"Não temos tempo de temer a morte": uma etnografia da criatividade política de migrantes racializados em São Paulo durante a pandemia de Covid-19

dc.contributor.advisor1Machado, Igor José de Renó
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4705450652848752por
dc.contributor.authorBranco-Pereira, Alexandre
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/7792596762903794por
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0000-0002-3513-5728por
dc.date.accessioned2024-07-11T18:57:36Z
dc.date.available2024-07-11T18:57:36Z
dc.date.issued2024-01-15
dc.description.abstractThe hegemony of the vulnerability perspective in studies produced on migrants is well known. As a result of an ethnographic research carried out between 2020 and 2023, this work is interested in understanding the political responses that racialized migrants articulated in the face of the end of the world represented by the Covid-19 pandemic. I discuss, through the analysis of political mobilizations in health contexts during the pandemic, how the emic categories of universality and equity are tensioned - often taken as semantically close to privilege. Thus, health is a scarce right - the more people access it, the fewer rights there are to be accessed. The notion of universality - of the SUS, but also of human status - engenders a logic of flattening inequalities by suppressing differences, producing irreconcilable worlds. Such phenomena make up what I call forced forgetfulness mechanisms, which allocate uncomfortable political facts to the realm of hallucinations. Thus, what is real is defined by the indexation of power. It is in this context that migrant movements emerge, with the aim of making what is considered hallucinated real, grounding and guaranteeing the registration of their political demands before the State. This is a work of engaged anthropology that seeks to establish horizontal relationships with its interlocutors, acting not only in cold data prospecting, but seeking to build an anti-basement policy with them.eng
dc.description.resumoÉ conhecida a hegemonia da perspectiva da vulnerabilidade nos estudos produzidos sobre os migrantes. Fruto de uma pesquisa etnográfica realizada entre 2020 e 2023, este trabalho se interessa em compreender as respostas políticas que migrantes racializados articularam diante do fim do mundo representado pela pandemia de Covid-19. Discuto, por meio da análise das mobilizações políticas em contextos de saúde durante a pandemia, como são tensionadas as categorias êmicas de universalidade e equidade - esta última frequentemente tomada enquanto semanticamente próxima a privilégio. Assim, a saúde é um direito escasso - quanto mais pessoas acessam, menos direito há para ser acessado. A noção de universalidade - do SUS, mas também do status de humano - engendra uma lógica de aplainamento das desigualdades pela supressão das diferenças, produzindo mundos irreconciliáveis. Tais fenômenos compõem o que chamo de mecanismos de imposição de esquecimento, que aloca fatos políticos incômodos na seara das alucinações. Assim, o que é real é definido pela indexação de poder. É nesse contexto que emergem os movimentos de migrantes, com o objetivo de tornar real o considerado alucinado, aterrando e garantindo o registro de suas demandas políticas perante o Estado. Este é um trabalho de antropologia engajada que procura estabelecer relações horizontais com seus interlocutores, atuando não apenas na prospecção de dados a frio, mas buscando construir junto a eles uma política antiporão.por
dc.description.sponsorshipOutrapor
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)por
dc.description.sponsorshipIdProcesso nº 88887.616983/2021-00, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)por
dc.description.sponsorshipIdProcesso nº 88887.700771/2022-00, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)por
dc.description.sponsorshipIdProcesso nº 88887.696508/2022-00, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)por
dc.description.sponsorshipIdGrant number 10496, Wenner-Gren Foundationpor
dc.identifier.citationBRANCO-PEREIRA, Alexandre. "Não temos tempo de temer a morte": uma etnografia da criatividade política de migrantes racializados em São Paulo durante a pandemia de Covid-19. 2024. Tese (Doutorado em Antropologia Social) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/19919.por
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/19919
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlospor
dc.publisher.addressCampus São Carlospor
dc.publisher.initialsUFSCarpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Antropologia Social - PPGASpor
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/*
dc.subjectSUSpor
dc.subjectUniversalidadepor
dc.subjectEquidadepor
dc.subjectMigrantespor
dc.subjectCovid-19por
dc.subjectRefugiadospor
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIA::ANTROPOLOGIA URBANApor
dc.title"Não temos tempo de temer a morte": uma etnografia da criatividade política de migrantes racializados em São Paulo durante a pandemia de Covid-19por
dc.title.alternative"There is no time to fear death": an ethnography of political creativity of racialized migrants in São Paulo during the Covid-19 pandemiceng
dc.title.alternative"No tenemos tiempo para temer la muerte": una etnografía de la creatividad política de los migrantes racializados en São Paulo durante la pandemia de Covid-19spa
dc.typeTesepor

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