COVID Longa não prejudica as respostas hemodinâmicas, vasculares ou autonômicas ao exercício máximo: estudo estratificado por sexo em adultos jovens

dc.contributor.advisor-co1Duarte, Ana Cláudia Garcia de Oliveira
dc.contributor.advisor-co1Latteshttps://orcid.org/0000-0002-5295-6229
dc.contributor.advisor-co1orcidhttps://orcid.org/0000-0002-7667-9481
dc.contributor.advisor1Pereira, Guilherme Pereira
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0159911069166581
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0002-5295-6229
dc.contributor.authorRodrigues, Carla Nascimento dos Santos
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/2747289455460487
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0000-0001-9004-8953
dc.contributor.refereeSilva Cornachione, Anabelle
dc.contributor.refereeSene Fiorese , Marcela
dc.contributor.refereeFleury Fina Speretta, Guilherme
dc.contributor.refereeVinicius Campos Souza, Markus
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/0547232657871313
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/2133326757332883
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/4518946333094830
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/2989329210364477
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0003-4672-9385
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0003-3886-4667
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0003-3474-1264
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0002-8088-2423
dc.date.accessioned2025-12-01T19:19:37Z
dc.date.issued2025-10-23
dc.description.abstractLong COVID (LC) is a multisystemic post-viral condition, prevalent among females, and frequently associated with fatigue, exercise intolerance, and autonomic dysfunction. Although clinical reports suggest residual cardiovascular impairments, few studies employing standardized methodologies have investigated, in a sex-stratified manner, the physiological responses to maximal exercise-induced stress. This study aimed to analyze hemodynamic, autonomic, and functional responses during and up to 24 hours after a cardiopulmonary exercise test (CPET) in young adults with and without LC, with an emphasis on sex-related differences. This was an observational, controlled, and stratified study, approved by the Research Ethics Committee of the Federal University of São Carlos (CAAE: 65086622.5.0000.5504). A total of 38 young adults participated (18 LC and 20 controls [CON]), categorized by biological sex as female (F) and male (M): LC-F, LC-M, CON-F, and CON-M. The protocol included hemodynamic and autonomic monitoring at rest, during, and after CPET, as well as 24-hour ambulatory blood pressure monitoring (ABPM). The following variables were assessed: systolic and diastolic blood pressure (SBP and DBP), heart rate (HR), cardiac output (CO), pulse wave velocity (PWV), augmentation index (AIx@75%), heart rate variability (HRV), and peak oxygen consumption (VO₂peak). Measurements were collected at rest, at exercise peak, and at multiple recovery time points (immediately, 3, 5, 10, 30, 60 minutes, and 24 hours post-exercise). Female participants were evaluated between the late follicular and mid-luteal phases of the menstrual cycle, with 75% using oral hormonal contraceptives. Statistical analyses were performed using R software (v.4.1.2), employing Student’s t-tests, Mann–Whitney U tests, two- and three-way repeated-measures ANOVA with Tukey’s correction. Normality and homogeneity were verified using the Shapiro–Wilk and Levene tests, respectively. Results were expressed as mean ± SD and 95% CI, with effect size (Cohen’s d) and a significance level of p < 0.05. The results showed that the main physiological differences were more closely associated with biological sex than with clinical status (LC vs. CON). At rest, no significant differences were observed among groups for most hemodynamic or functional variables. The primary distinction emerged during post-exercise recovery. The only variable differing between clinical groups was the 24-hour mean SBP, which was lower in the LC-F subgroup compared with CON-F (104.0 ± 13.3 vs. 107.3 ± 11.5 mmHg; p = 0.027). In conclusion, in this sample of physically active young adults, the presence of LC did not result in clinically relevant alterations in cardiovascular, autonomic, or functional responses to maximal exercise. Biological sex emerged as the main modulator of physiological responses, underscoring the importance of sex stratification in studies of post-viral conditions.eng
dc.description.resumoA COVID longa (CL) é uma condição pós-viral multissistêmica, prevalente entre indivíduos do sexo feminino, frequentemente associada a fadiga, intolerância ao esforço e disfunções autonômicas. Embora existam relatos clínicos sugerindo comprometimentos cardiovasculares residuais, são escassos os estudos com metodologia padronizada que investiguem, de forma estratificada por sexo biológico, as respostas fisiológicas à sobrecarga induzida por exercício físico máximo. Este estudo teve como objetivo analisar as respostas hemodinâmicas, autonômicas e funcionais durante e até 24 horas após um teste cardiopulmonar de exercício (TCPE) em adultos jovens com e sem CL, com ênfase nas diferenças entre os sexos. Trata-se de um estudo observacional, controlado e estratificado, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Carlos (CAAE: 65086622.5.0000.5504). Participaram 38 adultos jovens (18 CL e 20 controles [CON]) conforme o gênero feminino (F) e masculino (M): CL-F, CL-M, CON-F e CON-M. O protocolo incluiu monitoramento hemodinâmico e autonômico em repouso, durante e após o TCPE, além de 24 horas de monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA). Foram analisadas: pressão arterial sistólica e diastólica (PAS e PAD), frequência cardíaca (FC), débito cardíaco (DC), velocidade de onda de pulso (VOP), índice de aumento (AIx@75%), variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e consumo de oxigênio de pico (VO₂pico). As medidas foram coletadas em repouso, no pico do esforço e em múltiplos pontos da recuperação (imediatamente, 3, 5, 10, 30, 60 minutos e 24h após o exercício). As participantes do sexo feminino foram avaliadas entre as fases folicular tardia e lútea média do ciclo menstrual, sendo que 75% faziam uso de contraceptivos hormonais orais. A análise estatística foi realizada no software R (v.4.1.2), utilizando testes t de Student, Mann-Whitney U, ANOVA de duas e três vias com medidas repetidas e correção de Tukey. Normalidade e homogeneidade foram verificadas pelos testes de Shapiro-Wilk e Levene, respectivamente. Os resultados foram expressos em média ± DP e IC95%, com cálculo do tamanho do efeito (Cohen’s d) e nível de significância de p < 0,05. Os resultados mostraram que as principais diferenças fisiológicas estavam mais associadas ao sexo biológico do que à condição clínica (CL vs. CON). Em repouso, não foram observadas diferenças significativas entre os grupos na maioria das variáveis hemodinâmicas ou funcionais. A principal distinção emergiu na recuperação pós-exercício. A única variável com diferença entre os grupos clínicos foi a PAS média de 24h, com valores inferiores no subgrupo CL-F em comparação ao CON-F (104,0 ± 13,3 vs. 107,3 ± 11,5 mmHg; p = 0,027). Conclui-se que, nesta amostra de adultos jovens fisicamente ativos, a presença de CL não resultou em alterações clinicamente relevantes nas respostas cardiovasculares, autonômicas ou funcionais ao exercício máximo. O sexo biológico se destacou como principal modulador das respostas fisiológicas, reforçando a importância da estratificação por sexo em estudos sobre condições pós-virais.
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.description.sponsorshipId88887.824158/2023-00
dc.identifier.citationRODRIGUES, Carla Nascimento dos Santos. COVID Longa não prejudica as respostas hemodinâmicas, vasculares ou autonômicas ao exercício máximo: estudo estratificado por sexo em adultos jovens. 2025. Tese (Doutorado em Ciências Fisiológicas) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/23119.por
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/23119
dc.language.isoeng
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.publisher.programPrograma Interinstitucional de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas - PIPGCF
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subjectPós-Pandemia
dc.subjectEstresse Fisiológico
dc.subjectMonitoramento Ambulatorial
dc.subjectRecuperação Subaguda
dc.subjectDimorfismo Sexual
dc.subjectPost-Pandemiceng
dc.subjectAmbulatory Monitoringeng
dc.subjectSubacute Recoveryeng
dc.subjectSexual Dimorphismeng
dc.subject.cnpqCIENCIAS BIOLOGICAS::FISIOLOGIA
dc.subject.ods3. Saúde e Bem-Estar
dc.titleCOVID Longa não prejudica as respostas hemodinâmicas, vasculares ou autonômicas ao exercício máximo: estudo estratificado por sexo em adultos jovens
dc.title.alternativeLong COVID does not impair hemodynamic, vascular, or autonomic responses to maximal exercise: sex-stratified study in young adultseng
dc.typeTese

Arquivos

Pacote Original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
TESE CNSR - BCO UFSCar.pdf
Tamanho:
25.48 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format