Avaliação do papel da neurotransmissão de ocitocina na modulação da ansiedade induzida em camundongos pelo modelo de empatia para dor

dc.contributor.advisor1Canto-de-Souza, Azair Liane Matos do
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2352004564367849por
dc.contributor.authorMagno, Gustavo Diego
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/7985367917168836por
dc.date.accessioned2022-10-10T17:26:19Z
dc.date.available2022-10-10T17:26:19Z
dc.date.issued2022-02
dc.description.abstractThe success of social interaction is a necessary factor for human survival and depends on the ability to understand and experience emotions that the other is feeling. Some studies observed an increase in anxiety in rodents living with a conspecific submitted to a stressful situation, which was analyzed as emotional contagion, that is, the dissemination of forms of emotion from one individual to another. Recent studies have shown that the cohabitation of mice in pairs with a conspecific submitted to neuropathic pain increases the nociceptive response in observers submitted to the abdominal writhing test and in anxiety indices in mice exposed to the elevated plus maze (EPM). Therefore, these studies show the social modulation of pain and anxiety. On the other hand, in autism-induced rodents, a decrease in prosocial behaviors and an increase in anxiety were observed compared to the control group. Using this model, it was observed that the administration of oxytocin produced an increase in prosocial behavior in mice. Given the above, considering that there are studies linking oxytocin to increased prosocial behaviors and anxiolytic effects in rodents and that rodents exposed to the empathy model for pain showed anxiety-related responses, this study aimed to investigate whether the antagonism of oxytocin receptors with atosiban may interfere with the increase in anxiety induced by living with a conspecific undergoing chronic pain. For this, male Swiss-albino mice were separated into pairs during a 28-day coexistence protocol. After 14 days of living together, one of the animals in the pair underwent surgery for sciatic nerve constriction (NC) or surgery without nerve constriction (Sham). On the 28th day, the animal that lived with its conspecific NC or Sham received an injection of vehicle or atosiban [0.25, 0.5 and 1.0 mg/kg, intraperitoneally], and after 30 minutes, it was submitted to the test in the EPM for five minutes. To confirm the contact with the animal with nociception, on the 29th day, the hot plate test was performed in both groups (NC and Sham). The results demonstrate that living with conspecifics in chronic pain produced hypernociception and increased anxiety-related responses in partners when submitted to the elevated plus-maze test. Systemic treatment with the three doses of atosiban produced an anxiogenic-like effect in mice that lived with conspecifics without pain (Sham) but did not reverse the increase in anxiety observed in mice that lived with conspecifics with pain (NC). We suggest that the animals that lived with a partner without pain (sham) may have normal oxytocin levels, due to the absence of the stressor stimulus, facilitating the production of the anxiogenic effect induced by atosiban. However, in animals that lived with a partner in pain (NCC), oxytocin levels were probably increased as a result of the stressor stimulus and, therefore, blocking these receptors with the antagonist was not able to reverse the anxiogenic-like effect induced by the model. This study contributed to demonstrating the involvement of oxytocinergic neurotransmission in the modulation of the emotional response induced by living with conspecifics with chronic pain and without pain in mice. However, further research will be needed to elucidate the action of oxytocin and its blockade with chronic treatment, and/or administration in central nervous system structures involved in the modulation of anxiety induced by empathy for nociception in mice.eng
dc.description.resumoO sucesso da interação social é um fator necessário para a sobrevivência humana e depende da capacidade de compreender e experimentar emoções que o outro está sentindo. Alguns estudos observaram o aumento da ansiedade em roedores convivendo com um coespecífico submetido a situação de estresse, o que foi analisado como contágio emocional, isto é, a disseminação de formas de emoção de um indivíduo para outro. Estudos recentes demonstraram que o convívio de camundongos em pares com um coespecífico submetido a dor neuropática aumenta a resposta nociceptiva nos observadores submetidos ao teste de contorções abdominais e nos índices de ansiedade em camundongos expostos ao labirinto em cruz elevado (LCE). Portanto, estes estudos evidenciam a modulação social da dor e da ansiedade. Por outro lado, em roedores induzidos ao autismo foi observado a diminuição de comportamentos pró-sociais e o aumento da ansiedade em comparação ao grupo controle. Usando este modelo, foi observado que a administração de ocitocina produziu aumento de comportamento prós-sociais em camundongos. Diante do exposto, considerando que há trabalhos relacionando a ocitocina ao aumento de comportamentos pró-sociais e efeitos ansiolíticos em roedores, e que roedores expostos ao modelo de empatia para dor apresentaram respostas relacionadas à ansiedade, este estudo teve como objetivo investigar se o antagonismo dos receptores de ocitocina com atosiban pode interferir no aumento da ansiedade induzida pelo convívio com coespecífico submetido a dor crônica. Para isso, camundongos machos, Suíço-albino foram separados em pares durante um protocolo de convivência de 28 dias. Após 14 dias de convívio, um dos animais da dupla foi submetido a cirurgia de constrição do nervo ciático (NC) ou a uma cirurgia sem constrição do nervo (Sham). No 28° dia, o animal que conviveu com seu coespecífico NC ou Sham recebeu injeção de veículo ou atosiban [0,25, 0,5 e 1,0 mg/Kg, intraperitoneal], e após 30 minutos, foi submetido ao teste no LCE por cinco minutos. Para confirmar o convívio com o animal com nocicepção, no 29º dia foi realizado o teste de placa quente nos dois grupos (NC e Sham). Os resultados demonstram que o convívio com coespecíficos em dor crônica produziu hipernocicepção e aumento das respostas relacionadas à ansiedade nos parceiros quando submetidos ao teste no labirinto em cruz elevado. O tratamento sistêmico com as três doses de atosiban, produziu efeito tipo ansiogênico nos camundongos que conviveram com coespecíficos sem dor (Sham), e não reverteu o aumento da ansiedade observado nos camundongos que conviveram com coespecíficos com dor (NC). Sugerimos que os animais que conviveram com parceiro sem dor (sham) possam estar com os níveis de ocitocina normais, em decorrência de ausência do estímulo estressor, facilitando a produção de efeito ansiogênico induzido pelo atosiban. Entretanto, nos animais que conviveram com parceiro com dor (CNC), os níveis de ocitocina provavelmente estavam aumentados em decorrência do estímulo estressor e, portanto, o bloqueio desses receptores com o antagonista, não foi capaz de reverter o efeito ansiogênico induzido pelo modelo. Este estudo contribuiu para demonstrar o envolvimento da neurotransmissão ocitocinérgica na modulação da resposta emocional induzida pelo convívio com o coespecífico com dor crônica e sem dor em camundongos. Entretanto novas pesquisas serão necessárias para elucidar a ação da ocitocina e de seu bloqueio com tratamento crônico, e/ou administração em estruturas do sistema nervoso central envolvidas com a modulação da ansiedade induzida pela empatia para a nocicepção em camundongos.por
dc.description.sponsorshipConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)por
dc.description.sponsorshipIdPIBIC-CNPq-UFSCarpor
dc.identifier.citationMAGNO, Gustavo Diego. Avaliação do papel da neurotransmissão de ocitocina na modulação da ansiedade induzida em camundongos pelo modelo de empatia para dor. 2022. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2022. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/16837.por
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/16837
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlospor
dc.publisher.addressCâmpus São Carlospor
dc.publisher.courseEnfermagem - Enfpor
dc.publisher.initialsUFSCarpor
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/*
dc.subjectOcitocinapor
dc.subjectEmpatiapor
dc.subjectNocicepçãopor
dc.subjectAnsiedadepor
dc.subjectCamundongospor
dc.subjectOxytocineng
dc.subjectEmpathyeng
dc.subjectNociceptioneng
dc.subjectAnxietyeng
dc.subjectMiceeng
dc.subject.cnpqCIENCIAS BIOLOGICAS::FARMACOLOGIA::NEUROPSICOFARMACOLOGIApor
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA FISIOLOGICA::ESTIMULACAO ELETRICA E COM DROGAS; COMPORTAMENTOpor
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA FISIOLOGICA::PSICOBIOLOGIApor
dc.titleAvaliação do papel da neurotransmissão de ocitocina na modulação da ansiedade induzida em camundongos pelo modelo de empatia para dorpor
dc.title.alternativeEvaluation of the role of oxytocin neurotransmission in modulating anxiety induced in mice by the empathy model for paineng
dc.typeTCCpor

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