Prevalência e caracterização da dor em mulheres brasileiras

dc.contributor.advisor1Driusso, Patricia
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8898319491890063
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0001-8067-9786
dc.contributor.authorSouza, Marina Almeida de
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/3706513261355249
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0009-0007-7962-8771
dc.date.accessioned2025-03-12T12:22:10Z
dc.date.issued2025-02-13
dc.description.abstractPain is the main symptom that leads a person to seek medical care. It can be classified according to its mechanism of action and duration. Women are more likely to feel pain, as they suffer more from sensitivity and have more chronic pain than men. This may occur due to physiological mechanisms, biological and sociocultural factors. Objective: To analyze the factors associated with the interference of pain in the lives of Brazilian women. Methods: Cross-sectional study, conducted online, through Google Forms in which Brazilian women, over 18 years of age from all regions of Brazil were invited to answer a structured questionnaire that included questions about sociodemographic characteristics, presence of pain, and gynecological history. Women completed the Numerical Pain Scale (NPS) to assess the intensity of the pain they felt. The Brief Pain Inventory (BPI) was used to assess pain intensity and interference, in addition to having a body diagram in which women indicated the places where they felt pain. Furthermore, these women were asked about which health professionals they sought care for their pain, how many times they sought this medical care and whether the women considered that the professionals understood their complaints. Data analysis: The data were analyzed using the statistical software SPSS, version 0.20.01. Multiple linear regression analysis was applied using the enter method, considering a 95% confidence interval. The results were presented as mean, standard deviation (SD) and frequencies (%). For all analyses, a significance level of p > 0.05 was adopted. The study correlations were assessed by Pearson's correlation test and chi-square test. Results: 964 Brazilian women participated in this study and reported a mean pain intensity of 4 on the END scale. The most prevalent sites of pain were the head region anteriorly (64.2%), followed by the neck posteriorly (34.3%), right knee anteriorly (22.4%), lumbosacral region (20.4%) and head posteriorly (15.1%). Through multiple linear regression, the adjusted R2 was 0.318. It was possible to infer that there was a strong correlation between the score given by the interference by the BDI and the average pain. In addition, it was found that monthly family income, number of pregnancies, frequency of stress and average pain are directly related to the interference of pain in the lives of Brazilian women. In binary logistic regression, the average pain is related to pain interference, presenting an odds ratio of 1.696, and the frequency of stress presented an odds ratio of 6.426 (p=0.001). Conclusion: Given the findings, it is verified that sociodemographic factors directly influence the interference of pain in women and that the average pain and the frequency of stress predict pain interference. Therefore, it is essential that the assessment and management of pain consider not only the intensity of the symptom, but also the social, economic and cultural context of the patient.eng
dc.description.resumoA dor é o principal sintoma que leva uma pessoa a procurar atendimento médico. Pode ser classificada quanto ao seu mecanismo de ação e pelo tempo de duração. Mulheres são mais propensas a sentir dor, pois sofrem mais com sensibilidade e apresentam mais dores crônicas que os homens. Isto pode ocorrer devido a mecanismos fisiológicos fatores biológicos e socioculturais. Objetivo: Analisar os fatores associados à interferência da dor na vida de mulheres brasileiras. Métodos: Estudo transversal, realizado de maneira online, por meio do Google Forms em que mulheres brasileiras, maiores de 18 anos de todas as regiões do Brasil foram convidadas a responder um questionário estruturado que incluíam perguntas sobre características sociodemográficas, presença de dor, histórico ginecológico. As mulheres preencheram a Escala Numérica de Dor (END) para avaliar a intensidade da dor que elas sentiam. O Inventário Breve de Dor (IBD) foi utilizado para avaliar a intensidade da dor e interferência, além de possuir um diagrama corporal em que as mulheres sinalizaram os locais onde sentiam dores. Ademais, foi questionado a estas mulheres sobre quais profissionais de saúde elas procuraram para atendimento devido ao seu caso de dor, quantas vezes elas procuraram este atendimento médico e se as mulheres consideram que os profissionais compreenderem as suas queixas. Análise de dados: Os dados foram analisados utilizando o software estatístico SPSS, versão 0.20.01. Foi aplicada a análise de regressão linear múltipla pelo método enter, considerando um intervalo de confiança de 95%. Os resultados foram apresentados em média, desvio padrão (DP) e frequências (%). Para todas as análises, adotou-se um nível de significância de p > 0,05. As correlações do estudo foram avaliadas pelo teste de correlação de Pearson e qui-quadrado. Resultados: 964 mulheres brasileiras participaram deste estudo e relataram uma dor de intensidade média de 4 pela escala END, os locais de maior prevalência de dor foram região da cabeça anteriormente (64,2%), seguida de pescoço posteriormente (34,3%), joelho direito anteriormente (22,4%), região lombo-sacral (20,4%) e cabeça posteriormente (15,1%). Por meio da regressão linear múltipla, o R2 ajustado foi 0,318. Foi possível inferir que houve uma correlação forte da pontuação dada pela interferência pelo IBD e a média da dor, além disso, verificou-se que a renda familiar mensal, número de gestações, frequência de estresse e média da dor estão diretamente relacionados a interferência da dor na vida das mulheres brasileiras. Na regressão logística binária, a média da dor se relaciona com interferência da dor, apresentando odds ratio de 1,696 e a frequência do estresse apresentou o odds ratio de 6,426 (p=0,001). Conclusão: Diante dos achados, verifica-se que fatores sociodemográficos influenciam diretamente na interferência da dor de mulheres e que a média da dor e a frequência do estresse predizem a interferência da dor. Dessa forma, é fundamental que a avaliação e o manejo da dor considerem não apenas a intensidade do sintoma, mas também o contexto social, econômico e cultural do paciente.por
dc.description.sponsorshipOutra
dc.identifier.citationSOUZA, Marina Almeida de. Prevalência e caracterização da dor em mulheres brasileiras. 2025. Dissertação (Mestrado em Fisioterapia) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/21528.por
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/21528
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Fisioterapia - PPGFt
dc.rightsAttribution-NonCommercial 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc/3.0/br/
dc.subjectDorpor
dc.subjectPrevalênciapor
dc.subjectLocalizaçãopor
dc.subjectSaúde da mulherpor
dc.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
dc.titlePrevalência e caracterização da dor em mulheres brasileiraspor
dc.title.alternativePrevalence and characterization of pain in Brazilian womeneng
dc.typeDissertação

Arquivos

Pacote Original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
Dissertação de Mestrado.pdf
Tamanho:
1.27 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format