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dc.creatorCamargo, Daniel William Ferreira de
dc.date.accessioned2017-08-09T17:29:30Z
dc.date.available2017-08-09T17:29:30Z
dc.date.issued2017-06-22
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/8967
dc.description.abstractThis work is about the existence of a use of só que não, variant of só que, which, in essence, expresses speaker’s irony with respect to a preceding proposition. Our object of study originated from the internet, as numerous other expressions, what shows the innovative and refreshing role of the World Wide Web on language uses. By breaking paradigms, the Internet slang has been responsible for promoting several discussions about the degree of its influence on the writing of those still in school age. However, meeting place even in strong groups of newspaper or magazine, with national circulation, the expression só que não consists of more a case of grammaticalization. Concerning different ways of só que não occurrence, once it can appear only with its initials, for example (#)SQN, we based on Longhin-Thomazi’s study (2003a, 2003b) to analyze its behavior on syntactic, semantic, pragmatic and textual aspects, given our hypothesis was prove it as a expression with conjunction role. Therefore, we adopt a methodology that considers effective use of the language, as is usual in functionalist studies, aiming to describe real events synchronously. We thus count on the WebCorp, which can, by offering a series of filters and contextualizing redeemed occurrences, be considered a versatile tool in the search for occurrences (CAMARGO, 2012). In this sense, our analysis criteria, which are (i) position of the expression, (ii) its denial and setback, (iii) its irony, and (iv) its association with several textual genres, allowed us to achieve the following results: the expression prefers locate itself always after some textual portion, what means that só que não acts over a piece of information located immediately before of it; all of our occurrences emphasize that both expectations drop and irony are product of its presence; and its recurrence on texts from column, opinion article and editorial genres mainly. It is concluded then that the expression has suffered action of grammaticalization as a conjunction, according to Hopper’s study (1991), by confirming our initial hypothesis.eng
dc.description.sponsorshipNão recebi financiamentopor
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade Federal de São Carlospor
dc.rights.uriAcesso abertopor
dc.subjectSó que nãopor
dc.subjectLocução conjuncionalpor
dc.subjectGramaticalizaçãopor
dc.subjectFuncionalismopor
dc.subjectConjunctioneng
dc.subjectGrammaticalizationeng
dc.subjectFunctionalismeng
dc.titleUma investigação funcional da locução só que não no português brasileiro escritopor
dc.typeDissertaçãopor
dc.contributor.advisor1Hirata-Vale, Flávia Bezerra de Menezes
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2797556968074056por
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8560900153891186por
dc.description.resumoEste trabalho diz respeito à existência de um uso de só que não, variante de só que, que, em sua essência, expressa a ironia do falante com relação a uma proposição imediatamente anterior. Vale dizer que nosso objeto de estudo, ao que tudo indica, originou-se da internet, como inúmeras outras expressões, o que evidencia, então, o papel inovador e renovador da rede mundial de computadores sobre os usos linguísticos. Prova cabal disso é o fato de, ao quebrar paradigmas, o internetês ser responsável pela promoção de diversas discussões a respeito de seu grau de influência na escrita daqueles ainda em idade escolar. Além do universo cibernético, a locução tem encontrado lugar até mesmo em grandes jornais, de circulação nacional, o que demonstra sua versatilidade para transitar entre diferentes contextos e adequar-se a diferentes modalidades da língua. Tendo em vista o caráter de só que não, cuja representação, em alguns casos, se faz presente pela mera indicação de suas iniciais, a saber, (#)SQN, procedemos, com base na caracterização funcional da perífrase conjuncional só que, de Longhin-Thomazi (2003a, 2003b), a uma investigação que descreve nosso objeto de estudo nos aspectos sintático, semântico, pragmático e discursivo-textual e que, por conseguinte, o classifica de locução conjuncional de contraexpectativa com valor negativo, a hipótese inicial. Para tanto, adotamos uma metodologia que considera o uso efetivo da língua, como é de praxe nos estudos funcionalistas, com dados obtidos sincronicamente, visando a descrever ocorrências reais. Contamos, desse modo, com o WebCorp, que, por oferecer uma série de filtros e contextualizar as ocorrências resgatadas, apresentando-as de maneira adaptada a qualquer que seja a análise de mesma natureza, mostra-se uma ferramenta sobremodo versátil na busca de casos (CAMARGO, 2012), e valemo-nos dos seguintes critérios avaliativos: (i) posição da construção, (ii) quebra de expectativas, (iii) veiculação de ironia e (iv) associação a diferentes gêneros textuais. Nesse tocante, nossos achados evidenciam a preferência da expressão pela posposição, já que sua atuação incide sempre sobre a porção textual anterior; a presença inerente tanto da contraexpectativa quanto da ironia; e sua recorrência também em gêneros como coluna, artigo de opinião e editorial principalmente. Assim, confirma-se a nossa hipótese inicial, por se tratar mesmo de uma locução conjuncional em estágios iniciais de gramaticalização, de acordo com Hopper (1991).por
dc.publisher.initialsUFSCarpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Linguísticapor
dc.subject.cnpqLINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICApor
dc.ufscar.embargoOnlinepor
dc.publisher.addressCâmpus São Carlospor


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