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dc.creatorPorto, Larissa Cristine Gondim
dc.date.accessioned2019-09-04T19:00:57Z
dc.date.available2019-09-04T19:00:57Z
dc.date.issued2019-06-13
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/11777
dc.description.abstractA theory about toleration must deal with the difficulties of its practice. As a concept that is built around moral and political grounds, toleration can be described as necessary and useful, or even offensive and redundant. The hypothesis argued in this thesis is that it is necessary to restructure the concept of toleration, because there is a narrow link between theories of toleration and specific notions of subjectivity, in a way that it is possible to reformulate the concept of toleration by changing the underlying definition of subjectivity that it endorses. Using a dialectical methodology, and taking inspiration from the structure of Hegelian dialectic, it is proposed that there are three main overlapping figures in which toleration can be described. The first figure, called subjective toleration, is based on the individualism thesis and defines toleration as a negative act of putting up with something that causes aversion. This classical discourse of toleration is constantly linked to the development of political liberalism, but leads to paradoxes that refute it. Because of these paradoxes, a second figure of intersubjective toleration arises. Grounded in the Hegelian phenomenology and its contemporary interpretations, the road to self consciousness leads to the development of an idea of toleration as the restriction of desire, within the act of recognition. Thus, toleration turns into recognition, because both can be described as a process of double negative, in which desire of one selfconscious is reciprocally restrained towards the other selfconcious. The paradox of this figure lies in the fact that there is no normative ground that imposes this recognition as a duty. To fulfill this gap, it is necessary a third figure, the objective toleration, based on a democratic thesis, which defines toleration as an element of the bildung of political subjectivity through social and ethical liberty. Then, toleration becomes a way to critique political neutrality, and must be incorporated in institutions of direct and indirect power, as a tool to inclusiveness in difference. Through the dialectical movement of these three figures, it is possible to observe how toleration sublates into a more general and inclusive perspective and becomes an intrinsic part of the contemporary moral and political subjectivity.eng
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)por
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlospor
dc.rights.uriAcesso abertopor
dc.subjectTolerânciapor
dc.subjectReconhecimentopor
dc.subjectAutoconsciênciapor
dc.subjectTolerationeng
dc.subjectRecognitioneng
dc.subjectSelfconsciousnesseng
dc.titleUma teoria sobre tolerância: o conceito de tolerância na formação dialética da subjetividadepor
dc.title.alternativeA theory of tolerance: the concept of toleration in the dialectical bildung of subjectivityeng
dc.typeTesepor
dc.contributor.advisor1Baioni, José Eduardo Marques
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9613180348313909por
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7687202000555746por
dc.description.resumoUma teoria sobre tolerância deve lidar com as dificuldades de sua prática. Como um conceito que é construído ao redor de um terreno moral e político, a tolerância pode ser descrita como necessária e útil, ou até ofensiva e redundante. A hipótese discutida nesta Tese é a de que é necessário reestruturar o conceito de tolerância, porque existe uma ligação estreita entre as teorias de tolerância e noções de subjetividade específicas, de modo que é possível reformular o conceito de tolerância mudando a subjacente definição de subjetividade que ele endossa. Utilizando o método de abordagem dialético, e se inspirando na estrutura da dialética hegeliana, é proposto que há três principais figuras sobrepostas pelas quais a tolerância pode ser descrita. A primeira figura, chamada de tolerância subjetiva, é baseada em uma tese individualista e define a tolerância como o ato negativo de suportar algo que causa aversão. Esse discurso clássico da tolerância é constantemente ligado ao desenvolvimento do liberalismo político, mas leva a paradoxos que o refutam. Por causa desses paradoxos, uma segunda figura de tolerância intersubjetiva surge. Fundamentado na fenomenologia hegeliana e em suas interpretações contemporâneas, o caminho da autoconsciência leva ao desenvolvimento da ideia de tolerância como restrição do desejo, dentro do ato de reconhecimento. Assim, a tolerância se transforma em reconhecimento, porque ambos podem ser descritos como um processo de negação dupla, em que o desejo de uma autoconsciência é reciprocamente restringido em face da outra autoconsciência. O paradoxo dessa figura repousa no fato de que não há nenhum fundamento normativo que imponha esse reconhecimento como um dever. Para preencher essa lacuna, é necessária uma terceira figura, a da tolerância objetiva, baseada na tese democrática, que define a tolerância como o um elemento da formação da subjetividade política através da liberdade social e ética. Assim, a tolerância se torna um modo de criticar a neutralidade política, e deve ser incorporada nas instituições diretas ou indiretas de poder, como uma ferramenta para inclusão na diferença. Através do movimento dialético dessas três figuras, é possível observar como a tolerância se suprassume em perspectivas mais gerais e inclusivas e se torna uma parte intrínseca da subjetividade moral e política contemporânea.por
dc.publisher.initialsUFSCarpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Filosofia e Metodologia das Ciênciaspor
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA::ETICApor
dc.description.sponsorshipIdCAPES: Código de Financiamento 001por
dc.ufscar.embargoOnlinepor
dc.publisher.addressCâmpus São Carlospor


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