Show simple item record

dc.creatorOliveira, Letícia Dal Picolo Dal Secco de
dc.date.accessioned2019-01-14T18:28:15Z
dc.date.available2019-01-14T18:28:15Z
dc.date.issued2018-10-08
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/10835
dc.description.abstractThe development of solidary-economic enterprises (SEE) in Brazil has contradictions, those highlighted in studies of Social Psychology of Work related to the transformations of meanings and identities of these organizations' subjects by internalization of solidary-economic values, even having organization and internal relationships influenced by capitalist hegemonic culture. The interaction with supporters is pointed out as a contribution for new values and principles working in organizations. These issues apply to cooperatives of recyclable waste pickers considering their precarious material and symbolic conditions of work and life that unfold into difficulties for signifying new proposed relationships. A potentiality of solidary economy (SE) refers to individual and collective gain of autonomy resulting in self-management processes, which is criticized in researches that characterize SEE as reproducing exploitation relationships for being perversely included in the competitiveness of economic market. It is understood that the study of social representations (SR) contributes to the investigation of these theoretical disputes by unveiling in practice the changes in identity and meaning came out from negotiations carried out in dialogical processes of interaction, elucidating conflicted issues in tension in the public sphere, as it is the case of SE potentialities. Thus, the aim has been to understand the SRs of pickers and supporters, in the same context, on autonomy and self-management. A case study has been carried out in the city of São Carlos-SP with direct observations, field diary records and individual semi-structured interviews. The central research field has been the Cooperative of Recyclable Waste Pickers of São Carlos (Coopervida), besides the institutions of supporters and public spaces of interaction. The analysis has been thematic and the informations have been triangulated. About pickers, autonomy is related to both an individual subject that does not fit in the cooperative and to the collective freedom of performing daily work. Self-management refers to the participation of cooperative members in the discussion spaces, respecting collective rules, that could enhance the work process and its results. Their SRs are anchored in their daily work. For the supporters, autonomy has multiple meanings (political, economic, social, collective and individual), and self-management is a dependent-on-autonomy process, corroborating with some theorists. Their SRs are anchored in the intersection between their life history and professional choices, reinforced by their participation in political articulation spaces. They consider that the participation of cooperative members in these spaces, as well as in educational processes, are primordial for the acquisition of knowledge necessary for a condition of autonomy. They permeate their SRs, environmental and social justice issues, with SE restricted to supporters of institutions based on it. The interactions established have led to some advances, albeit with several limitations, related to Coopervida's autonomy and self-management, however SE does not really form as part of it, but as a possibility. These elucidations are expected to contribute to both cooperative members and supporters understanding and reflecting on the limits and possibilities of their current conditions, as well as to trigger the articulation of joint strategies so that this interaction enables concrete transformations based on their aims.eng
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)por
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlospor
dc.rights.uriAcesso abertopor
dc.subjectRepresentações sociaispor
dc.subjectCatadores de materiais recicláveispor
dc.subjectEconomia solidáriapor
dc.subjectAutonomiapor
dc.subjectAutogestãopor
dc.subjectSocial representationseng
dc.subjectRecyclable waste pickerseng
dc.subjectSolidary economyeng
dc.subjectAutonomyeng
dc.subjectSelf-managementeng
dc.titleRepresentações sociais de autonomia e autogestão de catadores de materiais recicláveis e apoiadores da Coopervida, São Carlos/SPpor
dc.title.alternativeSocial representations of autonomy and self-management of recyclable waste pickers and supporters of Coopervida, São Carlos/SPeng
dc.typeTesepor
dc.contributor.advisor1Scopinho, Rosemeire Aparecida
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4770451465556845por
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7937554854987351por
dc.description.resumoO desenvolvimento de empreendimentos econômico-solidários (EES) no Brasil apresenta contradições, destacadas em estudos de Psicologia Social do Trabalho, relacionadas às transformações de sentidos e identidades dos participantes desses empreendimentos pela interiorização de valores econômico-solidários, mesmo com relações e organização internas influenciadas pela cultura hegemônica capitalista. A interação com apoiadores é apontada como contribuição para que novos valores e princípios circulem nos empreendimentos. No âmbito das cooperativas de catadores de materiais recicláveis, abarca-se a essa análise suas condições materiais e simbólicas precárias de trabalho e vida que se desdobram em dificuldades para significar as novas relações sociais propostas. Uma potencialidade da economia solidária (ES) se refere ao ganho individual e coletivo de autonomia, resultando em processos autogestionários, criticada em pesquisas que caracterizam os EES como reprodutores de relações de exploração por estarem incluídos perversamente na competitividade do mercado econômico. Entende-se que estudos em representações sociais (RS) contribuem para investigar essas disputas teóricas por desvelar, na prática, as mudanças identitárias e de sentidos decorrentes das negociações realizadas em processos dialógicos de interação, elucidando conflitos em tensão na esfera pública, como é o caso das potencialidades da ES. Objetivou-se compreender as RS de catadores cooperativados e apoiadores sobre autonomia e autogestão. Realizou-se um estudo de caso no município de São Carlos/SP por meio de observações diretas, registradas em diário de campo, e entrevistas semiestruturadas individuais. O campo de pesquisa central foi a Cooperativa de Trabalho dos Catadores de Materiais Recicláveis de São Carlos (Coopervida), além das instituições dos apoiadores e de espaços públicos de interação. A análise temática foi construída por meio da triangulação das informações. Para os catadores, a autonomia se relacionava tanto a um sujeito individual que não cabe na Cooperativa, quanto à liberdade coletiva de realização do trabalho cotidiano. A autogestão se referia à participação dos cooperados nos espaços de discussão, com respeito às regras coletivas, que poderia potencializar o processo de trabalho e seus resultados. Suas RS se ancoravam no cotidiano de trabalho. Permeavam suas RS, noções de cooperativismo. Para os apoiadores, a autonomia possuía múltiplos sentidos (político, econômico, social, coletivo e individual), e a autogestão se configurava como um processo dependente da autonomia, corroborando com alguns teóricos. Suas RS se ancoravam na intersecção entre suas histórias de vida e escolhas profissionais, reforçadas pela participação em espaços de articulação política. Eles consideravam que a participação de cooperados nesses espaços, bem como em processos educativos, eram primordiais para a aquisição de conhecimentos necessários para uma condição de autonomia. Permeavam suas RS, questões ambientais e de justiça social. A ES se restringiu aos apoiadores de instituições nela baseadas. As interações estabelecidas propiciaram avanços, ainda que limitados, relacionados à autonomia e à autogestão da Coopervida. Porém a ES não se configurava de fato como parte dela, mas como possibilidade. Espera-se que essas elucidações contribuam para a compreensão e reflexão tanto de cooperados quanto de apoiadores sobre suas condições contextuais, bem como para a articulação de estratégias conjuntas para que essa interação possibilite transformações concretas a partir de seus objetivos.por
dc.publisher.initialsUFSCarpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Psicologiapor
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA DO TRABALHO E ORGANIZACIONALpor
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA SOCIALpor
dc.ufscar.embargoOnlinepor
dc.publisher.addressCâmpus São Carlospor


Files in this item

Thumbnail

This item appears in the following Collection(s)

Show simple item record