“Se eu te contar, você não conta para ninguém?”: compreensão dos efeitos da violação de segredos em crianças de 6 a 8 anos

dc.contributor.advisor1Souza, Debora de Hollanda
dc.contributor.advisor1Latteshttps://lattes.cnpq.br/3640676759708745
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0002-0485-7787
dc.contributor.authorMartins, Ana Luiza Colleoni
dc.contributor.authorlatteshttps://lattes.cnpq.br/2402572501281090
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0009-0009-7378-8322
dc.date.accessioned2026-07-02T17:40:53Z
dc.date.issued2026-07-07
dc.description.abstractSecrets play a fundamental role in social relationships, contributing to the strengthening of interpersonal bonds and to the formation of networks of allies. Although children develop the ability to keep secrets at an early age, their understanding of the social impacts of maintaining or violating the implicit agreements inherent to secrets remains underexplored. The present study investigated children’s understanding of the effects of secrets disclosure, taking into consideration two factors: (a) the degree of closeness between the secret holder and the confidant (friends vs. non-friends) and (b) the severity of the consequences associated with secret´s violation (harmless vs. serious). Participants were 46 typically developing children recruited from a school in the state of São Paulo, Brazil, divided into two age groups: 6–7 years (Mage = 6 years, 4 months; DP = 3.67 months) and 7–8 years (Mage = 7 years, 3 months, DP = 3.54 months). Participants were randomly assigned to one of two conditions: in Condition 1, the secret holder and the confidant were friends, whereas in Condition 2, they were not friends. Children from all conditions watched animated videos and used a Likert scale (ranging from 1 to 5 points) to evaluate the level of closeness between the characters after being exposed to situations in which a secret was either kept or disclosed to a third party. Analyses revealed that neither age nor gender influenced children’s evaluations of interpersonal closeness. A Wilcoxon signed rank test revealed significant differences in proximity level attributed at base line and after story telling: in C1 (Z = -3,92, p < 0,001) and in C2 (Z = -3,84, p < 0,001). Across conditions, children gave significantly lower closeness ratings following stories in which secrets were violated (M = 3,74; DP= 1,74) and higher ratings following stories in which secrets were kept (M = 8,13; DP= 1,68). Furthermore, violations involving serious consequences resulted in lower closeness ratings than violations involving harmless consequences, Z = -2,11, p = 0,04, r = 0,31. Together, the findings indicate that children are sensitive both to breaches of confidentiality and to the severity of their consequences, based on the content of the confidential information. These results suggest that 6- to 8-year-old children understand the important role of keeping secrets in interpersonal relationships.eng
dc.description.resumoOs segredos desempenham um papel fundamental nas relações sociais, contribuindo para o fortalecimento de vínculos e a formação de redes de aliados. Embora crianças desenvolvam precocemente a capacidade de guardar segredos, sua compreensão dos impactos sociais da manutenção ou violação dos acordos implícitos aos segredos ainda é pouco explorada. Este estudo investigou a compreensão infantil acerca dos efeitos da revelação de segredos, considerando dois fatores: (a) o grau de proximidade entre o detentor do segredo e o confidente (amigos/não amigos) e (b) a gravidade das consequências associadas à violação do segredo (inofensivas/graves). Participaram 46 crianças com desenvolvimento típico, recrutadas em uma escola do interior de São Paulo, distribuídas em dois grupos etários: 6 a 7 anos (Midade = 6 anos e 4 meses; DP = 3,67 meses ) e 7 a 8 anos (Midade = 7 anos e 3 meses; DP = 3,54 meses). Os participantes foram divididos aleatoriamente em duas condições: na Condição 1, o detentor do segredo e o confidente eram amigos; e na Condição 2, o detentor do segredo e o confidente não eram amigos. Independentemente da condição, todas as crianças assistiram a vídeos animados e, por meio de uma escala Likert (variando de 1 a 5 pontos) avaliaram o nível de proximidade entre os personagens, tendo em vista a exposição a situações em que o segredo foi mantido ou revelado a uma terceira pessoa. As análises mostraram que idade e gênero não influenciaram as avaliações de proximidade entre os personagens. Um teste de Wilcoxon de postos sinalizados revelou diferenças significativas no nível de proximidade atribuído entre a avaliação de base e a da fase pós-histórias: em C1 (Z = -3,92, p < 0,001) e em C2 (Z = -3,84, p < 0,001). Em ambas as condições, as crianças atribuíram níveis significativamente menores de proximidade após duas histórias (escore máximo = 10 pontos) em que os segredos foram violados (M = 3,74; DP= 1,74) e níveis mais elevados após duas histórias em que os segredos não foram violados (M = 8,13; DP= 1,68). Além disso, violações de segredos com consequências graves produziram avaliações de proximidade mais baixas do que violações de segredos com consequências inofensivas, Z = -2,11, p = 0,04, r = 0,31. Em conjunto, os resultados evidenciam que as crianças são sensíveis tanto à quebra da confidencialidade quanto à gravidade de suas consequências, com base no conteúdo da informação confidenciada. Os achados sugerem, portanto, que crianças de 6 a 8 anos compreendem o papel importante da manutenção de segredos nas relações interpessoais.por
dc.description.sponsorshipConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
dc.description.sponsorshipFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
dc.description.sponsorshipIdPIBIC - Edital ProPq 001/2025 - Seleção 2025-2026 (ID 5761)
dc.description.sponsorshipIdFAPESP # 2025/11792-2
dc.identifier.citationMARTINS, Ana Luiza Colleoni. “Se eu te contar, você não conta para ninguém?”: compreensão dos efeitos da violação de segredos em crianças de 6 a 8 anos. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia) – Universidade Federal de São Carlos, Campus São Carlos, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/24294.*
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/24294
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.centerCentro de Educação e Ciências Humanas - CECH
dc.publisher.coursePsicologia - Psi
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectSegredospor
dc.subjectCognição socialpor
dc.subjectCrianças escolarespor
dc.subjectSecretseng
dc.subjectSocial cognitioneng
dc.subjectSchool aged childreneng
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
dc.subject.ods4. Educação de Qualidade
dc.title“Se eu te contar, você não conta para ninguém?”: compreensão dos efeitos da violação de segredos em crianças de 6 a 8 anospor
dc.title.alternative"If I tell you, promise not to tell anyone?": understanding of the effects of violating secrets in 6- to 8-year-old childreneng
dc.typeTCC

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