Revelando o sentimento de pertença com adolescentes a partir de uma pesquisa participativa

dc.contributor.advisor1Cid, Maria Fernanda Barboza
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8595043315867424
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0002-0199-0670
dc.contributor.authorSperanza, Marina
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/4401290437133133
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0000-0003-1186-1386
dc.contributor.refereeTaño, Bruna Lídia
dc.contributor.refereeFernandes, Amanda Dourado Souza Akahosi
dc.contributor.refereeLatas, Ángeles Parrila
dc.contributor.refereeJucá, Vládia Jamile dos Santos
dc.contributor.refereeCid, Maria fernanda Borboza
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/0192418247836786
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/7901666626822625
dc.contributor.refereeLatteshttps://dialnet.unirioja.es/servlet/autor?codigo=115230
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/5114828099080089
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/8595043315867424
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0002-0101-4100
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0001-8006-8117
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0003-3393-6537
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0003-2416-7342
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0002-0199-0670
dc.date.accessioned2025-11-24T19:40:05Z
dc.date.issued2025-10-07
dc.description.abstractThis decolonial study seeks to break historical silences and question the notion of a universal knowledge. By confronting the coloniality of knowledge, particularly the myth of scientific neutrality, I acknowledge my own non-neutrality and adopt writing in both the first-person singular and plural. The use of the plural expresses the voices of a collective of adolescents who participated in the investigation as researchers, recognizing them as protagonists of their life processes and the topics that concern them. This choice responds to the need to overcome adult-centered and exclusionary perspectives that have historically marked the production of knowledge about this population. Furthermore, despite advances in the field of child and adolescent mental health, there is still a need to expand knowledge production focused on adolescents, in order to support the design and implementation of effective mental health promotion strategies that recognize their singularities, given the increasing experiences of suffering among adolescents. The sense of belonging has been highlighted as an important element in this debate, as it directly influences adolescents’ mental health. Objectives: To explore, identify, and analyse adolescents’ perspectives on the sense of belonging, examining its relationship with the different contexts in which they are embedded and with mental health. Methodology: The theoretical-methodological framework that underpins this investigation is participatory research, characterized by its commitment to occur democratically and horizontally, and to be conducted WITH the subjects rather than ON them, which already implies a potential for transforming reality. The study took place in a community space located in a socially vulnerable territory. Seven adolescents participated, and their engagement was fostered through creative methodologies and methodological coexistence, also supported by my professional perspective as an occupational therapist and by the principles of Popular Health Education. To produce the data, we used various resources, including poster and mural construction, field trips inside and outside the territory, model-making, photography, and interviews, which stimulated group discussions. I also used field diary records written by myself. Data analysis was conducted collectively and integrated into the production process itself. Results: Data were constructed throughout the process and are organized into three axes. In the first, I describe how adolescents’ participation in the research was constituted. As the research group consolidated, the sense of belonging to the collective also strengthened. This belonging, present from the beginning, acted as a driving force for participation: the more it expanded, the more significant adolescents’ engagement in the investigative process became. In the second axis, I present data emerging from the experience of sharing daily life with adolescents, highlighting how they experienced the community space. We observed that the sense of belonging is reinforced when there are opportunities to play, share food, and move freely. In the final axis, I describe activities developed at a stage of the research when adolescents already had a more solid participation repertoire and demonstrated greater proactivity, showing how “belonging-being” (“perten-ser”) enhances participation/action (“particip-ação”). From these activities, we produced data revealing adolescents’ appreciation for experiences of community and solidarity experiences, the complexities and difficulties of social relationships among them, and the school as a space perceived as one of exclusion and non-belonging, while also providing adolescents’ suggestions to transform this school reality. Discussion: Initially, I propose a reflection that highlights the sense of belonging as an analytical key to understanding adolescent participation. Then, I emphasize that “belonging-being” seems to be related to the strengthening of bonds, connecting to concrete possibilities of access and rights guarantees. I also discuss belonging in light of social markers and intersectionalities, emphasizing that “belonging-being” in contexts of social inequality and exposure to different forms of prejudice and violence constitutes an act of resistance. Finally, I address my role as a researcher and occupational therapist, reflecting on the contributions of the field to conducting participatory research.eng
dc.description.resumoEste estudo decolonial busca romper silenciamentos históricos e questionar a concepção de um conhecimento universal. Ao enfrentar a colonialidade do saber, em especial o mito da neutralidade científica, assumo a minha não neutralidade e recorro à escrita em primeira pessoa do singular e do plural. O uso do plural expressa as vozes de um coletivo de adolescentes que participaram da investigação como pesquisadores, reconhecendo-os como protagonistas de seus processos de vida e dos temas que lhes dizem respeito. Essa escolha responde à necessidade de superar perspectivas adultocentradas e não participativas que, historicamente, marcaram a produção de conhecimento sobre essa população. Além disso, apesar dos avanços no campo da saúde mental infantojuvenil, ainda se faz necessária a ampliação da produção de conhecimento que focalize a população adolescente, no sentido de subsidiar a elaboração e a implementação de estratégias efetivas de promoção da saúde mental, que reconheçam suas singularidades, dado o crescente aumento das vivências de sofrimento por adolescentes. O sentimento de pertença tem sido apontado como um importante elemento para este debate, por influenciar diretamente a saúde mental de adolescentes. Objetivos: Explorar, identificar e analisar as perspectivas de adolescentes sobre sentimento de pertença, explorando sua relação com os diferentes contextos nos quais estão inseridos e com a saúde mental. Metodologia: o referencial teórico-metodológico que alicerça esta investigação é o da pesquisa participativa, que se caracteriza por se comprometer a acontecer de forma democrática e horizontalizada, e a ser realizada COM os sujeitos, e não SOBRE eles, o que já implica uma possibilidade de transformação da realidade. O estudo aconteceu em um espaço de convivência, localizado em um território de vulnerabilidade social. Participaram sete adolescentes, cuja participação foi fomentada por metodologias criativas e pela convivência metodológica, e também sustentada pela minha perspectiva profissional como terapeuta ocupacional e pelos princípios da Educação Popular em Saúde. Para a produção dos dados, utilizamos diferentes recursos, como construção de cartazes e murais, passeios pelo território e fora dele, elaboração de maquetes, fotografias e entrevistas, que impulsionaram debates no grupo. Também recorri a registros em diário de campo, elaborados por mim. A análise dos dados ocorreu de maneira coletiva e integrada ao próprio processo de produção. Resultados: construímos os dados de forma processual, e eles estão organizados em três eixos. No primeiro, descrevo como se constituiu a participação dos adolescentes na pesquisa. À medida que o grupo de pesquisa se consolidava, também se fortalecia o sentimento de pertença ao coletivo. Esse pertencimento, presente desde o início, atuou como motor da participação: quanto mais se ampliava, mais significativa se tornava a participação dos adolescentes no processo investigativo. No segundo eixo, apresento os dados que emergiram a partir da experiência de compartilhar o cotidiano com os adolescentes, destacando a maneira como os adolescentes vivenciavam o espaço de convivência. Percebemos, assim, que o sentimento de pertença se fortalece quando há possibilidade de brincar, de compartilhar algo para comer e de circular livremente. No último eixo, descrevo as atividades desenvolvidas em um momento da pesquisa em que os adolescentes já possuíam um repertório mais sólido de participação e demonstravam maior proatividade, evidenciando como o (“perten-ser”) potencializa a (“particip-ação”). A partir dessas atividades, produzimos dados que demonstram a valorização, por parte dos adolescentes, de uma vivência comunitária e solidária, revelam as complexidades e dificuldades nas relações sociais entre eles e destacam a escola como um espaço percebido como de não pertencimento, ao mesmo tempo em que apontam sugestões dos adolescentes para transformar essa realidade escolar. Discussão: Inicialmente, proponho uma reflexão que evidencia o sentimento de pertença como chave analítica para compreender a participação na adolescência. Em seguida, destaco que o perten-ser parece estar relacionado ao fortalecimento de vínculos, conectando-se às possibilidades concretas de acesso e garantia de direitos. Também discuto o pertencimento à luz dos marcadores sociais e das interseccionalidades, enfatizando que o perten-ser em contextos de desigualdade social e de exposição a diferentes formas de preconceito e violência configura um ato de resistência. Por fim, abordo meu papel enquanto pesquisadora e terapeuta ocupacional, refletindo sobre as contribuições da área para a realização de pesquisas participativas.
dc.description.sponsorshipFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
dc.description.sponsorshipIdProcesso nº 2021/10984-4, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
dc.identifier.citationSPERANZA, Marina. Revelando o sentimento de pertença com adolescentes a partir de uma pesquisa participativa. 2025. Tese (Doutorado em Terapia Ocupacional) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/23079.por
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/23079
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Terapia Ocupacional - PPGTO
dc.relation.urihttps://periodicos.ufmg.br/index.php/gerais/article/view/56695
dc.relation.urihttps://www.researchgate.net/publication/376565100_ADOLESCENTS'_SENSE_OF_BELONGING_AND_MENTAL_HEALTH_A_SCOPING_REVIEW
dc.relation.urihttps://preprints.scielo.org/index.php/scielo/preprint/view/12155
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subjectadolescência
dc.subjectsentimento de pertença
dc.subjectsaúde mental
dc.subjectterapia ocupacional
dc.subjectadolescenceeng
dc.subjectsense of belongingeng
dc.subjectmental healtheng
dc.subjectparticipatory researcheng
dc.subjectoccupacional therapyeng
dc.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
dc.subject.ods3. Saúde e Bem-Estar
dc.titleRevelando o sentimento de pertença com adolescentes a partir de uma pesquisa participativa
dc.title.alternativeRevealing the sense of belonging with adolescents through a participatory research approacheng
dc.typeTese

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