Comparação morfológica do ovário de rainhas e operárias de Frieseomelitta varia e Apis mellifera ao longo do desenvolvimento

dc.contributor.advisor1Freitas, Flavia Cristina de Paula
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5139566975444110
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0002-3162-4890
dc.contributor.authorDelfino, Mariana Mayumi Yamashiro
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/0910805469088006
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0000-0003-2637-1638
dc.date.accessioned2025-02-24T19:02:02Z
dc.date.issued2025-02-14
dc.description.abstractThe stingless bee Frieseomelitta varia and the exotic bee Apis mellifera are eusocial species in which the reproductive work is divided between two female castes with distinct morphophysiologies. Queens are responsible for the reproductive task, while workers take care of the colony maintenance. In F. varia, workers are incapable of reproduction, while workers of A. mellifera retain reproductive potential. To understand the mechanisms behind the difference in reproductive capacity of these bees, this study aimed to characterize the development of the ovaries of queens and workers of Frieseomelitta varia bees, comparing them with the development of queens and workers of Africanized bees Apis mellifera. For this purpose, an in vitro rearing protocol of F. varia queens and controlled egg-laying of A. mellifera queens were implemented to obtain specimens at the desired stages. The ovaries of queens and workers of both species were dissected and marked with fluorescent components to visualize the nuclei and actin filaments. The development time of F. varia queens was determined from the moment of transfer of newly hatched larvae, which emerge after 31.92 ± 1.03 days. Here, we also performed the morphological characterization of the ovaries of F. varia queens in the pre-defecating larval phase, white-eyed pupa and brown-eyed pupa without pigmentation and with light and dark pigmentation on the body; and of natural workers in the defecating larval phase, newly emerged and foraging adults, in addition to an intermediate adult phase between emergence and foraging. For the species A. mellifera, the following queen phases were obtained: pupa with brown pigmentation on the eyes and different intensities of body pigmentation; and natural workers in the last larval instar and in pupal stages without eye pigmentation, with brown eye pigmentation and different levels of body pigmentation, in addition to a newly emerged adult phase. Our results indicate that both species present a similar process of ovarian development in workers and queens in which the initial structure found in larvae elongates and reaches the conformation seen in adults while still in the pupal phase. The difference seems to be in the organization of the cytoskeleton of the membranes that cover the ovaries. While these membranes remain organized throughout the development of A. mellifera and F. varia queens and A. mellifera workers, they appear disorganized in F. varia adults. This work produced a catalog of images of the development of the ovaries of F. varia and A. mellifera queens and workers. In addition, we contributed with information on the reproductive biology of bees, an organism whose ecological and economic services are invaluable.eng
dc.description.resumoA abelha sem ferrão Frieseomelitta varia e a abelha exótica Apis mellifera são espécies eussociais em que o trabalho reprodutivo é dividido entre duas castas femininas com morfofisiologias distintas. As rainhas são responsáveis pelas funções reprodutivas, ao passo que as operárias cuidam da manutenção da colônia. Em F. varia, as operárias são incapazes de se reproduzir, enquanto as operárias de A. mellifera guardam potencial reprodutivo. Para compreender os mecanismos por trás da diferença na capacidade reprodutiva estas abelhas, este trabalho teve como objetivo caracterizar o desenvolvimento dos ovários de rainhas e operárias de abelhas Frieseomelitta varia, comparando com o desenvolvimento de rainhas e operárias de abelhas africanizadas Apis mellifera. Para isso, foi implementado um protocolo de criação in vitro de rainhas de F. varia e posturas controladas de rainhas de A. mellifera para obtenção de espécimes nas fases desejadas. Os ovários de rainhas e de operárias de ambas as espécies foram dissecados e marcados com corantes fluorescentes para visualização dos núcleos e dos filamentos de actina. O tempo do desenvolvimento de rainhas de F. varia foi determinado a partir do momento da transferência de larvas recém eclodidas, as quais emergem após 31,92 ± 1,03 dias. Aqui também fizemos a caracterização morfológica dos ovários de rainhas de F. varia nas fases larval pré-defecante, pupa de olho branco e pupa de olho marrom sem pigmentação e com pigmentação leve e escura no corpo; e de operárias naturais em fase larval defecante, adultas recém-emergida e forrageira, além de uma fase adulta intermediária entre a emergência e o forrageamento. Para a espécie A. mellifera, foram obtidas as seguintes fases de rainhas: pupa de pigmentação marrom nos olhos e diferentes intensidades de pigmentação corporal; e operárias naturais no último ínstar larval e em estágios pupais sem pigmentação nos olhos, com pigmentação marrom nos olhos e diferentes níveis de pigmentação corporal, além de uma fase adulta recém-emergida. Nossos resultados indicam que ambas as espécies apresentam um processo de desenvolvimento dos ovários semelhante em operárias e rainhas em que a estrutura inicial encontrada em larvas se alonga e atinge a conformação vista em adultos ainda na fase pupal. A diferença parece estar na organização do citoesqueleto das membranas que revestem os ovários (bainha peritonela). Enquanto estas membranas permanecem organizadas ao longo do desenvolvimento de rainhas de A. mellifera e F. varia e de operárias de A. mellifera, estas parecem desorganizadas em adultas de F. varia. Este trabalho produziu um catálogo de imagens do desenvolvimento dos ovários de rainhas e operárias de F. varia e de A. mellifera. Além disso, contribuímos com informações sobre a biologia reprodutiva das abelhas, organismo cujos serviços ecológicos e econômicos são inestimáveis.
dc.description.sponsorshipFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
dc.description.sponsorshipId2023/11435-0
dc.description.sponsorshipId2020/13719-7
dc.identifier.citationDELFINO, Mariana Mayumi Yamashiro. Comparação morfológica do ovário de rainhas e operárias de Frieseomelitta varia e Apis mellifera ao longo do desenvolvimento. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biotecnologia) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/21447.por
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/21447
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.courseBiotecnologia - Biotec
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subjectAbelhas sem ferrão
dc.subjectAbelhas melíferas
dc.subjectDesenvolvimento do ovário
dc.subjectMorfologia
dc.subjectFrieseomelitta varia
dc.subjectApis mellifera
dc.subject.cnpqCIENCIAS BIOLOGICAS
dc.titleComparação morfológica do ovário de rainhas e operárias de Frieseomelitta varia e Apis mellifera ao longo do desenvolvimento
dc.title.alternativeMorphological comparison of the ovary of queens and workers of Frieseomelitta varia and Apis mellifera throughout developmenteng
dc.typeTCC

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