Examinando os papéis do sexo, identidade de gênero e tempo de diagnóstico na camuflagem social no transtorno do espectro do autismo

dc.contributor.advisor1Elias, Nassim Chamel
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4216525883778695por
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0003-4197-623Xpor
dc.contributor.authorCassaguerra, Bianca Fernandes
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/4930051147393562por
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0000-0002-1623-5862por
dc.date.accessioned2024-10-24T14:06:53Z
dc.date.available2024-10-24T14:06:53Z
dc.date.issued2024-09-03
dc.description.abstractThe diagnosis of Autism Spectrum Disorder (ASD) is given three to four times more for men than for women, because, according to the literature in the area, women must express more behavioral problems and emotional deficits than men to receive the diagnosis. Furthermore, even though they have similar degrees of autistic traits, women are diagnosed later than men. A theory that proposes to explain the reason for this difference is that of social camouflage, which refers to a strategy, consciously or unconsciously acquired, used by people on the autistic spectrum to fit into a social context and involves the act from disguising typical autism behaviors to becoming more like a typical neuro person. The aim of this study will be to investigate the roles of sex, gender identity (gender diverse versus cisgender) and time of diagnosis (diagnosed in childhood or adolescence versus in adulthood) and the interactions between these factors in Brazilian adults diagnosed with ASD. Participants will be 30 adults over 18 years of age diagnosed with ASD by medical report of both biological sexes and any gender identity (for example, cis woman, cis man, trans woman, trans man, etc.). A sociodemographic questionnaire and the Camouflaging Autistic Traits Questionnaire (CAT-Q) translated into Portuguese will be used, both applied via Google Forms. Then, a semi-structured interview will be conducted with questions about the participant's experience with ASD, conducted through Google Meet. During the interviews, participants reported as relevant factors related to social camouflage, the diagnostic process, sensory sensitivities, social interactions, difficulties related to educational institutions and the job market, and other issues such as bullying, abusive relationships, sexuality, gender, and self-stigmatization. In the CAT-Q, the ten highest scores were from biologically female participants. Among these ten participants, eight identify as cisgender women. The individuals with the highest scores were female, non-heterosexual, of diverse gender, with incomplete higher education, and who received the diagnosis after the age of 21. Although these findings are consistent with what is found in the literature, the results of the analysis of covariance (ANCOVA) based on p-values indicate that none of the categories had a differentiated impact on social camouflage strategies, nor on the subcategories of compensation, masking, and assimilation (significance would be indicated for p-values < 0.05). Additionally, the effect size of these categories on social camouflage is low (η² < 0.07 for all analyses). These results differ from those found in the literature.eng
dc.description.resumoO diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é dado três a quatro vezes mais para homens do que para mulheres, pois, segundo a literatura da área, as mulheres devem expressar mais problemas comportamentais e déficits emocionais do que homens para receberem o diagnóstico. Além disso, mesmo que tenham graus parecidos de traços autísticos, as mulheres são diagnosticadas mais tardiamente que homens. Uma teoria que se propõe a explicar o motivo para essa diferença é a da camuflagem social, que se refere a uma estratégia, adquirida consciente ou inconscientemente, utilizada por pessoas no espectro autista com a finalidade de se encaixar em um contexto social e envolve o ato de disfarçar comportamentos típicos do autismo para se parecer mais com uma pessoa neuro típica. O objetivo deste estudo foi investigar os papéis do sexo, da identidade de gênero (gênero diverso versus cisgênero) e do tempo de diagnóstico (diagnosticado na infância ou na adolescência versus na vida adulta) e as interações entre esses fatores em adultos brasileiros com diagnóstico de TEA. Os participantes foram 28 pessoas acima de 18 anos com diagnóstico de TEA por laudo médico de ambos os sexos biológicos e qualquer identidade de gênero (por exemplo, mulher cis, homem cis, mulher trans, homem trans etc). Foram utilizados um questionário sociodemográfico e o questionário Camouflaging Autistic Traits Questionnaire (CAT-Q) traduzido para o português, ambos aplicados via Google Forms. Em seguida, foi feita uma entrevista semi-estruturada com perguntas a respeito da vivência do participante com TEA feita pelo Google Meet. Durante as entrevistas foi relatado pelos participantes como relevantes fatores relacionados à camuflagem social, ao processo de diagnóstico, a sensibilidades sensoriais, a interações sociais, dificuldades relacionadas a instituições de ensino e mercado de trabalho, e outras questões como bullying, relacionamentos abusivos, sexualidade, gênero e auto estigmatização. No CAT-Q os dez scores maiores são de participantes do sexo biológico feminino. Entre esses dez participantes, oito se identificam como mulheres cisgênero. As pessoas que apresentam maiores escores são as do sexo feminino, não heterossexuais, de gênero diverso, com ensino superior incompleto e que receberam o diagnóstico após os 21 anos. Apesar desses achados corroborarem com o que é encontrado na literatura, os resultados da análise de covariância ANCOVA indicam com base nos valores-p que nenhuma das categorias impactou de forma diferenciada as estratégias de camuflagem social, nem as subclasses de compensação, mascaramento e assimilação (seria significativo para valores de p < 0,05). Além disso, verifica-se que o tamanho de efeito destas categorias na camuflagem social é baixo (η2 < 0.07 para todas as análises). Esses resultados diferem daqueles encontrados na literatura.por
dc.description.sponsorshipConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)por
dc.description.sponsorshipIdPIBIC 2023-2024por
dc.identifier.citationCASSAGUERRA, Bianca Fernandes. Examinando os papéis do sexo, identidade de gênero e tempo de diagnóstico na camuflagem social no transtorno do espectro do autismo. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/20867.por
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/20867
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlospor
dc.publisher.addressCampus São Carlospor
dc.publisher.coursePsicologia - Psipor
dc.publisher.initialsUFSCarpor
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/*
dc.subjectTranstorno do espectro do autismopor
dc.subjectAutism spectrum disordereng
dc.subjectDiagnóstico tardiopor
dc.subjectLate diagnosiseng
dc.subjectCamuflagem socialpor
dc.subjectSocial camouflageeng
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO HUMANOpor
dc.titleExaminando os papéis do sexo, identidade de gênero e tempo de diagnóstico na camuflagem social no transtorno do espectro do autismopor
dc.title.alternativeExamining the roles of sex, gender identity and diagnostic time on social camouflage in autism spectrum disordereng
dc.typeTCCpor

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