Efeitos do exercício físico na destreza manual, sintomas motores e plasticidade cerebral em indivíduos com doença de Parkinson

dc.contributor.advisor-co1Gianlorenco, Anna Carolyna
dc.contributor.advisor-co1Fregni, Felipe
dc.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3861050459671690
dc.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7140517621736868
dc.contributor.advisor-co1orcidhttps://orcid.org/0000-0002-7334-3835
dc.contributor.advisor-co1orcidhttps://orcid.org/0000-0001-9359-8643
dc.contributor.advisor1Andrade, Larissa Pires de
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7334391500340646
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0002-6147-1610
dc.contributor.authorMenacho, Maryela Oliveira
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/2428355892612425
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0000-0001-9507-2215
dc.date.accessioned2025-06-04T19:40:59Z
dc.date.issued2025-03-28
dc.description.abstractParkinson’s disease is the second most common progressive neurodegenerative disorder and is characterized by symptoms such as resting tremor, bradykinesia, rigidity, and postural instability, which significantly affect upper limb function in patients. Physical exercise is a non-pharmacological intervention alternative for these patients, as it can contribute significantly to improving quality of life. Therefore, this thesis was divided into two studies. The first aimed to gather the available literature on the effects of physical exercise on upper limb function in individuals with Parkinson’s disease through a systematic review. A systematic search was conducted using the PubMed, Embase, CENTRAL, PEDro, Scopus, and Web of Science databases, including the following terms: Parkinson’s disease, exercise/physical therapy, upper limb, and their respective entry terms. These terms were combined using Boolean operators (AND/OR) according to each database. A total of 15 randomized controlled trials were included, which performed the following interventions: task-oriented training, virtual reality/game therapy, training of activities of daily living, robotic therapy, training with a musical instrument, eccentric strengthening, constraint-induced movement therapy, manual dexterity training, and exercises with therapeutic mass. In conclusion, activity-based training is a viable option to improve manual dexterity in individuals with Parkinson’s disease. The second study was a randomized controlled clinical trial aimed at evaluating and comparing the effects of different physical intervention modalities—aerobic training, resistance training, and task specific training on motor symptoms, manual dexterity, and brain oscillatory activity in individuals with Parkinson’s disease. Thirty-seven participants, with a mean age of 62 years and presenting upper limb functional deficits, completed the study. Participants were randomized into four groups: aerobic training (AT), resistance training (RT), task specific training (TT), and control group (CG). The AT group performed 30 minutes of upper limb cycling using a portable cycle ergometer at an intensity of 50–70% of heart rate reserve. The RT group performed two sets of 8 to 12 repetitions for each exercise, with a two-minute rest between sets, at an intensity of 50–70% of one-repetition maximum (1-RM), determined by the 1-RM test. Free weights and an upper limb exercise machine were used for the resistance exercises. The TT group performed three activities aimed at improving reach, grasp, and manipulation for 30 minutes. All intervention sessions were conducted three times per week for eight weeks. Motor symptoms were assessed using part III of the Unified Parkinson’s Disease Rating Scale (UPDRS-III). Manual dexterity was evaluated using the Nine-Hole Peg Test, and quantitative electroencephalography (qEEG) was used to assess brain activity. Two-way ANOVA and the Scheirer–Ray–Hare test were used to evaluate the effects of time and group on clinical variables, and group and brain region on EEG band power. The level of statistical significance was set at 5%. There was a significant main effect of time (F = 2.80; p = 0.05) and group (F = 2.94; p = 0.03) on the UPDRS-III, with no significant interaction between the factors (F = 1.46; p = 0.23). Tukey's post hoc test showed significant differences in the aerobic (p = 0.04) and resistance training groups (p = 0.04) compared to the control group. No significant group (F = 0.54; p = 0.70) or time effect (F = 0.87; p = 0.35) was observed in the Nine-Hole Peg Test. Additionally, the interventions had a significant effect on the low-alpha sub-band (F = 4.85; p = 0.003) and the alpha band (F = 5.10; p = 0.003), regardless of brain region, in the task specific training group compared to the control group (p = 0.001). For the beta band and low-beta sub-band, there was a main effect of the interventions (F = 5.56; p = 0.001) and (F = 7.59; p < 0.001), with no effect of brain region and no interaction between factors. Tukey's post hoc analysis revealed a significant difference in low-beta in the task specific training group compared to the control group (p < 0.001), and in beta for the resistance training (p = 0.007), aerobic training (p = 0.008), and task specific training (p = 0.004) groups compared to the control group. In conclusion, task specific training based on activities of daily living significantly improved motor symptoms and reduced alpha, low-alpha and low-beta spectral power in individuals with Parkinson’s disease. Furthermore, all interventions caused a significant reduction in beta spectral power, with no difference between them and regardless of brain region. Therefore, the studies presented in this thesis support the importance of physical exercise as a non-pharmacological strategy within the therapeutic plan for this population. In the systematic review, the meta-analysis showed a significant effect of activity-based training on fine manual dexterity compared to other active interventions, while the clinical trial demonstrated a significant improvement in motor symptoms among those who received either aerobic or resistance training. Finally, all proposed interventions resulted in significant changes in brain oscillatory activity.eng
dc.description.resumoA doença de Parkinson é a segunda desordem neurodegenerativa progressiva mais comum, e se manifesta por sintomas como tremor em repouso, bradicinesia, e rigidez que, por sua vez, afetam significativamente a função dos membros superiores dos pacientes. O exercício físico é uma alternativa de intervenção não farmacológica para esses pacientes pois pode contribuir significativamente para a melhora da qualidade de vida. Diante disso, esta tese foi dividida em dois estudos. O primeiro teve como objetivo reunir a literatura disponível acerca dos efeitos do exercício físico na função dos membros superiores em indivíduos com doença de Parkinson, por meio de uma revisão sistemática. A busca sistemática foi realizada nas bases de dados PubMed, Embase, CENTRAL, PEDro, Scopus e Web of Science, incluindo os seguintes termos: doença de Parkinson, exercício/fisioterapia, membro superior e seus respectivos termos de entrada. Esses termos foram combinados utilizando operadores booleanos (AND/OR) de acordo com cada base de dados. Um total de 15 ensaios clínicos randomizados foram incluídos, que realizaram as seguintes intervenções, treino orientado à tarefa, realidade virtual/terapia com jogos, treino de atividades de vida diária, terapia robótica, treino com instrumento musical, fortalecimento excêntrico, terapia de restrição e indução do movimento, treino de destreza manual, e exercícios com massa terapêutica. Em conclusão, o treinamento baseado em atividades é uma opção viável para melhorar a destreza manual em indivíduos com Parkinson. O segundo estudo apresentado nesta tese tratou-se de um ensaio clínico randomizado e controlado, com o objetivo de avaliar e comparar os efeitos de diferentes modalidades de intervenção física, treino aeróbio, treino resistido e treino tarefa específica nos sintomas motores, na destreza manual e na atividade cerebral oscilatória em indivíduos com Parkinson. Trinta e sete voluntários com idade média de 62 anos e com déficit na função de membro superior concluíram o estudo. Os participantes foram aleatorizados em quatro grupos: treino aeróbio (TA), treino resistido (TR), treino tarefa específico (TT) e grupo controle (GC). O TA realizou 30 minutos de pedalada em cicloergômetro portátil de membros superiores, numa intensidade de 50-70% da frequência cardíaca de reserva. O TR realizou duas séries de 8 a 12 repetições para cada exercício, com intervalo de dois minutos entre as séries e uma intensidade entre 50-70% de uma repetição máxima, que foi determinada de acordo com o teste de uma repetição máxima. Pesos livres e equipamentos para membros superiores (shoulder press e chest press) foram utilizados para execução dos exercícios. O TT realizou três atividades a fim de melhorar o alcance, a preensão e manipulação, por 30 minutos. As atividades mais recorrentes nas queixas funcionais dos voluntários foram selecionadas.As sessões foram realizadas três vezes por semana, por oito semanas. Para avaliação dos sintomas motores foi utilizada a parte III da Unified Parkinson's Disease Rating Scale (UPDRS), a destreza manual foi avaliada pelo Nine-Hole Peg Test e a eletroencefalografia quantitativa (EEGq) foi usada para avaliar a atividade cerebral. O teste ANOVA de dois fatores e de Scheirer–Ray–Hare foram usados para avaliar os efeitos dos fatores tempo e grupo nas variáveis clínicas e do grupo e área cerebral na potência relativa das bandas do EEG. O nível de significância estatística foi estipulado em 5%. Houve um efeito principal significativo do tempo (F= 2,80; p= 0,05) e do grupo (F= 2,94; p= 0,03) na UPDRS III, sem interação significativa entre os fatores (F =1,46; p= 0,23). O post hoc de Tukey revelou diferença significativa nos grupos aeróbio (p= 0,04) e resistido (p= 0,04) comparados ao grupo controle. Não foi observado efeito significativo do grupo (F= 0,54; p= 0,70), e do tempo (F= 0,87; p= 0,35) no Nine-Hole Peg Test. Além disso, foi observado efeito das intervenções sobre a sub-banda low alfa (F= 4,85; p= 0,003) e banda alfa (F= 5,10; p= 0,003), independente da área cerebral, no grupo que recebeu treino tarefa específico comparado ao controle (p= 0,001). Na banda beta e sub-banda low-beta, foi observado efeito principal das intervenções (F= 5,56; p= 0,001) e (F= 7,59; p< ,001), sem efeito da área cerebral e sem interação entre os fatores. O post-hoc de Tukey evidenciou diferença significativa em low beta no grupo que recebeu treino tarefa específico comparado ao controle (p < ,001), e em beta nos grupos de treino resistido (p = 0,007), treino aeróbio (p= 0,008) e treino tarefa específico (p= 0,004) comparados ao grupo controle. Assim, o treino tarefa específico melhorou de forma significativa os sintomas motores dos indivíduos e reduziu a potência espectral de alfa, low-alfa e low-beta. Além disso, todas as intervenções causaram redução significativa na potência espectral de beta, sem diferença entre elas e independente da região cerebral. Portanto, os estudos apresentados nesta tese, endossaram a importância do exercício físico como estratégia não-farmacológica dentro do plano terapêutico dessa população. Na revisão sistemática, a metanálise evidenciou um efeito significativo do treino baseado em atividades na destreza manual fina quando comparado com outras intervenções ativas, enquanto o ensaio clínico demonstrou melhora significativa nos sintomas motores daqueles que receberam treino aeróbio ou resistido. Por fim, todas as intervenções propostas causaram mudanças significativas na oscilação cerebral.por
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.description.sponsorshipId88887.889073/2023-00
dc.identifier.citationMENACHO, Maryela Oliveira. Efeitos do exercício físico na destreza manual, sintomas motores e plasticidade cerebral em indivíduos com doença de Parkinson. 2025. Tese (Doutorado em Fisioterapia) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/22175.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/22175
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Fisioterapia - PPGFt
dc.relation.urihttps://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37141404/
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subjectDoenca de Parkinsonpor
dc.subjectExercício aeróbiopor
dc.subjectExercício resistidopor
dc.subjectTreino específico da tarefapor
dc.subjectDestreza manualpor
dc.subjectSintomas motorespor
dc.subjectOscilação cerebralpor
dc.subjectParkinson's diseaseeng
dc.subjectAerobic exerciseeng
dc.subjectStrength trainingeng
dc.subjectTask-specific trainingeng
dc.subjectManual dexterityeng
dc.subjectMotor symptomseng
dc.subjectCerebral oscilationeng
dc.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
dc.titleEfeitos do exercício físico na destreza manual, sintomas motores e plasticidade cerebral em indivíduos com doença de Parkinsonpor
dc.title.alternativeEffects of physical exercise on manual dexterity, motor symptoms, and brain plasticity in individuals with Parkinson's diseaseeng
dc.typeTese

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