Liberdade individual e obediência às leis: crítica de Isaiah Berlin à teoria política de Jean-Jacques Rousseau

dc.contributor.advisor1Lopes, Marisa da Silva
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5427042421727621
dc.contributor.authorAlmeida, Guilherme do Couto de
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/6559530459689554
dc.contributor.refereeLopes, Marisa da Silva
dc.contributor.refereeGalé, Pedro Fernandes
dc.contributor.refereeCá, Lili Pontinta
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/5427042421727621
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/4685256168852071
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/0810423245955932
dc.date.accessioned2026-06-26T17:35:44Z
dc.date.issued2026-03-11
dc.description.abstractIn The Social Contract, Jean Jacques Rousseau sets out the political principles that govern the existence of the political body born of the social pact. By explicating the concepts of individual will, general will, and the common good, Rousseau maintains that the contracting individual receives his freedom from the pact, grounded in obedience to laws made by the people themselves. This freedom reflects popular sovereignty and the exercise of the general will as the guiding principle of the State and of civil society. The Genevan further qualifies this point by stressing that the associate preserves his individual freedom precisely by ordering his life through submission to the laws he himself has established. The present study aims to refute Isaiah Berlin’s critique of the individual freedom proposed by Jean Jacques Rousseau in The Social Contract. Berlin argues that Rousseau’s conception of freedom is illusory, claiming that the general will, when interpreted as an absolute, can lead to despotism and to the oppression of individual will. This study contends, however, that such criticism rests on a biased interpretation of Rousseau’s theory, especially insofar as it is grounded in a conception of freedom as the satisfaction of one’s own individual interests within the limits imposed by respect for the interests of others (negative liberty). The purpose is to address the core of the tension between individual freedom and collective authority through the lenses of Berlin and Rousseau—a theme that demands analytical precision and a deep grasp of its conceptual nuances. Berlin’s most forceful criticisms of Rousseau will be examined, especially as they concern the possibility that Rousseau’s ideas might conduce to tyranny or serve to justify totalitarian regimes. Accordingly, this dissertation proposes a critical analysis of Isaiah Berlin’s interpretation of Jean Jacques Rousseau’s political theory, specifically Rousseau’s conception of freedom and its implications for the organization of the State. The central hypothesis is that Berlin’s critique, although relevant within the context of twentieth century liberal thought, fails to grasp the complexity and the institutional safeguards present in Rousseau’s system—safeguards that prevent the degeneration of the general will into authoritarianism. More specifically, the research will examine how Rousseau articulates a political model in which genuine freedom is achieved not through the negation of individual will, but through its integration into the general will, expressed in laws collectively enacted. The method employed will consist in an exegesis of Rousseau’s primary texts - chiefly The Social Contract - and of Berlin’s writings, especially “Two Concepts of Liberty,” confronting them with the extensive secondary literature devoted to this controversy. The structure of the work, outlined below, is intended to deepen this analysis, culminating in a systematic response that reaffirms the continuing relevance of Rousseau’s political philosophy for understanding freedom and democratic legitimacy. Finally, the dissertation is grounded in a critical analysis of Rousseau’s works and of contemporary interpretations, seeking to clarify that individual freedom and the general will are not antagonistic, but complementary within the context of political life.eng
dc.description.resumoNa obra O Contrato Social, Jean-Jacques Rousseau expõe os princípios políticos que norteiam a existência do corpo político nascido do pacto social. Ao explicitar os conceitos de vontade individual, vontade geral e bem comum, Rousseau sustenta que o indivíduo pactuante recebe sua liberdade do pacto, calcada na observância de leis elaboradas pelo próprio povo. Essa liberdade reflete a soberania popular e o exercício da vontade geral como diretora do Estado e da sociedade civil. O Genebrino ainda matiza que o associado mantém sua liberdade individual justamente por reger sua vida pela submissão às leis que ele próprio erigiu. O presente trabalho tem como objetivo refutar a crítica de Isaiah Berlin à liberdade individual proposta por Jean-Jacques Rousseau n’O Contrato Social. Berlin argumenta que a concepção de liberdade rousseauísta é ilusória, afirmando que a vontade geral, ao ser interpretada como um absoluto, pode levar ao despotismo e à opressão da vontade individual. Neste estudo, defende-se, contudo, que essa crítica se baseia em uma interpretação enviesada da teoria rousseauísta, especialmente por fundar-se na concepção de liberdade como satisfação dos próprios interesses individuais nos limites do respeito aos interesses de outros (liberdade negativa). O alvo é abordar o cerne da tensão entre liberdade individual e autoridade coletiva através das lentes de Berlin e de Rousseau, tema que exige precisão analítica e profunda compreensão de suas nuances conceituais. Serão analisadas as críticas mais contundentes de Berlin a Rousseau, especialmente no que tange à possibilidade de suas ideias conduzirem à tirania ou justificarem regimes totalitários. Propõe-se a analisar criticamente a interpretação de Isaiah Berlin sobre a teoria política de Jean-Jacques Rousseau, especificamente a concepção de liberdade e suas implicações para a organização do Estado. A hipótese central que sustenta este trabalho é que a crítica berliniana, embora relevante no contexto do pensamento liberal do século XX, falha em apreender a complexidade e as salvaguardas institucionais presentes no sistema pensado por Rousseau, as quais impedem a degeneração da vontade geral em autoritarismo. Em específico, a pesquisa examinará como Rousseau articula um modelo político em que a verdadeira liberdade é alcançada não pela negação da vontade individual, mas por sua integração na vontade geral, expressa em leis elaboradas coletivamente. O método empregado consistirá na exegese dos textos primários de Rousseau, notadamente Do Contrato Social, e de Berlin, em especial Dois Conceitos de Liberdade, confrontando-os com a vasta literatura secundária que se debruça sobre essa controvérsia. A estrutura do trabalho, a seguir delineada, visa aprofundar essa análise, culminando em uma resposta sistemática que reafirma a pertinência da filosofia política de Rousseau para a compreensão da liberdade e da legitimidade democrática. Por derradeiro, a dissertação se fundamenta em uma análise crítica das obras de Rousseau e de interpretações contemporâneas, buscando esclarecer que liberdade individual e vontade geral não são antagônicas, mas complementares no contexto da vida política.por
dc.description.sponsorshipNão recebi financiamento
dc.identifier.citationALMEIDA, Guilherme do Couto de. Liberdade individual e obediência às leis: crítica de Isaiah Berlin à teoria política de Jean-Jacques Rousseau. 2026. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Universidade Federal de São Carlos, Campus São Carlos, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/24275.*
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/24275
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.centerCentro de Educação e Ciências Humanas - CECH
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Filosofia - PPGFil
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectRousseau
dc.subjectIsaiah Berlinpor
dc.subjectLiberdade negativapor
dc.subjectLiberdade positivapor
dc.subjectLiberdade individualpor
dc.subjectVontade geralpor
dc.subjectLeipor
dc.subjectLegisladorpor
dc.subjectContrato socialpor
dc.subject.cnpqCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO::TEORIA DO DIREITO::FILOSOFIA DO DIREITO
dc.subject.ods10. Redução das Desigualdades
dc.titleLiberdade individual e obediência às leis: crítica de Isaiah Berlin à teoria política de Jean-Jacques Rousseaupor
dc.title.alternativeLiberté individuelle et obéissance aux lois : critique d’Isaiah Berlin de la théorie politique de Jean-Jacques Rousseaufra
dc.title.alternativeIndividual liberty and obedience to the laws: Isaiah Berlin’s critique of Jean-Jacques Rousseau’s political theoryeng
dc.title.alternativeLibertà individuale e obbedienza alle leggi: critica di Isaiah Berlin alla teoria politica di Jean-Jacques Rousseauita
dc.typeDissertação

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