Como a diversidade beta e a heterogeneidade dos usos do solo afetam a polínização do sub-bosque florestal?

dc.contributor.advisor1Lopes, Luciano Elsinor
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6504793265492545por
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0001-5869-8972por
dc.contributor.authorSoares, Raimunda Gomes Silva
dc.contributor.authorlatteshttps://lattes.cnpq.br/0432996860060252por
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0000-0003-1742-9228por
dc.date.accessioned2024-07-18T18:02:08Z
dc.date.available2024-07-18T18:02:08Z
dc.date.issued2023-09-27
dc.description.abstractEcological processes occur and interact in the landscape, which is why the study of landscape relationships with key ecosystem processes such as pollination can contribute to the development of more sustainable land use strategies. We studied the effect of landscape characteristics on the pollination of forest understory species, considering the relationships with beta diversity in the composition of plants and floral visiting bees and analysis of how the heterogeneity of land uses in the landscape can contribute to pollination. In areas of Atlantic Forest, State of São Paulo, we selected 28 landscapes of 1km radius in a gradient of forest cover. In each fragment we built hexagonal plots where we collected open flowers for analysis of pollination and floral visitors. In 20 landscapes, floral visitors were also sampled in adjacent open areas, in transects of up to 100m. We generated the following data: Landscape Shannon Index, proportion of use classes, composition of bee and plant assemblages in the understory and adjacent unmanaged open area, and measures of pollination of understory plants. In the first chapter we analyze the total beta diversity between different environments in the landscape, if it occurs predominantly by turnover or nesting, we relate it to pollination rates and finally we investigate whether the proportion of forest influences this diversity. We found that all environments have different species composition, mainly due to the high turnover rate, but that the difference in nestedness favors pollination in the understory and that the percentage of forest does not influence this diversity. We discuss that the high turnover may be due to increased isolation because of fragmentation and because the Atlantic Forest is a biodiversity hotspot with a high incidence of endemism and rarity among species, making this pattern of high turnover a trend in view of this high heterogeneity, natural in this environment. We also saw that pollination is favored by the sharing of species between forest areas and unmanaged open areas, making these regions complementary habitats. In the second chapter, we investigate whether the benefit of heterogeneity of land uses is due to a complementary effect of different types of environments, or to increase the probability of occurrence of favorable uses. We found that the proportion of unmanaged open areas, in interaction with the proportion of forest areas, contributed more to understory pollination than the heterogeneity of non-forest uses. This result reinforces that some anthropic uses are more favorable than others in maintaining pollinators and pollination. We conclude that priority should be given to the conservation of the greatest possible number of areas of natural vegetation, as well as the promotion of anthropic uses that provide resources for the species associated with them, and that the greater heterogeneity of uses is positive because it increases the chance of occurrence of favorable uses.eng
dc.description.resumoNa paisagem ocorrem e interagem processos ecológicos, por isso o estudo das relações da paisagem com processos ecossistêmicos chaves como a polinização pode contribuir com o desenvolvimento de estratégias mais sustentáveis de usos do solo. Estudamos o efeito de características da paisagem na polinização de espécies de sub-bosque de floresta, considerando as relações com a diversidade beta na composição de plantas e abelhas visitantes florais e análise de como a heterogeneidade de usos do solo na paisagem pode contribuir com a polinização. Em áreas de Mata Atlântica, Estado de São Paulo, selecionamos 28 paisagens de 1km de raio em um gradiente de cobertura florestal. Em cada fragmento construímos parcelas hexagonais onde coletamos flores abertas para análise da polinização e visitantes florais. Em 20 paisagens os visitantes florais foram amostrados também em áreas abertas adjacentes, em transecto de até 100m. Geramos os seguintes dados: índice de Shannon da paisagem, proporção de classes de usos, composição de assembleias de abelhas e plantas no sub-bosque e área aberta não manejada adjacente e medidas de polinização das plantas de sub-bosque. No primeiro capítulo analisamos a diversidade beta total entre diferentes ambientes na paisagem, se ocorre predominantemente por turnover ou aninhamento, relacionamos com as taxas de polinização e por fim investigamos se proporção de floresta influencia essa diversidade. Encontramos que todos os ambientes têm composição de espécies diferentes entre si, principalmente devido à alta taxa de rotatividade (turnover), mas que a diferença por aninhamento favorece a polinização no sub-bosque e que o percentual de floresta não influencia essa diversidade. Discutimos que o alto turnover pode decorrer por aumento do isolamento como consequência da fragmentação e também por conta da Floresta Atlântica ser um hotspot de biodiversidade com alta incidência de endemismo e raridade entre as espécies fazendo desse padrão de alta rotatividade uma tendência, em vista dessa alta heterogeneidade natural desse ambiente. Vimos também que a polinização é favorecida pelo compartilhamento de espécies entre áreas de floresta e área aberta não manejada, fazendo dessas regiões habitats complementares. No segundo capítulo investigamos se o benefício da heterogeneidade de usos é devido a um efeito complementar dos diversos tipos de ambiente, ou por aumentar a probabilidade de ocorrência de usos favoráveis. Encontramos que a proporção de áreas abertas não manejadas, em interação com a proporção de áreas de floresta, contribuiu mais para a polinização no sub-bosque do que a heterogeneidade dos usos não florestais. Tal resultado reforça que alguns usos antrópicos são mais favoráveis que outros na manutenção dos polinizadores e da polinização. Concluímos que se deve priorizar a conservação do maior número possível de áreas de vegetação natural bem como a promoção de usos antrópicos que forneçam recursos para as espécies a eles associados, e que a maior heterogeneidade de usos é positiva porque aumenta a chance de ocorrência desses usos favoráveis.por
dc.description.sponsorshipNão recebi financiamentopor
dc.identifier.citationSOARES, Raimunda Gomes Silva. Como a diversidade beta e a heterogeneidade dos usos do solo afetam a polínização do sub-bosque florestal?. 2023. Tese (Doutorado em Ciências Ambientais) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/20126.por
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/20126
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlospor
dc.publisher.addressCampus São Carlospor
dc.publisher.initialsUFSCarpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Ambientais - PPGCAmpor
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/*
dc.subjectPolinizaçãopor
dc.subjectPaisagempor
dc.subjectHeterogeneidadepor
dc.subjectConservaçãopor
dc.subjectMata Atlânticapor
dc.subjectPollinationeng
dc.subjectLandscapeeng
dc.subjectHeterogeneityeng
dc.subjectAtlantic Foresteng
dc.subjectConservationeng
dc.subject.cnpqCIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIA::ECOLOGIA APLICADApor
dc.titleComo a diversidade beta e a heterogeneidade dos usos do solo afetam a polínização do sub-bosque florestal?por
dc.title.alternativeHow do beta diversity and heterogeneity of land use affect pollination of the forest understory?eng
dc.typeTesepor

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