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dc.creatorSilva, Rosiane Maria da
dc.date.accessioned2016-09-13T18:14:50Z
dc.date.available2016-09-13T18:14:50Z
dc.date.issued2015-11-24
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/7109
dc.description.abstractSILVA, R.M. “Only the Strong Win”: The Hazing Barbarism in Agricultural Education. Dissertation (Doctorate in Education) - Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSCar, Federal University of São Carlos, São Carlos, 2015. Traditional hazing practices in educational institutions date back to the 15th century in the first European universities and continue to the contemporary college hazing. Through literature review, gaps have been pointed related to this subject in the context of Brazilian agricultural schools. Adorno state that to “fight barbarism", hazing used in the German holocaust should be avoided. Based on this perspective, this research discusses the revival of the Nazi-fascist authoritarian personality nowadays. The research hypothesis is that the institutional culture medium in an agricultural school supports hazing barbarism. This study aimed to analyze the traditional hazing in the former Colégio Agrícola de Uberlândia (Agricultural College of Uberlândia) from 1969 to 1985, investigate the relations between institutional culture, hazing and the development of students' subjectivity in a hazing context. Therefore, the theoretical ground and discussions were based on the writings of Adorno, Horkheimer and collaborators about the "Authoritarian Personality Syndrome" and on Adorno's and Freud’s sociological works. The research methodology consisted of the semistructured interview with 10 participants. Empirical data were compared with the theory. The hypothesis was confirmed: the culture medium of Colégio Agrícola carries features that supports hazing. Five categories were applied to the interviews. The data were submitted to content and document analysis. It was observed that a committee consisted of students and public servants institutionalized hazing. Traditional hazing such as nicknaming and mud bathing were pointed. Due to hazing violence that resulted in some serious injuries, the hazing committee was disbanded in 1983. The institutionalized hazing expressed prejudices and the thinking of the ticket, by means of group exclusions and derogatory nicknames. The culture of machismo was detected in the viewpoint of student and hazing, masculine institutions. The Freudian ground to the concept of mass based the evidence that the student leaders were the ablest to conduct hazing; however, their involvement was reinforced by hazing institutional elements. The academic community was divided into segments in the context of hazing, but on the in general it was widely institutionalized. The conclusion is that hazing was an institutional phenomenon in Colégio Agricola de Uberlandia. Furthermore, hazing served students as a training for academic life and job market, by means of Taylorist and Fordist Technical Education. Hazing, courses and the teaching and learning processes of Technical Education during the time range under consideration was in compliance with military principles. In the last stage of this research, a CPI (Parliamentary Inquiry Commission) set up to investigate hazing in São Paulo universities revealed injuries and sexual abuses. To definitely stop hazing, it depends on a change in mind of students and leaders who disseminate prejudice and barbarism. Thus, the idea that "only the strong win", that shapes the human subjectivity and supports the hazing practices in the Technical Education, must be understood and immediately fought.eng
dc.description.sponsorshipNão recebi financiamentopor
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlospor
dc.rights.uriAcesso abertopor
dc.subjectTrotespor
dc.subjectBarbáriepor
dc.subjectInstitucionalizaçãopor
dc.subjectEducação agrícolapor
dc.title"Só vencem os fortes” : a barbárie do trote na educação agrícolapor
dc.title.alternative“Only the strong win”: the hazing barbarism in agricultural education.eng
dc.typeTesepor
dc.contributor.advisor1Zuin, Antônio Álvaro Soares
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5543562307373287por
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4862541915156784por
dc.description.resumoSILVA, R. M. “Só Vencem os Fortes”: A Barbárie do Trote na Educação Agrícola. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSCar, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2015. A história dos trotes tradicionais praticados em instituições educacionais remonta aos anos 1400 nas primeiras universidades europeias, estendendo-se até a fase contemporânea dos trotes universitários. Por meio da revisão de literatura, observaram-se lacunas a respeito desse assunto no contexto das escolas agrícolas brasileiras. Adorno afirma que para “combater a barbárie” deveriam ser evitados os trotes utilizados no holocausto na Alemanha. A partir dessa perspectiva, a presente pesquisa discutiu a revitalização da personalidade autoritária nazifascista na atualidade. A hipótese levantada foi de que o caldo de cultura institucional em uma escola agrícola propicia a barbárie dos trotes. Este estudo teve como objetivo analisar os trotes tradicionais ocorridos no antigo Colégio Agrícola de Uberlândia no período entre 1969 a 1985, investigar as relações entre a cultura institucional, os trotes e a formação da subjetividade dos alunos no contexto trotista. Para tanto, a fundamentação teórica e discussões foram baseadas em Adorno, Horkheimer e colaboradores sobre a “Síndrome da Personalidade Autoritária” e nas obras sociológicas de Adorno e Freud. Foram utilizadas nos procedimentos metodológicos entrevista semiestruturada com 10 participantes. Os dados empíricos foram confrontados com a teoria. Houve confirmação da hipótese de que o caldo de cultura do Colégio Agrícola contém aspectos propiciadores do trote. Observou-se que uma comissão composta por alunos e profissionais institucionalizava o trote. Trotes tradicionais como apelidos, banho de lama, foram encontrados. Devido à violência de alguns trotes e mutilações graves resultantes destes, transcorreu a extinção da comissão do trote em 1983. O trote institucionalizado expressou preconceitos e a mentalidade do ticket, por meio de exclusão de grupos e apelidos pejorativos. A cultura do machismo foi percebida na visão de aluno e instituição trotistas masculinizadas. A fundamentação freudiana de massa sustentou a evidência de que alunos líderes eram os mais hábeis para aplicarem trotes, entretanto, a participação de alunos líderes foi fortalecida por elementos institucionais do trote. A comunidade escolar esteve dividida em segmentos em relação ao trote, mas de modo geral a institucionalização do trote ocorreu de forma majoritária. Concluiu-se que o trote era um fenômeno institucional no Colégio Agrícola de Uberlândia. Concluiu-se que o trote era um fenômeno institucional no Colégio Agrícola de Uberlândia e que também atuava como treinamento dos alunos para a vida na escola e para o mercado de trabalho, caracterizados pela Educação Profissional taylorista e fordista. Trotes, currículo e processos de ensino-aprendizagem da Educação Profissional do período pesquisado estavam em conformidade com princípios militares. Durante a etapa final desta pesquisa, eclodiu a CPI de trotes das universidades paulistas que denunciou agressões e estupros. O término definitivo dos trotes depende da transformação de alunos e dirigentes que disseminam preconceito e barbárie. Nesse sentido, a ideologia de que “só vencem os fortes”, que forma a subjetividade humana e sustenta a prática trotista na Educação Profissional necessita ser compreendida e urgentemente combatida.por
dc.publisher.initialsUFSCarpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Educaçãopor
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::EDUCACAOpor
dc.ufscar.embargoOnlinepor
dc.publisher.addressCâmpus São Carlospor


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