Entre margens e vozes: a construção discursiva da autoria em Carolina Maria de Jesus e Conceição Evaristo

dc.contributor.advisor1Araujo, Lígia Mara Boin Menossi
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7893136450669304
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0003-2047-3019
dc.contributor.authorMagalhães, Caio Mário de Oliveira
dc.contributor.authorlatteshttp://lattes.cnpq.br/4589134357796603
dc.contributor.authororcidhttps://orcid.org/0000-0003-1848-9791
dc.contributor.refereeRuiz , Marco Antonio Almeida
dc.contributor.refereePires , Livia Maria Falconi
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/4613888575492521
dc.contributor.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/4769798375720121
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0003-2438-9252
dc.contributor.refereeorcidhttps://orcid.org/0000-0003-0696-2844
dc.date.accessioned2026-06-02T13:15:20Z
dc.date.issued2025-09-09
dc.description.abstractWhen we reflect on authorship, we can shed light on a multitude of perspectives and ideas that draw us to both literary studies and discourse studies, making this concept, in its own way, the result of discussions and practices that constantly call the author into question. In this context, Dominique Maingueneau, in Literary Discourse (2006), posits that the author is composed of three instances that function intertwined and simultaneously—namely, the person, the writer, and the inscriber—thus giving shape to the authorial work. However, in Ten Concepts in Discourse Analysis (2010), by proposing the notion of the author’s image, Maingueneau challenges his own formulation of authorship by arguing that the work with the text and the construction of a work are not the exclusive domain of the author, but also of managers, commentators, and interveners who, together, shape the image one has of the author, as well as help mold that image into positive or negative values. From this perspective, we seek to understand the functioning and management of the authorship of Carolina Maria de Jesus and Conceição Evaristo, examining two lines of analysis, respectively, each with a different starting point, that is, with distinct materials and excerpts. To this end, within the framework of discursive studies, we draw on the concept of the author’s image (Maingueneau, 2006, 2010) to examine the functioning of authorship and the management of Carolina and Conceição’s authorial image, constructing two analytical trajectories based on Maingueneau’s (2007) notion of the “trajectory” as a non-topical unit. Following the analyses, it was possible to observe that the functioning of authorship and the construction and management of an author’s image occur, on the one hand, through the materials and excerpts analyzed by the researcher and, on the other, simultaneously through the authorial work itself as well as through the managers, commentators, and interveners of the work — while the authorship and construction of Carolina Maria de Jesus’s authorial image are currently managed by posthumous interveners, Conceição Evaristo exercises her own active management because she is alive, yet her authorial image is still valued by interveners and commentators, demonstrating that authorship, far from being the exclusive domain of the author, is markedly dynamic and determined by various factors.eng
dc.description.abstractEn réfléchissant à la notion d'auctorialité, nous pouvons mettre en lumière un ensemble foisonnant de courants et d'idées qui renvoie aussi bien aux études littéraires qu'aux études discursives, faisant de ce concept, à sa manière propre, le résultat de discussions et de pratiques qui placent l'auteur en constant questionnement. Dans ce cadre, Dominique Maingueneau, dans Le Discours Littéraire (2006), formule que l'auteur est constitué de trois instances qui fonctionnent de manière imbriquée et simultanée — à savoir la personne, l'écrivain et l'inscripteur —, donnant ainsi forme au travail auctorial. Cependant, dans Dix Concepts en Analyse du Discours (2010), en proposant la notion d'image d'auteur, Maingueneau remet en question sa propre formulation concernant l'auctorialité, en soutenant que le travail sur le texte et la construction d'une œuvre ne sont pas l'apanage exclusif de l'auteur, mais relèvent également de gestionnaires, de commentateurs et d'intervenants qui, conjointement, contribuent à forger l'image que l'on se fait de l'auteur, tout en participant à la modélisation de cette image selon des valeurs positives ou négatives. Dans cette perspective, nous cherchons à comprendre le fonctionnement et la gestion de l'auctorialité de Carolina Maria de Jesus et de Conceição Evaristo, en scrutant deux parcours d'analyse distincts — l'un pour chaque auteure —, chacun prenant pour point de départ des matériaux et des découpages différents. À cette fin, dans le cadre des études discursives, nous mobilisons la notion d'image d'auteur (Maingueneau, 2006, 2010) afin d'examiner le fonctionnement de l'auctorialité et la gestion de l'image d'auteure de Carolina et de Conceição, en construisant deux parcours d'analyse à partir de la notion de parcours, unité non-topique, telle que proposée par Maingueneau (2007). À l'issue des analyses, il a été possible d'observer que le fonctionnement de l'auctorialité et la construction ainsi que la gestion d'une image d'auteure s'opèrent, d'une part, à travers les matériaux et les découpages analysés par le chercheur et, d'autre part, simultanément par le travail auctorial lui-même et par les gestionnaires, commentateurs et intervenants de l'œuvre. Tandis que l'auctorialité et la construction de l'image d'auteure de Carolina Maria de Jesus sont, à l'heure actuelle, gérées par des intervenants posthumes, Conceição Evaristo présente une gestion propre et active du fait qu'elle est en vie, tout en voyant son image d'auteure valorisée par les intervenants et les commentateurs — démontrant ainsi que l'auctorialité, loin d'être un travail exclusif de l'auteur, est résolument dynamique et déterminée par une multiplicité de facteurs.fra
dc.description.resumoAo pensarmos sobre autoria, podemos elucidar um baila de vertentes e ideias que nos remete tanto aos estudos literários quanto aos estudos discursivos, fazendo com que tal conceito se torne, a seu próprio modo, um resultado de discussões e práticas que colocam o autor em constante questionamento. Nesse cenário, Dominique Maingueneau, em Discurso Literário (2006), formula que o autor é composto por três instâncias que funcionam imbricada e simultaneamente, isto é, a pessoa, o escritor e o inscritor, dando forma, assim, ao trabalho autoral. Entretanto, em Dez Conceito em Análise do Discurso (2010), ao propor a noção de imagem de autor, Maingueneau coloca em xeque sua formulação acerca da autoria ao questionar que o trabalho com o texto e a construção de uma obra não é exclusividade própria do autor, mas também de gestores, comentadores e interventores que, juntos, formam uma imagem que se tem do autor, bem como ajudam a moldar essa imagem em valores positivos ou negativos. Nessa perspectiva, buscamos compreender o funcionamento e a gestão da autoria de Carolina Maria de Jesus e de Conceição Evaristo, perscrutando dois percursos de análise, respectivamente, cada um tendo um ponto de partida diferente, isto é, com materiais e recortes distintos. Para tanto, no âmbito dos estudos discursivos, mobilizamos a noção de imagem de autor (Maingueneau, 2006, 2010) para examinar o funcionamento da autoria e a gestão da imagem de autora de Carolina e Conceição, construindo dois percursos de análise a partir da noção de percurso, uma unidade não-tópica, de Maingueneau (2007). Após as análises, foi possível observar que o funcionamento da autoria e a construção e gestão de uma imagem de autora se dá, de um lado, pelos materiais e recortes analisados pelo pesquisador e, de outro, simultaneamente pelo trabalho autoral em si como pelos gestores, comentadores e interventores da obra – enquanto a autoria e a construção da imagem de autora de Carolina Maria de Jesus é, atualmente, gerida por interventores póstumos, Conceição Evaristo apresenta uma gestão própria e ativa por estar viva, mas ainda tendo sua imagem de autora valorizada pelos interventores e comentadores, demonstrando que a autoria, longe de ser um trabalho exclusivo do autor, é marcadamente dinâmica e determinada por diversos fatores.
dc.description.sponsorshipNão recebi financiamento
dc.identifier.citationMAGALHÃES, Caio Mário de Oliveira. Entre margens e vozes: a construção discursiva da autoria em Carolina Maria de Jesus e Conceição Evaristo. 2025. Dissertação (Mestrado em Linguística) – Universidade Federal de São Carlos, Campus São Carlos, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/24194.*
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14289/24194
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlos
dc.publisher.addressCampus São Carlos
dc.publisher.centerCentro de Educação e Ciências Humanas - CECH
dc.publisher.initialsUFSCar
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Linguística - PPGL
dc.rightsAttribution-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
dc.subjectAutoria
dc.subjectImagem de autor(a)
dc.subjectPercurso
dc.subjectCarolina Maria de Jesus
dc.subjectConceição Evaristo
dc.subjectAuthorshipeng
dc.subjectAutho's imageeng
dc.subjectProcesseng
dc.subjectCarolina Maria de Jesus
dc.subjectConceição Evaristo
dc.subjectAuctorialitéfra
dc.subjectImage d'auteur(e)fra
dc.subjectParcoursfra
dc.subjectCarolina Maria de Jesus
dc.subjectConceição Evaristo
dc.subject.cnpqLINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA
dc.subject.ods4. Educação de Qualidade
dc.titleEntre margens e vozes: a construção discursiva da autoria em Carolina Maria de Jesus e Conceição Evaristo
dc.title.alternativeBetween shores and voices: the discursive construction of authorship in Carolina Maria de Jesus and Conceição Evaristoeng
dc.title.alternativeEntre marges et voix : la construction discursive de l'auctorialité chez Carolina Maria de Jesus et Conceição Evaristofra
dc.typeDissertação

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