Ensinar filosofia na periferia: prática de resistência, inclusão e diálogo com realidades locais

dc.contributor.advisor1Jardim, Alex Fabiano Correia
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5574950503189991
dc.contributor.authorMioni, Fábio Dorini
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/7390912812306708
dc.contributor.refereeMaamari, Adriana Mattar
dc.contributor.refereeSouza, Bianca Kelly de
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/5707827597161294
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/3553323111329777
dc.date.accessioned2026-08-07T18:16:17Z
dc.date.issued2026-06-03
dc.description.abstractPhilosophy teaching in public schools located in peripheral areas often involves dealing with a paradox: a discipline that carries the potential for critical thinking and emancipation, yet frequently becomes an instrument of symbolic reproduction. This dissertation investigates how Philosophy teaching can resist the logic of Paulo Freire’s “banking education” and Pierre Bourdieu’s concept of symbolic violence, proposing emancipatory practices grounded in the realities of peripheral schools in São Paulo state, Brazil. The research adopts a qualitative, critical-dialectical approach, articulating theory and practice through the participatory design and implementation of a card game entitled Resistência (“Resistance”), developed in collaboration with students from Escola Estadual Manoel Patrício do Nascimento, in Botucatu, São Paulo, Brazil. The game was conceived as a tool for philosophical experimentation, inspired by marginalized thinkers and concrete experiences from the territory, aiming to transform teaching into a critical, dialogical, and liberating experience. The results indicate that philosophical practice, when grounded in listening and co-authorship, enables student engagement and identity recognition while challenging the reproductive structures of the school system. Thus, Philosophy teaching, when experienced as a lived practice, becomes an act of resistance and hope within marginalized contexts, affirming the power of thought as an emancipatory gesture.eng
dc.description.abstractLa enseñanza de la filosofía en las escuelas públicas ubicadas en zonas periféricas suele implicar enfrentarse a una paradoja: una disciplina que posee el potencial de promover el pensamiento crítico y la emancipación, pero que, con frecuencia, se convierte en un instrumento de reproducción simbólica. Esta disertación investiga cómo la enseñanza de la filosofía puede resistir a la lógica de la «educación bancaria» de Paulo Freire y al concepto de violencia simbólica de Pierre Bourdieu, proponiendo prácticas emancipadoras fundamentadas en las realidades de las escuelas periféricas del estado de São Paulo, Brasil. La investigación adopta un enfoque cualitativo y crítico-dialéctico, articulando teoría y práctica mediante el diseño participativo y la implementación de un juego de cartas titulado Resistência («Resistencia»), desarrollado en colaboración con estudiantes de la Escola Estadual Manoel Patrício do Nascimento, en Botucatu, São Paulo, Brasil. El juego fue concebido como una herramienta de experimentación filosófica, inspirada en pensadores marginados y en experiencias concretas del territorio, con el objetivo de transformar la enseñanza en una experiencia crítica, dialógica y liberadora. Los resultados indican que la práctica filosófica, cuando se fundamenta en la escucha y la coautoría, favorece la participación de los estudiantes y el reconocimiento de sus identidades, al mismo tiempo que cuestiona las estructuras reproductivas del sistema escolar. Así, la enseñanza de la filosofía, cuando se vive como una práctica concreta, se convierte en un acto de resistencia y esperanza en contextos marginados, afirmando el poder del pensamiento como gesto emancipador.spa
dc.description.abstractL’enseignement de la philosophie dans les écoles publiques situées dans les zones périphériques implique souvent de faire face à un paradoxe : une discipline porteuse d’un potentiel de pensée critique et d’émancipation, mais qui devient fréquemment un instrument de reproduction symbolique. Ce mémoire examine comment l’enseignement de la philosophie peut résister à la logique de l’« éducation bancaire » de Paulo Freire et au concept de violence symbolique de Pierre Bourdieu, en proposant des pratiques émancipatrices ancrées dans les réalités des écoles périphériques de l’État de São Paulo, au Brésil. La recherche adopte une approche qualitative et critico-dialectique, articulant théorie et pratique à travers la conception participative et la mise en œuvre d’un jeu de cartes intitulé Resistência (« Résistance »), développé en collaboration avec les élèves de l’Escola Estadual Manoel Patrício do Nascimento, à Botucatu, dans l’État de São Paulo, au Brésil. Le jeu a été conçu comme un outil d’expérimentation philosophique, inspiré par des penseurs marginalisés et par des expériences concrètes du territoire, dans le but de transformer l’enseignement en une expérience critique, dialogique et libératrice. Les résultats indiquent que la pratique philosophique, lorsqu’elle est fondée sur l’écoute et la co-construction, favorise l’engagement des élèves et la reconnaissance de leurs identités, tout en remettant en question les structures reproductrices du système scolaire. Ainsi, l’enseignement de la philosophie, lorsqu’il est vécu comme une pratique concrète, devient un acte de résistance et d’espoir dans les contextes marginalisés, affirmant le pouvoir de la pensée comme geste émancipateur.fra
dc.description.resumoEnsinar Filosofia nas escolas públicas da periferia é lidar com um paradoxo: uma disciplina que carrega em si o potencial de promover a emancipação e o pensamento crítico, mas que frequentemente se torna instrumento de reprodução simbólica. Esta dissertação investiga como o ensino de Filosofia pode resistir à lógica da “educação bancária” e à violência simbólica descrita por Pierre Bourdieu, propondo práticas emancipatórias a partir da realidade das escolas da periferia paulista. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa de caráter crítico-dialético, articulando teoria e prática por meio da elaboração e aplicação participativa de um jogo de cartas, intitulado “Resistência”, desenvolvido em diálogo com estudantes da Escola Estadual Manoel Patrício do Nascimento, em Botucatu/SP. O jogo foi concebido como ferramenta de experimentação filosófica, inspirada em autoras e autores marginalizados pelo currículo e em vivências concretas do território, buscando transformar o ensino em uma experiência crítica, dialógica e libertadora. Os resultados indicam que a prática filosófica, quando ancorada na escuta e na coautoria, possibilita o engajamento e o reconhecimento identitário dos estudantes, além de tensionar as estruturas reprodutivas do sistema escolar. Assim, o ensino de Filosofia, ao ser vivido como experiência, revela-se um ato de resistência e de esperança nas margens, afirmando o poder do pensamento como gesto emancipador.por
dc.description.sponsorshipNão recebi financiamento
dc.identifier.citationMIONI, Fábio Dorini. Ensinar filosofia na periferia: prática de resistência, inclusão e diálogo com realidades locais. 2026. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Universidade Federal de São Carlos, Campus São Carlos, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/24468.*
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/24468
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.centerCentro de Educação e Ciências Humanas - CECH
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação Profissional em Filosofia - PROF-FILO
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectEnsino de Filosofiapor
dc.subjectViolência simbólicapor
dc.subjectEducação bancáriapor
dc.subjectFilosofia da periferiapor
dc.subjectPaulo Freirepor
dc.subjectPhilosophy teachingeng
dc.subjectSymbolic violenceeng
dc.subjectBanking educationeng
dc.subjectPhilosophy of the peripheryeng
dc.subjectEnseignement de la philosophiefra
dc.subjectViolence symboliquefra
dc.subjectÉducation bancairefra
dc.subjectPhilosophie de la périphériefra
dc.subjectEnseñanza de la filosofíaspa
dc.subjectViolencia simbólicaspa
dc.subjectEducación bancariaspa
dc.subjectFilosofía de la periferiaspa
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO::FUNDAMENTOS DA EDUCACAO::FILOSOFIA DA EDUCACAO
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA::FILOSOFIA BRASILEIRA
dc.subject.ods4. Educação de Qualidade
dc.subject.ods10. Redução das Desigualdades
dc.titleEnsinar filosofia na periferia: prática de resistência, inclusão e diálogo com realidades locaispor
dc.title.alternativeTeaching philosophy in the periphery: a practice of resistance, inclusion, and dialogue with local realitieseng
dc.title.alternativeEnseñar filosofía en la periferia: una práctica de resistencia, inclusión y diálogo con las realidades localesspa
dc.title.alternativeEnseigner la philosophie en périphérie : une pratique de résistance, d’inclusion et de dialogue avec les réalités localesfra
dc.typeDissertação

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ENSINAR FILOSOFIA NA PERIFERIA. PRÁTICA DE RESISTÊNCIA, INCLUSÃO E DIÁLOGO COM REALIDADES LOCAIS.pdf
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