Efeito do aumento da dificuldade da tarefa de colocar o pé no degrau na coordenação intra-membro de pessoas com hemiparesia pós Acidente Vascular Cerebral
| dc.contributor.advisor-co1 | Pacheco, Matheus Maia | |
| dc.contributor.advisor-co1Lattes | http://lattes.cnpq.br/6460946681619103 | |
| dc.contributor.advisor1 | Pereira, Natalia Duarte | |
| dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/3408152349657748 | |
| dc.contributor.advisor1orcid | https://orcid.org/0000-0002-4395-589X | |
| dc.contributor.author | Marques, Fabiana Silva | |
| dc.contributor.authorlattes | http://lattes.cnpq.br/1008167309244173 | |
| dc.contributor.authororcid | https://orcid.org/0000-0002-5993-2887 | |
| dc.date.accessioned | 2025-06-18T13:10:29Z | |
| dc.date.issued | 2025-02-18 | |
| dc.description.abstract | Stroke (Cerebrovascular Accident) can result in motor sequelae, such as hemiparesis, which affect individuals' mobility and quality of life. Performing complex functional tasks—such as stepping up onto a stair—requires coordination, strength, and postural control, and can be individually challenging depending on the degree of motor impairment. In this context, the way these tasks are structured and practiced during rehabilitation directly influences adjustments in motor behavior. Although task-oriented practice is an effective approach in neurological rehabilitation, there is still a lack of evidence on the effects of systematically progressing task difficulty, as well as on the most appropriate criteria for individualization based on each patient's functional characteristics. Objectives: The first objective was to investigate the effects of progressing the difficulty of a functional task—placing the paretic lower limb on a step—on intra-limb coordination in post-stroke individuals. The second study aimed to identify the anthropometric and functional factors that influence the choice of step height. Materials and Methods: This study included 24 chronic post-stroke individuals, average age 60.96 years, divided into two groups: Group 1 (step height progression) and Group 2 (no changes in height). The functional exercise consisted of placing the affected limb on a step, repeating the movement 10 times per set, for a total of 10 sets, with height adjusted based on the Rating of Perceived Challenge (RPC) scale. Biomechanical data were captured using the Qualisys system and processed with Visual 3D and MATLAB software, focusing on hip, knee, and ankle joint angles in the sagittal plane. Statistical analysis used Statistical Parametric Mapping (SPM), allowing for the evaluation of changes throughout the time series. The second study included 29 chronic post-stroke individuals aged 42 to 82 years, with hemiparesis for ≥6 months, able to walk ≥8 meters three times a day, and meeting the adjusted cut-off points of the Mini-Mental State Examination (MMSE). Step height selected by participants was measured using the Rating of Perceived Challenge (RPC) scale, based on the ideal range (6–8). Other parameters analyzed included lower limb length, motor recovery (Fugl-Meyer Assessment), and functional mobility (Timed Up and Go, TUG). Analyses included Pearson correlations between variables and a multiple linear regression model to determine the relative contribution of each variable to the height selection. Results: The first study's results showed that progressing the step height significantly influenced hip and knee joint angles, especially during the ascent and descent phases in the progression group, suggesting motor adjustments in response to increased difficulty. The ankle maintained stable patterns, indicating less adaptation to the challenge. Variability analysis (standard deviation) did not show significant changes, suggesting consolidated motor patterns even under progression. In the second study, chosen step height positively correlated with lower limb length (r = 0.48) and Fugl-Meyer scores (r = 0.66), and negatively with TUG time (r = -0.54). The regression model indicated that lower limb length and TUG time explained 50.4% of the variance in step height selection, with TUG being a more robust predictor after statistical control. Conclusion: Progressing functional tasks can promote important motor adaptations in the hip and knee of post-stroke individuals, while repetition supports the stabilization of motor patterns. Additionally, selecting step height should consider anthropometric measurements and functional performance, reinforcing the importance of personalized approaches in rehabilitation. | eng |
| dc.description.resumo | O Acidente Vascular Cerebral (AVC) pode resultar em sequelas motoras, como hemiparesia, que afetam a mobilidade e a qualidade de vida dos indivíduos. A execução de tarefas funcionais complexas — como subir degraus — exige coordenação, força e controle postural, e pode ser individualmente desafiadora em função do grau de comprometimento motor. Nesse contexto, a maneira como essas tarefas são estruturadas e praticadas durante a reabilitação influencia diretamente os ajustes no comportamento motor. Apesar da prática orientada à tarefa ser uma abordagem eficaz na reabilitação neurológica, ainda há uma falta de evidências sobre os efeitos da progressão sistemática da dificuldade da tarefa, bem como sobre os critérios mais adequados para individualização com base nas características funcionais de cada paciente. Objetivos: O primeiro teve como objetivo investigar os efeitos da progressão da dificuldade de uma tarefa funcional — colocar o membro inferior parético sobre um degrau — na coordenação intra-membros de indivíduos pós-AVC e o segundo estudo objetivou identificar os fatores antropométricos e funcionais que influenciam a escolha da altura do degrau. Materiais e métodos: Este estudo incluiu 24 indivíduos pós-AVC crônicos, média 60,96 anos, divididos em dois grupos: grupo 1 (progressão da altura do degrau) e grupo 2 (sem mudanças na altura). O exercício funcional consistiu em colocar o membro afetado sobre um degrau repetindo o movimento 10 vezes por série, totalizando 10 séries, ajustando a altura com base na Escala de Percepção de Desafio (RPC). Os dados biomecânicos foram capturados pelo sistema Qualisys processados pelo software Visual 3D e pelo matlab, com foco nos ângulos articulares do quadril, joelho e tornozelo, no plano sagital. Para análise estatística, foi utilizado o Mapeamento Paramétrico Estatístico (SPM), permitindo avaliar mudanças ao longo de toda a série temporal. Participaram do segundo estudo 29 indivíduos pós-AVC com idade entre 42 e 82 anos, com hemiparesia crônica (≥6 meses), capazes de caminhar ≥8 metros três vezes ao dia e atendendo aos pontos de corte ajustados do Mini-Exame do Estado Mental (MEEM). A altura do degrau escolhida pelos participantes foi mensurada pela escala Rating of Perceived Challenge (RPC), definida com base na faixa ideal (6–8). Outros parâmetros analisados incluíram o comprimento dos membros inferiores, recuperação motora (Avaliação Fugl-Meyer) e mobilidade funcional (Timed Up and Go, TUG). As análises incluíram correlação de Pearson entre variáveis e um modelo de regressão linear múltipla para determinar o peso relativo de cada variável na escolha da altura.Resultados: Os resultados do primeiro estudo mostraram que a progressão da altura influenciou significativamente os ângulos do quadril e do joelho, principalmente durante as fases de subida e descida no grupo com progressão, sugerindo ajustes motores diante do aumento da dificuldade. O tornozelo manteve padrões estáveis, indicando menor adaptação em resposta ao desafio. Já a análise da variabilidade (desvio padrão) não apontou mudanças relevantes, sugerindo padrões motores consolidados mesmo sob progressão. No segundo estudo, a altura escolhida do degrau correlacionou-se positivamente com o comprimento dos membros inferiores (r = 0,48) e com os escores de Fugl-Meyer (r = 0,66), e negativamente com o tempo do TUG (r = -0,54). Conclusão: A progressão da tarefa funcional pode promover adaptações motoras importantes no quadril e joelho de indivíduos pós-AVC, enquanto a repetição favorece a estabilização dos padrões. Além disso, a escolha da altura do degrau deve considerar medidas antropométricas e desempenho funcional, reforçando a importância de abordagens personalizadas na reabilitação. | por |
| dc.description.sponsorship | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) | |
| dc.identifier.citation | MARQUES, Fabiana Silva. Efeito do aumento da dificuldade da tarefa de colocar o pé no degrau na coordenação intra-membro de pessoas com hemiparesia pós Acidente Vascular Cerebral. 2025. Dissertação (Mestrado em Fisioterapia) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/22231. | por |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/20.500.14289/22231 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de São Carlos | |
| dc.publisher.address | Campus São Carlos | |
| dc.publisher.initials | UFSCar | |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia - PPGFt | |
| dc.rights | Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil | en |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ | |
| dc.subject | Acidente Vascular Cerebral | por |
| dc.subject | Progressão de tarefa | por |
| dc.subject | Coordenação motora | por |
| dc.subject | Reabilitação funcional | por |
| dc.subject | Variabilidade motora | por |
| dc.subject | Terapia de contensão induzida | por |
| dc.subject | Hemiparesia | por |
| dc.subject | Terapia orientada a tarefa | por |
| dc.subject | Altura do degrau | por |
| dc.subject | Motor variability | eng |
| dc.subject | Stroke | eng |
| dc.subject | Task progression | eng |
| dc.subject | Motor coordination | eng |
| dc.subject | Functional rehabilitation | eng |
| dc.subject | Constraint-induced therapy | eng |
| dc.subject | Task-oriented therapy | eng |
| dc.subject | Hemiparesis | eng |
| dc.subject | Step height | eng |
| dc.subject.cnpq | CIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL | |
| dc.title | Efeito do aumento da dificuldade da tarefa de colocar o pé no degrau na coordenação intra-membro de pessoas com hemiparesia pós Acidente Vascular Cerebral | por |
| dc.title.alternative | Effect of increased task difficulty of foot placement on the step on intra-limb coordination in individuals with post-stroke hemiparesis | eng |
| dc.type | Dissertação |
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