecimento dessas escrevivências é fundamental para a ampliação de uma Terapia Ocupacional Brasileira, crítica, plural, antirracista e comprometida com a transformação social.por
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.identifier.citationSOUZA, Roberta dos Santos. Histórias invisibilizadas na terapia ocupacional: contribuições das mulheres negras na construção da profissão. 2025. Dissertação (Mestrado em Terapia Ocupacional) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/22650.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/22650
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Terapia Ocupacional - PPGTO
dc.rightsAttribution-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
dc.subjectMulheres negraspor
dc.subjectTerapia ocupacionalpor
dc.subjectEscrevivênciaspor
dc.subjectContribuiçõespor
dc.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
dc.titleHistórias invisibilizadas na terapia ocupacional: contribuições das mulheres negras na construção da profissãopor
dc.title.alternativeInvisible stories in occupational therapy: contributions of black women in the construction of the professioneng
dc.typeDissertação

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