Liberdade de expressão e coerções do dizer "livremente" nos anos iniciais do séc. XXI: uma análise discursiva

dc.contributor.advisor1Sargentini, Vanice Maria Oliveira
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1406919572611392
dc.contributor.authorSouza, Felipe Masquio de
dc.contributor.authorethnicityNegro
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/8099696478820921
dc.date.accessioned2025-08-06T11:11:51Z
dc.date.issued2025-04-30
dc.description.abstractCette thèse analyse la liberté d'expression et des coercitions qui leur sont inhérentes et que l'on observe aujourd'hui dans ce que l'on appelle les mouvements de coercition de la parole, tels que le politiquement correct, la place de la parole, la culture de l'annulation et le anticapacitisme. On analyse un corpus dont la source est diversifiée sur la base de l'hypothèse selon laquelle la liberté d'expression est le “parapluie conceptuel” des mouvements d'ajustement de la parole qui ont émergé dans les premières années du 21e siècle. Le cadre théorique méthodologique utilisé dans la recherche se fonde avant tout sur les postulats de Michel Foucault, dans ses travaux des périodes archéologique et généalogique. En outre, des publications récentes issues de domaines extérieurs à l'analyse du discours, tels que la communication et la sociologie, viennent enrichir le regard analytique, en particulier celles de S. Noble et de M. Moore, qui traitent respectivement des algorithmes racialisés et de la démocratie piratée. L'objectif de ce travail était d'analyser certains mouvements de coercition de la parole dans le contexte des réseaux sociaux tels que Facebook, Instagram et X, au regard de leurs directives de communication, ainsi que de leur opposer des énoncés régulateurs, communément identifiés comme de la censure en fonction de certaines formations discursives. Comme résultat, nous avons trouvé - dans les publications des réseaux, les projets de loi, les décrets, les directives de communication et les textes médiatiques - des aspects qui nous ont permis de comprendre l'existence d'un “dispositif” de contrôle de la parole spécifique en plein fonctionnement. Pour l'instant, ce dispositif présente les caractéristiques d'une gouvernementalité néolibérale, qui est actuellement fortement soutenue par les algorithmes qui contrôlent l'internet et, par conséquent, la parole des sujets. Au milieu du discours, on assiste à un “gouvernement du langage", à commencer par le politiquement correct, puis à un “gouvernement des corps”.fre
dc.description.resumoEste trabalho trata da liberdade de expressão e das coerções a ela inerentes observadas hodiernamente naquilo que chamamos de movimentos de coerção do dizer, a exemplo do politicamente correto, lugar de fala, cultura do cancelamento e do anticapacitismo. Analisa-se um corpus proveniente de fontes diversificadas a partir da hipótese de que a liberdade de expressão seja o guarda-chuva conceitual para os movimentos de ajustes da fala que surgiram nos primeiros anos do século XXI. O aporte teórico metodológico utilizado na pesquisa se dá sobretudo a partir dos postulados de Michel Foucault, nas obras do período arqueológico e genealógico. Além disso, somam-se ao olhar analítico as publicações recentes de áreas externas à Análise do Discurso, como Comunicação e Sociologia, sobretudo em S. Noble e M. Moore, tratando de algoritmo racializado e democracia hackeada, respectivamente. O objetivo deste trabalho foi analisar alguns movimentos de coerção da fala no contexto de redes sociais como Facebook, Instagram e X, no que respeita às suas diretrizes de comunicação, bem como contrapor a elas enunciados regulatórios, comumente identificados como censura a depender de certas formações discursivas. Como resultado, encontramos – a partir de publicações de redes, projetos de leis, ordens executivas, diretrizes de comunicação e textos de circulação midiática – aspectos que nos levaram à compreensão da existência de um “dispositivo” de controle da fala específico em franco funcionamento. Tal dispositivo apresenta, por ora, características de uma governamentalidade neoliberal, que encontra na atualidade forte respaldo dos algoritmos que comandam a Internet, e portanto, os dizeres dos sujeitos. No entremeio do discurso, constatou-se um “governo da língua", a começar no politicamente correto, para então um “governo de corpos”.
dc.description.sponsorshipNão recebi financiamento
dc.identifier.citationSOUZA, Felipe Masquio de. Liberdade de expressão e coerções do dizer "livremente" nos anos iniciais do séc. XXI: uma análise discursiva. 2025. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/22529.por
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/22529
dc.language.isopor
dc.language.isofra
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Linguística - PPGL
dc.rightsAttribution-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
dc.subjectAnálise do Discurso
dc.subjectAlgoritmo racializado
dc.subjectPoliticamente correto
dc.subjectLiberdade de expressão
dc.subjectGovernamentalidade
dc.subjectAnalyse du discoursfre
dc.subjectAlgorithme raciséfre
dc.subjectPolitiquement correctfre
dc.subjectLiberté d'expressionfre
dc.subjectGovernamentalitéfre
dc.subject.cnpqLINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES
dc.titleLiberdade de expressão e coerções do dizer "livremente" nos anos iniciais do séc. XXI: uma análise discursiva
dc.title.alternativeLiberté d'expression et des coercitions du dire sans restriction dans les années initiales du XXIème siècle: une analyse discursivefre
dc.typeTese

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