Relações de amizade para usuários da saúde mental: um estudo exploratório
| dc.contributor.advisor1 | Morato, Giovana Garcia | |
| dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/2928616003881655 | |
| dc.contributor.author | Baratela, Laís Riviera | |
| dc.contributor.authorlattes | http://lattes.cnpq.br/9477088434392565 | |
| dc.date.accessioned | 2025-03-26T12:01:11Z | |
| dc.date.issued | 2025-02-24 | |
| dc.description.abstract | In the 1970s and 1980s, Brazil underwent profound changes, including in the area of mental health, driven by the Psychiatric Reform. This reform encompassed conceptual, technical, sociocultural, and legal aspects, emphasizing the importance of social networks for the inclusion and increased social participation of mental health service users. However, many individuals face challenges in establishing and strengthening these networks due to social stigma and the isolation caused by mental illness. Friendship plays a crucial role in mental health; individuals with strong social ties tend to exhibit lower levels of anxiety and depression, serving as a source of support during crises. Promoting friendship formation should be an integral part of mental health care, as meaningful relationships are essential for improving users' quality of life and providing protective factors. Consequently, this research aimed to investigate and understand the role, function, and importance of friendships for users of CAPS II (Psychosocial Care Centers). This exploratory study utilized a qualitative approach and involved ten users from a CAPS II in a municipality in the interior of São Paulo state. Data collection employed two semi-structured interview guides based on participants' responses to the question: "Do you have friends?" If the answer was affirmative, Guide 1 was used; if negative, Guide 2 was applied. The collected data were transcribed and subjected to Thematic Analysis, resulting in three thematic categories: "Who am I in this conversation about friendship?", "Friendship for what and where?", and "What is the importance of having a friendship?". The analysis revealed that most participants have friendships and express a desire to make new friends. They also shared difficulties in establishing trust and factors limiting their ability to form new connections. It was noted that most friendships occur in other social spaces, with four participants mentioning church as a context for friendship, while only one person identified CAPS as such a space. Finally, it is suggested that further research should be conducted on this topic to generate knowledge and develop new strategies that support mental health users in building, maintaining, and expanding their friendships. It is argued that care must include strengthening users' social networks and expanding opportunities for sociability in their communities as a means to enhance inclusion. | eng |
| dc.description.resumo | Nos anos 70 e 80, o Brasil vivenciou mudanças profundas, incluindo a área da saúde mental, impulsionadas pela Reforma Psiquiátrica. Essa reforma, abrangendo aspectos conceituais, técnicos, socioculturais e jurídicos, destacou a importância das redes sociais para a inclusão e ampliação da participação social dos usuários de serviços de saúde mental. No entanto, muitos enfrentam dificuldades em estabelecer e fortalecer essas redes, devido a estigmas sociais e ao afastamento causado pelo processo de adoecimento. As relações de amizade desempenham um papel importante na saúde mental, logo que, pessoas que possuem vínculos fortes apresentam níveis mais baixos de ansiedade e depressão, além de ser uma forma de apoio e escuta em momentos de crise. Promover a formação de amizades deve ser parte integrante do cuidado em saúde mental, pois relações significativas são fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos usuários e proporcionar fatores protetivos. Dessa forma, a presente pesquisa teve como objetivo geral investigar e compreender sobre o papel, a função e a importância das relações de amizade para usuários de CAPS II. Trata-se de um estudo exploratório de abordagem qualitativa. Participaram da pesquisa 10 usuários de um CAPS II de um município do interior do estado de São Paulo. Para a coleta de dados, foram utilizados dois instrumentos, ambos Roteiros de Entrevista Semiestruturada. A escolha do roteiro foi baseada na resposta dos participantes à pergunta: "Você tem amigos?". Caso a resposta fosse positiva, aplicava-se o Roteiro 1; caso fosse negativa, utilizava-se o Roteiro 2. Os dados coletados foram transcritos e submetidos à Técnica de Análise Temática, dando origem a três categorias temáticas: Quem sou eu nessa conversa sobre amizade? Amizade para quê e onde? e Qual a importância de se ter uma amizade? A partir dessa análise, verificou-se que a maioria dos participantes da pesquisa possuem relações de amizade e gostariam de ter/fazer amigos. Nesse sentido, também disseram de suas dificuldades em estabelecer confiança e de fatores que os limitam em constituir novos vínculos. Identificou-se que a maioria de suas relações de amizade são realizadas em outros espaços sociais, tendo sido mencionada a igreja por quatro participantes, em contrapartida, apenas uma pessoa evidenciou o CAPS. Por fim, aponta-se que novas pesquisas devem ser desenvolvidas neste tema com vistas a produzir conhecimentos e possibilitar a construção de novas estratégias nos campos de atuação que apoiem os usuários da saúde mental na construção, manutenção e ampliação de suas relações de amizade. Com isso, argumenta-se que é necessário que o cuidado englobe o fortalecimento das redes sociais dos usuários e ampliação dos espaços de sociabilidade no território enquanto forma de potencializar a inclusão dos sujeitos. | |
| dc.identifier.citation | BARATELA, Laís Riviera. Relações de amizade para usuários da saúde mental: um estudo exploratório. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Terapia Ocupacional) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/21674. | por |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/20.500.14289/21674 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de São Carlos | |
| dc.publisher.address | Campus São Carlos | |
| dc.publisher.course | Terapia Ocupacional - TO | |
| dc.publisher.initials | UFSCar | |
| dc.rights | Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil | en |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ | |
| dc.subject | Saúde Mental | |
| dc.subject | Relações de amizade | |
| dc.subject | Atenção psicossocial | |
| dc.subject | Redes sociais | |
| dc.subject | Centro de Atenção Psicossocial | |
| dc.subject | Mental Health | eng |
| dc.subject | Friendship relations | eng |
| dc.subject | Psychosocial care | eng |
| dc.subject | Social networks | eng |
| dc.subject | Psychosocial Care Center | eng |
| dc.subject.cnpq | CIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL | |
| dc.title | Relações de amizade para usuários da saúde mental: um estudo exploratório | |
| dc.title.alternative | Friendship relationships for mental health users: an exploratory study | eng |
| dc.type | TCC |
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