As forças de paz ou a paz à força: etnografia de uma missão de paz da ONU no Haiti

dc.contributor.advisor1Vianna, Anna Catarina Morawska
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2245801371286766por
dc.contributor.authorSantiago, Ana Elisa
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/1504524815075995por
dc.date.accessioned2023-01-31T18:57:11Z
dc.date.available2023-01-31T18:57:11Z
dc.date.issued2022-11-22
dc.description.abstractOver the past century Haiti has experienced successive international interventions in the name of peace. By alleging that Haiti’s internal instability threatens international security, the United Nations (UN) has undertaken peace operations in the country and installed administrative apparatuses to guarantee the proper functioning of democratic institutions, assessed by institutionally established criteria. This ethnographic analysis of one of the peace operations in Haiti – MINUSTAH – explores how the data production on the levels of violence builds an intervention-legitimizing consensus that mobilizes an international bureaucratic apparatus, whose role is to produce even more data in order to create what I call a “statecrafted landscape”. I carried out the field research among the documents, among the bureaucrats, among the Haitian social movements, and among the Brazilian military that participated in the mission. Empirical evidence from fieldwork among UN experts and Haitian activists suggest a mismatch between the Haiti inscribed in UN documents and the Haiti reiterated in local stories about the nation. By contrasting the production of ‘official history’ as a truth and ‘unofficial’ Haitian narratives, I will shed light on the relations of power involved in the enactment of historical facts. Field work among the military highlighted the relevance of the Brazilian Army's participation in MINUSTAH. Through combat experience acquired in Haiti, as well as the bureaucratic training required by the mission, the Armed Forces have improved their techniques for managing the territory and people, and have then reiterated their position as guardians of stability - at home and abroad - by manipulating legal resources to gain control over the population, engendering effects on internal politics and escalating a conservative and authoritarian power in Brazil.eng
dc.description.resumoAo longo do último século, o Haiti passou por sucessivas intervenções internacionais em nome da paz. Alegando que a instabilidade interna do país ameaçava a segurança internacional, a Organização das Nações Unidas (ONU) empreendeu operações de paz no terreno e instalou aparelhos administrativos para garantir o bom funcionamento das instituições democráticas, avaliadas por critérios institucionalmente estabelecidos. Esta etnografia da MINUSTAH – Mission des Nations Unies pour la Stabilisation en Haïti – explora como a produção de dados sobre os índices de violência no país constrói um consenso de intervenção que mobiliza um aparato burocrático internacional, cujo papel é produzir ainda mais dados para criar o que eu chamo de “paisagem estatizada”. A pesquisa de campo foi realizada entre os documentos, entre os burocratas, entre os movimentos sociais haitianos e entre os militares brasileiros que participaram da missão. A pesquisa entre especialistas da ONU e militantes haitianos evidencia um descompasso entre o Haiti inscrito nos documentos da cooperação internacional e o Haiti reiterado nas narrativas locais sobre a nação. Ao contrastar a produção da "história oficial" com as narrativas "não oficiais" haitianas, lanço luz sobre as relações de poder envolvidas na produção dos fatos históricos. Já o trabalho de campo entre os militares evidenciou a relevância da participação do Exército Brasileiro na MINUSTAH. Através da experiência de combate adquirida no Haiti, e também no treinamento burocrático exigido pela missão, as Forças Armadas melhoraram suas técnicas de gestão do terreno e das pessoas e reiteraram, então, sua posição de guardiãs da estabilidade – no país e no exterior – manipulando recursos legais para ganhar controle sobre a população, engendrando efeitos na política interna e escalando um poder conservador e autoritário no Brasil.por
dc.description.sponsorshipFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)por
dc.description.sponsorshipId2017/03654-2por
dc.identifier.citationSANTIAGO, Ana Elisa. As forças de paz ou a paz à força: etnografia de uma missão de paz da ONU no Haiti. 2022. Tese (Doutorado em Antropologia Social) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2022. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/17310.*
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/17310
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlospor
dc.publisher.addressCâmpus São Carlospor
dc.publisher.initialsUFSCarpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Antropologia Social - PPGASpor
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/*
dc.subjectONUpor
dc.subjectHaitipor
dc.subjectCooperação internacionalpor
dc.subjectRevoluçãopor
dc.subjectOperação de Pazpor
dc.subjectUNeng
dc.subjectHaitieng
dc.subjectInternational cooperationeng
dc.subjectRevolutioneng
dc.subjectPeacekeeping operationeng
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIApor
dc.titleAs forças de paz ou a paz à força: etnografia de uma missão de paz da ONU no Haitipor
dc.title.alternativePeacekeeping or keeping peace by force: Ethnography of a UN peacekeeping operation in Haitieng
dc.typeTesepor

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