Análise biomecânica, de fatores de treinamento, testes clínicos e desfechos autorrelatados na dor patelofemoral: uma investigação em diferentes populações

dc.contributor.advisor-co1Mendonça , Luciana De Michelis
dc.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2685852233471121
dc.contributor.advisor1Serrão, Fábio Viadanna
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8137335642635433
dc.contributor.authorMachado, Eliane de Morais
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/0465548682974569
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0000-0003-1259-1701
dc.date.accessioned2025-03-20T14:20:53Z
dc.date.issued2025-02-20
dc.description.abstractThe central theme of this thesis was the study of patellofemoral pain (PFP), a common condition in both runners and the general population. PFP is characterized by self- reported pain in the anterior aspect of the knee, which is exacerbated by activities such as stair climbing, squatting, running, or prolonged kneeling. The prognosis of PFP is unfavorable, often persisting for many years and reducing the overall quality of life of those affected. It is associated with biomechanical factors (from the hip, knee, ankle, and foot) that alter joint loading. Despite investigations, there are inconsistencies regarding the role of these variables. Our hypothesis is that one of the reasons for this inconsistency is the type of analysis conducted: linear approaches, which do not account for the interaction between multiple factors nor the coupling between lower limb joints, and therefore may fail to capture the multifactorial nature of this condition. The treatment of PFP, whether in runners or the general population, primarily aims to improve functionality. In clinical settings, function is typically assessed using self-reported measures (such as Anterior Knee Pain Scale (AKPS), and Knee Injury and Osteoarthritis Outcome Scale (KOOS)) and objective measures of functional performance (clinical tests such as squatting, stair ambulation and single leg hop tests), which provide complementary information. Although clinical tests are commonly used, the relationship between performance in these tests and the outcomes reported in recommended questionnaires remains unclear. Based on the above, the present thesis aimed to explore these ideas through three studies: Study 1 investigated how kinematic variables, training characteristics, and demographic data interact in the occurrence of PFP in runners; study 2 compared lower limb coordination and coordination variability between male and female runners with and without PFP; and study 3 explored how changes in clinical tests of squat and stair ascent/descent are associated with changes in patient-reported outcomes (PROMs) in individuals with PFP following treatment. The results of the first study indicate that running training factors (weekly running distance and self-selected running speed) interacted with lower limb kinematic variables (knee abduction peak and ankle dorsiflexion peak) in distinct ways to differentiate between runners with and without PFP. In the second study, differences in coordination patterns were observed between men and women without PFP in the couplings between femoral internal/external rotation and foot eversion/inversion, as well as femoral abduction/adduction and foot eversion/inversion. Differences were also found between men with and without PFP in the couplings between femoral abduction/adduction and foot eversion/inversion, and femoral and tibial flexion/extension. Overall, men without PFP exhibited coordination patterns indicating a more efficient proximal-distal coordination compared to women without PFP and men with the condition. Only the coupling between femoral and tibial flexion/extension showed a difference in coordination variability, with male runners with PFP displaying greater variability than those without pain. This finding contradicts the theory that lower coordination variability is associated with pathological states during running. Finally, the third study demonstrated a positive relationship between improvements in clinical tests of stepping (up and down) and patient-reported outcomes, with the stair ascent test contributing most to the explained variance, while the squat test showed no significant correlation. These findings highlight the importance of combining objective measures with self-reported patient outcomes. The overall results of this thesis indicate that, regardless of the population, clinical assessment and condition monitoring should be individualized, addressing the specific needs of each patient.eng
dc.description.resumoO tema central dessa tese foi o estudo da dor patelofemoral (DPF), uma condição comum tanto em corredores quanto na população geral. A DPF é uma condição caracterizada pelo relato de dor na região anterior do joelho, que é agravada por atividades como subir e descer degraus, agachar-se, correr, ajoelhar-se ou permanecer sentado por longos períodos. A DPF apresenta um prognóstico desfavorável, persistindo por muitos anos e reduzindo a qualidade de vida em geral dos indivíduos acometidos por essa condição. A DPF é associada a fatores biomecânicos (do quadril, joelho, tornozelo e pé) que alteram a carga articular. Apesar das investigações, há inconsistências sobre o papel dessas variáveis. Nossa hipótese é de que um dos motivos dessa inconsistência seja o tipo de análises realizadas: análises lineares, que não consideram a interação entre múltiplos fatores e tampouco os acoplamentos entre as articulações do membro inferior e, dessa forma, podem não ser capazes de capturar a dimensão multifatorial dessa condição. O tratamento, seja em corredores ou na população geral, tem como um dos objetivos principais a melhora da funcionalidade. No ambiente clínico, função é usualmente avaliada por medidas autorrelatadas (como os questionários Anterior Knee Pain Scale (AKPS), o Knee Injury and Osteoarthritis Outcome Scale (KOOS)) e medidas objetivas de desempenho funcional (testes clínicos de agachamento, subir e descer escadas, e de salto unilateral), oferecendo informações complementares. Embora os testes clínicos sejam amplamente utilizados, a relação entre o desempenho neles e os resultados dos questionários recomendados ainda não é bem estabelecida. Com base no exposto, a presente tese buscou explorar essas ideias em três estudos: o estudo 1 investigou como variáveis cinemáticas, características de treinamento e dados demográficos interagem na ocorrência de DPF em corredores; o estudo 2 comparou a coordenação e variabilidade de coordenação dos segmentos dos membros inferiores entre corredores do sexo masculino e feminino com e sem DPF e o estudo 3 investigou como mudanças nos testes clínicos de agachamento e subida e descida de degrau estão associadas a mudanças em medidas de desfecho autorrelatados pelo paciente (Patient Reported Outcomes, PROMs) em indivíduos com DPF após um tratamento. Os resultados do estudo 1 indicam que fatores de treinamento de corrida (distância semanal de corrida e velocidade de corrida autosselecionada) interagiram de maneiras distintas com variáveis cinemáticas dos membros inferiores (pico de abdução do joelho e pico de dorsiflexão do tornozelo) para diferenciar corredores com e sem DPF. No estudo 2, foram observadas diferenças nos padrões de coordenação entre homens e mulheres sem DPF nos acoplamentos entre rotação medial/lateral do fêmur e eversão/inversão do pé, e abdução/adução do fêmur e a eversão/inversão do pé. Também foram encontradas diferenças entre homens com e sem DPF nos acoplamentos entre abdução/adução do fêmur e eversão/inversão do pé, e flexão/extensão do fêmur e da tíbia. De forma geral, homens sem DPF exibiram padrões de coordenação que indicam uma coordenação proximal-distal mais eficiente em comparação com mulheres sem DPF e homens com a condição. Apenas no acoplamento entre flexão/extensão do fêmur e da tíbia foi detectada uma diferença na variabilidade de coordenação, com corredores do sexo masculino com DPF apresentando maior variabilidade do que aqueles sem dor. Esse achado contradiz a teoria de que menor variabilidade de coordenação está associada a estados patológicos durante a corrida. Por fim, o terceiro estudo demonstrou uma relação positiva entre as melhorias nos testes clínicos de subir e descer escadas e os resultados relatados pelos pacientes, sendo que o teste de subida de escada foi o que mais contribuiu para a variância explicada, enquanto o teste de agachamento não apresentou correlação significativa. Esses resultados ressaltam a relevância do uso combinado de medidas objetivas e desfechos autorrelatados. Os resultados gerais desta tese mostram que, independentemente da população, a avaliação clínica e o monitoramento da condição devem ser individualizados, respeitando as necessidades de cada paciente.
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.identifier.citationMACHADO, Eliane de Morais. Análise biomecânica, de fatores de treinamento, testes clínicos e desfechos autorrelatados na dor patelofemoral: uma investigação em diferentes populações. 2025. Tese (Doutorado em Fisioterapia) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/21605.por
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/21605
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Fisioterapia - PPGFt
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subjectAvaliação
dc.subjectDor anterior no joelho
dc.subjectDesfechos autorrelatados
dc.subjectSistemas complexos
dc.subjectAssessmenteng
dc.subjectAnterior knee paineng
dc.subjectPatient reported outcomeseng
dc.subjectComplex systemseng
dc.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
dc.titleAnálise biomecânica, de fatores de treinamento, testes clínicos e desfechos autorrelatados na dor patelofemoral: uma investigação em diferentes populações
dc.title.alternativeBiomechanical analysis, training factors, clinical tests, and self-reported outcomes in patellofemoral pain: an investigation in different populationseng
dc.typeTese

Arquivos

Pacote Original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
Tese_Versao_Final_Eliane_Machado_UFSCar.pdf
Tamanho:
1.86 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format