Produção e aplicação de corantes naturais na indústria de alimentos: uma análise sistemática da literatura

dc.contributor.advisor1Freire, Fábio Bentes
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8937961078558996
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0001-9258-360X
dc.contributor.authorCouto, João Vitor Santos do
dc.date.accessioned2025-09-01T12:38:38Z
dc.date.issued2025-07-14
dc.description.abstractNatural dyes can be obtained from plants, invertebrates or minerals, the most common being those of plant origin, such as roots, pulp, bark, leaves and wood, or from biological sources, such as fungi. Renewable and generally non-toxic, natural dyes from plants are an interesting alternative, but they have limited ranges of color and properties of use, in addition to depending on the seasonality and abundance of plant growth in that season. Dyes extracted from fungi can be grown in the laboratory, cheaply and quickly, using waste as raw material, and are therefore renewable, are also non-toxic and have a wider range of nuclei and properties than dyes of plant origin. The natural dye industry is growing mainly due to the increasing demand from consumers, who prefer healthier products produced with greater environmental awareness. Studies have revealed a great diversity of natural sources of dyes, with applications in different productive sectors. The large-scale application of natural dyes still brings many challenges, especially with regard to the sustainability of the supply of these new raw materials, sources of dyes, to the industry. In addition to the seasonality already mentioned, some interesting species are native, endemic and produced from byproducts of the agroindustry. In the past, the research group on Particulate Systems of the Department of Chemical Engineering at UFSCar studied the use of dried annatto powder as a coloring agent for sausages, replacing the so-called “haems”, a chemical compound that, when it reaches the intestine, can irritate or damage its cells, increasing the risk of cancer. Widely cultivated in northern Brazil, annatto is today a source of coloring commonly found in the dairy industry. This undergraduate thesis describes, in an informative manner, a scenario of the current situation of both the production and application of natural dyes in the food industry. The literature review showed that, despite advances and growing interest from industry and academia, there are still significant gaps in practical and applied knowledge about natural dyes, which makes the challenges in the area even more relevant. Issues such as instability in the face of light, oxygen and temperature, removal costs, color standardization and the possibilities of effectively replacing synthetic dyes are still challenges. In addition, studies indicate that consumer accessibility and the perception of added value to natural products are fundamental elements for solutions to be adopted on a large scale. However, these perceptions still vary greatly according to socioeconomic profile and geographic region, which reinforces the need for interdisciplinary and regional research on the subject.eng
dc.description.resumoCorantes naturais podem ser obtidos a partir de plantas, invertebrados ou minerais, sendo mais comuns os de origem vegetal, como raízes, polpas, cascas, folhas e madeira, ou de fontes biológicas, como fungos. Renováveis e geralmente não tóxicos, os corantes naturais de plantas são uma alternativa interessante, mas possuem faixas limitadas de cor e de propriedades de uso, além de dependerem da sazonalidade e da abundância de crescimento das plantas naquela estação. Corantes extraídos de fungos podem ser cultivados em laboratório, de forma barata e rápida, usando resíduos como matéria-prima, sendo, portanto, renováveis, também não são tóxicos e têm uma gama maior de cores e de propriedades do que os corantes de origem vegetal. A indústria de corantes naturais está crescendo principalmente devido ao aumento da demanda dos consumidores, que têm preferido produtos mais saudáveis produzidos com maior consciência ambiental. Estudos revelaram uma grande diversidade de fontes naturais de corantes, com potenciais aplicações em diferentes setores produtivos. A aplicação em larga escala de corantes naturais ainda traz muitos desafios, especialmente no que se refere à sustentabilidade do fornecimento dessas novas matérias-primas, fontes de corantes, para a indústria. Além da sazonalidade já mencionada, algumas espécies interessantes são nativas, endêmicas e produzidas a partir de subprodutos da agroindústria. No passado, o grupo de pesquisa em Sistemas Particulados do Departamento de Engenharia Química da UFSCar chegou a estudar o uso de pó de urucum seco como corante de salsichas, em substituição ao chamado “haems”, um composto químico que, ao chegar no intestino, pode irritar ou danificar suas células, aumentando o risco de câncer. Amplamente cultivado no norte do Brasil, o urucum é hoje uma fonte de corante bastante encontrada na indústria de laticínios. Este Trabalho de Graduação descreveu, de forma informativa, um cenário da atual situação tanto da produção quanto da aplicação de corantes naturais na indústria de alimentos. A revisão bibliográfica mostrou que, apesar dos avanços e do crescente interesse da indústria e da academia, ainda há lacunas significativas no conhecimento prático e aplicado sobre corantes naturais, o que torna os desafios na área ainda mais relevantes. Questões como a instabilidade frente à luz, oxigênio e temperatura, os custos de extração, a padronização da coloração e a viabilidade de substituição efetiva dos corantes sintéticos ainda são desafios presentes. Além disso, os estudos apontam que a aceitação do consumidor e a percepção de valor agregado aos produtos naturais são elementos fundamentais para impulsionar a adoção em larga escala. Contudo, essas percepções ainda variam muito conforme o perfil socioeconômico e a região geográfica, o que reforça a necessidade de pesquisas interdisciplinares e regionais sobre o tema.por
dc.description.sponsorshipNão recebi financiamento
dc.identifier.citationCOUTO, João Vitor Santos do. Produção e aplicação de corantes naturais na indústria de alimentos: uma análise sistemática da literatura. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Química) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/22658.por
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/22658
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.courseEngenharia Química - EQ
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.rightsAttribution-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
dc.subjectCorantes naturaispor
dc.subjectConsciência ambientalpor
dc.subjectUrucumpor
dc.subjectNatural dyeseng
dc.subjectEnvironmental awarenesseng
dc.subjectAnnattoeng
dc.subject.cnpqENGENHARIAS::ENGENHARIA QUIMICA::PROCESSOS INDUSTRIAIS DE ENGENHARIA QUIMICA
dc.titleProdução e aplicação de corantes naturais na indústria de alimentos: uma análise sistemática da literaturapor
dc.title.alternativeProduction and application of natural colors in the food industry: a systematic literature revieweng
dc.typeTCC

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