Repercussões da pandemia de COVID-19 nas ocupações de crianças na primeira infância e de suas famílias

dc.contributor.advisor1Figueiredo, Mirela de Oliveira
dc.contributor.advisor1Latteshttps://lattes.cnpq.br/3660487766535040
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0003-0101-0115
dc.contributor.authorPinheiro, Carolinne Linhares
dc.contributor.authorlatteshttps://lattes.cnpq.br/0186694041902578
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0000-0003-1392-9938
dc.contributor.refereePfeifer, Luzia Iara
dc.contributor.refereeMartinez, Claudia Maria Simões
dc.contributor.refereeFolha, Débora Ribeiro da Silva Campos
dc.contributor.refereeNogueira, Susana Engelhard
dc.contributor.refereeLatteshttps://lattes.cnpq.br/9065968448027440
dc.contributor.refereeLatteshttps://lattes.cnpq.br/1371315095038350
dc.contributor.refereeLatteshttps://lattes.cnpq.br/9888013532351574
dc.contributor.refereeLatteshttps://lattes.cnpq.br/4140589986155621
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0002-1826-1968
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0002-8997-2767
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0002-0743-603X
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0009-0008-1527-1416
dc.date.accessioned2026-07-01T12:34:23Z
dc.date.issued2026-05-21
dc.description.abstractThe COVID-19 pandemic was marked by restrictions and losses that threatened family and child well-being. This study analyzed the repercussions of the pandemic context on the occupations of young children and their families. An observational, longitudinal, qualitative–quantitative study was conducted with 126 caregivers of children in early childhood; 51 participants took part in both stages of data collection, which involved questionnaires and interviews. In Stage 1, changes experienced during the initial phase of the pandemic (IPP) were retrospectively examined in relation to children’s and caregivers’ occupations, participants’ stress levels, and child behavior. In Stage 2, post-pandemic, the study assessed the experience of returning to in-person schooling (RIP) and its effects on children’s occupations, as well as the pandemic’s impact on family economic conditions and parental work, participants’ stress, and child behavior, allowing for comparison with stage 1. Stress levels were measured using the Perceived Stress Scale–10, and child behavior was assessed using the Child Behavior Checklist (CBCL). Qualitative data were analyzed through thematic–categorical content analysis, while quantitative data were examined using descriptive and inferential statistics. The sample was predominantly composed of mothers (87.3%), most of whom belonged to higher socioeconomic strata (73%) and had higher educational attainment levels (68%). A deterioration in eating routines (51.6%) was identified, along with reduced sleep quality (43.6%) and duration (50%), decreased engagement in physical activity (54%), and a decline in both the diversity (65.9%) and frequency (75.4%) of caregivers’ leisure activities. Work-related changes—including remote work, income reduction, job loss, and increased workload—persisted throughout the pandemic period. Stress levels were significantly higher during the pandemic compared to the post-pandemic period (p < 0.001), largely due to disruptions in daily routines, such as managing work, household responsibilities, and childcare within a context of confinement and uncertainty. Many participants reported physical and emotional exhaustion and experiences of psychological distress. Parent–child relationships were negatively affected by continuous cohabitation and emotional dysregulation in both caregivers and children; however, some positive outcomes were noted, including strengthened family bonds. With respect to children’s occupations during the IPP, eating and sleep routines became more disorganized and less healthy. There was a reduction in physical activity (60.3%) and substantial spatial (66.7%) and social (48.4%) restrictions on play. Limitations on play opportunities and reduced parental availability for sustained engagement contributed to an increase in daily screen time (88.8%). Remote education posed an additional challenge for children and their families and appeared to be poorly aligned with the developmental needs of early childhood education. These changes were associated with notable impacts on child behavior. A significant increase in both internalizing and externalizing symptoms was observed (p < 0.001), as well as a higher proportion of children presenting scores indicative of difficulties across multiple CBCL subscales (p ≤ 0.012) during the pandemic compared to the pre-pandemic period. The RIP, in 2021 and 2022, yielded clear benefits for children’s occupational engagement. Participants reported reductions in screen time (92.7%), increased participation in physical activity (73.3%), greater engagement in play (73.2%), improvements in sleep (68.3%) and eating routines (41.5%), enhanced parent–child relationships (61%), and expanded social interaction, largely supported by the reestablishment of school routines. This study confirms the profound occupational disruption experienced by young children and their caregivers during periods of restrictive public health measures, with adverse consequences for family mental health. Over a prolonged period, children experienced reduced access to developmentally enriching and health-promoting opportunities, alongside increased exposure to habits and stimuli detrimental to health and well-being. The pandemic context thus appears to have functioned as a constraining force in early childhood development.eng
dc.description.resumoO contexto de pandemia da COVID-19 se revestiu de restrições e perdas que ameaçaram o bem-estar familiar e infantil. Este estudo analisou repercussões do contexto pandêmico nas ocupações de crianças na primeira infância e de suas famílias. Realizou-se pesquisa observacional, longitudinal, quali-quantitativa com 126 responsáveis por crianças na primeira infância, dos quais 51 participaram de ambas as etapas de coleta, que envolveram uso de questionário e entrevista. Na etapa 1, investigou-se, retrospectivamente, as modificações vivenciadas na fase inicial da pandemia (FIP) nas ocupações infantis e dos responsáveis, no estresse dos participantes e no comportamento da criança. Na etapa 2, pós-pandemia, averiguou-se a experiência do retorno escolar presencial (REP) e suas reverberações nas ocupações infantis, o impacto da pandemia na situação econômica familiar e no trabalho dos pais, o estresse dos participantes e o comportamento infantil, para comparação com os dados da etapa 1. O estresse foi mensurado pela Escala de Estresse Percebido-10 e o comportamento infantil pela Child Behavior Checklist (CBCL). Empregou-se análise de conteúdo temático-categorial para os dados qualitativos e estatística descritiva e inferencial para os quantitativos. Verificou-se predominância de mães (87,3%) de classes econômicas (73%) e nível de escolaridade (68%) elevados. Identificou-se piora da rotina alimentar (51,6%), diminuição da qualidade (43,6%) e quantidade do sono (50%), da prática de atividades físicas (AF) (54%) e da diversidade (65,9%) e frequência (75,4%) do lazer dos participantes. Alterações no trabalho – trabalho remoto, diminuição da renda, perda do emprego e aumento da carga de trabalho – perduraram durante a pandemia. Observou-se aumento do estresse na pandemia em comparação ao pós-pandemia (p < 0,001), devido às transformações na rotina, como conciliar trabalho, afazeres domésticos e cuidados dos filhos em um cenário de confinamento e preocupação. Muitos participantes experimentaram desgaste físico, emocional e até sofrimento mental. O relacionamento com os filhos foi prejudicado pela convivência ininterrupta e pela desregulação emocional de pais e crianças. Contudo, ocorreram ganhos, como o fortalecimento dos vínculos. Quanto às ocupações infantis na FIP, as rotinas alimentares e de sono ficaram mais desorganizadas e menos saudáveis; houve redução das AF (60,3%) e restrições importantes, espaciais (66,7%) e sociais (48,4%), ao brincar. O cerceamento do brincar e a indisponibilidade dos pais em fornecer atenção constante aos filhos elevou o tempo diário (88,8%) de atividades em telas. O ensino remoto se constituiu em desafio adicional às crianças e suas famílias e parece não ter sido adequado ao segmento da Educação Infantil. Perante essas transformações, o comportamento infantil foi impactado. Observou-se aumento significativo de sintomas internalizantes e externalizantes (p < 0,001) e de crianças com resultados sugestivos de alteração em várias subescalas da CBCL (p ≤ 0,012) durante a pandemia em relação ao período anterior. O REP, ocorrido em 2021 e 2022, ocasionou benefícios para o engajamento ocupacional infantil. Houve redução do tempo de tela (92,7%), aumento das AF (73,3%), incremento do brincar (73,2%), melhora do sono (68,3%), da alimentação (41,5%), do relacionamento pais-filho (61%) e ampliação da interação social, favorecidos pela instauração da rotina escolar. Este estudo ratifica a profunda interrupção ocupacional vivida por crianças na primeira infância e seus pais no período de medidas restritivas, que prejudicaram a saúde mental de toda a família. As crianças experienciaram, por período prolongado, a diminuição de oportunidades propulsoras e salutares ao desenvolvimento em concomitância com uma maior exposição a hábitos e estímulos adversos à saúde e ao bem-estar. Logo, a vivência do contexto pandêmico parece ter assumido caráter de força despotencializadora do desenvolvimento infantil.por
dc.description.sponsorshipNão recebi financiamento
dc.identifier.citationPINHEIRO, Carolinne Linhares. Repercussões da pandemia de COVID-19 nas ocupações de crianças na primeira infância e de suas famílias. 2026. Tese (Doutorado em Terapia Ocupacional) – Universidade Federal de São Carlos, Campus São Carlos, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/24285.*
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/24285
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.centerCentro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Terapia Ocupacional - PPGTO
dc.relation.urihttps://www.cadernosdeterapiaocupacional.ufscar.br/index.php/cadernos/article/view/3703
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectCOVID-19por
dc.subjectDistanciamento Físicopor
dc.subjectSaúde da Criançapor
dc.subjectOcupaçõespor
dc.subjectTerapia Ocupacionalpor
dc.subjectPhysical Distancingeng
dc.subjectChild Healtheng
dc.subjectOccupationseng
dc.subjectOccupational Therapyeng
dc.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
dc.subject.ods3. Saúde e Bem-Estar
dc.titleRepercussões da pandemia de COVID-19 nas ocupações de crianças na primeira infância e de suas famíliaspor
dc.title.alternativeRepercussions of the COVID-19 pandemic on the occupations of young children and their familieseng
dc.typeTese

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