Por que não conseguimos vencer a dengue? Um estudo de representações sociais

dc.contributor.advisor1Ogata, Márcia Niituma
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3274294833403570por
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0001-8390-7334por
dc.contributor.authorVargas, Priscila Victorelli Pires
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/4632936792488683por
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0000-0002-7086-6913por
dc.date.accessioned2025-01-16T12:46:43Z
dc.date.available2025-01-16T12:46:43Z
dc.date.issued2024-09-02
dc.description.abstractDengue is a viral disease that has affected thousands of individuals for years. Without a specific treatment or vaccine that broadly serves the population, health education becomes essential for controlling this disease. The campaigns and information provided by the media (traditional and non-traditional) focus on preventive actions to control Aedes aegypti, reducing the image of the disease to this vector. The dispersion of this information contributes to the formation of Social Representations about dengue in different social groups, which determine people's attitudes and behaviors at confronting the disease disease. Aim to analyze the social representations of professionals from the Family Health Strategy and the population regarding dengue. This is a social health research, exploratory with a qualitative approach and also online documentary carried out in 3 stages. In the first, interviews were made with 33 professionals and 35 users from 5 teams of the Family Health Strategy in a small municipality in the interior of the state of SP. The interviews were carried out using the IRAMUTEQ Software. The constructed classes were analyzed using the Thematic Analysis technique in light of the General Theory of Social Representations. In the second stage, of an online documentary nature, information disseminated on the social network, Facebook of the Ministry of Health and the City Hall about dengue and/or Aedes aegypti from November 2022 to May 2023 and November 2023 to May 2023 was analyzed. 2024, period of greatest rainfall. In the third stage, the interviews and the products conveyed were analyzed in an articulated way. The research was approved by CEP/UFSCar. The interviews with health professionals gave rise to 2 subcorpora: Prevention actions and dengue and everyday experiences, divided into 5 classes. Those of users, subcorpus 1, Signs and symptoms of the disease and subcorpus 2, Dengue in the community, divided into 6 classes. The information published on Facebook by the City Hall, Ministry of Health (MS1 and MS2), also formed 2 subcorpora for each analysis. City Hall, subcorpus 1: Information on the number of cases and subcorpus 2: Aedes Prevention, divided into 2 classes; MS1, subcorpus 1: Aedes aegypti Prevention Actions and subcorpus 2: Increase in the number of cases and the importance of adequate care, were divided into 7 classes; MS2, subcorpus 1: State actions to control dengue and subcopus 2: Vector and mortality prevention actions, divided into 5 classes. The main guidelines from government bodies are related to the vector and the intra- and per-household elimination of specific water deposits (gutters, plant pots and plates, gutters, water tanks) and the dissemination of signs and symptoms. Institutional discourse is present in the social imagination of health professionals and users, reproducing the same information. The mass media and institutional discourse influence the SR of health professionals and users. Both social groups have anchored vector prevention actions in the campaign/health model and the disease in the biomedical model. For both groups interviewed, there is a lack of information about the vector and the disease. Furthermore, they do not consider the macrostructural factors that contribute to the maintenance of dengue in Brazil. The information published by the MS is only informational and vertical, which does not favor popular participation and also disregards the needs of the communities and the activities carried out within the assigned territories are fragmented and disjointed with the reality of individuals. For all these reasons, the need for education in STS is emphasized so that the construction of knowledge and the resolution of problems is collective.eng
dc.description.resumoA dengue é uma doença viral que há anos acomete milhares de indivíduos. Sem um tratamento específico ou vacina que atenda de forma ampla a população, a educação em saúde torna-se fundamental para o controle desta doença. As campanhas e as informações disponibilizadas pelos meios de comunicação (tradicionais e não tradicionais) focam nas ações de prevenção no controle do Aedes aegypti, reduzindo a imagem da doença a este vetor. A dispersão dessas informações contribui para a formação de Representações Sociais sobre dengue nos diferentes grupos sociais, que determinam as atitudes e comportamentos das pessoas no enfrentamento da doença. Objetivo analisar as representações sociais de profissionais da Estratégia de Saúde da Família e da população sobre dengue. Trata-se de uma pesquisa social em saúde, exploratória de abordagem qualitativa e também documental online realizada em 3 etapas. Na primeira, foram realizadas entrevistas com 33 profissionais e 35 usuários de 5 equipes da Estratégia de Saúde da Família de um município do interior do estado de SP, de pequeno porte. As entrevistas foram trabalhadas no Software IRAMUTEQ. As classes construídas foram analisadas através da técnica da Análise Temática sob a luz da Teoria Geral das Representações Sociais. Na segunda, de caráter documental online, foram analisadas as informações veiculadas na rede social, Facebook do Ministério da Saúde e da Prefeitura Municipal sobre dengue e/ou Aedes aegypti do período de novembro de 2022 a maio de 2023 e novembro de 2023 a maio de 2024, período de maior pluviosidade. Na terceira etapa, foram analisadas as entrevistas e os produtos veiculados de forma articulada. A pesquisa foi aprovada pelo CEP/UFSCar. As entrevistas dos profissionais de saúde originaram 2 subcorpora: Ações de prevenção e A dengue e as experiências do dia a dia, divididos em 5 classes. As dos usuários, subcorpus 1, Sinais e sintomas da doença e subcorpus 2, A dengue na comunidade, divididos em 6 classes. As informações publicadas no Facebook da Prefeitura Municipal, Ministério da Saúde (MS1 e MS2), também formaram 2 subcorpora para cada análise. Prefeitura, subcorpus 1: Informação do número de casos e subcorpus 2: Prevenção do Aedes, forma divididos em 2 classes; MS1, subcorpus 1: Ações de Prevenção do Aedes aegypti e subcorpus 2: Aumento do número de casos e a importância de atendimento adequado, foram divididos em 7 classes; MS2, subcorpus 1: Ações do Estado para controlar a dengue e subcopus 2: Ações de prevenção do vetor e da mortalidade, divididos em 5 classes. As principais orientações dos órgãos governamentais estão relacionadas ao vetor e a eliminação intra e peridomiciliares dos depósitos de água específicos (calha, vaso e pratos de plantas, calha, caixa d´água) e a divulgação dos sinais e sintomas. O discurso institucional está presente no imaginário social dos profissionais de saúde e dos usuários, reproduzindo as mesmas informações. Os meios de comunicação de massa e o discurso institucional influenciam nas RS dos profissionais de saúde e dos usuários. Ambos os grupos sociais ancoram as ações de prevenção do vetor no modelo campanhista/sanitarista e da doença, no modelo biomédico. Para os dois grupos entrevistados, faltam informações sobre o vetor e da doença. Além disso, não consideram os fatores macroestruturais que propiciam a manutenção da dengue no Brasil. As informações publicadas pelo MS são somente informacionais e verticalizadas, o que não favorece a participação popular e como também, desconsidera as necessidades das comunidades e as atividades realizadas nos territórios adscritos são fragmentadas e desarticuladas com a realidade dos indivíduos. Por tudo isso, enfatiza-se a necessidade de educação em CTS para que a construção do conhecimento e a resolução dos problemas seja coletiva.por
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)por
dc.identifier.citationVARGAS, Priscila Victorelli Pires. Por que não conseguimos vencer a dengue? Um estudo de representações sociais. 2024. Tese (Doutorado em Ciência, Tecnologia e Sociedade) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/21217.por
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/21217
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlospor
dc.publisher.addressCampus São Carlospor
dc.publisher.initialsUFSCarpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade - PPGCTSpor
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/*
dc.subjectDenguepor
dc.subjectSaúde Coletivapor
dc.subjectEducação CTSpor
dc.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVApor
dc.titlePor que não conseguimos vencer a dengue? Um estudo de representações sociaispor
dc.title.alternativeWhy can`t we win dengue? A study of social representationseng
dc.typeTesepor

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