“Créditos de carbono” e a noção de fórmula: funcionamento no discurso corporativo sobre sustentabilidade
| dc.contributor.advisor1 | Baronas, Roberto Leiser | |
| dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/4613001301744682 | |
| dc.contributor.author | Santos, Éric Alan de Azevedo | |
| dc.contributor.authorlattes | http://lattes.cnpq.br/8901885395920647 | |
| dc.contributor.authororcid | https://orcid.org/0009-0007-4170-9875 | |
| dc.contributor.referee | Araújo, Lígia Mara Boin Menossi de | |
| dc.contributor.referee | Carreon, Renata de Oliveira | |
| dc.contributor.refereeLattes | http://lattes.cnpq.br/7893136450669304 | |
| dc.contributor.refereeLattes | http://lattes.cnpq.br/3874251351469772 | |
| dc.contributor.refereeorcid | https://orcid.org/0000-0003-2047-3019 | |
| dc.contributor.refereeorcid | https://orcid.org/0000-0003-1945-1904 | |
| dc.date.accessioned | 2026-08-31T18:14:48Z | |
| dc.date.issued | 2026-08-07 | |
| dc.description.abstract | Emissions offsetting in carbon markets has become a central strategy in how large corporations construct their image of sustainability, and the phrase “carbon credits”, recurrent in their reports, shows signs of functioning as a discursive formula in the sense proposed by Krieg-Planque. We investigate how this phrase operates in corporate discourse on sustainability across its four constitutive dimensions, articulating the notion of formula with Maingueneau's scenes of enunciation and discursive ethos and also drawing on Orlandi's work on silencing and Paveau's on discursive virtue. The material brings together the 44 Sustainability Reports and Integrated Reports for the 2023 fiscal year, from Brazilian companies listed simultaneously on the ISE B3 and ICO2 indexes, together with media and social-movement materials; the reports follow the GRI standard, which regulates the generic scene and delimits the sayable about corporate sustainability. The analysis shows a morphosyntactically stable signifier, anchored in an economic-financial memory that, within the neoliberal discursive formation, captures “sustainability” and forecloses the meanings associated with climate justice, reparation, and degrowth; shifting from a technical-legal term in the Kyoto Protocol (1997) to an operator of corporate virtue in the ESG era, the phrase attains sectoral hegemony without becoming universal and has its controversy managed within the reports, through certifications and hierarchizations, while it erupts in the media sphere, where it is contested as “accounting fiction” and “carbon colonialism”. Within corporate discourse, the phrase reconfigures the climate crisis as a technical-managerial issue and naturalizes the continuation of the very pollution it claims to combat. It is the persistence of the form beneath the variation of scenes, from the report to media contestation, that sustains the central thesis of this work, namely that crystallization is a necessary though not sufficient condition, and that what converts “carbon credits” into a full formula is its potential for transit across heterogeneous scenes, by which the same signifier is reinscribed in antagonistic discourses without dissolving. | eng |
| dc.description.resumo | A compensação de emissões em mercados de carbono tornou-se estratégia central na construção da imagem de sustentabilidade das grandes empresas, e o sintagma “créditos de carbono”, recorrente em seus relatórios, apresenta indícios de funcionamento como fórmula discursiva, na acepção de Krieg-Planque. Investigamos como esse sintagma opera no discurso corporativo sobre sustentabilidade, em suas quatro dimensões constitutivas, articulando a noção de fórmula às cenas da enunciação e ao ethos em Maingueneau e mobilizando ainda Orlandi, sobre silenciamento, e Paveau, sobre virtude discursiva. O material reúne os 44 Relatórios de Sustentabilidade e Relatos Integrados de 2023, de empresas listadas simultaneamente nos índices ISE B3 e ICO2, somados a materiais midiáticos e de movimentos sociais; os relatórios seguem a norma GRI, que regula a cena genérica e delimita o dizível sobre sustentabilidade corporativa. A análise mostra um significante morfossintaticamente estável, ancorado em uma memória econômico-financeira que, no interior da formação discursiva neoliberal, captura “sustentabilidade” e interdita os sentidos de justiça climática, reparação e decrescimento; deslocado do termo técnico-jurídico do Protocolo de Quioto (1997) ao operador de virtude corporativa da era ESG, o sintagma alcança hegemonia setorial sem se universalizar e tem a polêmica administrada nos relatórios, por certificações e hierarquizações, enquanto ela eclode na esfera midiática, onde é contestado como “ficção contábil” e “colonialismo de carbono”. No discurso corporativo, o sintagma reconfigura a crise climática como questão técnico-gerencial e naturaliza a continuidade da poluição que afirma combater. É a permanência da forma sob a variação das cenas, do relatório à contestação midiática, que sustenta a tese central do trabalho, a de que a cristalização é condição necessária, ainda que não suficiente, e de que o que converte “créditos de carbono” em fórmula plena é seu potencial de trânsito entre cenas heterogêneas, pelo qual o mesmo significante se reinscreve em discursos antagônicos sem se desfazer. | por |
| dc.description.sponsorship | Não recebi financiamento | |
| dc.identifier.citation | SANTOS, Éric Alan de Azevedo. “Créditos de carbono” e a noção de fórmula: funcionamento no discurso corporativo sobre sustentabilidade. 2026. Dissertação (Mestrado em Linguística) – Universidade Federal de São Carlos, Campus São Carlos, 0202. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/24613. | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/20.500.14289/24613 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de São Carlos | |
| dc.publisher.address | Campus São Carlos | |
| dc.publisher.center | Centro de Educação e Ciências Humanas - CECH | |
| dc.publisher.initials | UFSCar | |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Linguística - PPGL | |
| dc.rights.uri | https://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/ | |
| dc.subject | Análise do discurso | por |
| dc.subject | Fórmula discursiva | por |
| dc.subject | Cenas da enunciação | por |
| dc.subject | Créditos de carbono | por |
| dc.subject | Relatórios de sustentabilidade | por |
| dc.subject | Discourse analysis | eng |
| dc.subject | Discursive formula | eng |
| dc.subject | Scenes of enunciation | eng |
| dc.subject | Carbon credits | eng |
| dc.subject | Sustainability reports | eng |
| dc.subject.cnpq | LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA | |
| dc.subject.cnpq | LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA::TEORIA E ANALISE LINGUISTICA | |
| dc.subject.ods | 13. Ação contra a Mudança Global do Clima | |
| dc.title | “Créditos de carbono” e a noção de fórmula: funcionamento no discurso corporativo sobre sustentabilidade | por |
| dc.title.alternative | “Carbon credits” and the notion of formula: how the phrase operates in corporate discourse on sustainability | eng |
| dc.type | Dissertação |
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