Comportamento informacional de surdos em bibliotecas universitárias

dc.contributor.advisor1Furnival, Ariadne Chloe Mary
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1291482506649810por
dc.contributor.authorFrança, Maísa Coelho
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/8178008768291056por
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0000-0003-3101-1389por
dc.date.accessioned2024-11-25T19:22:24Z
dc.date.available2024-11-25T19:22:24Z
dc.date.issued2024-10-31
dc.description.abstractThe 2022 Higher Education Census conducted by the Anísio Teixeira National Institute for Educational Studies and Research (INEP) revealed that 2,592 individuals with hearing impairments were enrolled in Higher Education institutions across Brazil. The presence of deaf individuals in Higher Education necessitates the adaptation of university libraries to meet this demand. This entails an awareness of deaf culture to serve the deaf community effectively. This research aimed to investigate the information behaviour of deaf users who use (or have used, in the case of those who have already graduated) university libraries during their academic training. To investigate information behaviour, this research drew upon the theories of Wilson (information behaviour models), Dervin (sense-making), and Chatman (small world). The data were collected via an online questionnaire developed in Brazilian Sign Language, comprising three open-ended questions, 14 multiple-choice items, nine statements on a Likert scale of agreement, and one field for suggestions. The questionnaire was e-mailed to 199 Brazilian Higher Education institutions, deaf associations, and individuals from the deaf community, including interpreters. The snowball sampling technique was employed to gain access to the deaf community. A total of 95 responses were obtained, and the results demonstrate that the survey participants hold undergraduate, technologist, specialisation, Master's, and Doctoral degrees. Among the respondents, 18% do not use their institution's library facilities. However, among those who do, they report that library environments are conducive to the needs of deaf individuals, to the extent that they are recommended to other deaf people, irrespective of accessibility and collection issues. Of all the participants, 62% typically visit the library independently. Nevertheless, those who do not feel at ease reading and writing in Portuguese typically attend the library accompanied by other deaf individuals. A majority of participants exhibited a notable inclination towards human sources when searching for information, and 65% demonstrated the ability to identify reliable information, while 68% asserted their capacity to assess the usefulness of the information they retrieve for their information needs. Furthermore, regarding the theories employed, it was possible to discern the 'intervening variables' (demographic, environmental, and source characteristics) and the 'risk/reward theory' of Wilson's information behaviour model; the impact of context and variables such as security, values, and attitudes in facilitating the process of sense-making, as proposed by Dervin; and certain characteristics of the deaf respondent community that align with the concept of a small world, as postulated by Chatman. It is incumbent upon the university library to provide access to quality information from reliable sources. Librarians must work to eradicate possible contexts of information poverty. The task of understanding the deaf community is a complex one, which extends far beyond Brazilian legislation that guarantees their rights, including linguistic rights. Constructing a genuinely inclusive university library environment for these individuals – and not only for them – the library and its professionals must demonstrate a keen awareness of their community and the evolving trends within society. It is essential to adopt a welcoming and inclusive approach towards deaf individuals to facilitate their access to information resources and support their academic training.eng
dc.description.resumoO último levantamento do Censo de Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) realizado em 2022 mostrava que 2.592 surdos estavam matriculados em instituições de ensino superior no Brasil. Esta pesquisa se enquadra no que chamamos de Biblioteconomia Social. Nesta perspectiva, a formação do profissional da informação deve ser direcionada para que haja uma conscientização das disparidades sociais no contexto em que atua. Então, com a presença de pessoas surdas no ensino superior, as bibliotecas universitárias precisam se adequar a esta demanda, conhecendo a cultura surda para atender a comunidade surda. O objetivo desta pesquisa foi investigar o comportamento informacional de usuários surdos que utilizam (ou utilizaram, se já formados) bibliotecas universitárias durante sua formação acadêmica. O comportamento informacional foi estudado, para esta pesquisa, a partir das teorias de Wilson (modelos de comportamento informacional), Dervin (sense-making) e Chatman (small world). Os dados foram obtidos por um questionário online elaborado em Língua Brasileira de Sinais, composto por três questões abertas, 14 questões de múltipla escolha, nove afirmações em escala Likert de concordância e uma como campo de sugestões. Este questionário foi enviado por e-mail a 199 instituições de ensino superior brasileiras, além de associações de surdos e pessoas da comunidade surda. A técnica de amostragem bola de neve foi utilizada para acessar mais membros da comunidade surda, sendo o contato com as instituições o primeiro passo para indicações de potenciais respondentes. Foram obtidas 95 respostas e os resultados mostram que os participantes da pesquisa possuem níveis de formação de graduação, tecnólogo, especialização, mestrado e doutorado e têm certa preferência por fontes humanas na busca por informação. Entre os respondentes, 18% não frequenta a biblioteca da sua instituição, mas, entre aqueles que a frequentam, afirmam que os ambientes de bibliotecas são confortáveis a pessoas surdas, a ponto de serem indicados a outros surdos, independente de questões de acessibilidade e acervo. Do total de participantes, 62% dos participantes costumam ir à biblioteca sozinhos. Porém, aqueles que não se sentem confortáveis com a leitura e escrita em língua portuguesa costumam ir à biblioteca acompanhados de outros surdos. Dos participantes, 65% conseguem identificar uma informação confiável e 68% afirmam conseguir avaliar se uma informação encontrada é útil para suas necessidades informacionais. Além disso, em relação às teorias utilizadas, foi possível identificar: como atuam as “variáveis interferentes” (demográfica, ambiental e característica da fonte) e a “teoria do risco/recompensa” do modelo de comportamento informacional de Wilson; a influência do contexto e das variáveis como como segurança, valores e atitudes, no preenchimento da ponte, no sense-making de Dervin; e algumas características da comunidade surda respondente que a encaixa no mundo restrito (small world) de Chatman. A biblioteca universitária, em seu papel social, deve proporcionar o acesso a informações de qualidade provenientes de fontes seguras e as pessoas bibliotecárias devem trabalhar para que possíveis contextos de pobreza informacional sejam erradicados. Compreender a comunidade surda é um trabalho complexo e vai muito além de todas as leis brasileiras que garantem seus direitos, inclusive linguístico. Construir um ambiente de biblioteca universitária realmente inclusivo para essas pessoas – e não só para elas – exige da biblioteca e de seus profissionais um olhar atento à sua comunidade e as transformações da sociedade. Mostra-se necessário um trabalho que acolha e inclua as pessoas surdas para a promoção de ações que os ajudem a lidar com os recursos informacionais durante sua formação acadêmica.por
dc.description.sponsorshipNão recebi financiamentopor
dc.identifier.citationFRANÇA, Maísa Coelho. Comportamento informacional de surdos em bibliotecas universitárias. 2024. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/21056.*
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/21056
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlospor
dc.publisher.addressCâmpus São Carlospor
dc.publisher.initialsUFSCarpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciência da Informação - PPGCIpor
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/*
dc.subjectSurdospor
dc.subjectBibliotecas universitáriaspor
dc.subjectComportamento informacionalpor
dc.subjectDeafeng
dc.subjectInformation behavioureng
dc.subjectUniversity librarieseng
dc.subject.cnpqCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::CIENCIA DA INFORMACAOpor
dc.titleComportamento informacional de surdos em bibliotecas universitáriaspor
dc.title.alternativeInformation behaviour of Deaf people in university librarieseng
dc.typeDissertaçãopor

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21112024 Dissertação Maísa Coelho França para RI UFSCar.pdf
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Dissertação