Aspectos sociais e emocionais de mães de crianças com T21 no período de isolamento social e pós-pandêmico

dc.contributor.advisor1Cia, Fabiana
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5999108571365402por
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0002-0155-3331por
dc.contributor.authorPavão, Michelle Roberta
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/3480348627451199por
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0000-0003-4136-8701por
dc.date.accessioned2024-11-18T17:55:53Z
dc.date.available2024-11-18T17:55:53Z
dc.date.issued2024-10-10
dc.description.abstractIt is believed that the coronavirus pandemic contributed to changes in family functioning. Thus, the research aimed to: (a) describe the routine, needs, resources, social support, as well as anxiety and depression symptoms of family members and children with T21 during the social isolation period and the post-pandemic period based on qualitative data, according to the mothers' perspectives; (b) describe the behaviors of children with T21 during the social isolation period and the post-pandemic period based on qualitative data, according to the mothers' perspectives; (c) identify the needs, resources, and social support of families of children with T21 in the post-pandemic period based on quantitative data; and (d) analyze the relationships between variables in the post-pandemic period. The study included 20 mothers of children with T21 (from 4 to 10 years old). The instruments used were: a Family Questionnaire; the Family Needs Questionnaire (FNQ); the Social Support Questionnaire (SSQ); the Home Environment Resources Scale (HERS); and a Semi-Structured Interview Guide for families. The instruments were administered by conducting interviews on the Google Meet platform. Qualitative data were analyzed according to categories established in the interview guide. Quantitative data were analyzed using descriptive methods (measures of central tendency and dispersion). The Spearman's correlation test was used to relate the families' needs, resources, and social support. The results showed that during social isolation, families had more flexible schedules for carrying out activities, expressed a need for information, and mothers felt overwhelmed by household and family demands. Regarding emotional aspects, family members exhibited symptoms of anxiety and depression. The children experienced developmental and learning setbacks, reduced sociability, and sleep disturbances. During the return to in-person activities, families had a calmer routine, demonstrated supportiveness, and the need for information decreased. There was also a lower frequency of anxiety and depression symptoms, and the children progressed in their learning. However, they became less independent and autonomous, showing emotional attachment to parents and relatives. Considering the quantitative data, participants expressed a need for more personal time, particularly regarding the following topics “I need more friends to talk to” and “I need more opportunities to meet and speak with the parents of other children with disabilities.” They demonstrated that they had a routine with fixed schedules for daily tasks and family life, identifying spouses, friends, and children as sources of social and emotional support. Regarding the correlational data, it was found that the older the mothers, the lower the financial needs of the families. Moreover, as the children grew older, there was less of a need to explain family functioning to others. In addition, the fact of more people living in the household was associated with reduced needs for social support. Conversely, a higher number of siblings was linked to greater resources in the family environment. Social support also showed a positive correlation with family environment resources. While the issue of T21 was acknowledged, the concerns expressed by participants often did not specifically pertain to their children's needs, but rather to the pandemic as a whole. The results for the post-pandemic period indicate family needs that could be addressed by public policies focused on ensuring care for children with T21 and offering support options for family members. Although families were able to reorganize themselves, it cannot be said that this process was easy. Moreover, the historical and scientific relevance of the study is highlighted.eng
dc.description.resumoAcredita-se que a pandemia do coronavírus contribuiu para a alteração do funcionamento familiar. Dessa forma, a pesquisa teve como objetivos: (a) descrever, com base nos dados qualitativos, a rotina, as necessidades, os recursos, o suporte social e os sintomas de ansiedade e depressão dos familiares e das crianças com T21 no período de isolamento social e no período pós-pandêmico, segundo a opinião das mães; (b) descrever, com base nos dados qualitativos, os comportamentos das crianças com T21 no período de isolamento social e no período pós-pandêmico, segundo a opinião das mães; (c) identificar, com base nos dados quantitativos, as necessidades, os recursos e o suporte social das famílias de crianças com T21 no período pós-pandêmico e; (d) relacionar as variáveis no período pós-pandêmico. Participaram da pesquisa 20 mães de crianças com T21 (entre 4 e 10 anos de idade). Os instrumentos utilizados foram: Questionário de caracterização do sistema familiar, Questionário sobre as necessidades das famílias (QNF), Questionário de suporte social (QSS), Inventário de Recursos do ambiente familiar (RAF), Roteiro de entrevista semiestruturado sobre as famílias. Os instrumentos foram aplicados em forma de entrevista, por meio da plataforma Google Meet. Os dados qualitativos foram analisados em categorias estabelecidas no roteiro de entrevista. Os dados quantitativos foram analisados usando métodos descritivos (medidas de tendência central e dispersão). Para relacionar as necessidades, os recursos e o suporte social das famílias, foi utilizado o teste de correlação de Pearson. Os resultados mostraram que no período de isolamento social, as famílias tinham horários para realizar as atividades de forma mais flexível, apresentaram necessidades de informação e que as mães se sentiram sobrecarregadas com as demandas da casa e da família. Quanto aos aspectos emocionais, integrantes do núcleo familiar apresentaram sintomas de ansiedade e depressão. Já as crianças apresentaram retrocesso no desenvolvimento e aprendizagem, menos sociabilidade e alterações no sono. Quanto ao período do retorno presencial das atividades, as famílias possuíram uma rotina tranquila, mostraram-se suportivas e as necessidades de informações diminuíram. Notou-se também menos frequência de sintomas de ansiedade e depressão, além do que, as crianças evoluíram na aprendizagem, porém ficaram menos independentes e autônomas, demonstrando apego emocional aos pais e familiares. Considerando os dados quantitativos, as participantes apresentaram necessidades de mais tempo para si mesmas, com alta frequência nos tópicos “necessito de ter mais amigos para conversar” e “necessito de mais oportunidade para me encontrar e falar com os pais de outras crianças com deficiência”, demonstraram possuir uma rotina com horários fixos para realizar as tarefas do cotidiano e funcionamento da vida familiar, colocando o cônjuge, amigos e filhos como pessoas que davam suporte social e emocional. No que tange às relações entre as variáveis, quanto maior a idade das mães, menores eram as necessidades financeiras das famílias e quanto maior a idade das crianças, menores eram as necessidades de explicar a outros e funcionamento da vida familiar. Além disso, quanto maior a quantidade de pessoas que moravam na casa, menores eram as necessidades de suporte social. Quanto maior o número de irmãos, maiores eram os recursos do ambiente familiar. O suporte social também se correlacionou positivamente com os recursos do ambiente familiar. Apesar de ser observado a questão da T21, nem sempre as questões apontadas pelas participantes referiam-se especificamente às necessidades específicas dos filhos, mas sim, pela pandemia em si. Os resultados referentes ao período pós-pandêmico indicam necessidades familiares que poderiam ser supridas por políticas públicas que tivessem como foco garantir o atendimento das crianças com T21 e ofertar possibilidades de acolhimento aos familiares, pois, mesmo que as famílias conseguiram se reorganizar, não se pode afirmar que tenha sido fácil. Chama-se atenção para a relevância história e científica do estudo.por
dc.description.sponsorshipNão recebi financiamentopor
dc.identifier.citationPAVÃO, Michelle Roberta. Aspectos sociais e emocionais de mães de crianças com T21 no período de isolamento social e pós-pandêmico. 2024. Tese (Doutorado em Educação Especial) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/21010.por
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/21010
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlospor
dc.publisher.addressCampus São Carlospor
dc.publisher.initialsUFSCarpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação Especial - PPGEEspor
dc.rightsAttribution 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/*
dc.subjectFamíliaspor
dc.subjectTrissomia 21por
dc.subjectPandemiapor
dc.subjectSuporte Socialpor
dc.subjectNecessidadespor
dc.subjectRecursospor
dc.subjectFamilieseng
dc.subjectTrisomy 21eng
dc.subjectPandemiceng
dc.subjectSocial supoorteng
dc.subjectNeedseng
dc.subjectResourceseng
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO::TOPICOS ESPECIFICOS DE EDUCACAOpor
dc.titleAspectos sociais e emocionais de mães de crianças com T21 no período de isolamento social e pós-pandêmicopor
dc.title.alternativeSocial and emotional aspects experienced by mothers of children with T21 during social isolation and in post-pandemic timeseng
dc.typeTesepor

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