O labirinto filosófico: recurso didático para uma educação menor no ensino de filosofia fundamental

dc.contributor.advisor1Maamari, Adriana Mattar
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5707827597161294
dc.contributor.authorCarlos, Daniel Moraes
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/8820137802565160
dc.contributor.refereeHenning, Leoni Maria Padilha
dc.contributor.refereeKohan, Walter Omar
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/8165332587246727
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/8252328432864159
dc.date.accessioned2026-05-25T12:25:35Z
dc.date.issued2025-12-18
dc.description.abstractThis dissertation, developed within the framework of the Professional Master’s Degree in Philosophy, proposes a pedagogical product aimed at teaching philosophy in Elementary Education (Cycles 1 and 2). The work is grounded in a central hypothesis: the teaching of philosophy should proceed from the child toward philosophy, rather than from philosophy toward the child. This reversal of perspective entails recognizing childhood not as an object of control or a stage to be overcome, but as a creative potency capable of operating and transforming thought. In this direction, the research articulates Sandra Mara Corazza’s critical genealogy of childhood with Gilles Deleuze’s philosophy of difference. From this dialogue emerges a pedagogical practice, inspired by Jacques Derrida, Silvio Gallo, and other authors, that breaks with the logic of explanation and the mere transmission of content and, from the perspective of “minor education,” seeks to resist both institutionalization and uncritical reproduction. The pedagogical dispositif developed—the “Philosophical Labyrinth”—materializes this hypothesis by catalyzing the Tragic Experience, understood not as suffering or catastrophe, but as a necessary condition for the emergence of autonomous thought and children’s philosophical authorship. Structured as a “workshop of concepts,” the dispositif fosters a collective, creative, and emancipatory philosophical practice that values the singularity of children’s thinking and experience as the foundations of philosophizing. Methodologically, the research adopts a qualitative and exploratory approach. The literature review is narrative in nature, selecting works that provide a foundation for understanding childhood and the right to philosophy, as well as the role of philosophy in Elementary Education. The documentary analysis focuses on UNESCO guidelines for the teaching of philosophy and the Municipal Curriculum of Indaiatuba (2022), confronting the required competencies with a proposal centered on conceptual creation. The ethnographic reflection procedure is configured as action research, in which the researcher, in his role as a teacher in the municipal school system of Indaiatuba, observes and records classroom dynamics, mapping “lines of flight” within the silences of children. The results indicate the viability of a philosophical practice that articulates children’s right to philosophy—recognized by UNESCO and the Convention on the Rights of the Child—with an approach that values “becoming-child” as a transgressive and ethical force. It is concluded that the teaching of philosophy in Elementary Education is genuinely philosophical only when it becomes a space of invention, resistance, and experimentation, capable of embracing childhood as an existential and political dimension, rather than merely as a developmental stage.eng
dc.description.resumoEsta dissertação, desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Filosofia, propõe um produto pedagógico voltado ao ensino de filosofia no Ensino Fundamental (Ciclos 1 e 2). O trabalho parte de uma hipótese central: o ensino de filosofia deve partir da criança para a filosofia, e não da filosofia para a criança. Essa inversão de perspectiva implica reconhecer a infância não como um objeto de controle ou uma fase a ser superada, mas como uma potência criativa capaz de operar e transformar o pensamento. Nessa direção, a pesquisa articula a genealogia crítica da infância de Sandra Mara Corazza à filosofia da diferença de Gilles Deleuze. A partir dessa interlocução, propõe-se uma prática pedagógica, inspirada em Jacques Derrida, Silvio Gallo e outros autores, que busca romper com a lógica da explicação e da mera transmissão de conteúdos e, sob a perspectiva da “educação menor”, resistir tanto à institucionalização quanto à reprodução acrítica. O dispositivo pedagógico elaborado, o “Labirinto Filosófico”, materializa essa hipótese ao catalisar a Experiência Trágica, concebida não como sofrimento ou catástrofe, mas como condição necessária à emergência do pensamento autônomo e da autoria filosófica infantil. Estruturado como uma “oficina de conceitos”, o dispositivo promove uma prática filosófica coletiva, criativa e emancipatória, que valoriza a singularidade do pensamento infantil e a experiência como fundamentos do filosofar. Metodologicamente, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa de natureza exploratória. A revisão bibliográfica é do tipo narrativa, selecionando obras que permitam fundamentar a infância e o direito à filosofia e compreender o lugar da filosofia no Ensino Fundamental. A análise documental incide sobre as diretrizes da UNESCO para o ensino de filosofia e o Currículo Municipal de Indaiatuba (2022), confrontando as competências exigidas com uma proposta de criação conceitual. O procedimento de reflexão etnográfica configura-se como uma pesquisa-ação, na qual o pesquisador, em sua condição de docente da rede municipal de Indaiatuba, observa e registra as dinâmicas de sala de aula, mapeando as “linhas de fuga” nos silêncios das crianças. Os resultados apontam para a viabilidade de uma prática filosófica que articula o direito das crianças à filosofia, reconhecido pela UNESCO e pela Convenção sobre os Direitos da Criança, com uma abordagem que valoriza o “devir-criança” como força transgressiva e ética. Conclui-se que o ensino de filosofia no Ensino Fundamental só é genuinamente filosófico quando se torna um espaço de invenção, resistência e experimentação, capaz de acolher a infância como dimensão existencial e política, e não apenas como etapa evolutiva.por
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.description.sponsorshipId88887.911926/2023-00
dc.identifier.citationCARLOS, Daniel Moraes. O labirinto filosófico: recurso didático para uma educação menor no ensino de filosofia fundamental. 2025. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Universidade Federal de São Carlos, Campus São Carlos, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/24160.*
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/24160
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.centerCentro de Educação e Ciências Humanas - CECH
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação Profissional em Filosofia - PROF-FILO
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subjectEnsino de Filosofiapor
dc.subjectInfânciapor
dc.subjectDevir-criançapor
dc.subjectEducação menorpor
dc.subjectExperiência trágicapor
dc.subjectLabirinto filosóficopor
dc.subjectPhilosophy Teachingeng
dc.subjectChildhoodeng
dc.subjectBecoming-childeng
dc.subjectMinor Educationeng
dc.subjectTragic Experienceeng
dc.subjectPhilosophical Labyrintheng
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO::TOPICOS ESPECIFICOS DE EDUCACAO
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
dc.subject.ods4. Educação de Qualidade
dc.titleO labirinto filosófico: recurso didático para uma educação menor no ensino de filosofia fundamentalpor
dc.title.alternativeThe philosophical labyrinth: a pedagogical resourse for minor education in the teaching of fundamental philosophyeng
dc.typeDissertação

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O_LABIRINTO_FILOSOFICO_RECURSO_DIDATICO_PARA_UMA_EDUCACAO_MENOR_NO_ENSINO_DE_FILOSOFIA_FUNDAMENTAL2.pdf