Trajetória ocupacional e sofrimento psíquico de mulheres trabalhadoras motoristas de aplicativo

dc.contributor.advisor1Risk, Eduardo Name
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9006559297031800
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0001-7290-2597
dc.contributor.authorCaravita, Marina Victorelli
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/7122920713010915
dc.date.accessioned2025-03-06T16:58:11Z
dc.date.issued2025-02-26
dc.description.abstractUberization produces a new form of mediation of the subordination of workers who take responsibility for the main means of production. The creation of transport apps has contributed to the growth of the occupation, also causing a redefinition of the image of the driver, previously associated with the male gender. However, female app drivers still face inequalities. The aim of this study was to understand the occupational trajectory of female drivers of private transportation by app. This is a qualitative, exploratory, cross-sectional study based on semi-structured interviews with four female app drivers, two cooperative and two non-cooperative. The interviews were audio-recorded and transcribed in full. The research protocol was approved by UFSCar’s CEP (CAAE No. 77876024.6.0000.5504). The data was analyzed using thematic analysis, allowing the main dimensions of the participants’ work experience to be identified. Among the main findings were the precariousness of the work of app drivers, the emotional overload resulting from insecurity and long working hours, and the perception of autonomy as an ambivalent element, which simultaneously represents flexibility and financial instability. It was also observed that, in the case of female cooperative drivers, the cooperative plays a significant role in reducing the psychological burden, providing emotional support and fairer working conditions. However, gender inequality remains a structural challenge, influencing both work dynamics and the safety of female drivers. Thus, the results suggest the need for public policies and collective strategies to mitigate the negative impacts of uberization and promote greater equity in the app-based transport sector.eng
dc.description.resumoA uberização produz uma nova forma de mediação da subordinação do trabalhador que assume a responsabilidade pelos principais meios de produção da atividade produtiva. A criação dos aplicativos de transporte tem contribuído para o crescimento da ocupação, provocando também uma redefinição da imagem do motorista, antes associada ao gênero masculino. No entanto, as mulheres motoristas de aplicativo ainda enfrentam desigualdades. O presente estudo teve por objetivo compreender a trajetória ocupacional de mulheres trabalhadoras motoristas de transporte particular por aplicativo. Trata-se de pesquisa qualitativa, exploratória e transversal, baseada em entrevistas semiestruturadas realizadas com quatro motoristas de aplicativo, duas cooperadas e duas não cooperadas. As entrevistas foram gravadas em áudio e transcritas na íntegra. O protocolo de pesquisa foi aprovado pelo CEP da UFSCar (CAAE No. 77876024.6.0000.5504). A análise de dados foi conduzida por meio da análise temática, permitindo a identificação das principais dimensões da experiência laboral das participantes. Entre os principais achados, destacam-se a precarização do trabalho de motoristas de aplicativo, a sobrecarga emocional decorrente da insegurança e das longas jornadas, além da percepção da autonomia como um elemento ambivalente: representa flexibilidade e instabilidade financeira simultaneamente. Observou-se ainda que, no caso das motoristas cooperadas, a cooperativa desempenha papel significativo na redução da carga psíquica, proporcionando suporte emocional e condições de trabalho mais justas. No entanto, a desigualdade de gênero permanece um desafio estrutural, influenciando tanto as dinâmicas laborais quanto a segurança das motoristas. Assim, os resultados sugerem a necessidade de políticas públicas e estratégias coletivas para mitigar os impactos negativos da uberização e promover maior equidade no setor de transporte por aplicativo.
dc.identifier.citationCARAVITA, Marina Victorelli. Trajetória ocupacional e sofrimento psíquico de mulheres trabalhadoras motoristas de aplicativo. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/21507.por
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/21507
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.coursePsicologia - Psi
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subjectTrabalho
dc.subjectGênero
dc.subjectCooperativismo
dc.subjectSofrimento
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA SOCIAL::PAPEIS E ESTRUTURAS SOCIAIS; INDIVIDUO
dc.titleTrajetória ocupacional e sofrimento psíquico de mulheres trabalhadoras motoristas de aplicativo
dc.title.alternativeOccupational trajectory and psychological distress of female app driverseng
dc.typeTCC

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