Inteligência ou status social? Efeitos de dicas sociais na confiança seletiva de crianças

dc.contributor.advisor1Souza, Debora de Hollanda
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3640676759708745
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0002-0485-7787
dc.contributor.authorBarros, Giovanna Megale de Camargo
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/3564810153711579
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0009-0004-2288-9354
dc.date.accessioned2025-12-16T13:23:24Z
dc.date.issued2025-11-10
dc.description.abstractGiven the unstoppable growth of fake news and their negative impact, it is important to investigate how people choose information sources and determine whether they are trustworthy. Developmental Psychology has explored, for example, when children begin to show selective trust in potential informants. Recent evidence has demonstrated that from an early age (3 years), children are already capable of selecting whom to trust in novel learning situations. To discern between good and bad informants, children use various criteria and social cues (e.g., level of knowledge and group membership). The present study aimed to contribute in this direction by investigating the effect of the epistemic (accumulated knowledge/intelligence) and social (leadership and/or prestige) status of informants on the selective trust of school-aged children. Thirty-two children participated in the present study, from two age groups: 6 years (Mage = 6 years and 8 months) and 8 years (Mage = 8 years and 8 months). Participants were administered a selective trust task. During familiarization, two characters were introduced: one was a class leader and the other was very intelligent. Next, the child was asked to indicate which of the two they would like to have as a friend. The vast majority of participants (80%) chose the intelligent character. During the test phase (6 trials), participants watched scenes involving problem situations, half of which required factual knowledge and the other half social competence. In each scene (trial), both characters offered distinct answers/solutions, and the participant had to indicate which of the two informants was correct. Results suggest a greater preference among 8-year-old children (Mdn = 6.0) for the intelligent informant in the factual knowledge trials, compared to 6-year-old children (Mdn = 5.0). For the social competence trials, however, no age effect was found. In addition, for this type of trial, there was no clear preference for either informant. In summary, the data suggest that epistemic status (intelligence) is an important social cue that influences selective trust in Brazilian children, especially those in later school age (8–9 years) and in situations that require knowledge. Social status (prestige/leadership), however, did not prove to be a relevant cue, at least in the situations tested in the present study.eng
dc.description.resumoEm meio ao crescimento desenfreado das fake news e os impactos negativos decorrentes delas, é importante investigar como as pessoas escolhem fontes de informação e determinam se elas são confiáveis. A Psicologia do Desenvolvimento tem explorado, por exemplo, quando as crianças começam a apresentar confiança seletiva em potenciais informantes. Evidências recentes têm demonstrado que desde cedo (3 anos), elas já são capazes de selecionar em quem confiar em situações novas de aprendizagem. Para discernir entre bons e maus informantes, as crianças usam diversos critérios e dicas sociais (e.g., nível de conhecimento e pertencimento a um grupo). O presente trabalho visou contribuir nesta direção ao investigar o efeito do status epistêmico (conhecimento acumulado/ inteligência) e social (figura de liderança e/ou prestígio) de informantes sobre a confiança seletiva de crianças em idade escolar. Participaram do presente estudo 32 crianças divididas em dois grupos de idade: 6 anos (Midade= 6 anos e 8 meses) e 8 anos (Midade= 8 anos e 8 meses). Os participantes foram expostos a uma tarefa de confiança seletiva. Em uma fase de familiarização, dois personagens foram apresentados: um líder de classe e outro que era muito inteligente. Em seguida, a criança precisava indicar qual dos dois ela gostaria de ter como amigo. A grande maioria (80%) indicou o personagem inteligente. Na fase teste (6 tentativas), os participantes assistiram cenas que envolviam situações-problema, sendo que metade delas exigiam conhecimento factual e a outra metade, competência social. Em cada cena (tentativa), os dois personagens ofereciam respostas/ soluções distintas e o participante precisava indicar qual dos dois tinha razão. Os resultados apontaram para uma preferência maior das crianças de 8 anos (Mdn = 6.0) pelo informante inteligente nas tentativas de conhecimento factual, quando comparado com as crianças de 6 anos (Mdn = 5.0). Já nas tentativas de competência social, não foi encontrado um efeito de idade. Além disso, para esse tipo de tentativa, não houve uma preferência clara por um dos dois informantes. Em síntese, os dados sugerem que o status epistêmico (inteligência) é uma dica social importante, que influencia a confiança seletiva das crianças brasileiras, especialmente aquelas em idade escolar mais avançada (8-9 anos) e em situações que exigem conhecimento. O status social (prestígio/liderança), entretanto, não se mostrou uma dica relevante, pelo menos, nas situações testadas no presente estudo.
dc.description.sponsorshipConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
dc.description.sponsorshipIdPIBIC - Edital ProPq 001/2024 - Seleção 2024-2025 (ID 3960)
dc.identifier.citationBARROS, Giovanna Megale de Camargo. Inteligência ou status social? Efeitos de dicas sociais na confiança seletiva de crianças. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/23247.por
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/23247
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.coursePsicologia - Psi
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.rightsAttribution-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
dc.subjectConfiança seletiva
dc.subjectStatus epistêmico
dc.subjectStatus social
dc.subjectCrianças
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO::PROCESSOS PERCEPTUAIS E COGNITIVOS; DESENVOLVIMENTO
dc.subject.ods10. Redução das Desigualdades
dc.titleInteligência ou status social? Efeitos de dicas sociais na confiança seletiva de crianças
dc.title.alternativeIntelligence or social status? Effects of social cues in children's selective trusteng
dc.typeTCC

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