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dc.creatorRamos, Carlos Alexandre
dc.date.accessioned2016-06-02T19:40:00Z
dc.date.available2007-07-06
dc.date.available2016-06-02T19:40:00Z
dc.date.issued2005-12-21
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/2790
dc.description.abstractThis text intends the recognition historic-philosophic of the High School social mark in Brazil. It is understood by social marc from Antonio Gramsci s concept that each social group has its own kind of school, destined to perpetuate in these groups a predetermined traditional, directive or instrumental function. We intend to show as the duality of the Brazilian education was reduced along the years and reflected in the plans, edicts, laws, and High School proposals. The Federal Government supported that the educational reformations occurred since the nineties under the denomination of New High School promoted the unification of the middle school, but, we are going to point out how these reformations deepened even more the education duality and, consequently, of the Brazilian society. It is necessary to investigate the concept of unitary school defended by Gramsci so we understand that the idea of unitary means to overcome the different and far from each other social classes partitions, aiming to eliminate the separation between governor and governed. This proposal does not happen as an immediate and social capitalist tear down structure revolution, but it demands a work of space occupation in the democratic society and in the cultural field, interacting in the political society and in the civil society in the State amplifying gramsciano. It is illusion or cynicism to fetch the unitary school just by the means of documents and laws, or treat it as a mere pedagogical problem, without historizing the concept of education in a socialist perspective and facing it in the social and political clash the possibility of the subaltern classes hegemony construction. Or else, the duality of the education only will be overcome in the perspective of the social and cultural duality surpass. The reformation proposals, including the one called New High School, did not meet these socialist aspirations of a unitary school defended by the educators due to obvious reality: they were neither based on a socialist society project nor foresaw the investment of inaudible resources in the teaching structures. We are also going to denunciate the fragility of the world educational consensus defended by international agencies, which reduce the educational problems to a merely conceptual or pedagogic question. As for this, it is going to be pointed out in the centrality of the strategic speeches of the education in the knowledge society (or postindustrial) its limits and implications. The certainties divulged about the current educational model in the country hide a clear separation among social classes, currently presented with the idea of individual differences generated by the knowledge level of each one, characterizing his/her employability capacity and insertion in the work market. As for it requires an analysis of the difference between educating for the work world and not just for the work market . All in all, the legalist and bureaucratic way with which it is tried to transform the Brazilian education is inefficient and inefficacious. The social mark of the High School was deepened, as well as the class separation. Besides this, in Brazil it is accepted as an almost mechanic link between the education and the citizenship notion, revalidating its sad condition inherited from centuries of discriminatory exclusion and separation between the poor and the rich, between included people and excluded people , between first class citizen and second class citizen.eng
dc.formatapplication/pdfpor
dc.languageporpor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlospor
dc.rightsAcesso Abertopor
dc.subjectEnsino de segundo graupor
dc.subjectTrabalho e educaçãopor
dc.subjectEducação brasileirapor
dc.subjectHistória da educaçãopor
dc.subjectCidadaniapor
dc.subjectEducation in Brazileng
dc.subjectHigh schooleng
dc.subjectWork and educationeng
dc.subjectCitizenshipeng
dc.titleEducação agora é para a vida? A marca social do ensino médio no Brasil.por
dc.typeDissertaçãopor
dc.contributor.advisor1Nosella, Paolo
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7159165045266256por
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0352823597245001por
dc.description.resumoEste texto pretende o reconhecimento histórico-filosófico da marca social do Ensino Médio no Brasil. Entende- se marca social a partir da concepção de Antonio Gramsci de que cada grupo social tem um tipo de escola próprio, destinado a perpetuar nestes grupos uma determinada função tradicional, diretiva ou instrumental. Pretendemos demonstrar como a dualidade da educação brasileira foi reproduzida ao longo dos anos e refletida nos planos, decretos, leis e propostas de ensino secundário. O Governo Federal sustentou que as reformas educacionais ocorridas a partir dos anos noventa sob denominação de Novo Ensino Médio promoveram a unificação da escola média, mas, apontaremos como estas reformas aprofundaram ainda mais a dualidade da educação e, conseqüentemente, da sociedade brasileira. Faz-se necessário investigar o conceito de escola unitária defendido por Gramsci para compreendermos que a idéia de unitariedade significa superar as divisões de classes sociais distintas e distantes uma da outra, visando eliminar a separação entre governantes e governados. Esta proposta não se realiza como revolução imediata e de desmonte da estrutura social capitalista, mas, exige um trabalho de ocupação dos espaços na sociedade democrática e no campo cultural, interagindo na sociedade política e na sociedade civil no Estado ampliado gramsciano.É ilusão ou cinismo buscar a escola unitária por meio apenas de documentos e leis, ou tratá-la como mero problema pedagógico, sem historicizar o conceito de educação numa perspectiva socialista e encarar no embate social e político a possibilidade de construção da hegemonia das classes subalternas. Ou seja, a dualidade da educação só poderá ser superada na perspectiva da superação da dualidade social e cultural. As propostas de reforma, inclusive a chamada Novo Ensino Médio, não atenderam estas aspirações socialistas de escola unitária defendidas pelos educadores face à realidade óbvia: não foram embasadas num projeto de sociedade socialista e nem previram o investimento de recursos inauditos nas estruturas de ensino. Denunciaremos também a fragilidade dos consensos educacionais mundiais defendidos por agências internacionais, os quais reduzem os problemas da educação a uma questão meramente conceitual ou pedagógica. Quanto a isto, serão apontados nos discursos da centralidade estratégica da educação na sociedade do conhecimento (ou pós-industrial) seus limites e implicações. As certezas divulgadas em torno do atual modelo educacional no país escondem uma divisão nítida entre as classes sociais, agora apresentada com a idéia de diferenças individuais geradas pelos níveis de conhecimento de cada um, caracterizando sua capacidade de empregabilidade e inserção no mercado de trabalho. Quanto a isto, requer uma análise da diferença entre educar para o mundo do trabalho e não apenas para o mercado de trabalho . Em síntese, a maneira legalista e burocrata com a qual se procura transformar a educação brasileira é ineficiente e ineficaz. A marca social do ensino médio foi aprofundada, bem como a divisão de classes. Além disso, no Brasil se aceita uma vinculação quase mecânica da educação com a noção de cidadania, revigorando sua triste condição herdada ao longo dos séculos de exclusão e divisão discriminatória entre ricos e pobres, entre povo incluído e povinho excluído , entre cidadãos de primeira e cidadãos de segunda categoria.por
dc.publisher.countryBRpor
dc.publisher.initialsUFSCarpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Educaçãopor
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::EDUCACAOpor


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