A luta pela terra me fez mulher... processos educativos na prática agroecológica por campesinas do assentamento Mario Lago

dc.contributor.advisor1Montrone, Aida Victoria García
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9011731777978672
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0002-1954-4679
dc.contributor.authorSilva, Anna Carolina Santana da
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/2837604644791395
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0000-0002-6147-5822
dc.contributor.refereeAmaral, Débora Monteiro do
dc.contributor.refereeBarbosa , Lia Pinheiro
dc.contributor.refereeSouza Junior, Osmar Moreira de
dc.contributor.refereeMateus, Kergilêda Ambrosio de Oliveira
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/8600829409961701
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/3858914223581195
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/9176123942671062
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/1306323917704259
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0002-8397-864X
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0003-0727-9027
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0002-2915-5634
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0002-3038-9286
dc.date.accessioned2025-09-29T17:59:48Z
dc.date.issued2023-02-27
dc.description.abstractCon una actitud freireana militante, miramos desde un punto de vista crítico la articulación de los sistemas capitalista, patriarcal y racista, que aún gobiernan a América Latina y otros pueblos del Sur Global según la lógica de la colonialidad. Si bien la pluralidad de mujeres rurales latinoamericanas es bastante diversa y son responsables de producir al menos el 45% de los alimentos que se consumen en la región, constituyen las fracciones más vulnerables de la sociedad. Dialécticamente, destacamos que la producción de alimentos es el resultado de un trabajo con relevante trascendencia social, ya que además de promover la soberanía alimentaria, parte de la gestión se realiza en oposición al modelo depredador de los agronegocios, a través de la práctica agroecológica donde son vistos como sujetos de transformación de la historia. Desde las harapientas del mundo hasta las luchadoras del pueblo, se revela el protagonismo de las mujeres rurales en defensa de sus territorios y áreas de preservación. Esto se refleja en los movimientos feministas latinoamericanos, que en su mayoría no desvinculan las agendas individuales, sus derechos, sus cuerpos, con el tema ambiental. En esta lucha, las mujeres organizan y fortalecen la construcción de espacios de diálogo que apuestan progresivamente por visibilizar los saberes involucrados en el trabajo de las mujeres rurales, ya sea del campo, de las aguas o de los bosques. En concordancia con la Línea de investigación Prácticas Sociales y Procesos Educativos, donde buscamos comprender con los más diversos grupos populares las realidades, sus procesos, desafíos y anuncios. El problema central de esta investigación es la invisibilidad de las mujeres agricultoras como intelectuales, productoras de conocimiento y la poca valoración de su trabajo. Así, el objetivo de esta investigación es retratar y analizar los procesos educativos involucrados en la construcción del conocimiento en la práctica agroecológica en la lucha por la tierra a partir de la sistematización de la experiencia en un asentamiento a la luz de una perspectiva feminista. Para lograr este objetivo, esta investigación utilizó una metodología cualitativa exploratoria basada en la Sistematización de Experiencias de Jara-Holliday (2007). Participaron del estudio un grupo de 11 agricultoras del Asentamiento Mário Lago, en Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Para ello, se realizaron rondas de conversación y entrevistas, registradas en diarios de campo y analizadas a partir de la propuesta de interpretación cualitativa de datos formulada por Minayo (2013). Como resultado, se sistematizaron los procesos educativos inmersos en la práctica agroecológica en la lucha por la tierra, en medio del proceso de reivindicación de los derechos humanos y evidenciando las desigualdades de clase, raza y género en la vida de los pobladores. El producto final de comunicación fue un panel costurado y bordado colectivamente con el “Río de la Vida” de los pobladores del PDS con elementos representativos. En este diálogo de saberes, categorías como la criminalización de los movimientos sociales, el sexismo, las disputas en el campo agroecológico, entre otras, se relacionaron con cómo la organización de la estructura social les otorga lugares de descalificación, así como los desafíos a ser superados por los movimientos sociales, surgieron. Sin embargo, se destacó el sueño de estar en la tierra y luchar por ella, en la búsqueda de la construcción de un proyecto de país popular para esta y las futuras generaciones.spa
dc.description.resumoCom uma postura militante freiriana, olhamos, com um viés crítico, a articulação dos sistemas capitalista, patriarcal e racista, que ainda regem, com a lógica da colonialidade, a América Latina e os demais povos do Sul Global. Apesar da pluralidade das mulheres rurais latino-americanas e serem responsáveis pela produção de ao menos 45% dos alimentos consumidos na região, essa camada populacional se configura como a fração mais vulnerabilizada da sociedade. Dialeticamente, destacamos que a produção de alimentos é fruto do trabalho com relevante importância social, uma vez que, além de promover a soberania alimentar, parte do manejo é realizado em contraposição ao modelo predatório do agronegócio, pela prática agroecológica, na qual se veem como sujeitas de transformação da história. Da condição de esfarrapadas do mundo à de lutadoras do povo, revela-se assim o protagonismo das mulheres rurais em defesa de seus territórios e de áreas de preservação. Refletem, desse modo, os movimentos feministas latino-americanos, que, em sua maioria, não desassociam as pautas individuais (de seus direitos e de seus corpos) da questão ambiental. Na prática social de luta pela terra, as mulheres se organizam e fortalecem a construção de espaços dialógicos que progressivamente se comprometem com a “visibilização” dos conhecimentos envolvidos no trabalho das mulheres rurais, sejam do campo, das águas e/ou das florestas. Em consonância com a linha Práticas Sociais e Processos Educativos – em que buscamos compreender os mais diversos grupos populares, suas realidades, seus processos, seus desafios e seus anúncios –, o problema central desta pesquisa é a invisibilidade das agricultoras enquanto intelectuais e produtoras de conhecimento e a pouca valorização de seus trabalhos. Assim, o objetivo desta pesquisa é retratar e analisar processos educativos envolvidos na construção de conhecimentos na prática agroecológica na luta pela terra, a partir da sistematização da experiência em um assentamento à luz de uma perspectiva feminista. Para alcançar tal objetivo, esta pesquisa utilizou-se de uma metodologia qualitativa exploratória, com base na Sistematização de Experiências de Jara-Holliday (2007). Participaram do estudo um grupo de 11 agricultoras do “Assentamento Mário Lago”, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Com elas, foram realizadas rodas de conversas e entrevistas, registradas em diários de campo e analisadas a partir da proposta de interpretação qualitativa de dados formulada por Minayo (2013). Como resultados, foram sistematizados os processos educativos imersos na prática agroecológica na luta pela terra (em meio ao processo de reivindicação dos direitos humanos) e evidenciadas as desigualdades de classe, raça e gênero na vida das assentadas. O produto de comunicação final foi um painel costurado coletivamente com o “Rio da Vida” das assentadas do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) com elementos representativos. Nesse diálogo de saberes, surgiram categorias como: criminalização dos movimentos sociais, machismo, disputa do campo agroecológico, entre outras, que, relacionadas à organização da estrutura social, conferem a elas lugares de desqualificação, assim como os desafios a serem ainda superados pelos movimentos sociais. Contudo, sobressaiu-se o sonho de estar na terra e lutar por ela, na busca pela construção de um projeto popular de país para essa e para as futuras gerações.
dc.description.sponsorshipConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
dc.description.sponsorshipId140240/2020-9
dc.identifier.citationSILVA, Anna Carolina Santana da. A luta pela terra me fez mulher... processos educativos na prática agroecológica por campesinas do assentamento Mario Lago. 2023. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/22840.por
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/22840
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação - PPGE
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subjectProcessos educativos
dc.subjectPrática agroecológica
dc.subjectMulheres rurais
dc.subjectAssentamentos
dc.subjectProcesos educativosspa
dc.subjectPráctica agroecológicaspa
dc.subjectMujeres ruralesspa
dc.subjectAsentamientosspa
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO
dc.subject.ods5. Igualdade de Gênero
dc.subject.ods2. Fome Zero e Agricultura Sustentável
dc.subject.ods1. Erradicação da Pobreza
dc.subject.ods4. Educação de Qualidade
dc.subject.ods3. Saúde e Bem-Estar
dc.titleA luta pela terra me fez mulher... processos educativos na prática agroecológica por campesinas do assentamento Mario Lago
dc.title.alternativeThe struggle for land made me a woman... educational processes in the agroecological practice by peasant women from the Mario Lago settlementeng
dc.typeTese

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