Era uma vez... a prática social da contação de histórias com crianças hospitalizadas
| dc.contributor.advisor1 | Montrone, Aida Victoria Garcia | |
| dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/9011731777978672 | |
| dc.contributor.author | Brito, Miriã Martins de | |
| dc.contributor.authorlattes | http://lattes.cnpq.br/8425431356929720 | |
| dc.contributor.authororcid | https://orcid.org/0000-0001-8031-9705 | |
| dc.contributor.referee | Montrone, Aida Victoria Garcia | |
| dc.contributor.referee | Nolasco, Carlos Manuel Simões | |
| dc.contributor.referee | Piunti, Juliana Cristina Perlotti | |
| dc.contributor.referee | Wernet, Monika | |
| dc.contributor.referee | Pfeifer, Luzia Iara | |
| dc.contributor.refereeLattes | http://lattes.cnpq.br/9011731777978672 | |
| dc.contributor.refereeLattes | http://lattes.cnpq.br/2009320874078215 | |
| dc.contributor.refereeLattes | http://lattes.cnpq.br/6056127658896265 | |
| dc.contributor.refereeLattes | http://lattes.cnpq.br/9065968448027440 | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-30T11:46:54Z | |
| dc.date.issued | 2025-08-13 | |
| dc.description.abstract | No todo lo que se conoce ha pasado por laboratorios ni se ha escrito en papel. Por mucho tiempo y aún hoy la ciencia construida desde Europa ha querido hacernos creer que solo existe una forma correcta de saber. En su mirada, los conocimientos que nacen de los pueblos del sur: indígenas, afrodescendientes, populares o latinoamericanos han sido invalidados, invisibilizados y dejados de lado. Y, sin embargo, ellos siguen vivos, viajando de boca en boca, de abuela/o en nieta/o, de juego en juego, de gesto en gesto. Entre las muchas formas que tienen las comunidades tradicionales de cuidar sus saberes, una nos conmovió especialmente: la narración de historias con niñas y niños. Allí, sentados en ronda o al pie de una cama, las personas cuentan lo que saben, sobre plantas que curan, espíritus que protegen, juegos que enseñan, sueños que sanan. Y lo hacen no solo para enseñar, sino también para recordar quiénes son. Esta investigación nace desde ese lugar, desde el deseo de reconocer esos saberes de pueblos del sur como válidos, valiosos, vivos. Y también, desde la percepción de que contar historias es un acto de cuidado y memoria. En este estudio, desarrollado en el área de la Educación, nos propusimos mirar con atención qué ocurre cuando la narración de historias adentra en el Atendimiento Educacional Hospitalario (AEH). Porque estar hospitalizada/o no es fácil para quienes atraviesan la infancia con algún problema de salud, se interrumpen los juegos, las rutinas, los abrazos cotidianos, la escuela. Por eso quisimos acompañar con palabras, con narraciones de historias, con mundos imaginados, el tiempo difícil de la hospitalización. Nuestra intención fue comprender, investigar y también, cuidar, ofrecer un puente, una pausa, una chispa de alegría, y, posibilitar que cada niña y niño pueda (re)significar su vivencia en ese espacio muchas veces ajeno. Durante tres meses, con el aval del Comité de Ética e Investigación con Seres Humanos (parecer consubstanciado número 5.742.162), llevamos a cabo esta intervención, con narración de historias con niños y niñas atendidos en el Hospital Universitario (HU), vinculado a la Universidad Federal de São Carlos (UFSCar) y administrado por la Empresa Brasileña de Servicios Hospitalarios (EBSERH). Escuchamos, compartimos historias, registramos cada encuentro en diarios de campo, y dejamos que los datos nos hablasen. Así nacieron, a posteriori, dos grandes tejidos narrativos o categorías temáticas: “Entre pasillos, gestos y miradas: interacciones en la vida cotidiana de HU/UFSCar” y “Entre hadas y héroes: narración en AEH”. Al final del camino, queremos compartir lo que descubrimos: que contar historias no solo entretiene, también cuida, abraza, conecta, da sentido, crea comunidad. De la práctica social de la narración de historias florecerán procesos educativos tales como: cuidado, cariño, sensibilidad, cooperación, dialogicidad, juego, resistencia y trascendencia. | spa |
| dc.description.abstract | Not everything we know has passed through laboratories or been written on paper. For a long time, and still today, science built from a European perspective has led us to believe there is only one correct way to know. In its view, knowledge born from the peoples of the South—Indigenous, Afro-descendant, popular, or Latin American, is invalidated, rendered invisible, and pushed aside. Yet such knowledge remains alive, traveling from mouth to mouth, from grandmother to grandchild, from game to game, from gesture to gesture. Among the many ways traditional communities care for their knowledge, one inspired us deeply: storytelling with children. There, sitting in circles or at the bedside, people share what they know, about healing plants, protecting spirits, games that teach, and dreams that soothe. And they do so not only to teach, but also to remember who we are. This investigation was born from this time-space, from the desire to recognize the knowledge of Southern peoples as valid, valuable, and alive. It also emerged from the understanding that storytelling is an act of care and memory. In this research, developed in the field of Education, we proposed to attentively observe what unfolds when storytelling enters the space of Hospital Educational Care (HEC). Because being hospitalized is not easy for those who experience childhood alongside illness: play is interrupted, routines break, daily hugs and school disappear. Thus, we sought to accompany the difficult time of hospitalization with words, with storytelling, with imagined worlds. Our aim was not only to understand and investigate, but also to care, to offer a bridge, a pause, a spark of joy—and to make it possible for each girl and boy to (re)signify their experiences in this often unfamiliar space. Over the course of three months, with the approval of the Human Research Ethics Committee (approval no. 5.742.162), we carried out this intervention through storytelling sessions with children receiving care at the University Hospital (HU), affiliated with the Federal University of São Carlos (UFSCar) and managed by the Brazilian Company of Hospital Services (EBSERH). We listened, shared stories, recorded each encounter in field journals, and allowed the data to speak to us. Thus, two narrative fabrics—or thematic categories—emerged a posteriori: “Between corridors, gestures, and glances: interactions in the daily life of HU/UFSCar” and “Between fairies and heroes: storytelling at AEH”. At the end of this path, we share what we discovered: that storytelling not only entertains—it also cares, embraces, connects, brings meaning, and creates community. From the social practice of storytelling, educational processes bloomed—such as care, affection, sensitivity, cooperation, dialogicity, playfulness, resistance, and transcendence. | eng |
| dc.description.resumo | Nem tudo que conhecemos passou por laboratórios ou se escreveu no papel. Por muito tempo e ainda hoje a ciência construída a partir da Europa tem nos feito acreditar que só há uma forma correta de saber. Em sua perspectiva, os conhecimentos que nascem dos povos do sul: indígenas, afrodescendentes, populares ou latino-americanos são invalidados, invisibilizados e deixados de lado. No entanto, eles seguem vivos, viajando de boca em boca, de avó/ô para neta/o, de brincadeira em brincadeira, de gesto em gesto. Entre as muitas formas que as comunidades tradicionais têm de cuidar de seus saberes, uma especialmente nos inspirou: a contação de histórias com crianças. Ali, sentados em roda ou ao pé da cama, as pessoas contam o que sabem, sobre plantas que curam, espíritos que protegem, jogos que ensinam, sonhos que sanam. E o fazem não só para ensinar, mas também para recordar quem somos. Esta investigação nasceu desse tempo-espaço, desde o desejo de reconhecer esses saberes dos povos do sul como válidos, valiosos, vivos. Assim como, desde a percepção de que contar histórias é um ato de cuidado e memória. Nesta pesquisa, desenvolvida na área de Educação, nos propusemos a olhar com atenção o que ocorre quando a contação de histórias adentra o Atendimento Educacional Hospitalar (AEH). Porque estar hospitalizada/o não é fácil para quem passa pela infância com algum problema de saúde, cessam-se as brincadeiras, as rotinas, os abraços cotidianos, a escola. Assim, buscamos acompanhar com palavras, com contação de histórias, com mundos imaginados, o tempo difícil da hospitalização. Nossa intenção foi compreender, investigar, mas também cuidar, oferecer uma ponte, uma pausa, uma centelha de alegria, e, possibilitar que cada menina e menino pudesse (re)ssignificar sua vivência nesse espaço muitas vezes alheio. Durante três meses, com a aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa com Seres Humanos (parecer consubstanciado número 5.742.162), realizamos essa intervenção, com contação de histórias com crianças atendidas no Hospital Universitário (HU), vinculado a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Escutamos, compartilhamos histórias, registramos cada encontro em diários de campo, e deixamos que os dados nos falassem. Assim nasceram, a posteriori, dois grandes tecidos narrativos ou categorias temáticas: “Entre corredores, gestos e olhares: interações no cotidiano do HU/UFSCar” e “Entre fadas e heróis: a contação de histórias no AEH”. Ao final do caminho, compartilhamos o que descobrimos: que contar histórias não somente entretêm, também cuida, abraça, conecta, dá sentido, cria comunidade. Da prática social de contação de histórias floresceram processos educativos tais como: cuidado, amorosidade, sensibilidade, cooperação, dialogicidade, ludicidade, resistência e transcendência. | |
| dc.description.sponsorship | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) | |
| dc.description.sponsorshipId | 88882.426342 | |
| dc.identifier.citation | BRITO, Miriã Martins de. Era uma vez... a prática social da contação de histórias com crianças hospitalizadas. 2025. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/22845. | por |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/20.500.14289/22845 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de São Carlos | |
| dc.publisher.address | Campus São Carlos | |
| dc.publisher.initials | UFSCar | |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Educação - PPGE | |
| dc.rights | Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil | en |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/ | |
| dc.subject | Processos Educativos | |
| dc.subject | Contação de Histórias | |
| dc.subject | Atendimento Educacional Hospitalar | |
| dc.subject | Lúdico | |
| dc.subject | Motricidades do Sul | |
| dc.subject | Procesos Educativos | |
| dc.subject | Contação de Histórias | |
| dc.subject | Atendimento Educacional Hospitalar | |
| dc.subject | Lúdico | |
| dc.subject | Motricidades del Sur | eng |
| dc.subject | Educational Processes | eng |
| dc.subject | Storytelling | eng |
| dc.subject | Hospital Educational Care | eng |
| dc.subject | Playfulness | eng |
| dc.subject | Motricities of the South | eng |
| dc.subject.cnpq | CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO::TOPICOS ESPECIFICOS DE EDUCACAO | |
| dc.title | Era uma vez... a prática social da contação de histórias com crianças hospitalizadas | |
| dc.title.alternative | Once upon a time... the social practice of storytelling with hospitalized children | eng |
| dc.type | Tese |
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