O corpo e o outro: constituição da alteridade em uma perspectiva bakhtiniana de O Silmarillion de J. R. R. Tolkien em cotejo com o racismo

dc.contributor.advisor-co1Borges, Rosangela Ferreira de Carvalho
dc.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7682526446467209por
dc.contributor.advisor1Miotello, Valdemir
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9131819326282708por
dc.contributor.authorRufo, Alline Duarte
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/2109264727903592por
dc.date.accessioned2020-07-27T13:49:32Z
dc.date.available2020-07-27T13:49:32Z
dc.date.issued2020-04-09
dc.description.abstractThis thesis proposes to understand how determined bodies are valued as negative in the work The Silmarillion, from J. R. R. Tolkien, especially because there is a marked division of different peoples and bodies in it, as well as an ethical and aesthetical relation, in which the author created one of the most complex and vast fictional universes for developing languages, ages, peoples, maps, and cosmogony. The theoretical-methodological basis of this work is based on the studies developed by the Russian philosopher of language Mikhail Bakhtin and the other thinkers of the Circle, mainly on the concepts of alterity, body, and grotesque realism. Thus, starting from a historical materialist methodology, the body, as a social construct, is part of an I-other relationship, being valued. Those who somehow transgress the current rules of a world are called monsters, building an aesthetical and ethical withdrawal from the human that acts as a process of social exclusion and extermination. Concomitantly, in the ethical world, one can observe how these mechanisms of social exclusion and death are part of the racism towards the black population. That said, to a comprehension of that valuation in art and in life, this work compared news about racism in Brazil. Thus, it is concluded that when one observes these bodies from a bakhtinian perspective, he understands that they are grotesque bodies, once they are a transgression and all those who are oppressed, negatively valued, excluded and killed, they are so from their bodies and their experience for breaking a current rule. Therefore, existing is a profoundly revolutionary act, for it is to resist.eng
dc.description.resumoEsta tese se propõe a compreender como determinados corpos são valorados como negativos na obra O Silmarillion de J. R. R. Tolkien, especialmente, porque nela há uma divisão marcada de povos e corpos distintos, assim como uma relação ética e estética na qual o autor criou um dos mais complexos e vastos universos ficcionais por desenvolver línguas, eras, povos, mapas e cosmogonia. A base teórico-metodológica deste trabalho se pauta nos estudos desenvolvidos pelo filósofo da linguagem russo Mikhail Bakhtin e os demais pensadores do Círculo, principalmente nos conceitos de alteridade, corpo e realismo grotesco. Assim, partindo de uma metodologia materialista histórica da linguagem, o corpo como construção social faz parte da relação eu-outro, sendo valorado. Aqueles que transgridem de alguma forma a norma vigente de um mundo são denominados como monstros, construindo um afastamento estético e ético do humano que age como um processo de exclusão social e extermínio. Concomitantemente, no mundo ético, pode-se observar como esses mecanismos de exclusão social e morte são parte do racismo em relação à população negra. Isto posto, para uma compreensão dessa valoração na arte e na vida coteja-se este trabalho com notícias de casos de racismo no Brasil. Assim, conclui-se que, quando observamos esses corpos de uma perspectiva bakhtiniana, depreende-se que são corpos grotescos, uma vez que suas existências constituem uma transgressão. Nesse sentido, todos aqueles que são oprimidos, valorados negativamente, excluídos e mortos estão, a partir do seu corpo e da sua vivência, quebrando uma norma vigente. Por isso, existir é um ato profundamente revolucionário, pois é resistir.por
dc.description.sponsorshipNão recebi financiamentopor
dc.identifier.citationRUFO, Alline Duarte. O corpo e o outro: constituição da alteridade em uma perspectiva bakhtiniana de O Silmarillion de J. R. R. Tolkien em cotejo com o racismo. 2020. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/13081.*
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/13081
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlospor
dc.publisher.addressCâmpus São Carlospor
dc.publisher.initialsUFSCarpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Linguística - PPGLpor
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/*
dc.subjectMikhail Bakhtinpor
dc.subjectJ. R. R. Tolkienpor
dc.subjectCorpopor
dc.subjectMonstropor
dc.subjectGrotescopor
dc.subjectRacismopor
dc.subjectBodyeng
dc.subjectMonstereng
dc.subjectGrotesqueeng
dc.subjectRacismeng
dc.subject.cnpqLINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRASpor
dc.subject.cnpqLINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICApor
dc.subject.cnpqLINGUISTICA, LETRAS E ARTESpor
dc.titleO corpo e o outro: constituição da alteridade em uma perspectiva bakhtiniana de O Silmarillion de J. R. R. Tolkien em cotejo com o racismopor
dc.title.alternativeThe body and the other: constitution of alterity in a Bakhtinian perspective of The Silmarillion by J. R. R. Tolkien in comparison with racismeng
dc.typeTesepor

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