Antropologia da alimentação: a construção de costumes e hábitos alimentares na região do Sudoeste Paulista

dc.contributor.advisor1Duval, Henrique Carmona
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1127516712972199
dc.contributor.authorD’Angelo, Isabela De Carvalho
dc.date.accessioned2025-12-08T13:51:00Z
dc.date.issued2025-11-24
dc.description.abstractEl presente trabajo se sitúa en la confluencia de la antropología de la alimentación, campo que comprende la alimentación como un fenómeno complejo, capaz de revelar estructuras sociales, sistemas simbólicos y trayectorias del individuo. Más que atender a una necesidad fisiológica, el acto de alimentarse manifiesta una red de significados culturales, afectivos e históricos que moldean y son moldeados por las experiencias humanas. La alimentación lleva, así, marcas de la memoria, la ancestralidad y la vida cotidiana, funcionando como una lente privilegiada para comprender dinámicas sociales e identidades colectivas. Para investigar tales dimensiones, este trabajo empleó la metodología de bola de nieve en el territorio del Sudoeste Paulista, una estrategia que permitió alcanzar interlocutores con vivencias diversas, ampliando la percepción sobre prácticas y hábitos alimentarios en la región. Las entrevistas presenciales, realizadas con apertura dialógica y acompañadas de observaciones y anotaciones sistemáticas, hicieron posible mapear distinciones entre los conceptos de “comida” y “alimento”, así como captar experiencias, afectos, memorias y significados atribuidos al acto de comer. A partir de este conjunto de relatos, surgió un panorama rico y plural, revelador de la profundidad que la alimentación asume en la construcción social local. La alimentación, entendida como un entrelazamiento entre cultura, religión, política, cotidianidad y afecto, se presenta aquí como un elemento fundamental para la comprensión de las identidades alimentarias del Sudoeste Paulista. Las prácticas culinarias y los saberes transmitidos entre generaciones asumen un papel que sobrepasa la función nutricional, configurándose como rituales, formas de pertenencia e instrumentos de reafirmación cultural. La comida aparece, así, como símbolo y lenguaje, en tanto expresa valores, organiza relaciones y delimita vínculos comunitarios y espirituales. Al mismo tiempo, esos mismos hábitos están en constante transformación, tensionados por las relaciones entre individuo y sociedad, por los distintos estatus sociales y por las experiencias afectivas que componen a cada sujeto. El estudio también analizó la presencia creciente de la globalización y sus desdoblamientos sobre las prácticas alimentarias de la región. Se observó que la expansión de productos industrializados, la estandarización de preferencias alimentarias y la demanda por soluciones rápidas introducen desafíos significativos al mantenimiento de la diversidad culinaria local. La facilidad de acceso a alimentos listos y la difusión de modelos alimentarios globalizados oprimen tradiciones ancestrales y modos de preparación transmitidos en el ámbito familiar y comunitario. En síntesis, la alimentación se revela como un vasto tapiz compuesto por tradiciones, memorias, saberes y prácticas que definen y reflejan a las comunidades del Sudoeste Paulista. Al explorar estas capas, este estudio destaca la potencia de la antropología de la alimentación para iluminar procesos sociales más amplios, reafirmando la comida como un elemento indispensable para comprender los modos de vivir, sentir y significar el mundo.spa
dc.description.resumoO presente trabalho situa-se na confluência da antropologia da alimentação, campo que compreende a alimentação como um fenômeno complexo, capaz de revelar estruturas sociais, sistemas simbólicos e trajetórias do indivíduo. Mais do que atender a uma necessidade fisiológica, o ato de se alimentar manifesta uma rede de significados culturais, afetivos e históricos que moldam e são moldados pelas experiências humanas. A alimentação carrega, assim, marcas da memória, ancestralidade e vida cotidiana, funcionando como lente privilegiada para compreender dinâmicas sociais e identidades coletivas. Para investigar tais dimensões, este trabalho empregou a metodologia bola de neve no território do Sudoeste Paulista, estratégia que possibilitou alcançar interlocutores com vivências diversas, ampliando a percepção sobre práticas e hábitos alimentares na região. As entrevistas presenciais, realizadas com abertura dialógica e acompanhadas de observações e anotações sistemáticas, permitiram mapear distinções entre os conceitos de “comida” e “alimento”, bem como captar experiências, afetos, memórias e significados atribuídos ao ato de comer. A partir desse conjunto de relatos, surgiu um panorama rico e plural, revelador da profundidade que a alimentação assume na construção social local. A alimentação, entendida como entrelaçamento entre cultura, religião, política, cotidiano e afeto, é aqui elemento fundamental para a compreensão das identidades alimentares do Sudoeste Paulista. As práticas culinárias e os saberes transmitidos entre gerações assumem papel que ultrapassa a função nutricional, configurando-se como rituais, formas de pertencimento e instrumentos de reafirmação cultural. A comida aparece, assim, como símbolo e linguagem uma vez que expressa valores, organiza relações e demarca vínculos comunitários e espirituais. Ao mesmo tempo, esses mesmos hábitos estão em constante transformação, tensionados pelas relações entre indivíduo e sociedade, pelos diferentes status sociais e pelas experiências afetivas que compõem cada sujeito. O estudo também analisou a presença crescente da globalização e seus desdobramentos sobre as práticas alimentares da região. Observou-se que a expansão de produtos industrializados, a padronização de preferências alimentares e a demanda por soluções rápidas introduzem desafios significativos à manutenção da diversidade culinária local. A facilidade de acesso a alimentos prontos e a difusão de modelos alimentares globalizados oprimem tradições ancestrais e modos de preparo transmitidos no âmbito familiar e comunitário. Em síntese, a alimentação revela-se como uma tapeçaria vasta composta por tradições, memórias, saberes e práticas que definem e refletem as comunidades do Sudoeste Paulista. Ao explorar essas camadas, este estudo destaca a potência da antropologia da alimentação para iluminar processos sociais mais amplos, reafirmando a comida como elemento indispensável para compreender os modos de viver, sentir e significar o mundo.por
dc.identifier.citationD’ANGELO, Isabela De Carvalho. Antropologia da alimentação: a construção de costumes e hábitos alimentares na região do Sudoeste Paulista. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia de Alimentos) – Universidade Federal de São Carlos, Lagoa do Sino, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/23160.por
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/23160
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus Lagoa do Sino
dc.publisher.courseEngenharia de Alimentos - EAl-LS
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.rightsAttribution-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
dc.subjectAntropologiapor
dc.subjectHábitospor
dc.subjectCostumespor
dc.subjectAlimentaçãopor
dc.subjectCulturapor
dc.subjectSociedadepor
dc.subjectAncestralidadepor
dc.subjectAntropologíaspa
dc.subjectHábitosspa
dc.subjectCostumbresspa
dc.subjectAlimentaciónspa
dc.subjectCulturaspa
dc.subjectSociedadspa
dc.subjectAncestralidadspa
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIA::ANTROPOLOGIA RURAL
dc.subject.ods2. Fome Zero e Agricultura Sustentável
dc.titleAntropologia da alimentação: a construção de costumes e hábitos alimentares na região do Sudoeste Paulistapor
dc.title.alternativeAntropología de la alimentación: la construcción de costumbres y hábitos alimentarios en la región del Sudoeste Paulistaspa
dc.typeTCC

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