“Eu visto preto por dentro e por fora”: interseccionalidades entre o rap oralizado e o rap sinalizado

dc.contributor.advisor1Vasconcelos, Stephanie Caroline Alves
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2163002687410761
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0001-7323-9440
dc.contributor.authorBarros, Kamilly Castanha
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/7408548722149692
dc.date.accessioned2026-05-22T18:08:02Z
dc.date.issued2026-01-09
dc.description.abstractThis study investigates how spoken rap and signed rap converge historically and socially, taking musical experiences as a starting point for academic reflection. The research stems from the observation of the lack of debate within universities regarding art produced by Black bodies, as well as by Black Deaf bodies within rap, and seeks to understand how art becomes a space of re-existence, allowing Deaf and peripheral subjects to recognize themselves as producers of culture. Grounded in historical-dialectical materialism and an intersectional perspective, the study discusses how spoken rap and signed rap, despite their distinct structures, converge in their purposes of denunciation, resistance, and the affirmation of insurgent identities. These artistic expressions, shaped by race, class, gender, and disability, confront mechanisms of social exclusion sustained by racism and capitalism, while simultaneously breaking with Eurocentric narratives imposed by matrices of oppression. The research demonstrates that spoken rap and signed rap share not only a critique of systemic violence, but also a re-signification of the acronym RAP (rhythm and poetry) as a practice linked to social movements and strategies of aquilombamento. Thus, it is concluded that both artistic forms make it possible to retell invisibilized histories, re-signify identities, and produce new forms of collective resistance.eng
dc.description.resumoEste trabalho investiga de que maneira o RAP oralizado e o RAP sinalizado se aproximam histórica e socialmente, considerando a experiência de músicas como ponto de partida para a reflexão acadêmica. O estudo parte da verificação da ausência de debates sobre a arte produzida por corpos negros na universidade, e corpos negros-surdos no rap e busca compreender como a arte se torna espaço de reexistência, permitindo que sujeitos surdos e periféricos se reconheçam como produtores de cultura. Com base no materialismo histórico-dialético e na perspectiva interseccional, discute-se como o rap oralizado e o rap sinalizado, ainda que possuam estruturas distintas, convergem em seus propósitos de denúncia, resistência e afirmação de identidades insurgentes. Essas expressões artísticas, atravessadas por raça, classe, gênero e deficiência, enfrentam os mecanismos de exclusão social sustentados pelo racismo e pelo capitalismo, ao mesmo tempo, rompem com narrativas eurocêntricas impostas pelas matrizes de opressão. A pesquisa evidencia que o rap oralizado e o rap sinalizado compartilham não apenas a crítica às violências sistêmicas, mas também a ressignificação da sigla RAP (ritmo e poesia) como prática vinculada a movimentos sociais e estratégias de aquilombamento. Assim, conclui-se que ambas as formas artísticas possibilitam recontar histórias invisibilizadas, ressignificando identidades e produzindo novas formas de resistência coletiva.por
dc.description.sponsorshipNão recebi financiamento
dc.identifier.citationBARROS, Kamilly Castanha. “Eu visto preto por dentro e por fora”: interseccionalidades entre o rap oralizado e o rap sinalizado. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Língua Brasileira de Sinais-Libras/Língua Portuguesa) – Universidade Federal de São Carlos, Campus São Carlos, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/24152.*
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/24152
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.centerCentro de Educação e Ciências Humanas - CECH
dc.publisher.courseTradução e Interpretação em Língua Brasileira de Sinais-Libras/Língua Portuguesa - TILSP
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subjectRima oralizadapor
dc.subjectRima sinalizadapor
dc.subjectRacismopor
dc.subjectSurdo Negropor
dc.subjectLibraspor
dc.subjectSpoken rhymeeng
dc.subjectSigned rhymeeng
dc.subjectRacismeng
dc.subjectBlack Deafeng
dc.subjectBrazilian sign languageeng
dc.subject.cnpqLINGUISTICA, LETRAS E ARTES
dc.subject.ods10. Redução das Desigualdades
dc.title“Eu visto preto por dentro e por fora”: interseccionalidades entre o rap oralizado e o rap sinalizadopor
dc.title.alternative"I wear black inside and out": intersectionalities between spoken rap and signed rapeng
dc.typeTCC

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